Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Olavo errou

Iniciado por inocncio em 14/09/2007 · 45 mensagens

inocncio#1
Olavo errou no último podcast. Ele afirma que o povo brasileiro não reage à esquerda porque falta dinheiro para se organizar uma resistência.
Olavo citou Napoleão Bonaparte, o grande estadista francês que varreu a Europa em guerras. Napoleão teria dito que uma guerra é feita de três coisas:

1- Dinheiro;
2- Dinheiro;
3- Dinheiro.

Ok. Guerras ao estilo que Napoleão liderou são realmente feitas de dinheiro. Napoleão derrubou diversas monarquias na Europa.
Porém, eu pergunto: que dinheiro tinha a contra-revolução de 1964 para reagir aos comunistas financiados por Cuba e pela URSS (lembrando que o governo era de esquerda na época, e portanto quem estava no poder era a esquerda)?
Que dinheiro tinham os revolucionários americanos lutando contra o exército mais bem equipado e mais bem pago do mundo ( da coroa inglesa, na época)?
Que dinheiro tinham os cruzados?
Quem dinheiro tinha os Apóstolos que fundaram uma igreja que derrubou o maior império da época ( mil anos) e persiste até hoje?
Ainda sobre Cristo, Napoleão mesmo escreveu:

Napoleão I (1769-1821), imperador da França, teve muito tempo para pensar a respeito da maior prova da realidade divina quando se encontrava deportado na ilha da Elba. Certo dia, durante um passeio, Napoleão parou de repente, virou-se para Montholon, que o acompanhava, e perguntou-lhe: «Que pensais vós de Cristo?»

O mesmo ficou confuso com a pergunta e disse-lhe: «Senhor, eu tenho de confessar que nunca pensei sobre esse assunto em profundidade e não tenho opinião formada sobre Jesus Cristo.»
«Pior para vós!», respondeu o imperador, e enquanto prosseguia em sua caminhada, foi expressando os seus pensamentos a respeito de Jesus Cristo.

«Ele é único, realmente o único que é mais poderoso vivo, depois da sua morte do que em vida aqui na terra. E o passar do tempo, que tudo transforma, não apenas reconheceu a obra de Jesus Cristo, mas a aumentou ainda mais. Em quase todas as partes do mundo, a Sua palavra é pregada, Jesus é amado e adorado.
inocncio#2
Qual é a pessoa falecida que continua fazendo conquistas porque seus soldados continuam dispostos a partir para a guerra e para a vitória? Eu estou vivo, mas as minhas tropas já me esqueceram, Alexandre, César, Carlos Magno, eu mesmo, nós fundamos reinos poderosos, mas o nosso poder se fundamenta em quê? Na violência. Jesus Cristo fundamentou o Seu reino no amor, e até hoje milhares de pessoas dariam as suas vidas com prazer por Ele.
inocncio#3
O amor pode muito mais que o dinheiro Srs. Pode porque Deus é amor.
uriel#4
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"Porém, eu pergunto: que dinheiro tinha a contra-revolução de 1964 para reagir aos comunistas financiados por Cuba e pela URSS (lembrando que o governo era de esquerda na época, e portanto quem estava no poder era a esquerda)?"

o dinheiro e os recursos de umas Forças Armadas (na época) bem organizadas. O dinheiro de empresários paulistas e da associação comercial.

"Que dinheiro tinham os revolucionários americanos lutando contra o exército mais bem equipado e mais bem pago do mundo ( da coroa inglesa, na época)?"

o dinheiro de um grupos de latifundiários (que era o que os Founding Fathers eram) e o dinheiro da França.

"Que dinheiro tinham os cruzados?"

O dinheiro do Vaticano e das coroas. de doações etc.

"Quem dinheiro tinha os Apóstolos que fundaram uma igreja que derrubou o maior império da época ( mil anos) e persiste até hoje?"

Pergunte a José de Arimatéia.. E a Judas Iscariotes, que era o tesoureiro.

Essa igreja recolhe e recolhia dízimos.
E ela não derribou império coisíssima nenhuma; pelo contrário, foi alçada à condição de Igreja estatal pelo próprio César, que se converteu. E as invasões bárbaras deram uma "ajudinha" na derribada do Império.
uriel#5
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Obrigado pela correção.
Por "igreja estatal" eu quis dizer religião oficial do Império.

