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Olavo de Carvalho é gnóstico ?

Iniciado por luisgustavo_2 em 26/07/2004 · 15 mensagens

luisgustavo_2#1
uriel#2
confusão terminológica, não? A crença na existência da Gnose, esotericamente presente no núcleo de todas as religiões, astrologia, Guenon, etc.. Nesse sentido, Olavo é gnóstico.

vale lembrar que nenhum cristão "tradicional" acredita nisso (na validade do Islam ou da Cabala); pois diz Cristo que só se vai ao Reino do Pai através Dele (Ele, Cristo). porém, há cristãos esotéricos (gnósticos)

Contudo, Olavo não crê (acho que não..) no Demiurgo, na malignidade da matéria, no caráter ilusório do mundo; em suma, em nenhuma dessas esquisitices do gnosticismo estilo "Matrix", por assim dizer.. nesse sentido ele não é gnóstico não

E os textos assinados pelo Orlando Fedeli não são o trabalho de nenhum tapado não.. ataques ad hominem à parte, (não me interessa quem o homem seja) alguns dos artigos assinados por ele no site da montfort são bastante interessantes (sobre filosofia medieval, inquisição e textos anti-comunistas).

ademais, eu que sou ateu, nada tenho contra a TFP
marcos_12#3
Luiz, que esquema de "espiões" no curso do Olavo é esse?
uriel#4
a verdade é que a TFP era um dos últimos bastiões do anti-comunismo no Brasil e foi agora - até ela! até a TFP! - cooptada pela esquerda, recentemente.
leandro_13#5
Apenas uma vez tive a oportunidade de ver o conteúdo da página do Orlando Fedeli, visto por alguns como uma espécie de cruzado da defesa da fé.

Mas o que li já me foi suficiente para ver a sua incapacidade intelectual e estreiteza de pensamento, típica de quem alimenta polêmica com observações muito apressadas.
E olhe que não tenho simpatias pelos comunistas (muito criticados pelo Fedeli), mas imagino que se a Igreja católica dependesse dele para sua defesa intelectual, inevitavelmente estaria perdida.

O curioso é que o próprio Fedeli publica as polêmicas em que acha que foi o 'Vencedor', quando o que se vê é que realmente é que foi o derrotado.
O debate em questão foi com um leigo ex-seminarista, ligado à ala esquerda católica, que fez alguns questionamentos ao Fedeli, criticando seus extremos.
Fedeli, inicialmente, tratou com desdém seu polemista até que este confessou que estudou na França na comunidade da Taizé, que é um centro reformado ecumênico que realiza intercâmbio com católicos, com autorização de Roma.

Foi o suficientemente para que o Fedeli o acusasse, repetindo com exaustão, de 'protestante', e decaindo o nível na mesma medida que esgotavam-se os seus argumentos.
Já o esquerdista, sem muita erudição mas com inteira calma, simplesmente rebateu uma a uma as observações do seu vociferante interlocutor.

Me admira o Fedeli ter publicado a forma como 'desmontou' o protestante que nem protestante era.

Então, se vê, que por simples fatos isolados ou até citações, o Fedeli faz ligações extremas, e é exatamente isso que tentou fazer com o Olavo.
E convenhamos, a distância intelectual entre os dois é tremenda.
uriel#6
sim, a TFP agora é de esquerda. Foi "conquistada" numa briga na justiça por dissidentes esquerdistas que a "engoliram". A "velha guarda" fundo uma Associação dos Fundadores da TFP mas eles não podem mais usar a "marca" TFP.

link: http://veja.abril.com.br/280404/p_094.html (é preciso ser assinante)
ou também em http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?id…mes=Maio2004

Revista VEJA, 28 de abril de 2004 - Sociedade
A TFP do B
Dissidentes tomam o poder na mais tradicional organização conservadora do Brasil
por João Gabriel de Lima

