Li alguns tópicos sobre religiões (católica, ortodoxa, judaica e islâmica) nesta Comunidade. Estes tópicos parecem fazer confusão entre o uso político das religiões com as religiões em si.
Conheço pouco dos escritos do pensador Olavo de Carvalho. Mas, no que li, me cativou o cuidado com ele trata as tradições orientais.
Tive a alegria de achar um livro do Olavo num sebo: "fronteiras da tradição". Nele ele fala da razão profunda das religiões, inclusive do Islam (que vi, nesta Comunidade, ser criticado, não pelo uso político que dele fazem, mas como se fosse algo mal até mesmo em suas origens e essência).
Sobre o Islam saudável, Olavo escreveu:
"O Corão proíbe terminantemente crer sem razão: 'Não sigas aquilo que desconheces' (XVII:36). Zakaria El Berry, comentando este versículo, afirma: ' O Corão proíbe ao homem seguir aquilo que desconhece, quando não tem provas evidentes a respeito. Ele condena aqueles que seguem a outros, mesmo a seus pais, sem conhecimento..., classificando abaixo dos animais o homem que não usa de sua inteligência.
Um hadith do Profeta (sobre ele a Paz) estabelece: ' Deus não criou nada mais nobre que o intelecto, e Sua cólera tomba sobre aqueles que o denigrem'.
Quanto à excusa da fé, é importante notar que fides, em latim, tem a mesma acepção de 'fidelidade', de 'constância' e de 'confiabilidade', nada permitindo interpretá-la no sentido de uma adesão irracional a crenças insensatas ou incertas. A virtude da fé significa que o homem, uma vez tendo aprendido pela razão e pela evidência uma verdade, permanecerá fiel a ela, mesmo quando sua imaginação, seus sentimentos ou sua vontade - para não falar de fatores coercitivos meramente externos, como a opinião grupal ou a pressão das circunstâncias - o inclinarem em sentido oposto".
Conheço pouco dos escritos do pensador Olavo de Carvalho. Mas, no que li, me cativou o cuidado com ele trata as tradições orientais.
Tive a alegria de achar um livro do Olavo num sebo: "fronteiras da tradição". Nele ele fala da razão profunda das religiões, inclusive do Islam (que vi, nesta Comunidade, ser criticado, não pelo uso político que dele fazem, mas como se fosse algo mal até mesmo em suas origens e essência).
Sobre o Islam saudável, Olavo escreveu:
"O Corão proíbe terminantemente crer sem razão: 'Não sigas aquilo que desconheces' (XVII:36). Zakaria El Berry, comentando este versículo, afirma: ' O Corão proíbe ao homem seguir aquilo que desconhece, quando não tem provas evidentes a respeito. Ele condena aqueles que seguem a outros, mesmo a seus pais, sem conhecimento..., classificando abaixo dos animais o homem que não usa de sua inteligência.
Um hadith do Profeta (sobre ele a Paz) estabelece: ' Deus não criou nada mais nobre que o intelecto, e Sua cólera tomba sobre aqueles que o denigrem'.
Quanto à excusa da fé, é importante notar que fides, em latim, tem a mesma acepção de 'fidelidade', de 'constância' e de 'confiabilidade', nada permitindo interpretá-la no sentido de uma adesão irracional a crenças insensatas ou incertas. A virtude da fé significa que o homem, uma vez tendo aprendido pela razão e pela evidência uma verdade, permanecerá fiel a ela, mesmo quando sua imaginação, seus sentimentos ou sua vontade - para não falar de fatores coercitivos meramente externos, como a opinião grupal ou a pressão das circunstâncias - o inclinarem em sentido oposto".