as discussões são até certo ponto naturais, na minha opinião (mas de ato pode-se maneira um pouco), pois há nessa comunidade liberais e conservadores, monarquistas e republicanos; há democratas, neo-cons, Tradicionalistas guenonianos, católicos tradicionais anti-Concílio Vaticano II, católicos pró-Concílio Vaticano II, cristãos ortodoxos, protestantes, paleo-conservadores...
em muitas das comunidades de esquerda marxista há um cordeirismo irritante; ninguém discorda de ninguém e todo mundo endossa tudo.
uma cousa que me irrita aqui às vezes são as más interpretações de texto que às vezes parecem advir de má fé ou de puro analfebetismo funcional e falta de familiaridade com figuras de linguagem e recursos retóricos.
isso foi visível no tópico sobre o artigo do O. de C. "Votando no Capitão", no tópico sobre um artigo contra o materialismo de um bispo, no tópico sobre um artigo do Coutinho a respeito de homossexualismo, no tópico sobre a "extrema-direita" autoritária e em muitos outros.
de qualquer forma reconheço que sou um dos chatos da comunidade. Eu, o Rafael e o Toth.
mas acho dessas discussões quase sempre algo de bom se aproveita no final das contas. Às vezes até se chega a uma concluisão. Foi mais ou menos o que aconteceu no tópico sobre a lei Maria de Penha e em vários tópicos sobre sedevacantismo e o Concílio Vaticano II. Aprendo muito aqui e me divirto. Acho que essa é uma das melhores comunidades do orkut (inclusive em seus tópicos off-topic).
no mais peço desculpas à moderação e participantes por eventuais excessos. Às vezes tendemos a achar que estamos num "botequim" virtual quando participamos. É que muitas comunidades têm exatemente esse espírito e proposta (de ser um boteco de discussões).
Oh, por favor, discutam, meninos.
By all means, discutam!
Isso aqui não tem intenção de virar uma pasmaceira de gente concorde.
Bocejar é que não pode.
A verdade é que o Olavo erra, não é infalível. Tem muita razão na maioria das coisas que diz, mas infelizmente as pessoas precisam de ídolos para seguir.
Infelizmente muita gente não se conforma com isso.
Amigos, fazemos o possível para vetar a entrada de perfis suspeitos ou que demonstrem intenção de atrapalhar as discussões: raramente, hoje, alguém "trolla" os debates aqui.
Não é possível e nem é desejável eliminar todas as diferenças a priori, "passando a régua" em todos - nos esforçamos para que entrem, e para que permaneçam, os bons debatedores, com suas diferenças eventuais - confiando na capacidade auto-reguladora da própria comunidade.
Nossa intervenção é um recurso extremo, para quando esta capacidade auto-reguladora for excedida por uma ação irregular excepcional.
Somos pela moderação mínima, modelo só aplicável em comunidades de alto equilíbrio moral e intelectual, como temos nos esforçado para que esta seja e continue a ser - e cremos, sinceramente, que É.
Cada membro aqui é igualmente responsável para que tão bom modelo seja mantido, e confiamos em cada um de vocês, é lógico, para a permanência dele.
Aqui na comunidade eu participo mais ativamente nos tópicos longos de discussão. Os pequenos, de comentários rápidos, acabo que me privo, fico com preguiça de escrever algo que sei que alguém vai explanar, hehehe.
Eu mesmo já me envolvi em discussões "de voz alta" com o Márcio e o Fernando, rolou um stress básico, trocas de acusações pessoais daqui e dali. DEpois ficou tudo na paz, cada um com a sua visão. Tenho, apesar da "briga", simpatia sincera por ambos. Também já chamei o Uriel de bairrista com todas as letras, nem me lembro se ele respondeu, mas não impede que eu tenha também a maior simpatia por ele, somos "amigos" no orkut, portanto acho que deve ser, em alguma medida, recíproca a amistosidade.
E sinceramente, acho que ninguém ficou mortalmente ofendido com nada, com a honra e moral despedaçadas, nada disso. São pessoas, como muitas outras aqui, bem maiores do que isso.
Sendo assim, tenho o maior prazer em discordar dos senhores.
Concordo plenamente com o que disse o Márcio em seu primeiro post neste tópico. É também um prazer concordar.
Aprendo muito por aqui.
Se fiz algum exagero de retórica, algum ato de interpretação equivocado ou alguma ofensa a alguém, peço sinceras desculpas.
Mas quem entendeu meu tópico sabe que não falo das DISCUSSÕES em si, que são mais do que normais e saudáveis a todos, mas da INFANTILIDADE mesma de algumas discussões. Só faltava chamar pra porrada o outro em algum lugar marcado.
O problema é que numa discussão ambos lados necessitam de um conteúdo base. Em relação ao assunto que pontuou, não é opinião minha, nem do Papa, mas ensinamento doutrinal dogmático, portanto intrínseco a ser católico, que "Fora da Igreja não há salvação", claro que existem casos como ignorância invencível, etc. Num debate sobre esse tema o objetivo final seria convencer os católicos a caírem em heresia, o que é algo completamente tresloucado. Ou você conhece muito de catolicismo para entrar num debate sobre isso, ou então a discussão vai ficar completamente desnorteada
Nao poderia resistir e vou dar um pitaco sobre o problema.
Acho que o Bruno colocou uma coisa interessante. Embora eu esteja perfeitamente seguro de minha fe e de minha salvacao e tambem nao veja razao para persuadir nenhum catolico da comunidade a abraca-la (afinal sao todos alfabetizados, mais inteligentes do que o usuario medio do Orkut e capazes de ler a Biblia e tirar dela as conclusoes que lhes couber tirar, de modo que os respeito o suficiente para nao me arrogar o papel de grande apologeta da reforma), vejo que o tom que assumem alguns chega a ser de mau gosto. Essa neceessidade de afirmar a fe mandando todo mundo para o inferno no processo peca pela falta de proporcao. Ja esta clara e estabelecida qual a posicao da Igreja Catolica sobre os protestantes, alias sou um dos que viu com bons olhos o posicionamento do Papa Bento XVI (assim como o fez o Rev Augustus Nicodemus, teologo presbiteriano), por que foi uma tomada de posicao que beneficiou os dois lados da disputa. Agora, muito alem da inutilidade de debater nesse contexto se estao certos catolicos ou protestantes, ja esta mais do que na hora de parar de transferir o debate que nem deveria ter comecado (por causa das posicoes irredutiveis de ambos os lados, que nao tem nenhuma intencao de encontrar um acordo ou compromisso qualquer e nem deveriam) para tudo quanto e topico, e principalmente no tom que se tem usado. Deve haver alguma comunidade chamada, sei la, apologetica crista, qualquer coisa assim, onde a discussao sera pertinente (e quem sabe ate os insultos, embora nao me pareca uma boa ideia).
O mais engraçado é que em boa parte das discussões entre católicos e protestantes quem inicia justamente são os que não fazem parte de nenhuma das respectivas religiões. Da parte dos católicos, nós seguimos a doutrina da Igreja, em relação aos protestantes, tirando os relativistas ecumênicos, o mesmo procede, portanto fica meio que no vazio discussões sobre o credo alheio.
Eu também não vi o filme, mas já sei tudo sobre ele. Nunca vi um filme nacional ser tão comentado. A maioria está dizendo que o Capitão Nascimento é herói. Eu só opino depois de assistir.