O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim divulgou nesta quinta-feira que jornalistas, atletas e outros membros das delegações que irão a Pequim em 2008 não poderão ter consigo "materiais usados para qualquer atividade religiosa ou política", além de "bandeiras de países que não fazem parte dos Jogos Olímpicos". A informação é da Agência Ansa.
Membros das delegações olímpicas presentes em Pequim afirmam que é a primeira vez que regras desse tipo são introduzidas na Olimpíada. A restrição provavelmente tem como alvo os budistas tibetanos, os muçulmanos da minoria étnica uigur e membros da seita religiosa, considerada ilegal pelo governo chinês.
Não está claro se na categoria de objetos "proibidos" encontram-se cópias do Evangelho ou de outros livros sagrados, como o Alcorão, que certamente serão levados por membros de algumas delegações olímpicas.
A lista de artigos vetados foi divulgada à imprensa internacional em Pequim pelo comitê organizador dos jogos. Durante o encontro, membros do comitê reafirmaram que até outubro do próximo ano, quando terminarão as Paraolimpíadas de 2008, os jornalistas estrangeiros na China terão completa liberdade de movimento e poderão entrevistar todos os cidadãos chineses que consentirem em falar à imprensa.
Após esse período serão restauradas as regras que impõem aos jornalistas que comuniquem ao governo seus movimentos fora da cidade em que residem e obrigam os mesmos a buscar autorização de dirigentes políticos locais para realizar entrevistas.
São motivo de preocupação ainda a questão do livre acesso à Internet, que é extremamente censurada pelo governo chinês, e as transmissões de redes de televisão estrangeiras, que freqüentemente são interrompidas quando falam sobre temas considerados "delicados" pelas autoridades chinesas.
http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI1982579-EI2242,00.html
Membros das delegações olímpicas presentes em Pequim afirmam que é a primeira vez que regras desse tipo são introduzidas na Olimpíada. A restrição provavelmente tem como alvo os budistas tibetanos, os muçulmanos da minoria étnica uigur e membros da seita religiosa, considerada ilegal pelo governo chinês.
Não está claro se na categoria de objetos "proibidos" encontram-se cópias do Evangelho ou de outros livros sagrados, como o Alcorão, que certamente serão levados por membros de algumas delegações olímpicas.
A lista de artigos vetados foi divulgada à imprensa internacional em Pequim pelo comitê organizador dos jogos. Durante o encontro, membros do comitê reafirmaram que até outubro do próximo ano, quando terminarão as Paraolimpíadas de 2008, os jornalistas estrangeiros na China terão completa liberdade de movimento e poderão entrevistar todos os cidadãos chineses que consentirem em falar à imprensa.
Após esse período serão restauradas as regras que impõem aos jornalistas que comuniquem ao governo seus movimentos fora da cidade em que residem e obrigam os mesmos a buscar autorização de dirigentes políticos locais para realizar entrevistas.
São motivo de preocupação ainda a questão do livre acesso à Internet, que é extremamente censurada pelo governo chinês, e as transmissões de redes de televisão estrangeiras, que freqüentemente são interrompidas quando falam sobre temas considerados "delicados" pelas autoridades chinesas.
http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI1982579-EI2242,00.html