Esse texto é muito bom para compreendermos quem são de fato os EUA: um império benéfico.
O texto é de Lindolfo Cademartori e está disponível no site do Mídia Sem Máscara:
Império benéfico é algo como anão gigante, pelo menos do ponto de vista de um liberal. Quaisquer benefícios que um império possa impor, como na piada da Vida de Brian, serão insuficientes pra contrabalançar a perda da liberdade.
Eu não sei pq esses comunas tem tanta raiva dos EUA. Especialmente aqui no Brasil. Parece que o Brasil foi colonizado e explorado durante quatro séculos pelos EUA e não por Portugal com o qual os brasileiros mantém gentis laços de simpatia.
"vai estudar um pouco e ver como gente nesses países vive "melhor" graças a este magnânimo império..."
Que legal, hein??? Primeiramente, eu vejo um tópico "novo" aberto por um tal de Marcos, e vejo que uma postagem minha de quase 2 anos atrás foi ressuscitada por um cara que me diz "vai estudar"...
Posso lhe dizer, portanto, que hoje tenho ainda mais segurança na minha afirmação, porque os EUA, como força imperial, é estabilizadora à nível global! Como coloca Joseph Nye, garanta-se a paz de maneira mais segura com uma força hegemônica (a hegemonia americana é contestável) do que com equilíbrio de poder.
Se bem que, tendo o marxismo como sua paixão, e que é a principal fonte de anti-americanismo no mundo, bem que tu gostarias que a hegemonia fosse soviética, e que o império vermelho continuasse a impor seu regime de terror e totalitarismo em escala mundial! Ou por acaso estou errado?
Ademais, o Império Americano funciona mais como uma imagem ideal projetada pela humanidade do que em sua estrutura como país. Muito do poder dos EUA só tem esse tamanho pelo fato de que todas as pessoas assim o reconhecem. Governos do mundo inteiro alteram suas políticas e comportamento no mesmo instante que os EUA mudam de postura; grande parte do mundo trabalha para tornar-se um novo EUA (ou pelo menos na imagem de poder e riqueza e ele represente), e os americanos são sempre referência, em escala mundial, para tudo o que se diz, faz e pensa.
Por fim, essa enorme lista de supostas intervenções americanas pelo mundo carecem extremamente de um sentido. Esqueces-te de dizer que os EUA atuam internacionalmente como forma de justificar a si mesmos. Os americanos nunca vão colocar seus dedos em qualquer lugar do mundo sem que sua opinião pública esteja convencida de que sua atitude está embasada num principio moral.
A propósito, o problema moral é questão absloutamente ignorada em nosso Brasil, tão maltratado pelo imperialismo ianque.
Então né, mas foram quatro séculos de exploração portuguesa. Essa sim trouxe prejuízos incontestáveis ao Brasil. Afora o investimento nulo de Portugal nas colônias e a péssima influência cultural houve o genocídio de negros e índios além da criação do sistema da latifúndios (esse sim deveria ser odiado pelos comunistóides). Mas enfim, falar mal de Portugal ou queimar a bandeira portuguesa nos dias de hoje não tem aquele ar "revolucionário". Curiosamente a independência brasileira foi inspirada na americana em diversos pontos sendo inclusive o nome oficial do Brasil independente "Estados Unidos do Brasil". Mas essas idéias liberais americanas não fizeram muito sucesso entre latifundiários pois esse negócios de "todos livres perante a lei" é meio complicado.
Mas adoraria ver pelo menos uma manifestação comunistóide a respeito, coisa que até hoje sinceramente não vi. Parece até que existe simpatia pois Portugal também teve a sua fase comunistóide (o que levou o país a décadas de atraso).
Eu só gostaria de ver os malabarismo ideológico dos comunistóides para explicar a aproximação com a igreja católica sendo um dos fundamentos do comunismo o estado ateu. Ainda mais quando grande parte das terras improdutivas no Brasil está em poder da igreja.
Sem dúvida os EUA é a potência hegemônica mundial. Mas seria tbm imperialista?
Ao definir imperialismo, Dominic Lieven* distingue o governo imperialista dos demais por não basear-se no consentimento daqueles a quem governa (...) os EUA não se encaixam nessa definição, uma vez que o presidente norte-americano governa com o consentimento do povo americano - e no que lhe diz respeito, o povo americano nunca se ofereceu para aceitar os fardos do império e certamente não quer dominar outros países - o que restringe nitidamente suas possibilidades imperialistas.
