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Dei uma procurada pelos tópicos e não achei nada que falasse sobre este livro.
Então, resolvi criar este tópico para sugerir a leitura do livro “O comunismo: crítica doutrinária”, de Geraldo de Bezerra de Menezes, publicado pela primeira vez em 1962, diante da escalada e penetração que o pensamento marxista obteve no Brasil no período anterior ao regime militar.
Os trechos que selecionei falam sobre a necessidade de amputação espiritual para a disseminação do pensamento comunista. É um pequeno resumo e o livro se aprofunda muito mais.
O livro pode ser encontrado em sebos e em bibliotecas.
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“Estamos em face de doutrina que visa a “libertar as consciências do espectro teológico” (Marx), “quer aniquilar tudo o que se conhece por sobrenatural e sobre-humano” (Engels), aspira a aliviar o homem desta carga intelectual: a religião (Lenine) e cujos maiores sempre tiveram as armas em riste contra Deus (custa repeti-lo!), “o repugnante espectro que, no curso da história, causou tão diabólicos danos à humanidade inteira” (Lunatcharski).
Isto diz tudo. São conceitos escabrosos, baixos, abomináveis, são montões de lama, que retratam com suficiente clareza o brutal ateísmo comunista e a fidelidade à nota peculiar ao materialismo marxista. Para Jacques Maritain, a posição exprime “ato de fé, cujo conteúdo é a recusa de Deus”(1).
Limitamo-nos à prova dos nove de não ser mero acidente, mas essencial, o ateísmo comunista.
A verdade não constitui nenhuma violência. Se o vermelho é vermelho, não vemos como admitir excesso ou provocação na afirmativa. A coisa é o que é.
Observe o leitor a enxurrada de afrontas, a seqüência e atrevimento das ameaças. Veja o cristão, neste ateísmo militante, “a negação agressiva do Deus de sua fé”, conforme as palavras de Jerkovic (2). Retenha a apreciação de Pio XI: o comunismo “é a mais completa negação de Deus”; representa “guerra a tudo que é divino” (Divini Redemptoris). Atente no dilema formulado pelo inesquecível pontífice: Pro Deo aut contra Deum (Caritate Christi Compulsi – 1932). É a opção fundamental que até o marxismo nos impõe: negar ou afirmar Deus. Visto que radicalmente O negue – trata-se de “negação avassaladora”, como lhe chamou Paulo VI (Ecclesiam Suam) -, despreza o mundo interior, com suas profundas realidades.
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A suprema alienação do homem consiste, exatamente, em despojá-lo da essência espiritual. Mergulhar o homem no mundo é deixá-lo na superfície das coisas. E o marxismo entrega-o à natureza e às forças sociais ditadas pelo processo econômico. No lugar de Deus, os mitos: de “classe”, de “partido”, da “evolução materialista”, da “consciência revolucionária”, da “igualdade econômica” – inveterados chavões da oratória comunista (3).
A quantos, em atitude desconcertante, não se inquietam com os pronunciamentos nos quais os arautos da ideologia revolucionária definindo-se, ou melhor, “abrindo a boca e proferindo blasfêmias contra Deus” (Apc. 13-6), fazem da religião objeto de escárnio, a esses conformados, aconselhamos a leitura do volume de Georges Goyau, Dieu chez les Soviets, análise expressiva a demonstrar que “o Estado moscovita exige completa abolição do sentimento religioso, proclamando a incompatibilidade absoluta entre a crença em Deus e a aceitação dos princípios comunistas”. No mesmo sentido, o excelente estudo Humanismo Soviético, de Ulisse A. Floridi, S. J., tr., Rio, 1968.
Em suas Conferências Sobre a Constituição, ao tratar dos problemas morais na Lei Orgânica de 1934, Levi Carneiro, egrégio constitucionalista, deste modo se expressa:
“Lenine, adversário impenitente da crença no sobrenatural, não admitia, como chefe do partido bolchevista, que nenhum dos seus asseclas penetrasse no recinto de uma igreja. O bolchevismo toma aspecto religioso, torna-se uma religião. Mas precisamente na religião o comunismo encontra o seu maior obstáculo; por isso mesmo, ele é o inimigo da Igreja, de todas as igrejas.” (4)
Dizia o camarada Lenine, com ar sinistro: “Toda idéia religiosa é uma abominação.” (5) E aditava:
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“A guerra contra quaisquer cristãos é para nós lei inabalável. Não cremos em postulados eternos de moral, e haveremos de desmascarar o embuste. A moral comunista é sinônimo da luta pelo robustecimento da ditadura proletária.” (6)
Por conseguinte, não exagerou o impávido Arcebispo D. Antônio de Almeida Morais Júnior, sustentando, ao condená-lo, que “o comunismo é uma rebelião organizada contra Deus”.
