"Depois eles não gostam de ser comparados aos nazistas, que fizeram o mesmo com os livros que o seu Adolfo não gostava"
"Os nazistas queimavam livros nas praças de cidades e povoados. Os comunistas, porém, queimam cem vezes mais, em segredo, de acordo com listas preestabelecidas, com rigor" (Alexandre Iakovlev em 'Cortar o mal pela raiz!')
Não é o máximo eles "denunciarem a existência de uma "direita"? Para a típica garotada doutrinada desde as fraldas a simples cogitação de uma posição política contrária é algo intolerável, grotesco. Em breve estarão fuzilando "os porcos imperialistas" (qualquer um que tenha um carro, por exemplo), tudo, é claro, em nome do amor, da fraternidade, da justiça... Nunca se mancarão que a sociedade "burguesa e capitalista" é a mesma que permite a plena liberdade de opinião que eles usam mas ao mesmo tempo negam peremptoriamente para os outros.
A propósito, dêem uma olhada na qualidade dos comentários de vários internautas a respeito das denúnicas que Ali Kamel vem fazendo no Globo. Dá vontade de vomitar.
Simples: acho que o grupo editorial da Editora Abril começou a dar mais atenção ao que o Olavo escreve. E começou a verificar que era tudo verdade. Estão tentando corrigir um erro de décadas.
Pior que eu conheço BEM esse ambiente, Rodrigo. Formei-me em Publicidade e Propaganda no início do ano e também fui BOMBARDEADO por marxismo-leninismo, frankfurtianos, Filósofos do Nada (como costumo chamar à turma de Wittgenstein e à tradição neopositivista), anti-tradicionalismo, etc, etc.
Clássicos? No máximo algum professor de Ciência Política, lááá nas cadeiras mais fundamentais (=rasas) deve ter citado Aristóteles...
Não sei como saí vivo dessa.
Legal que me dei superbem na minha monografia, onde abordei (com risco) e relacionei Publicidade, Capitalismo e Liberdade. Uma professorinha usp-style ainda tentou me vetar com discursinhos "na África se vive com 1 dólar", mas tirei 10 igual. Ah, um dos avaliadores era economista, de tradição liberal... sorte.
O problema da veja é que ela parte da premisssa equivocada de que o comunismo acabou. Considera a dominação atual da esquerda com um anacronismo de certo setores, sem maiores consequências para a sociedade.
Alguém já parou pra folhear algumas páginas de "Aventura na História"?
Dá vontade de... bleargh!
No mesmo mês em que a Veja conta as mentiras sobre a vida de pulha-Chê, a AH lança uma matéria de capa sobre o "herói"-Che?
Não é a mesma editora?
Que palhaçada é essa?!
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Eu já mandei e-mail, há alguns meses, reclamando da linha de "pensamento" da revista, que nunca dá espaço para contar a história real ou clássica, mas a revisada, a "visão crítica", a "doutrinária" da mesma.
Meu nome é Adilson, e tenho uma assinatura, já vencendo, de revista da
qual pretendia não renovar, mas mudar para a Aventuras na História.
Sou médico, mas História é um assunto que muito me interessa pela sua
capacidade de moldar a visão que as pessoas têm do seu passado, e
consequentemente do seu presente (e, dessa forma, o que elas querem para o
futuro).
Frequente leitor da revista VEJA, e com um pouco menos assiduidade, da
EXAME, percebo na Editora Abril uma grande defesa (praticamente única na na
imprensa atual do Brasil e da América Latina), das idéias do fundador Victor
Civita, repetidamente declaradas nos editoriais da Revista VEJA: a liberdade
de expressão e de opinião, a defesa do empreendedorismo, a livre iniciativa,
o repúdio a ideologias totalitárias, e mesmo ao exagerado controle do estado
na vida dos cidadãos. A Revista Veja, numa atitude louvável, declarou que
não mais grafará a palavra "estado" com letra maiúscula, no que a apóio e
imito.
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Ora, uma Editora que possui revistas com tanto critério e respeito à
verificação e confiabilidade das fontes e à qualidade das informações
editando uma revista de História, me pareceu uma coisa muito boa para
acontecer no Brasil, onde o ensino de História tem sido dominado, nas
escolas e universidades, por histeria, fanatismo, deturpação e
ideologias totalitárias, que há muito deveriam estar no túmulo da história
e das idéias.
Não sou eu que digo isso. Essa deturpação tem sido bem documentada pela
nova safra de pesquisadores históricos, por exemplo, na Revista Nossa
História da Biblioteca Nacional. A deturpação e a divulgação de uma idéia
falsa do que foi a Guerra do Paraguai, por exemplo, já possui livros,
matérias em revistas, etc. Por isso, uma revista especializada em História,
mesmo que seu interesse seja mais o de entreter do que o de educar, como a
AventHistória, deveria tomar cuidado e se atualizar bastante, principalmente
dando espaço às visões contrárias do mesmo assunto, se tiverem, claro, algum
fundamento histórico.