Fotos Paulo Pinto/AE
Revolução, assembleísmo e poder popular. Estas palavras, costumeiramente associadas a partidos de esquerda, são úteis para retratar o rebuliço que tomou conta de um dos símbolos mais resistentes do conservadorismo brasileiro. Baluarte do anticomunismo, cultuadora de ícones medievais, propagandista da castidade, a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, a TFP, está rachando. Desde a morte de seu criador, Plinio Corrêa de Oliveira, a entidade vinha sendo tocada pelos seus oito sócios-fundadores, como mandava o regulamento criado em 1960. Um movimento rebelde, no entanto, anulou o estatuto da TFP, valendo-se de um dispositivo legal segundo o qual uma sociedade civil sem fins lucrativos não pode ser gerida sem consulta a seus integrantes. Em meio a várias idas e vindas jurídicas, os rebeldes convocaram uma assembléia, elegeram uma nova diretoria e, em plena quarta-feira santa, tomaram posse do casarão do bairro paulistano de Higienópolis onde funciona a sede da entidade. Chegaram acompanhados de cinqüenta policiais - e, ao entrar, constataram que vários tapetes e imagens haviam sido levados pelos seus antecessores. Os antigos gestores da TFP perderam o direito não apenas ao teto, mas também à sigla e até ao brasão. O leão rampante sobre fundo vermelho estampado nos estandartes da entidade era referência a um grupo de militantes da Igreja tradicionalista do início do século XX. Impossi
uriel#7
O leão rampante sobre fundo vermelho estampado nos estandartes da entidade era referência a um grupo de militantes da Igreja tradicionalista do início do século XX. Impossibilitados de usá-lo, os sócios-fundadores adotaram um leão parecido, só que com cara de bravo e segurando uma espada de fogo - talvez para mostrar que não irão desistir da briga facilmente.
Para entender o que acaba de acontecer na TFP, é necessário conhecer a biografia de João Scognamiglio Clá Dias, de 64 anos, que está para o movimento assim como, mal comparando, Che Guevara esteve para a Revolução Cubana. João Clá, como é conhecido nos quadros da entidade, militou na TFP por mais de trinta anos. Nos anos 60, aproximou-se do fundador da sociedade, Plinio Corrêa de Oliveira - chamado pelos teefepistas de Doutor Plinio -, de quem se tornou uma espécie de secretário particular. Aproximou-se também da mãe de Doutor Plinio, Dona Lucília, e se prontificou a escrever um livro sobre ela. A obra, copiosa, tem três volumes ricamente ilustrados. Uma prova da confiança de Doutor Plinio em seu secretário é que ele lhe franqueou a correspondência íntima entre mãe e filho, na qual aparecem apelidos carinhosos como "Luzinha", "Manguinha", "minha boneca" e "minha marquesinha". Integrantes do grupo que está sendo apeado da TFP desdenham dessa amizade. "Se ele era assim tão próximo, por que Doutor Plinio nunca propôs seu nome para a diretoria da TFP?", questiona o advogado Martim Afonso Xavier da Silveira, um dos homens fortes do antigo regime. De acordo com um ex-integrante da TFP que conhecia a ambos, no entanto, Doutor Plinio tinha realmente um carinho especial pelo secretário, a quem costumava chamar de "meu querido João, de olhos grandes e andaluzes". Segundo o ex-teefepista, João Clá chegou a fazer parte de uma ala da entidade que cultuava as figuras de Doutor Plinio e Dona Lucília como se fossem santos, e era mesmo tido por muitos como sucessor espiritual do fundador.
uriel#8