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apesar do laicismo moderado, a Rev. Americana obviamente teve vários méritos.

e numa população cristã maioritariamente protestante e não católica, o "laicismo" (neutralidade) é necessária para manter a harmonia entre as diferentes seitas cristãs protestantes existentes.
(pois os cristãos não-católicos não têm unidade)

Na verdade trata-se de uma medida dos Founding Fathers para proteger as igrejas da influência do Estado.
priscila#6
Eu justamente acho que os Founding Fathers estavam certíssimos.
Quando se misturam as duas coisas, não é bom para nenhuma delas.
O Estado deve ser laico, sempre, na minha opinião.

Quando eu digo que "quero uma teocracia", estou na verdade exprimindo a minha irritação com alguma idiotice estatal. De vez em quando eu digo. E até penso no assunto. Mas sempre volto à conclusão que o Estado tem que ser laico, sim.
priscila#7
O laicismo moderado aí é porque o código moral da religião - ou o código revelado - é que tem que ser aproveitado para o Estado. Para a Civilização toda.

Mas uma religião não é apenas composta de seu código revelado. Ela inclui a Fé.

Então que o Estado, é claro, leve o código, mas só o código.
A Fé fica com cada um, privada. Não estatizada.
marcos_12#8
O argumento do Olavo de que se precisa dinheiro para se organizar não está de todo errado, ainda que ele tenha deixado de lado outras questões bem mais relevantes, como princípios comuns, planejamento intelectual, etc - e, obviamente, ele não precisa dizer tudo em um programa só.

Dinheiro se faz necessário na medida em que se vive numa sociedade onde 1) a riqueza seja um meio universal de se organizar, no sentido de que ninguém faz nada de graça já que a própria ordem social moderna lhe exige um sustento próprio, e 2) impera a lei, portanto o dinheiro é uma forma de poder válida, diferente, por exemplo, de uma guerra, onde as pessoas "dão a vida para sobreviver", por assim dizer.
marcos_12#9
Concordo contigo. O Estado deve ser laico. Ele deve ser uma construção racional na medida em que essa construção permita a liberdade de todos os grupos e indivíduos.

Como o Olavo comentou num de seus programas, Estado laico não que dizer Estado ateu, o que exigiria uma "moralidade atéia" dos governantes ou, no mínimo, um cinismo velado por parte de um governante religioso.

Um Estado laico governado por uma sociedade profundamente religiosa se submeterá aos princípios de seus governantes. Isso quer dizer que a razão que construirá e dirigirá o Estado estará sob a luz do espírito religioso.

Estado laico é - espero me fazer entender - razão iluminada.
marcos_12#10
Ultimamente o Olavo tem comentado muito sobre seus estudos à respeito da relação religião-Estado e sobre os movimentos gnósticos e o iluminismo.

Baseando-se no que ele tem dito, o iluminismo teve vários níveis de rebelião contra a religião, sendo a vertente inglesa - e, dentro dessa, a menos liberal - a base da ordem política norte-americana.

De fato, o Estado laico tem esse problema descrito pelo Olavo em O Jardim, e recordo-me muito bem dele. O sonho da Revolução Francesa vingou na América do Norte e traz consigo o fantasma daquilo que ele chama de Império, a "religião do mundo". Porém, no livro não estão presentes os comentários mais recentes do próprio autor à respeito de seus novos comentários do impacto do iluminismo inglês nos EUA.

A questão é: de que forma o Estado laico pode estar submetido aos princípios religiosos, de forma que eles dirijam a construção desse mesmo Estado sem que ele se torne anti-religioso? Do (muito) pouco que sei, a resposta pode estar na própria religiosidade do povo, como comentei:
marcos_12#11
"Um Estado laico governado por uma sociedade profundamente religiosa se submeterá aos princípios de seus governantes. Isso quer dizer que a razão que construirá e dirigirá o Estado estará sob a luz do espírito religioso."

Ora, se o Estado depende da base que é a Nação, então se faz necessário que a Nação possua uma ordem espiritual coesa de forma a firmar o Estado em seu devido lugar, ou seja: restrito à ordem política, sem se imiscuir na vida privada do indivíduo. Caso contrário, isso acabaria por ruir o próprio Estado e jogar a sociedade no caos (O Olavo diz isso no livro, e me desculpe se eu estou sendo redundante sobre coisas que tu já sabes. Estou comentando isto apenas para completar a idéia).