Mas, me pareceu que a Aventuras na História, indo na contramão de suas
principais colegas de Editora, prefere ser muito mais um panfleto do que uma
revista séria.
No seu último número, que comprei na Banca para *finalmente decidir se
assinaria ou não a revista, decidi que não vali a pena.*
Primeiro, começa com uma matéria de capa que somente difama e deturpa a
história do Papa e da Igreja Católica, sem a mínima preocupação com a
confiabilidade das fontes. Começa dizendo que o primeiro papa "queria usar a
nova fé como fator de unidade num império cada vez mais fragmentado. Quem
lucrou com isso foram os papas. *Primeiro, financeiramente*: o imperador
bancou a construção de igrejas magníficas."
Depois, num fato concebível em panfletos, mas inadmissível numa revista
séria, apela para a onda, já antiga e historicamente desacreditada, do
difamar o papa Pio XII como "o Papa de Hitler". Sua fonte, no caso, é o
livro, de mesmo título, de John Cornwell. Acontece que esse livro já foi
totalmente refutado e provado como sendo uma farsa ( ver os lviros do rabino
David Dalin, *The Myth of the Hitler Pope *, e o do filósofo Ralph
McInnerny, *The Defamation of Pius XII, *entre vários outros) e as matérias
sobre isso já foram até mesmo publicadas em revistas brasileiras, como a
"Primeira Leitura", que era editada pelo hoje colunista da Veja, Reinaldo
Azevedo.
No final da revista, tem uma "entrevista com Karl Marx", e defende a
idéia de que nunca houve comunismo no mundo, mas somente "experiências de
capitalismo de Estado", e que Marx estaria revoltado com o que aconteceu,
etc.
Em suma, *Aventuras na História que parece ter sido feita para agradar
aos leitores da Caros Amigos. Por mim, eles que fiquem com ela.*
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* Mas, gostaria que este e-mail chegasse aos editores da revista Veja,
por exemplo.* Eles deveriam saber que, enquanto gastam páginas e páginas na
defesa da livre iniciativa, sua colega de editora faz panfletos em homenagem
a idéias totalitárias, e dizendo que é História.
Havia mandado para a revista, e para o SAC, e pro setor de assinaturas, pro de marketing, e não sei mais qual, todos os que encontrei na contra-capa da revista.
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de ABRILSAC
27/04/2007 15:20
assunto: Re: Desistência de assinatura da Aventuras na H istória (pra minha sorte, ANTES de assinar)
Caro Adilson
Suas críticas sobre a linha editorial da revista Aventuras na História já estão sendo analisadas pela redação.
Afinal, nossa preocupação é levar cultura, informação e entretenimento a você com o máximo de qualidade, atendendo às suas necessidades e interesses.
Fique à vontade para dar suas opiniões e sugestões, pois elas são bem-vindas!
Só assim poderemos atender você cada vez melhor, buscando sempre sua satisfação.
Para agilizar o seu atendimento, ao nos contatar, informe o seu código de assinante: xxx.xxx.xxx.
de Aventuras na Historia Abril
04/06/2007 16:34
Aventuras na História - Atendimento ao Leitor
Adilson,
Obrigada pelo contato.
Peço desculpas pela demora no retorno. Realmente foi minha falha.
Encaminhei suas observações para o editor responsável pela matéria de capa analisar e também para a redatora-chefe da revista.
Gostamos muito de receber emails como o seu mesmo que sejam críticas ou reclamações. É somente dessa forma que poderemos fazer uma revista cada vez melhor, por isso, continue nos escrevendo sempre que quiser.
Um grande abraço,
Adriana Meneghello
Atendimento ao Leitor
AVENTURAS NA HISTÓRIA
Caro Adilson,
Como vai? Antes de mais nada, agradeço seu e-mail e lamento o fato de que você tenha desistido de assinar Aventuras na História. Li atentamente suas críticas. Permita-me respondê-las.
A matéria do Vaticano foi escrita por Reinaldo José Lopes, um dos nossos melhores colaboradores, que já fez muitas reportagens sobre o tema e teve acesso a fontes muito confiáveis (como o historiador Eamon Duffy, de Cambridge). A intenção da reportagem não foi difamar o Vaticano, mas mostrar que a Igreja teve um projeto de poder que mudou os rumos da história.
No caso específico de Pio XII, o texto afirma que ele, pessoalmente, não simpatizava com os nazistas. Mas isso não impediu que o papa tomasse algumas decisões polêmicas envolvendo o Vaticano e a Alemanha de Hitler - fatos que são reconhecidos por diversas fontes. Em nenhum momento chamamos Pio XII de "O Papa de Hitler" - apenas mencionamos uma obra com esse título no "Saiba Mais".
