Act 1/ Scene 1: Marilena vai ao Leilão
3ª leilão da Bolsa de Artes de 2005. Rio de Janeiro, Copacabana Palace. Fui ao leilão, acompanhado de minha tia que queria vender uns quadros seus do Djanira, do Manuel Santiago e do não-me-lembro-mais-quem.
Chegando lá, vejo entre os presentes Marilena Chauí (era ela mesma, não me interpelem acerca disso). Mais obesa que nunca, com jóias e vestido escandalosamente bregas, tagarelava com suas amigas filósofas-petistas-socialites. Gulosa, não deixava escapar ileso nenhum dos coquetéis que eram servidos.
A sensação da noite era pra ser um quadro de Laser Segal – que foi vendido por R$ 600.000, se não me engano - e outros quadro de Di Cavalcante e Guignard. Era somente. A sensação foi ela mesma, Marilena Shall We.
Começou o leilão. Marilena estava acompanhada de uma amiga que aprecia entender de artes e que, portanto, guiava os lances da dupla. As amigas deram alguns bons lances (ta com grana essa petista, hein?), mas inicialmente não levaram nada. Eis que chega um quadro abstrato de uma tal de Mira Schnedel, que por unaminidade, entre entendedores e leigos como eu, podia ser escolhido como o mais grotesco do leilão. A amiga da Marilena não hesitou em fazer lances por ele e ia arremata-lo por 5.000 quando no último instante Marilena grita “5.500!”. A amiga atônita: “fique quieta Marilena! Eu já tinha dado o lance de 5.000, pq vc fez isso?”. Risadinhas forçosamente contidas são escutadas por todo o leilão - esse tipo de erro, cobrir o próprio lance, acontece muito raramente. Martelo batido, vendido por 5.500. Marilena então se levanta bruscamente e vai embora, irritada com sua própria burrice.
3ª leilão da Bolsa de Artes de 2005. Rio de Janeiro, Copacabana Palace. Fui ao leilão, acompanhado de minha tia que queria vender uns quadros seus do Djanira, do Manuel Santiago e do não-me-lembro-mais-quem.
Chegando lá, vejo entre os presentes Marilena Chauí (era ela mesma, não me interpelem acerca disso). Mais obesa que nunca, com jóias e vestido escandalosamente bregas, tagarelava com suas amigas filósofas-petistas-socialites. Gulosa, não deixava escapar ileso nenhum dos coquetéis que eram servidos.
A sensação da noite era pra ser um quadro de Laser Segal – que foi vendido por R$ 600.000, se não me engano - e outros quadro de Di Cavalcante e Guignard. Era somente. A sensação foi ela mesma, Marilena Shall We.
Começou o leilão. Marilena estava acompanhada de uma amiga que aprecia entender de artes e que, portanto, guiava os lances da dupla. As amigas deram alguns bons lances (ta com grana essa petista, hein?), mas inicialmente não levaram nada. Eis que chega um quadro abstrato de uma tal de Mira Schnedel, que por unaminidade, entre entendedores e leigos como eu, podia ser escolhido como o mais grotesco do leilão. A amiga da Marilena não hesitou em fazer lances por ele e ia arremata-lo por 5.000 quando no último instante Marilena grita “5.500!”. A amiga atônita: “fique quieta Marilena! Eu já tinha dado o lance de 5.000, pq vc fez isso?”. Risadinhas forçosamente contidas são escutadas por todo o leilão - esse tipo de erro, cobrir o próprio lance, acontece muito raramente. Martelo batido, vendido por 5.500. Marilena então se levanta bruscamente e vai embora, irritada com sua própria burrice.