A questão reside - como estamos debatendo aqui - na relação entre Estado e Nação, de forma, claro, que os princípios do Estado não contrariem frontalmente os princípios da Nação. Portanto, se o Estado laico não for construído de forma atacar a sociedade, ele permitirá que a mesma controle-o e submeta-se aos seus princípios. César estará submetido à Cristo, mas não a ele diretamente controlado.
fbio_6#12
Dinheiro é necessário, mas o esforço para guardá-lo e investi-lo em uma idéia importante, depende de uma motivação maior das pessoas. [2]
wood#13
Dinheiro é necessário, mas o esforço para guardá-lo e investi-lo em uma idéia importante, depende de uma motivação maior das pessoas. [3] .

Sabe pq não se tem nenhuma possibilidade de se ter uma reviravolta politica pelas mãos do povão? Simples.
O individuo não tem nenhum sonho "burgues" de ascensão social.O luxo do lumpezinato é uma cerveja , uma cachaçinha .Não tem aspiração maior do que sobreviver. Se tem um governo que faz com que ele alcance a sua meta de sobreviver sem muito esforço, então esse governo é o melhor dos mundos.
Vejamos: um individuo que tenha tres filhos tem garantidos aí cento e cinquenta reais mensais e para isso , basta que os filhos entrem numa escola, mesmo que ali não venham a aprender nada. Não lhes interessa a escola, mas sim os cento e cinquenta REAL......, a casa, se for de um desses BNHs da vida, lhe custa 46 REAL....por mes.
Se ganha um salario minimo tem direito a uma cesta básica.Descola outra na capela da TL de seu bairro que lhe ensina , que a miseria que ele vive é produzida não por ele proprio com a sua falta de preocupação com o crescimento cultural e material , mas sim pelos "ricos" , que normalmente são gente classe média média que dão as ofertas com as quais o padre TL compra a festa básica e dá para o lumpen.
A mulher, trabalha mas não aceita ser registrada , pois senão entra na faixa dos que não podem receber as bolsas esmolas.....e aí acaba forçando o subemprego. Isso até não brigar com a patroa ....pois aí , nesta circunstancia vai ao sindicato e coloca a patroa no pau, cobrando toda a indenização trabalhista. Como sequer tem cpf , isso fica "por fora" do sistema , um dinheiro limpo que se torna à margem de qualquer contabilidade oficial.
Responsabilidade pela saude dos filhos é do estado....de educar, também é do estado....a moradia vem subsidiada pelo estado....vem um cascalhinho para o bolsa esmola , então ainda dá para gastar num boteco .....esse é o melhor dos mundos para a galera. Quem conseguiu isso? O presidente que tem cheiro do povo.
uriel#14
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"Uriel,
Eu não reconheço nenhum mérito na revolução americana.
"

Nenhum?
assim não dá.
marcos_12#15
"Essa resposta é errada. Religiosidade do povo? E, se o povo não estiver mais religioso, o estado pode parar de agir segundo a moral cristã? O poder vem de Deus ou do povo?!"

Quando falo em "religiosidade do povo" não me refiro a uma mero fenômeno sociológico. Isso é um vício das próprias ciências sociais. Levo em conta a autoridade divina presente na sociedade, ou seja: nos indivíduos que a compõe.

Se o povo não for mais religioso, o Estado, ou desaba, ou se torna um monstro indomável. A raíz do problema, portanto, não seria o Estado em si, mas a ordem social que o sustentava - faço questão de lembrar novamente a religião como fenômeno não apenas sociológico. Nisso tudo fica subentendido que o poder vem de Deus via humanidade. Ele não governa o Estado tal qual governa o coração do indivíduo de fé, mas via esses mesmos indivíduos que são autoridade de um país.

"E quando as religiões - verdadeira e falsas - estiverem em disputa, o estado é que vai arbitrar? E vai arbitrar segundo os princípios de qual delas? Se escolher uma, acabou o estado laico. Se não escolher nenhuma, então o estado está declarado supra-religioso e a lei civil superior à religiosa..."

Bom, confesso que tens razão. O que devemos esperar, portanto? O Estado voltará aos seus antigos moldes? E se fundamentará em que tipo de autoridade?