Já a "entrevista" com Marx foi publicada na nossa última página, no lugar reservado a sátiras. Com humor, nós quisemos reconstituir uma entrevista com o pai do comunismo, caso ela tivesse sido feita hoje em dia. O autor, Rodrigo Cavalcante (que já escreveu para revistas como Veja e Exame e editou Aventuras na História e Superinteressante), procurou colocar à prova a teoria marxista diante das mudanças do capitalismo, da vitória da livre iniciativa sobre a organização do proletariado etc. O "entrevistado" Marx se defendeu como pôde, mas não deu o braço a torcer. É o que o velho comunista faria se estivesse vivo, não acha? Mas era tudo uma grande piada.
Nós não dissemos que nunca houve comunismo no mundo - apenas pensamos como Marx reagiria diante do chamado "socialismo real". E em nenhum momento o texto defende o totalitarismo - numa das respostas, o próprio Marx critica o stalinismo e o chama de "ditadura sobre o proletariado".
Quando editamos Aventuras na História, não nos pautamos por posicionamento político. E, mais do que isso, deixamos nossas convicções pessoais do lado de fora. Tanto "socialistas" como "liberais" costumam ver o passado de modo a sustentar seus pontos de vista. Nosso objetivo é mostrar a história a partir de ângulos originais, independentes, fugindo dos estereótipos.
Convido você a ler a próxima edição de Aventuras na História (julho). Tenho certeza de que você não terá a impressão de que estamos homenageando idéias totalitárias.
Um abraço.
Patricia Hargreaves
Redatora Chefe revista Aventuras na História
Fone: 11 30 37 39 73
Há muito tempo a Veja publica matérias contra o Hugo Chavez, FARC, regime comunista da Coréia do Norte, PT.. o Stedile já foi "demonizado" graficamente (literalmente) numa capa vermelha da Veja. em outra capa, os radicais do PT eram cães com cabeças de Lenin, Trotsky etc.
a Veja também sempre elogia os governos liberalizantes (da Colômbia, o Aznar da Espanha, o Chile etc).
obviamente não é uma revista conservadora, mas é uma revista direitista neo-liberal.
eles não tinham se atrevido a atacar o "Che" antes porque é um mito na América Latina - é quase uma "blasfêmia" atacá-lo.
mas a meu ver não houve mudança editorial cousa nenhuma.
A mesma ladainha de sempre: "Não temos posicionamento político", "somos isentos e imparciais", a pior foi: "Nosso objetivo é mostrar a história a partir de ângulos originais, independentes, fugindo dos estereótipos".
Alguém consegue me mostrar algum estereótipo do qual a revista fugiu???
Dizer que o Papa ajudou Hitler, ou que Marx ficaria "indignado" com o "socialismo real", foge de algum estereótipo?
Por acaso, alguma revista (que não seja "original") diz o contrário no Brasil?!
Onde "direita conservadora" significa alguma coisa.
Alguns, porém, acreditam na existência de algo como "direita NEO-liberal"; esses vivem no planeta Revolução, no continente Bolivariano, no país Lulolândia.
Mande para eles a carta do Rabino-Chefe de Nova York, David G. Dalin, escreveu defendendo Venerável Pio XII. Nesta além dele proteger o Papa dessas acusações descabidas, cita Einstein, Golda Meir, Moshe Sharett, Rabbi Isaac Herzog, entre outras grandes personalidades israelitas, que elogiaram e agradeceram a Pio XII. Inclusive se cogita a possibilidade de eternizar a memória do Papa com o título de 'Justo entre as nações', o maior título que um gentio pode ter no judaísmo.
Pedro, o título "Justo entre as Nações" é completamente descabido para um Papa nazista, elitista, comprometido com um projeto de poder e membro da Igreja Hierárquica. Caberia bem melhor no Nosso Guia, ou no compañero Che, ou no Paizinho Stálin. Que idéia!
Uriel, vivemos na Terra, em férias. Mas já estou pensando em me mudar, a coisa aqui está ficando feia.
E vocês parem de encher o saco da imprensa brasileira. Uma imprensa digna, de qualidade, comprometida com um mundo melhor tem mais o que fazer do que ficar prestando atenção em vocês.
"Essa deturpação tem sido bem documentada pela
nova safra de pesquisadores históricos, por exemplo, na Revista Nossa
História da Biblioteca Nacional."
Um amigo me emprestou o número deste mês da tal "Revista História da Biblioteca Nacional". Um show de horrores, amigos! Fiz algumas anotações, após tomar dois Engovs. Por exemplo, tem um barbudinho lá na última página (um tal de Pedro Paulo Funari) dizendo que em 1985 vivíamos numa "ditadura". Sem contar o Pitombo dando vivas ao comunismo na Argentina, uma tal de Beatriz Coelho Silva jogando confete no Miguel Arraes (aquele), um tal Leonardo Guelman (outro "professor", da UFF) babando o ovo do Profeta Gentileza (aquele, que dizia que o capitalismo era coisa do mal) e Adriana Romeiro (professora da Univ. Fed. de Minas Gerais) metendo o pau na Igreja. Sem contar uma entrevista chapa branca com o Muniz Sodré (*).
Tudo isso capitaneado por um Luciano Figueiredo (que parece, pela foto, um daqueles intelectuais do Viva Rio)...