Os ataques à Igreja em seus domínios não cessaram. Conhecida a denúncia de Pio XI ao evidenciar que “as barbaridades praticadas pelo comunismo contra a Igreja superam, em amplitude e violência, as perseguições que ela tem sofrido em toda a História”.
Leonid Iliytchev, dirigente da Comissão Central do Partido Comunista, num Informe de 1963, revela que os rumos são os mesmos: “A eliminação na U.R.S.S. das crenças religiosas é condição sine qua non da edificação do comunismo.” (7)
Nem os tempos se incumbiram de aplacar o ódio, desenfreado e satânico, dos agentes vermelhos no seu ateísmo exacerbado. Desprezavam a Igreja de Cristo; ainda hoje a desprezam. Insultavam-na, perseguiam-na; continuam a insultá-la e persegui-la. Ainda hoje, para atender à terminologia rubra, indicam “as leis morais, a moral e a religião” como “preconceitos burgueses”, identicamente ao Manifesto do Partido Comunista. Tentavam e tentam frustrar a marcha vitoriosa da Igreja, salvaguarda moral da humanidade.
Em matéria de educação, o abuso do poder tem origem no ateísmo comunista. Empenha-se o Estado em arrancar da mente das novas gerações a idéia de Deus. No fundo, posição absurda e paradoxal, porque se apóia na propalada e falsa neutralidade religiosa, que apenas exprime a noção materialista da vida e da sociedade. Aí está por que, às crianças e aos jovens, se proíbe ouçam, no recinto das escolas, a palavra reveladora de Deus, que eleva e transforma.
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Indisfarçável a diretriz oficial no plano pedagógico:
“A escola soviética, constituindo instrumento para dar educação comunista às gerações, não pode, por princípio, ter outra atitude em face da religião que a de luta intransigente. A base doutrinal da educação comunista é, com efeito, o marxismo, e ele é inimigo irredutível da religião. O marxismo é materialismo, disse-o Lenine; como tal, impiedoso inimigo da religião, a exemplo do materialismo dos enciclopedistas do sécu]o XVIII ou do materialismo de Feuerbach.” (8)
Os comunistas, "mensageiros de concepção do mundo e da sociedade fundada na incredulidade e na violência” (Pio XII, Mensagem do Natal, de 1947), pugnam, obstinadamente, por extinguir o verdadeiro sentimento religioso, negando e subvertendo os princípios cristãos.
Gravíssimo o erro dos que, desconhecendo o comunismo, cujo sistema ideológico é um todo, se dizem partidários de suas soluções sociais e políticas ou timbram em mostrá-lo apenas como técnica de transformação do regime econômico.
Ninguém se iluda. O ateísmo e a concepção materialista do mundo constituem o ponto de partida, ou, mais exatamente, o terreno em que se esteia a problemática comunista (9).
Para que não pairem dúvidas, limitamo-nos a manifestações irretorquíveis.
Alfredo Lage opina ser impossível “amputar” ou “esvaziar” o marxismo do antiteísmo que o insufla (10). Idem, Henrique C. de Lima Vaz, S. J.: “É inteiramente vã qualquer tentativa de repensar o marxismo numa perspectiva teísta, ou de atribuir ao ateísmo em Marx um caráter acidental” (11).
De Henri Chambre, o lúcido aviso:
“O problema religioso encontra-se intimamente ligado em Karl Marx e sucessores à economia e à política, de modo que, em si mesmos ou do ponto. de vista unicamente humano, são 'totalmente inseparáveis'”(12).
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Nada mais exato. No Marxismo, constitui tese irrecusável a luta ininterrupta conta o “estigma da alienação religiosa”. Com maior clareza, a emancipação total do homem prende-se à eliminação de Deus, ao desaparecimento da religião, à ruína da Fé (13).
Desçamos, de relance, à realidade dos fatos, para melhor exame dos repulsivos métodos do comunismo.