A única saída que vejo nesse problema não se refere ao modelo de Estado, mas sim ao modelo de nação - quando falo em um modelo, não falo em uma nação ideal, mas a mais saudável possível. Para evitar o Estado supra-religioso a sociedade deverá evitar abrir a brecha por onde o Estado se erga como autoridade máxima, e isso implica em evitar as disputas religiosas. Portanto, o debate acerca do modelo de Estado é secundário, e deveríamos discutir o problema religioso, espiritual e existencial de um povo.
catia#16
O Estado não pode arbitrar sobre falsidade ou não de uma religião, pois não tem alcance para gerir as coisas espirituais. Esse jamais pode ser um papel do Estado, e, caso o fosse, aí sim haveria falsidade, mas na lei desse Estado. Os casos mais berrantes e que são descobertos pela polícia, como o dos bispos que foram presos nos EUA devem ser punidos da forma como realmente foram.
uriel#17
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Em país de população predominantemente católica, o Estado não tem porque ser laico.

Na Argentina mesmo hoje não é (totalmente) laico. Não o é na Inglaterra anglicana.

Porém em país de população predominantemente protestante, não tem como o Estado ser não-laico (não tem como ele ter igreja oficial). Principalmente em país protestante multi-sectário. Vai ser o quê esse Estado?
Qual das seitas protestantes deveria ser a religião oficial dos EUA, por exemplo? A puritana, batista, quaker, metodista, luterana, presbiteriana? e pentecostal ou não?..

tal Estado poderia até ser oficialmente cristão, mas com separação entre Igreja e Estado, isto é, sem tomar partido em benefício de nenhuma das seitas cristãs rivais existentes.. E nesse sentido seria um tipo de Estado "laico" sim.

acho que isso resolve a questão sobre "de onde adviria a moral de um Estado laico".. ao menos de um Estado laico cristão (isso não é contraditório, conforme expliquei acima. O Estado poderia ser cristão sem ser oficialmente ligado a nenhuma igreja).

ou vocês querem uma teocracia católica impondo a Igreja Católica aos protestantes à força?..

o Estado não-laico que tínhamos no Brasil antes da República não era meramente um Estado cristão, mas sim era um Estado católico. Tudo bem, pois trata-se de um país católico. Mas em países protestantes algo equivalente a isso seria inviável.
Acho que agora fui claro.
uriel#18
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Definindo "laico" assim, aí fica fácil!

vamos combinar a terminologia antes de continuar a discussão. Laico = Estado no qual há separação entre Igreja e Estado; não há igreja oficial.

Há laicos e laicos.. uns mais laicos que os outros. e há o laicismo extremo.
catia#19
Para o Estado seguir princípios morais, basta basear suas leis na palavra de Deus, que é autoridade po si só, devido à sua origem. A democracia é o governo do povo, para o povo e pelo povo, basta haver o consenso da maioria. Tanto católicos, quanto protestantes e espíritas, que são a maioria aqui, consentem que os princípios cristãos são válidos. A não ser que Deus permita um ditador contrário a esses princípios ocupar o poder, isso vai permanecer.
orkut_3#20
Não acho que o Professor Olavo tenha errado. O dinheiro é necessário, é claro. Mas, antes de tudo, é necessário garra e boa vontade. A esquerda, salvo engano, tomou o poder antes de acumular tanto dinheiro.

Quantoa ao Estado laico, sou totalmente contra. O Estado tem que ser Cristão.
adilson_2#21
A Igreja é UNA, santa, católica e apostólica.

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Para começar, quem não se submete à autoridade do Sumo Pontífice, com sucessor de Pedro e vigário de Cristo no mundo, não está em comunhão com a Igreja Católica.

E isso é unanimidade entre os católicos!

Presbiterianos, batistas, pentecostais têm algo parecido com isso?

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Então, reitero a afirmação do colega: os protestantes não tem unidade, nem de perto semelhante à da Igreja de Cristo. E isso NÃO é um "erro tautológico".

A única semelhança e identificação entre todas elas é "protestarem" contra a Igreja (una).
uriel#22
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vocês estão raciocinando por meio de palavras quando me acusam de tautologia. E ignorando o contexto.

Só existem 3 religiões cristãs: a católica romana, a católica do oriente (ortodoxa) e a protestante (as protestantes) - ou 4, se contarmos a anglicana à parte das protestantes.

Que eu saiba, nenhum presbiteriano afirma que só os presbiterianos são salvos (e batistas etc não).

