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O que fazer?

Iniciado por lvaro_3 em 26/07/2004 · 3 mensagens

lvaro_3#1
Gostaria de saber se mais alguém, além de mim, sente uma certa indignação quando ouve alguém dizer (uma pessoa qualquer ou o nosso próprio governo), que cada um deve fazer a sua parte e ajudar mais a sociedade.
Eu penso imediatamente, nos impostos que pagamos todos os dias, até mesmo quando compramos um pastel. Esses tributos não são a “parte de cada um” para ajudar a sociedade? Porque existe essa vontade de se institucionalizar a ajuda.

Para o que serve o Estado se nós formos “adotar” estudantes, doar fundos para combate a fome, etc, muitas vezes a pedido do próprio governo?
Essa ajuda muitas vezes esbarra na famosa burocracia ou se desfaz ao longo do caminho até quem precisa dela, devido aos próprios custos de manutenção desses programas e instituições que administram as doações.
Além do mais parece que há uma vontade de culpar até o trabalhador honesto pelas diferenças sociais, acobertando assim, a incompetência do governo na tarefa de proporcionar o básico para uma pessoa sobreviver e melhorar de vida: saúde, segurança, educação (incluindo a alimentação das crianças).
O que vocês acham? Estou errado?
luisgustavo_2#2
Alvaro, eu concordo com você. Tento fazer a minha parte, mas por motivos pessoais.

Agora, o que fazer? O que dá pra fazer de imediato é continuar pagando os impostos.
lvaro_3#3
Gustavo, também procuro ajudar. Minha família costuma levar roupas usadas (não velhas) e alimentos não perecíveis para nossa igreja. Acho essa atidude muito válida. 1- conheço quem recolhe as doações e tenho plena certeza de que elas vão para quem necessita. 2- além de ser um conforto material, os necessitados, aos poucos, vão tendo acesso a uma palavra edificante e que de fato, mostra que eles são valiosos como pessoas e que podem melhorar de vida.
Não falo de milagres divinos, mas de uma ajuda moral, que transmita o valor da honestidade, do trabalho e da família.

Jean, minha experiência com ONGs é meio traumática. Na faculdade esse tipo de engajamento tinha uma forte conotação política. Havia sempre um discurso anti capitalismo, contra os ricos e tal. Parece que eles se julgavam os donos da verdade e da salvação.
Quantos aos políticos, tudo o que você disse sobre eles, para mim é verdade, é o que espero deles. Mas, é difícil reconhecer o bom político. Você tem uma dica?

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