encontrei estes textos em alguns velhos emails meus da época de transição do Kardecismo para a Igreja. Penso que ainda são úteis para os kardecistas compreenderem o posicionamento da doutrina espírita sobre tais questões:
"Acabo de afirmar que sem a caridade, o homem constrói sobre a areia. Um exemplo torna isso compreensível.
Alguns homens bem intencionados, tocados, pelos sofrimentos de uma parte de seus semelhantes, supuzeram encontrar o remédio para o mal em certas doutrinas de reforma social. Com pequenas diferenças, *os princípios são pouco mais ou menos os mesmos em todas essas concepções*, *QUALQUER SEJA O NOME QUE SE LHES DE*. Vida comunitária, por ser a menos onerosa; comunidadde de bens para que todos tenham a sua parte, nada de riquezas, mas também nada de miséria. *TUDO ISSO
É MUITO SEDUTOR PARA AQUELE QUE, NÃO TENDO NADA, VÊ, ANTECIPADAMENTE, A BOLSA DO RICO PASSAR AO FUNDO COMUNAL, *SEM COGITAR QUE A TOTALIDADE DAS RIQUEZAS POSTAS EM COMUM, CRIARIA UMA MISÉRIA GERAL AO INVÉS DE UMA MISÉRIA PARCIAL* QUE A IGUALDADE, ESTABELECIDA HOJE, SERIA ROMPIDA AMANHÃ PELA MOBILIDADE DA POPULAÇÃO E A DIFERENÇA ENTRE APTIDÕES; QUE A IGUALDADE PERMANENTE DE BENS SUPOE A IGUALDADE DE CAPACIDADES E TRABALHO.*
(...)
Muitas dessas concepções sao fundamentadas em uma doutrina materialista confessada alta e bom som, ou sobre um panteísmo que não passa de um materialismo disfarçado. Isso quer dizer que são *ENFEITADAS* com o nome de fraternidade, *mas a fraternidade, assim como a caridade, *NÃO SE IMPÕE NEM SE DECRETA*, eh algo que existe no coração e *NÃO SERÁ UM SISTEMA QUE A FARÁ NASCER* se ela aí já não se encontra alojada. Ao mesmo tempo em que isto ocorre, *O DEFEITO ANTAGÔNICO À FRATERNIDADE ARRUINARÁ O SISTEMA* e o fará
cair na anarquia(...)"
Allan Kardec, discurso pronunciado nas reuniões gerais dos espíritas
de Lyon e Bordeaux, transcrito no livro "Viagens Espiritas em 1862",
Ed. O Clarim, pg 81-83
"Acabo de afirmar que sem a caridade, o homem constrói sobre a areia. Um exemplo torna isso compreensível.
Alguns homens bem intencionados, tocados, pelos sofrimentos de uma parte de seus semelhantes, supuzeram encontrar o remédio para o mal em certas doutrinas de reforma social. Com pequenas diferenças, *os princípios são pouco mais ou menos os mesmos em todas essas concepções*, *QUALQUER SEJA O NOME QUE SE LHES DE*. Vida comunitária, por ser a menos onerosa; comunidadde de bens para que todos tenham a sua parte, nada de riquezas, mas também nada de miséria. *TUDO ISSO
É MUITO SEDUTOR PARA AQUELE QUE, NÃO TENDO NADA, VÊ, ANTECIPADAMENTE, A BOLSA DO RICO PASSAR AO FUNDO COMUNAL, *SEM COGITAR QUE A TOTALIDADE DAS RIQUEZAS POSTAS EM COMUM, CRIARIA UMA MISÉRIA GERAL AO INVÉS DE UMA MISÉRIA PARCIAL* QUE A IGUALDADE, ESTABELECIDA HOJE, SERIA ROMPIDA AMANHÃ PELA MOBILIDADE DA POPULAÇÃO E A DIFERENÇA ENTRE APTIDÕES; QUE A IGUALDADE PERMANENTE DE BENS SUPOE A IGUALDADE DE CAPACIDADES E TRABALHO.*
(...)
Muitas dessas concepções sao fundamentadas em uma doutrina materialista confessada alta e bom som, ou sobre um panteísmo que não passa de um materialismo disfarçado. Isso quer dizer que são *ENFEITADAS* com o nome de fraternidade, *mas a fraternidade, assim como a caridade, *NÃO SE IMPÕE NEM SE DECRETA*, eh algo que existe no coração e *NÃO SERÁ UM SISTEMA QUE A FARÁ NASCER* se ela aí já não se encontra alojada. Ao mesmo tempo em que isto ocorre, *O DEFEITO ANTAGÔNICO À FRATERNIDADE ARRUINARÁ O SISTEMA* e o fará
cair na anarquia(...)"
Allan Kardec, discurso pronunciado nas reuniões gerais dos espíritas
de Lyon e Bordeaux, transcrito no livro "Viagens Espiritas em 1862",
Ed. O Clarim, pg 81-83