A rebelião na TFP começou com a morte de Plinio Corrêa de Oliveira, em 1995. "Muitos dos que não concordavam com a maneira ditatorial com que os sócios-fundadores agiam eram boicotados pela cúpula", diz André Dantas, um dos homens fortes da dissidência. De acordo com ele, era compreensível que o grupo dos insatisfeitos se reunisse em torno de João Clá, uma liderança particularmente forte entre os mais jovens. De origem humilde, o líder também era popular entre os mais pobres, que se revoltavam contra a cúpula formada por sobrenomes tradicionais, num caso típico do que antigamente se chamava de "luta de classes". Em 1999, o grupo dissidente, sob a batuta de João Clá, se reuniu numa outra sociedade, a Arautos do Evangelho. Literalmente sob a batuta: amante da música vocal, o líder dos dissidentes passou a reger um grupo - os Cavaleiros do Novo Milênio - que se dedica ao canto gregoriano e a outros gêneros clássicos. Em vez do leão rampante, os Arautos do Evangelho adotaram como símbolo a cruz em forma de espada de São Tiago. Era uma figura heráldica da preferência de Doutor Plinio, estampada na roupa com a qual ele foi enterrado. As principais diferenças entre a organização de João Clá e a TFP original são duas. Os Arautos do Evangelho admitem também mulheres - apelidadas de "fidúcias", palavra que em latim significa "confiança". E, ao contrário da TFP, que sempre peitou a cúpula do clero quando esta defendia causas como a reforma agrária, a Arautos do Evangelho se submete à hierarquia. Tanto que foi reconhecida pelo Vaticano como Associação Internacional de Direito Pontifício. No mais, tem semelhanças com a TFP. Alguns de seus integrantes são mantidos como "eremitas", ou seja, separam-se da família e se dedicam em tempo integral à entidade. Homens e mulheres, claro, ocupam residências separadas. A castidade é recomendada. Mantém-se também o culto aos ícones da antiga TFP. Na quarta-feira passada, aniversário de morte de Dona Lucília, dezenas de integrantes da Arautos do Evangelho - devidamente paramentados com
uriel#9
dezenas de integrantes da Arautos do Evangelho - devidamente paramentados com bata bege, escapulário com a cruz em forma de espada e botas - foram ao cemitério da Consolação, em São Paulo, prestar-lhe homenagem.
No início, a principal briga entre os dissidentes e a TFP - e que até hoje provoca vários processos jurídicos - era pelos donativos que sustentam entidades do gênero. A TFP estima ter deixado de ganhar 12 milhões de reais em todos esses anos. Os dissidentes entravam em contato com antigos doadores e captavam recursos em nome da nova entidade. Pior. Em alguns países nos quais a TFP estava presente, suas representações se "converteram" a João Clá. A ponto de a dissidência se tornar maior do que a TFP - a Arautos do Evangelho diz ter hoje filiais em 53 países, contra treze da TFP original. Os Arautos do Evangelho ocupam 250 imóveis no Brasil, entre sedes administrativas e moradias de eremitas, enquanto a TFP não chega a ter meia centena. Com a posse da nova diretoria, cujos integrantes são da turma de João Clá - ele não faz parte do grupo, mas todos sabem que manobra nos bastidores -, é como se a Arautos do Evangelho fagocitasse a TFP. A grande polêmica, agora, é sobre o que irá acontecer daqui para a frente, caso os antigos integrantes não consigam reverter a derrota jurídica. Como se sabe, a TFP sempre teve uma atuação política forte, defendendo suas causas independentemente das posições da Igreja. João Clá sempre preferiu as questões estritamente religiosas, e se submete à hierarquia. "O que ele vai fazer é colocar a TFP a reboque da CNBB, com todo o esquerdismo lá presente, o que é lamentável", teme Martim Afonso Xavier da Silveira. "Não vamos impor nada de forma ditatorial. As assembléias serão feitas e a antiga diretoria será chamada a opinar", responde André Dantas. Parece frase de político do PT - do tempo em que o PT não era governo. Realmente, esquerda e direita não são mais as mesmas.
uriel#10
[fim da reportagem da Veja]