Não há nenhuma igreja protestante que seja equivalente à igreja católica (exceto talvez a anglicana, que originalmente era mais "cismática" do que exatamente protestante).

Mas é da natureza do protestantismo se dividir em inúmeras sub-seitas dissidentes e "rachas" ad infinitum. Isso se deve à própria natureza do Livre-Exame.

há divergências teológicas evidentemente mas o que os une é basicamente a bibliolatria ("crente na bíblia). Vejam o caso do pentecostalismo, que é um movimento inter-ministerial. Vejam os inúmeros evangélicos não-denominacionais.

vejam as igrejas protestantes existentes: Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Jesus Cristo É O Senhor, Assembléia de Deus etc etc.
São inúmeras.
E todos esses crentes são contados como "evangélicos" pelo censo.

agora, me digam, vocês que rejeitam o Estado laico americano: de que forma o Estado poderia ser não-laico nos EUA??

suponhamos que os EUA fossem uma teocracia. Qual seria a Igreja oficial do Estado americano protestante? A seita puritana, quaker, metodista, batista ou luterana? (sendo que boa parte dos primeros colonos eram cristãos protestantes que não pertenciam a igreja nenhuma)

É nesse sentido que não há unidade entre os protestantes.

Não é muito melhor o Estado americano ser simplesmente cristão ("one nation under God") porém sem tomar partido, sem ser oficialmente ligado a nenhuma dessas seitas cristãs? Foi isso que chamei de "Estado laico cristão".
uriel#23
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Há várias igrejas protestantes mas o Protestantismo em si é um "movimento" religioso por assim dizer (solo scriptura), movimento esse que gera várias congregações.
O Protestantismo, por assim dizer, "transcende" as diferentes seitas e igrejas cristãs evangélicas existentes (que surgem dele).

Tanto é que um crente da Assembléia de Deus chama um evangélico da igreja batista de "irmão". E o da Igreja Universal também. E todos eles chamam um evangélico não-denominacional também de irmão. Isso fica mais claro ainda no movimento pentecostal.
Todos são irmãos para eles (desde que não sejam católicos).

De modo que o Estado protestante, mesmo se fôr um Estado cristão (protestante) não tem como escolher umas das denominações evangélicas em detrimento das outras sem causar desharmonia e discórdia. O que justificaria tal favoritismo? Se o fizer estará criando uma espécie de igreja estatal (como a anglicana).

o máximo que tal Estado pode fazer é se reconhecer oficialmente como cristão mas sem eleger uma igreja oficial.

meu argumento não é difícil de entender. Mas até agora não me refutaram nem sequer me responderam, somentem me leram mal e encarando a questão com má vontade.
uriel#24
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Tautologia não é um erro mas em se tratando de argumento o é, por ser falacioso (um argumento circular)

Não sou católico e não invoquei minhas crenças.
Descrevi a diferença entre catolicismo e protestantismo objetivamente. Não é minha opinião, são factos.

Você ainda não entendeu o que escrevi.
uriel#25
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Minha posição é a seguinte:

Em países cristãos a "teocracia" é melhor do que Estado laico.

Países católicos não devem ter Estados laicos, pois esses historicamente costumam ser anti-religiosos.

Porém, em países protestantes a teocracia é inviável (pelos motivos explicados nos outros posts acima). De modo que nesses países protestantes é melhor o Estado ser oficialmente cristão porém com separação entre igreja e estado (ou seja, uma espécie de Estado "laico cristão". Isto é, cristão mas sem igreja oficial específica. Que é mais ou menos o que os EUA são, salvo engano).

Se quiserem, eu desenho..
uriel#26
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Eu não disse que haja algo errado com os cismas (e nem estou dizendo que não haja).

O catolicismo é (mais ou menos) monolítico. Portanto é possível a um país católico ter um Estado não-laico católico sem maiores problemas.

O protestantismo é fragmentário (não estou dizendo que isso seja ruim - e nem que seja bom..) Portanto fica difícil para um Estado cristão protestante ter religião/igreja oficial (é o caso dos EUA).

estou tentando explicar porque o Estado nos EUA é laico.

e desculpe pelo mal entendido.
denise#27
Não sei quanto vocês , mas ate a água preciso comprar
pq a da torneira que pago , nao é confiável ...

Como que nao precisamos de dinheiro no tempo
atual ?