*Dominic Lieven is Professor of Russian Government and Coordinator of the MSc in Comparative Politics at the London School of Economics.
FONTE: texto publicado originalmente na revista britânica “Prospect” e reproduzido pela Folha de São Paulo, em 6 de julho de 2003.
Rodrigo, discordo de sua visão com relação ao apoio a igreja.
Como assim todo apoio para um "mundo melhor" é bem vindo? O que vc chama de "mundo melhor" eu vejo como desejo sedento de poder as custas inclusive da ideologia.
E as terras da igreja? Ainda aguardo a resposta.
A questão do bar que citastes é um "sofismo" infantil. O pai deixa a dívida? Que pai é esse que citastes? O pai não morreu, continua vivo. Ou Portugal deixou de existir no momento em que o Brasil decretou a independência? Grande parte do ouro e das riquezas expoliadas do Brasil ainda continuam lá. Não seria o caso de pedi-las de volta?
Concordo com o seu ponto de vista com relação as drogas. Como liberal sou a favor da liberação. Usa quem quer e se mata quem quer.
Ahhhh bom, agora dá pra entender de onde sai esses teus conceitos de política internacional... de dicionários e enciclopédias. Vc nunca pensou em ler um Aron, um Morgenthau?
Isabela, usei um pouco da idéia do Império Americano que o Olavo fala em "O Jardim".
De fato, o império, na idéia clássica que temos, não coaduna com uma república. Ao adquirir territórios, uma república teria de inserir seus povos dominados no processo democrático. O império iria se desmembrar em várias pequenas nações que quereriam governar a si mesmas. Ademais, bem como disseste: imperialismo e livre-iniciativa se excluem. O pragmatismo americano viu que era mais conveniente abandonar o enorme esforço imperialista e dedicar-se na expansão do poder econômico.
Ao contrário da teoria leninista, o imperialismo é a etapa anterior do capitalismo.
"Exércitos de intervenção - Brancos
Wermacht
tudo isso levou o país à uma política fechada e de apoio discreto à revolução.
por exemplo, Grécia..."
Errado!! A revolução estava no âmago do pensamento soviético e é um dos pilares da praxis marxista! Como dizia George Kennan no chamado "Longo Telegrama" (conhecido como Artigo X): o império soviético era herdeiro do imperialismo russo, e a URSS era o poder central da Internacional Comunista, a qual também influenciava decisivamente os rumos de Moscou. URSS e as Internacionais atuavam juntas.
Em suma: com ou sem invasão dos brancos, a URSS seguiria em frente com seu projeto de revolução mundial (e que nunca foi abandonado por Stálin, ao contrário do que dizem) porque acreditava na sua infalibilidade. A crença na infalibilidade do processo histórico é característia inata do pensamento marxista.
Espero ter sido claro, porque ambos os comentários podem ser desmembrado em uma grande discussão!!
O Rodrigo (o cabeludo) atribui aos Estados Unidos a maior quantidade de assassinatos ocorridos no mundo.
Usando a mesma lógica torpe que ele se utilizou para chegar a esta conclusão, poderia ampliar ainda mais as estatísticas acrescentando todas as vítimas de atropelamentos ocorridas pelos automóveis.
Como não entender que é tudo culpa do Henry Ford e sua invenção diabólica?
Nossa, que lista furada essa dos Estados Unidos!!!
Tudo bem não ter tempo para se ler o que escreve, mas sequer entender, é dose...
Quer dizer que as deposições dos governos comunistas na Europa oriental foram golpes patrocinados pelos Estados Unidos? Ou que houve na Líbia em 1981 (?), Gana, 1966 ! Cuba!!! Camboja!!!!
Só falta culpar os Estados Unidos pela Hungria e Tchecoslováquia...
Mas patético é acreditar que auxiliaram o partido Baath?
(se os árabes lêem isso, vão ficar indignados)
Resumindo,
esse é o tipo de empulhação esquerdista, falsificando totalmente a história.
Se há uma guerra em alguma parte do mundo, descobrem em algum lugar a mão oculta e misteriosa dos Estados Unidos.
Se em um país se inventa uma política agrária desastrosa que leva milhões e morrer de fome, a culpa também é dos Estados Unidos, porque não foram ajudá-los...
Parecem esses malucos do Hamas.
Fazem protestos todos os dias contra o Ocidente, e queimam as bandeiras.
Mas não abrem mão do "leitinho" que vem da Dinamarca!