e é isso. QUanto à Montfort, é uma dissidência da TFP. Fundada por Orlando Fedeli, que afirma ter descoberto uma sociedade secreta no núcleo da TFP, chamada Sempre Viva que dava ensinamentos diferentes (esotéricos)a uns poucos selecionados - não é impossível, note-se.

Várias pessoas que foram debater com ele, acharam-no inarticulado. No entanto, se ao vivo ele é inarticulado os textos assinados por ele não são o trabalho de nenhum tapado.
veja-se por exemplo esse crítica ao igualitarismo, dum ponto de vista teológico: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&s…ade&lang=bra

DESIGUALDADE & IGUALDADE: CONSIDERAÇÕES SOBRE UM MITO

(não estou fazendo "propaganda", nem da TFP nem da Montfort. Apenas digo que essas duas entidades não são nem nunca foram o demônio que pintam; não são nenhuma Ku Klux Klan nacional não. Ademais eu sou ateu)
uriel#11
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&s…dob&lang=bra

A TFP DO B ENTERRA A VELHA TFP

Orlando Fedeli

Depois de uma longa, complicada, e um tanto exótica pendenga judicial, o sr. João Scognamiglio Clá Dias e seus Arautos do Evangelho assumiram judicialmente a direção da TFP, e, com isso, se apossaram das sedes da entidade, de sua sigla, estandarte, arquivos, site, e especialmente de suas outrora polpudas caixas. Em suma, pegaram praticamente tudo. E ainda no dia 12, se noticiou que agora a TFP do B pretende se apossar de outra caixa ligada à velha TFP: a da campanha “Nossa Senhora Vinde Não Tardeis”. Afinal, banda precisa de muitas caixas.
É com uma sanha insaciável, demonstrando que se quer liquidar de modo completo com a velha TFP, que os seguidores da banda de Scognamiglio se lançam contra a entidade de Plínio C. de Oliveira.
Agora, em um documento publicado parcialmente pelo Jornal do Brasil se lê que já houve até ameaça de morte:
“Esta pendenga judicial e policial consta de um dossiê, enviado ao Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, e ao Vaticano, tendo o JB a ele acesso. O documento é assinado pelo ex-superintendente da Diretoria Administrativa e Financeira Nacional da TFP, Plínio Xavier da Silveira, destituído pela medida judicial movida pela nova diretoria.
“O principal alvo é o líder do grupo pró-TFP liberal, João Clá Dias, também presidente da Associação Internacional Arautos do Evangelho. Num dos trechos do dossiê, Xavier da Silveira transcreve partes de uma gravação de onze minutos, de 1996. Mostra trechos em que o presidente dos Arautos do Evangelho ameaça dirigentes da TFP nos EUA, por terem proibido meninos de tomarem atitudes de veneração a João Clá Dias.
uriel#12
“Na fita - diz o dossiê - ele prometia virar a mesa e pôr fogo na casa, se os membros daquela TFP continuassem a criticar seus métodos de apostolado.
“Em outra transcrição, de outubro de 1996, quando começava a disputa pelo controle da TFP, o dossiê destaca outra ameaça de João Clá, desta vez contra o diretor do escritório da entidade em Washington, o advogado Mário Navarro da Costa.
“- Tenho o plano na cabeça: pego um avião, lhe deixo uma bala no peito, e irei para a cadeia. Pelo menos, faço reunião para os presos - transcreve o dossiê”. ( Apud Jornal do Brasil On Line, 23 de Maio de 2.004. O negrito é nosso)
É inacreditável que uma pessoa que se apresenta como religiosa, e chefe de um Instituto religioso de caráter Pontifício, chegue a esse ponto de ódio mortal. Até parece diálogo entre pessoas sem religião, e do mais baixo nível.
Entre os membros da nova diretoria da entidade não consta, ao que se sabe, o nome de João Scognamiglio Clá Dias, - esse mesmo que fez ameaça de assassinato de um ex-companheiro, e que foi quem moveu toda a ação contra entidade de seu ex-mestre, Plínio C. de Oliveira, mas que, prudentemente, prefere manejá-la de longe, através de cordéis mais ou menos longos.
De qualquer modo, o que já estava praticamente morto, agora foi enterrado, podendo haver apenas uma vaga esperança de ressurreição jurídica.
[....]
marcelo_2#13
A Montfort, associação dirigida pelo Fedeli tem um dogma não-declarado:
"Fedeli locuta causa finita est"
inocncio#14
É inacreditável que uma pessoa que se apresenta como religiosa, e chefe de um Instituto religioso de caráter Pontifício, chegue a esse ponto de ódio mortal. Até parece diálogo entre pessoas sem religião, e do mais baixo nível.

E quem disse que são pessoas apegadas a idéias ou valores morais? Uma vez na esquerda, qualquer possibilidade de conduta moral está descartada. A esquerda em si já é uma contra-iniciação. Bobos são aqueles que acham que é possível conviver em democracia com gente que conspira dia e noite para destruir as instituições.
marcelo_2#15
Não há nenhum outro nome sob o qual somos salvos, está na Bíblia.
Perenialismo não é aceitável para a Igreja Católica.

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