Eis o testemunho de Getúlio Vargas:
“Pregando ou conspirando, os seus apóstolos (os comunistas) jamais confessam o que são, mas, ao contrário, desdizem-se ou se declaram, quando mais corajosos, socialistas avançados ou pacíficos simpatizantes das idéias marxistas. A dissimulação, a mentira, a felonia constituem as suas armas, chegando não raro à audácia e ao cinismo de se proclamarem nacionalistas e de receberem o dinheiro da traição para entregar a Pátria ao domínio estrangeiro. Sejam quais forem os disfarces e os processos usados, os adeptos do comunismo perseguem, invariavelmente, os mesmos fins.” (14)
Outra manifestação, altamente expressiva, é a do Cardeal Ugo Poletti, Vigário de Roma, que nos agradeceu a oferta da 5.º edição deste livro, “con l’augurio che la forza della veritá cristiana vinca definitieamente il comunismo” (Roma, 10 de março de 1976).
Pois bem. Em outubro de 1975, o eminente prelado alertara os fiéis: “O comunismo de hoje, como ele o foi sempre e sempre o será, é o materialismo marxista. Por tática, ele pode tomar as aparências de tolerância, mas na sua essência, na sua substância ele é e continuará sendo materialismo ateu. Talvez por oportunismo, não se coloque imediatamente contra Deus, mas sempre se tratará de uma cidade sem Deus. E o que está em jogo aqui são a fé e as almas”.
Eis a verdade consubstanciada em dois significativos depoimentos. Não podem ocultá-la os filo ou criptocomunistas, nem mesmo os fanatizados pela doutrina.
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Lenine difundiu a tática deslavada, ainda hoje de uso rotineiro: “Cumpre saber consentir em todos os sacrifícios, usar mesmo, quando necessário, de todos os estratagemas, ou ardis, e adotar processos ilegais.” (15)
Para suavizar o escrito, lembramos a anedota que cobriu a União Soviética, depois que Kruschev deixou o poder e foi “desmitizado”, ele que tanto apregoava a sua condição de mineiro. Dizem que, na Rússia, ainda procuram a mina onde o sucessor de Stalin traba1hou... (16) Também o antecessor do “mineiro” deixou de ser mito, com a abertura do processo de “desestalinização”.
Reparemos, por outro lado, no caso impressionante, tenebroso, a que se reporta o Professor Rogério Gordilho de Faria, estudando A Justiça na Rússia Soviética. O livro de F. Ossendowski, consagrado a Lenine, igualmente o registra: “Estefan Lutof, noivo de Maria Shulguin, seduziu-a, violentou-a e deu-a aos companheiros, do que resultou a morte da vítima. O Tribunal da Cidade absolveu a comparsaria, sob o fundamento de que Maria, comunista, não tinha o direito de negar-se a um homem.” (17)
É certo que também da estrumeira brota a flor. Sem dúvida, a jovem tentara resistir às misérias morais impostas pela ideologia rubra.
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Não há fugir a tais fatos, sob regime em que os seus idealizadores e dirigentes qualificam de “abstrações”, se quiserem, “mistificações” da consciência humana, e criadores de um mundo imaginário – o direito, a moral e a religião. Marx, é oportuno que se saiba, asseverou enfaticamente: “os comunistas não pregam moral” (18). Lenine subordinou-a à luta de classes, negando a moral – “deduzida dos ensinamentos de Deus. A este propósito, dizemos claramente que não acreditamos em Deus” (19). Fatos desta natureza traduzem, inequivocamente, as monstruosidades do comunismo, para servir-me do conceito de Pio XI (Divini Redemptoris). Não há estranhá-los, visto que a estrutura jurídico-social dos soviéticos posterga os direitos inalienáveis da pessoa humana; desintegra a família; materializa o casamento, despindo-o de fórmulas solenes para reduzi-lo a simples registro, e o dissolve pelo mesmo processo; extingue a herança; nega a propriedade individual. Os que se têm consagrado ao exame de tal concepção jurídica, ou, mais especificamente, ao estudo da legalidade socialista, realçam como princípios básicos tanto “a negação de qualquer direito próprio inalienável do indivíduo, que é, por todo o seu ser, absorvido no corpo social”, como o seu caráter classista. Suas teses e formulações partem do pressuposto doutrinário de que o Estado e o Direito são superestruturas. Sob tal regime, salienta Henri Chambre, “o indivíduo e o Estado têm por fim construir e realizar a sociedade comunista e se subordinam a esse fim”.
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O exemplo é suficiente para aferirmos das conseqüências da “nefanda doutrina do comunismo, contrária ao direito natural e que, uma vez aceita, subverte o direito de todos, a propriedade, a própria sociedade humana” (20). Note-se que este era o juízo da Igreja, mesmo “quando o comunismo andava ainda de fraldas”, segundo as expressões de J. Mc Fadden (21). Não nos compraz descrever as atrocidades do comunismo – “peste destruidora que, infeccionando a medula da sociedade humana, a levaria à ruína", consoante Leão XIII (22).