Fica desempregado , sem casa , e tenta sobreviver?
no máximo se souber pedir consegue algumas moedas

A questão é que ainda a situação política ,
nao "parece " grave ....pq ainda nao mexeu no
bolso de ninguém ...ai a acomodaçao ,
o mundo de cada
um continua bom seguro e tranqüilo .
pra que mudar?

ha pessoas que estão consciente que esta
'APARENTE " tranqüilidade e prelúdio de algo
mais grave , e estao por uma decisão
e amor a pátria , fazendo revoluçao , sao poucos
mas existem ....a grande massa ainda esta no primeiro grupo.
erickson#28
Olavo também errou ao dizer que a reforma litúrgica de Paulo VI modificou o "pro multis" por "pro omnibus". Tal mudança só ocorreu em algumas traduções. O texto latino, e, portanto, oficial, permanece com a expressão original.

Ademais, tal mudança não invalida a Missa, a torna ilícita. O que torna a Missa invalida é a mudança das palavras DA CONSAGRAÇÃO, ou seja, "HOC EST ENIM CORPUS MEUM" e "HIC EST ENIM [CALIX] SANGUINIS MEI".

Quer isto dizer que o padre pode modificar tudo que haja na Missa, conquanto não modifique as palavras da consagração a Missa é VÁLIDA(o que não quer, obviamente dizer que seja lícita).
inocncio#29
Napoleão estava louco na ilha de Elba (já estava gagá), o Império Romano converteu-se ao cristianismo pela grana da igreja (queriam faturar mais), as cruzadas foram financiadas pelos grandes banqueiros da Europa e o grande motivo era o soldo milionário que os mercenários cristãos ganhavam para ir lutar contra os árabes na Terra Santa
Na revolução americana os EUA já eram muito mais ricos e poderosos que a Inglaterra (tem sempre um latifundiário cheio da grana no meio da história), tinham um exército muito maior, muito mais bem equipado, treinado e poderoso e em 1964 o Exército brasileiro tinha um investimento milionário da CIA, muito maior que os milhões que a URSS e Cuba investiram na luta armada por aqui.
Aliás, quando um recruta alista-se no Exército americano faz isso por desejo de dinheiro. Dá gosto morrer por dinheiro.
O brasileiro hoje, faz isso por dinheiro também. O Exército está nadando na grana há muito tempo.
No mundo compra-se tudo com dinheiro.
Viva o dinheiro, abaixo o amor.
geraldo_3#30
Louis Ferdinand Céline, em trecho de seu romance "Morte a Crédito", esculhamba o positivismo e a figura de Comte, no sentido de que suas idéias fracassadas e relegadas ao ostracismo na Europa
lograram êxito em seduzir uns imbecis de países insignificantes da América do Sul, tipo Uruguai.

Só que foi aqui que o babaca fez sucesso, na terra dos bucéfalos.
geraldo_3#31
A indigência intelectual brasileira não é de hoje, Maria. Por outro lado, da mesma forma que você está em dúvida quanto a supressões nos dizeres, imagino que só pode ser um misto de burrice e má-fé.

E, antes de inserirem o lema positivista, queriam mudar radicalmente a bandeira: provisoriamente, como todos sabem, uma cópia em verde e amarelo da Star and
Stripes, e depois até uma tricolor em preto, vermelho e branco, teoricamente representando o negro, o índio e o português.

Cometeram um grande erro naquele golpe, gerando esta república putrefata e medíocre.

Bom, o Olavo sempre disse que aqui, pega-se o lixo acadêmico europeu e traduz-se, adaptando às conveniências.
geraldo_3#32
Ah, e patriotismo não existe na 11a. edição do dicionário da Novilíngua: o comunismo
é internacionalista por natureza e, em fins do séc. XIX, fervor patriótico e civismo passavam longe destas plagas.

