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Propaganda gay na Itália

Iniciado por fillipe em 24/10/2007 · 9 mensagens

fillipe#1
A campanha assume mesmo uma premissa muito discutível. Além disso, a meu ver, a premissa de que o homossexualismo é inato é falha, frágil e mesmo preconceitusa.

A premissa de que as predisposições a determinadas condutas sexuais dos indivíduos são inatas leva, necessariamente, à seguinte reflexão:

Dado que o recém nascido não teve ainda qualquer interação social ou cultural com meio ambiente, capaz de lhe promover influências no nível consolidado de suas estruturas psicológicas, temos que atribuir o suposto "homossexualismo" inato ou bem à genética ou bem a realidades sobrenaturais que teriam infundido, ambas ou individualmente, a predisposição no pequeno indivíduo para isto ou aquilo.

A biologia molecular só tem demonstrado o oposto: a impossibilidade de qualquer identificação de um "gene" gay, bem como de quaisquer "genes" que "codifiquem" comportamentos sociais determinados e específicos.

Supor uma religião na qual o indivíduo tenha sido, no seio da vida, banhado inexoravelmente com o comportamento homossexual é uma aberração do ponto de vista lógico histórico e teológico já que a quase totalidade das religiões mais difundidas e antigas, de variadas tradições étinicas e culturais, condenam, com diversas matrizes de severidade, o homossexualismo em suas doutrinas ou sacramentos.

Sei que há religiões de todo tipo, mas me refiro às tradições morais-religiosas mais consolidadas, já que a campanha deles é púlbica, provavelmente paga com o dinheiro do contribuinte, direta ou indiretamente.

Supor um determinismo genético já gerou muita maldade, chacina e assassinato no mundo. Os "defensores dos gays" (se isto o fossem, já que sabemos que não são) deveriam ser os primeiros a saber disto.

Religiões excêntricas podem existir, mas não podem subentender seus preceitos teológicos e morais à população geral com dinheiro do Estado, e mesmo com dinheiro privado, devem assinar as afirmações, para que se forem tomadas por universais, o sejam por conta de quem ouve e não de quem fala.
fillipe#2
Falam muito de homossexuais enrustidos, pessoas que não reconheceriam que possuem desejos sexuais com pessoas do mesmo sexo. Se tal coisa existe, acretido pessoalmente que sim, tem de haver o contrário -- pessoas que não reconhecem que tem desejos sexuais com pessoas do sexo oposto --, necessariamente, por uma razão lógica pura e simples.

Conversando uma vez com dois psicanalistas muito sérios, eles me falavam disso: quando relatam o caso de um paciente que tinha desejos homossexuais ocultos, inconscientes e que, ao vivenciá-los socialmente, abandonou as neuroses e ampliou sua qualidade de vida, todos aplaudem. Mas o que dizer dos casos em que o contrário ocoreu: pessoas que chegavam ao consultório reconhecendo-se como homossexuais e, posteriormente, descobriam que possuem fortes desejos inconscientes com pessoas do sexo oposto. Ao vivenciar esses desejos, o sujeito se libetava da neurótica opressão interna e experimentava uma explosão de sua qualidade de vida.

Pois bem, relatar em público o segundo caso, hoje, devido a uma série de resoluções dos Conselhos de Medicina e Psicologia, pode levar o profissional a punições "éticas". Processo de entidades "defensoras" dos gays nem se fala. Fora que fica todo mundo olhando com aquela cara de "psiquiatras fascistas!".

Nada tenho contra gays (femininos ou masculinos). Nem mesmo faço reprovação moral destas condutas em si, divergindo das doutrinas religiosas neste aspecto. Mas gayzismo é uma mistura de cinismo, burrice, escrotidão, estelionato, oportunismo e encheção de saco até não mais poder.
jeov#3
"Orientação sexual não é uma escolha"

Se não há uma escolha, não há uma orientação. Concordam ?
joel_2#4
É a prova do baixo nível intelectual do debate público hoje em dia, e da má fé de muita gente.

"Se algo não está sujeito à escolha a qualquer momento, como se escolhe o sabor de um sorvete, então é inato e a pessoa não é responsável por aquilo."
pablo_2#5
Não existe nenhuma forma de preconceito?
getlio#6
"comunidade conservadora não deve acreditar que preconceito exista."

Vai me dizer agora que não existem grupos Neo-Nazistas?
Ôôôhhh, massa sofrida!

Preconceito existe em todas as culturas, muitos desses Pre-Conceitos estão errados!
jeov#7
Preconceito existe e não tem nada de errado em ser preconceituoso, pois preconceito é apenas um chute.

Se eu vejo uma pessoa demorando 3 minutos pra fazer uma baliza, eu acho que uma mulher está dirigindo.

Se eu vejo um carro batido em um estrada, eu acho que um homem estava dirigindo.

Geralmente eu acerto.

O problema é quando o sujeito quer conceituar as coisas com seu preconceito. Aí ele, embora veja um homem demorando 3 mins pra fazer uma baliza, coloca na cabeça que é uma mulher fantasiada de homem.
fillipe#8
Olha, se há uma escolha, e em que sentido essa palavra se aplica ao reconhecimento consciente pessoal de uma preferência libídica, sexual ou amorosa, eu não sei.

Mas uma coisa é certa: o fato de não ser uma escolha, considerando por este lado, não faz com que seja inato. Uma coisa não tem, rigorosamente, nada a ver com outra.

Vejam só, nós não "escolhemos" boa parte de nossos comportamentos, pelo menos não direta e especificamente. Isso não quer dizer que eles sejam inatos. Também não quer dizer que não tenham qualquer grau de decisão, que não tenham, em sua maturação, passado processos decisórios indiretos sobre os quais não se pode ter controle cosnciente total, irrestrito e absoluto.

A questão da "escolha" é irrelevante para discutir o inatismo das condições comportamentais, sejam sexuais ou não.

A idéia de comportamentos acidentais inatos acaba sendo, de algum modo, quase invariavelmente, religiosa ou determinista genética. Em muitos casos, o primeiro aspecto é bastante plausível. Mas no caso da homossexualidade, como afirmei, é uma aberração se levarmos à teologia e à tradição das grandes religiões. O último aspecto, o determinismo genético, só é plausível e aceitável, no quesito comportamental, para um ignorante completo.
jeov#9
Mas uma coisa é certa: o fato de não ser uma escolha, considerando por este lado, não faz com que seja inato.

Exatamente. Eu, pessoalmente, acredito que é uma doença mental que é adquirida.

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