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1) Jacques Maritain, La Philosophie Morale, N.R.F.
2) J. Jerkovic, Cristianismo e Marxismo no Século XX, in Vozes, Jan. 1968, pág. 61.
3) Quanto aos mitos: G. Gusdorf, Mythe et Métaphysique, Paris, 1953; S. Hook, Reason, Social Myths and Democracy, N. York, 1940; Alceu Amoroso Lima, Mitos de Nossos Dias, Rio, 1943.
4) Levi Carneiro, Conferências Sobre a Constituição, 1936, págs. 80-81. Ver: H. Chambre, S. J., Christianisme et Communisme, Paris, 1959, cap. II; Leopoldo S. Braun, A Religião na U.R.S.S., Lisboa, 1961; P. Thomaz Enriques, Em Três Cárceres Comunistas, Ed. Loiola, Belo Horizonte; A. Galter, Le Communisme et l’Êglise Catholique, Paris, 1956; E. Guerry, Iglesia Católica y Communismo Ateo, tr. Madri, 1961; A. Brunello, A Igreja do Silêncio, Ostia, 1953; A. Brucculeri, S. J., O Verdadeiro Aspecto do Comunismo, tr. Porto, 1956; A. Jany, Les tortures de la Chine, Paris, 1959; J. Savasis, La Lucha Contra Dios em Lituânia, México, 1964.
5) V. Souvenirs, de Clara Zetkine sobre Lenine, 1929.
6) Apud René Fulop Muller, Espírito e Fisionomia do Bolchevismo, tr. Ed. Globo, pág. 423.
7) In J. Y. Jolil, O. P., na obra coletiva L’Homme Chrétien et l’Homme
Marxiste, Paris, 1964, pág. 20.
8) E. I. Petrovsky, L’E'ducation athée à l’école – Sovietskaia pedagógica, 1955, n.º 5.
9) V. Jacques Maritain, Humanismo Integral, tr., S. Paulo, 1962, pág. 33, e La signification de l'athéisme contemporain, Paris, 1949; H. C. Desroches, Signification du Marxisme, Paris, 1950; E. Baas, ob. cit., pág. 164: “O ateísmo incide necessariamente em todo pensamento de Marx.”
10) Alfredo Lage, A Formação Marxista, rev. “Vozes”, julho-1964, pág.489.
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11) Henrique C. da Lima Vaz, S. J., Marxismo e Filosofia, rev. “Síntese”, abril-junho, 1969, pág. 61.
12) H. Chambre, De Marx a Mao Tse-Tung, tr. de H. de Lima Vaz, S. J., S. Paulo, 1963, pág. 36.
13) Sobre o tema emancipação: K. Marx, Man. écon.-phil, 1844.
14) Getúlio Vargas, A Nova Política do Brasil, vol. IV, pág. 140, Livraria José Olympio Editora, Rio. V. Leon des Poutens, Espions sovietiques dans le monde, Paris, 1961; J. Edgar Hoover, Mestres do Embuste, Ed. Itatiaia, Belo Horizonte; Stanley Moore, Três Táticas Marxistas, Rio, 1964.
15) Lénin, La maladie infantile du communisme, Paris, 1946, pág. 31.
16) In P. Ulisse Alessio Floridi, S. J., Humanismo Soviético, tr., Rio, 1968, pág. 30.
17) Rogério Gordilho de Faria, A Justiça na Rússia Soviética, rev. da Fac. de Direito da Bahia, 1934. O sociólogo soviético Strumilin não sustentou que a familia "dissolver-se-ia na complexidade da futura comuna”? (Cf. Ulisse A. Floridi, S. J., ob, cit., pág. 18.)
19) Lenine, discurso proferido ao Congresso da Juventude Comunista, em 1920, Obras, Moscou, 1948, vol. II, pág. 645.
20) Pio IX, Qui Pluribus, 9 de setembro de 1846. Na encíclica Nostris et Vobiscum, de 8 de dezembro de 1849, o mesmo Pontífice alertava os povos contra os que pretendiam “violar enfim todos os direitos divinos e humanos, levar à destruição do culto de Deus e subverter toda a ordem na sociedade civil”. Ver outros pronunciamentos de Pio IX na alocução Quibus Quantisque, de 20 de abril de 1849; no Syllabus e na encíclica Quanta Cura, de 8 de dezembro de 1824.
21) J. Mc Fadden, ob. cit., pág. 299.
22) Leão XIII, Quod Apostolici Muneris, 28 de dezembro de 1878.
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