Todavia, eu teimo em ser patriota, e amar realmente este País.
uriel#33
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Não necessariamente ganha uma guerra quem tem mais dinheiro.
Porém, sem dinheiro não se faz uma guerra.
O dinheiro por si só não garante o sucesso, mas é um pré-requisito.
catia#34
O protestantismo não deseja a igreja no Estado, pois o reinado eterno, para quem segue a palavra de Deus, é de Jesus Cristo, e não há homem que o substitua. Portanto não há como misturar funções de Estado com gerência das coisas de Deus; a não ser que o governante fosse eleito diretamente por Deus e deposto por Ele mesmo, caso não correspondesse. Acontece que isso ocorreu com os judeus, já não ocorre mais. Tanto que, no Novo Testamento, Deus separa claramente os poderes seculares e o Reino de Deus "A César o que é de César". Deus não tem partido político, nem depende de denominação de igreja, Sua presença é total e seus princípios morais se encontram expressos na Sua palavra, resumidamente nos dez mandamentos no livro de Êxodo 20, 3-17.
Nunca vi ninguém jurar em cima da foto de nenhum representante de igreja alguma, a Bíblia fala por si só.
adilson_2#35
Que era uma frase de Olavo que parecia dar a idéia de que ele acredita que a falta de dinheiro é um grande problema para a luta anti-revolucionária.

Não é.
uriel#36
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Sim, é.
adilson_2#37
E não abro.

---
1. Guardo minhas idéias sobre o status de santa da Igreja onde quiser, inclusive numa comunidade do yorgut.

2. Quando estavam todos concordando que a frase do Uriel sobre a falta de unidade das seitas protestantes, comparada com a unidade da Igreja, era uma tautologia, foi meu post que mudou o rumo da discussão, ficando provado que NÃO era.

3. A comparação foi trazida como um argumento. Quis se dizer que o argumento era errado, por ser tautológico. A comparação seria, nesse caso, um erro... tautológico. Portanto, no contexto da discussão em questão (e não numa discussão filosófica especializada), isso existe.
adilson_2#38
Não é o que o dinheiro seja inútil.

Mas, ela não é um pré-requisito.

Ele aparece, na medida do necessário, se houver, primeiro, a idéia, a motivação, a disciplina, a criatividade.

Muitos grandes empresários começaram do nada. São conhecidas as histórias de homens que tiveram uma grande idéia, começaram pequenos, e depois conseguiram financiamentos, empréstimos ou sociedades milionárias, conseguindo o dinheiro (sim, necessário) para alçar grandes vôos.
geraldo_3#39
Achei sincera e cristã a mensagem do Toth, mas acredito que o Olavo estava apenas constatando uma realidade: ele atua como um exército de um homem só, não possui os megarecursos que dispõem os meta-capitalistas e os clePTo-vermelhos. Sua campanha talvez não seja solitária, mas é trabalho de beija-flor apagando incêndio enquanto os leões fogem da floresta em chamas com rabo entre as pernas. Por mais piegas ou pedante que possa parecer, a realidade é que o professor só está fazendo a parte dele.

As guerras de ontem são sempre mais baratas que as que as sucedem.

Quanto às idéias, vamos seguir importando, de preferência, só as piores (v.g., ações afirmativas, cotas, leis anti-homofóbicas ou pró-aborto, etc.). Mas noves fora "ordem e progresso", amor genuíno e dedicado ao país é essencial; já ao povinho do PT... Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou no Sermão da Montanha o dever de amar nossos inimigos, orar pelos que nos maltratam e perseguem. Pegar a cruz e segui-Lo é que é meio difícil...Ser cristão não é pra qualquer um, daí o "muitos" ao invés de "todos".
uriel#40
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"O sentido não perverso da palavra [seita] é, resumidamente : caminho alternativo"

