Aeronaves do Hugo Chávez invadiram Brasil e pousaram em aldeia indígena ianomamis, em Roraima.
Agência Amazônia - Helicópteros e outras aeronaves do Exército da Venezuela fizeram sobrevôo ilegal dentro do espaço aéreo brasileiro e chegaram inclusive a pousar numa aldeia indígena, em Roraima, no dia 8 de agosto passado. A denúncia foi feita por lideranças do povo Ianomami, em carta endereçada às autoridades brasileiras. Os líderes manifestam sua preocupação porque acreditam que os militares do país vizinho estão apoiando garimpo dentro da area indígena.
A violação do espaço aéreo, seguido do pouso do helicóptero das Forças Armadas da Venezuelaa aconteceu na aldeia de Xitei e foi presenciada por representantes do Ministério Público Federal e da Diocese de Roraima que estavam em visita aos índios.
Embora o chefe do Comando Militar da Amazônia, general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho tenha alertado para o "vazio de poder’ na região, afirmando que a ausência do Estado brasileiro na faixa de fronteira norte facilite a expansão do narcotráfico, os líderes Ianomami informam que os militares brasileiros dos destacamentos da serra das Surucucus e da região do rio Auaris, mesmo avisados da invasão do espaço aéreo não tomaram nenhuma providência e "isso não é bom", afirmam os líderes.
Comandante Militar da Amazônia diz que a ausência do Estado na região norte "ainda vai dar problema".
FÁBIO BRANDT (*)
Um vazio de poder ameaça a Amazônia brasileira, abrindo espaço para o crescimento do narcotráfico e dos desmatamentos. A avaliação do general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho, comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), é endossada pelo alto escalão do Exército e fundamenta as ações das Forças Armadas na região: defesa do território e apoio logístico ao governo e à população.
O vazio a que Cerqueira se refere é a não-presença do Estado brasileiro na região norte – a maior em área (45% do Brasil) e a menos povoada (3,35 habitantes por quilômetro quadrado), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Isso vai dar problema”, afirma o General, argumentando que a região tem valor estratégico por abrigar 15% da água potável e a maior biodiversidade do planeta. “Tem muita gente de olho. Precisamos protegê-la e conservá-la”.
Com quatro estrelas no uniforme, Cerqueira ocupa o posto máximo do exército em tempos de não-guerra. Sob suas ordens, há 19 organizações militares e cerca de 25mil homens (entre oficiais e recrutas do serviço obrigatório).
Exército apóia população
Efetivo insuficiente, ele afirma, para quem precisa defender 42% do território nacional, incluindo 1.200 quilômetros de costa e 11 mil quilômetros de fronteira. “O exército faz o papel de outras instâncias do Estado aqui e, muitas vezes, é o único apoio à população”, acrescenta o General.
A presença de narcotraficantes e das Farc nas fronteiras amazônicas do Brasil fez com que o exército adquirisse competências de polícia, podendo revistar e prender pessoas em flagrante (conforme a Lei Complementar 117, de 2004).
Muitos outros “vazios” fazem as atividades do exército na região se desdobrarem, para áreas como transporte e saúde. Exemplo disto é o Hospital Militar do município de São Gabriel da Cachoeira (852 quilômetros de Manaus).
“Quem colocou para funcionar foi o exército”, diz o diretor do hospital, Major Couto.
Ele conta que o governo federal inaugurou a obra em 1990, mas o atendimento à população começou apenas em 1995, após o exército enviar médicos-militares para trabalhar nele. “Também fizemos parceria com o Governo do Amazonas e a prefeitura da cidade para as despesas”, diz.
O entorno do hospital denuncia a carência de São Gabriel por serviços básicos: casas precárias, muitas sobre córregos, quase sem tratamento de água. Uma realidade presente na maior parte da região norte, conforme mostram dados do IBGE: dos 896mil m³ diários de água distribuídos no Amazonas, 607mil m³ são tratados (90% vai para Manaus).
Mesmo assim, São Gabriel apresenta-se como centro urbano da região conhecida como “Cabeça do Cachorro” (extremo noroeste do Brasil, na fronteira com Colômbia e Venezuela). O Hospital Militar recebe pessoas de diversos outros municípios, transportados até ele por aviões da FAB, por embarcações do exército ou, mais comumente, barcos particulares (em viagens que duram dias e até semanas). “Precisamos de mais recursos para atender melhor e poder buscar mais pessoas”, afirma Major Couto.
Mobilidade precária
A dificuldade de deslocamento é presente em toda a Amazônia. Mesmo a concentração populacional e industrial de Manaus não escondem essa realidade. Não longe da capital, a bacia do Amazonas já inviabiliza o transporte terrestre.
Perante o alto custo do transporte aéreo, o fluvial desponta como solução. “Isso implica que há lugares em que só as Forças Armadas conseguem chegar para levar mantimentos e médicos”, disse o General Cerqueira.
Na área do CMA (42% do Brasil) a realização de transporte (de carga e de pessoas) é feito na seguinte proporção: 86% pelo Centro de Embarcações do CMA (Cecma); 12% pela Força Aérea Brasileira (FAB) e 2% por diversos meios civis.
O comandante do Cecma, Coronel Fernando Paranhos, explica que as funções do Centro de Embarcações são, principalmente, apoiar o treinamento das tropas na selva e patrulhar as águas do CMA. “O que envolve até troca de tiros com traficantes e contrabandistas”, diz. Mas, os 86% de transporte realizados pelo Cecma incluem fugas a essa rotina.
Paranhos conta que o Cecma transporta suprimentos alimentares e médicos para comunidades afastadas, em lugares de difícil acesso. Num último exemplo de atividade realizada pelo exército para cobrir a falta de estrutura da região norte, ele cita: “também trabalhamos nas eleições, transportando urnas até os eleitores e vice-versa”.
(*) Da Agência Repórter Social
Ora, mas por que tanto espanto?
As Forças Armadas estão sucateadas e humilhadas não dispondo de recursos para quase nada.
A tal reserva indígena Ianomami não já foi denunciada como uma grande farsa que retira do território brasileiro uma grande extensão de terras (riquíssima em recursos minerais) e a coloca ao inteiro dispor de ONGs internancionais, local onde brasileiro é persona non grata?
Alguém tem dúvidas de que o Lula vai permanecer inerte quanto a isso, ou melhor, que ele vai fazer a defesa do Chavez?
Putz! A tua última pergunta responde tudo!!
Isso é um absurdo. Se fosse um jatinho particular Americano já tinha até matéria especial no fantástico!
Concordo com a Lady. Se o bugre boliviano invadiu refinaria brasileira e cuspiu na bandeira nossa e recebeu afagos do LuLLa , com o Chaves então nem sei o que o Itamaraty fará. É capaz de doar a Amazônia aos Venezuelanos e cubanos com a conversa que é para protege-la dos "americanos" de Bush.