De secção. Não usei a palavra seita no sentido pejorativo. E "seita" descreve melhor movimentos como o puritanismo do que "igreja", a não ser que se apele à etimologia de igreja no sentido de "comunidade".
inocncio#41
Jesus era um exército de um homem só. Depois virou um exército de 12 homens sós sem ter onde cair mortos e assim por diante.
Engraçado que o mesmo Olavo já usou o argumento reiteradas vezes de que o "brasileiro", na sua análise, é o povo mais "dinheirista" do Universo. Oras, dinheirista é aquele que põe o dinheiro acima das demais coisas em ordem de importância na sua visão da vida. É uma contradição.
Olavo também já disse reiteradas vezes que o dinheiro é muito menos poderoso que uma "idéia" e que o poder da força, usando como exemplo os capitalistas que acham que ganhando muito dinheiro e ficando ricos estão protegidos do perigo comunista. Então na ordem de valores do Olavo estão Idéias -> Força -> Dinheiro e depois quem sabe o amor. Tenho certeza absoluta que nesse exato momento 100% da esquerda vai concordar com o Olavo. É uma visão materialista da vida.
E quando eu digo que o amor é mais poderoso eu digo isso calcado no que é o poder de Deus, que é a maior força do Universo. Deus é amor.
inocncio#42
O único amor que existe de verdade, Caio, é o amor de Deus. Não existe outro.
Um bando de hippies fumando maconha e participando de orgias coletivas enquanto milhões de vítimas inocentes eram deixadas para trás nas mãos de comunistas sanguinários não tem nada de "amor". Parece simbolizar mais um ritual de sacrifício macabro em massa do que um ato de amor. Percebeu a contradição?
Esse é o problema. A mente do homem distorceu o significado sagrado dos conceitos cristãos. Quando fala-se em amor, pensa-se imediatamente numa coisa ordinária e sem sentido. Cristo, por exemplo, falava em opressores e oprimidos. Mas essa opressão era o significado dos puros de coração sendo oprimidos pelos homens de coração duro. Não tem nada a ver com o materialismo de Marx e do socialismo. Tem a ver com o coração do homem. Jesus falou disso o tempo todo.
Um soldado do exército ou PM não sobe o morro para enfrentar traficante amparado no dinheiro (que dinheiro?) nem em suas armas (as armas não garantem que ele mesmo não receba um tiro na testa e não morra). Taticamente então essas operações são um verdadeiro inferno pois os traficantes (ó novidade !) usam crianças e pessoas inocentes como escudo humano, além de terem de antemão a vantagem estratégica do conhecimento do local onde estão se escondendo e de atirarem de cima para baixo.
O que faz, então, um soldado ou PM enfrentar um traficante muito mais armado do que ele nessas condições pondo em risco a sua vida? É pressuposto que um soldado tenha mais amor a sua vida, amor a sua família, do que ao dinheiro. Ele não poderá gastar o seu dinheiro morto. Nem suas armas poderão trazer de volta seus familiares caso eles sejam mortos numa possível retaliação. A imprensa então, totalmente a favor dos traficantes. Os PMs são os bandidos da história e os traficantes os mocinhos.
O que faz os PMs enfrentarem tudo isso? Amor ao dever e amor às suas consciências que ainda não foram corrompidas. Nenhuma novidade, quem conhece o trabalho da PM deveria saber isso de antemão.
uriel#43
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Mas um pouquinhos mais de verbas para bons equipamentos ajudá-los-ia e muito (aos PMs)...

da mesma forte um corte dessas verbas pode enfraquecê-los muito. Muita honra e senso de dever mas sem dinheiro (sem equipamento) não adiantam. Da mesma forma que uma polícia muito bem paga e muito bem equipada porém corrupta também não adianta.

Só dinheiro não garante amor.
Mas por outro lado só amor também não enche a barriga de ninguém.

Tem que ter amor e dinheiro..
Senão é cousa de Don Quijote.
inocncio#44
Eu escrevi que "só" amor era suficiente? Eu disse que o amor é a coisa mais importante.
geraldo_3#45
Maria,

Uma análise interessante sobre o papel de Nosso Senhor pode ser tirada de uma boa leitura do capítulo 53 da profecia de Isaías. Lá temos a figura do Servo sofredor, contado entre os malfeitores, sem beleza, de cujas chagas vieram nossa cura. Nos vv. 11-12, salvo engano, há referências claríssimas da salvação de "muitos" (em lugar de todos), o que se pode encontrar também em Mateus 25 (não lembro os vv., é a passagem sobre quem é o maior (entre os discípulos), quando os filhos de Zebedeu e sua mãe queriam um lugar junto a Jesus quando viesse o Reino. Lá, Cristo afirma que não veio para servir, e sim para ser servido, e para dar a vida em favor da salvação de muitos.

Este Jesus, de fato, nada que tem a ver com $.

Este Jesus é o que ama, e possui o amor maior que é dar a vida por seus amigos.

Este Jesus está (infelizmente) muito distante de nós (mas porque nos afastamos dele, e somos pecadores).

Toth: não tenho dúvidas que o amor que vc se refere neste tópico é o ágape, aquele mais sublime e excelso. A pergunta que fica é: "se é possível conciliar este dever/dom de amar com a luta que temos de travar contra os comunistas", e, devemos admitir, ela exige (em razoável parte) vastos recursos materiais.

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