Brasil defende na ONU os direitos dos homossexuais
Qua, 07 Nov, 11h26
Nações Unidas, 7 nov (EFE).- Brasil, Argentina e Uruguai promoveram hoje na sede da ONU um ato para defender diante da comunidade internacional os Princípios de Yogyakarta, um código que há um ano reúne os direitos fundamentais dos homossexuais.
"Pedimos a todos os países que usem este documento como referência legal e como padrão para poder melhorar as vidas daqueles que a cada dia são vítimas da discriminação", reivindicou Boris Dittrich, diretor do programa de direitos dos homossexuais da Human Rights Watch (HRW), uma das ONGs que organizaram o ato ao lado das três missões diplomáticas.
A organização de direitos humanos lembrou que as relações homossexuais ainda são consideradas ilegais em 77 países. Em sete deles, podem ser punidas com a pena de morte. Além disso, a minoria sofre humilhações, agressões, discriminações trabalhistas e sociais, mesmo nos países onde seus direitos são reconhecidos, apontaram os participantes.
Os 29 princípios foram redigidos e assinados por 30 especialistas em direitos humanos de 25 países, entre 6 e 9 de novembro de 2006, durante uma reunião na cidade indonésia de Yogyakarta.
Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, ressaltou ao abrir o ato a importância do documento. Para elas, o texto deve servir de instrumento para zerar o déficit na proteção dos direitos humanos na área da orientação sexual.
"Este é um assunto central na defesa dos direitos humanos, e é muito apropriado que seja apresentado aqui, na sede da ONU", opinou.
O diretor para Direitos Humanos do Ministério de Relações Exteriores da Argentina, Federico Villegas Beltrán, lembrou que boa parte dos princípios já está incluída no plano contra a discriminação que seu país aprovou em 2005.
Qua, 07 Nov, 11h26
Nações Unidas, 7 nov (EFE).- Brasil, Argentina e Uruguai promoveram hoje na sede da ONU um ato para defender diante da comunidade internacional os Princípios de Yogyakarta, um código que há um ano reúne os direitos fundamentais dos homossexuais.
"Pedimos a todos os países que usem este documento como referência legal e como padrão para poder melhorar as vidas daqueles que a cada dia são vítimas da discriminação", reivindicou Boris Dittrich, diretor do programa de direitos dos homossexuais da Human Rights Watch (HRW), uma das ONGs que organizaram o ato ao lado das três missões diplomáticas.
A organização de direitos humanos lembrou que as relações homossexuais ainda são consideradas ilegais em 77 países. Em sete deles, podem ser punidas com a pena de morte. Além disso, a minoria sofre humilhações, agressões, discriminações trabalhistas e sociais, mesmo nos países onde seus direitos são reconhecidos, apontaram os participantes.
Os 29 princípios foram redigidos e assinados por 30 especialistas em direitos humanos de 25 países, entre 6 e 9 de novembro de 2006, durante uma reunião na cidade indonésia de Yogyakarta.
Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, ressaltou ao abrir o ato a importância do documento. Para elas, o texto deve servir de instrumento para zerar o déficit na proteção dos direitos humanos na área da orientação sexual.
"Este é um assunto central na defesa dos direitos humanos, e é muito apropriado que seja apresentado aqui, na sede da ONU", opinou.
O diretor para Direitos Humanos do Ministério de Relações Exteriores da Argentina, Federico Villegas Beltrán, lembrou que boa parte dos princípios já está incluída no plano contra a discriminação que seu país aprovou em 2005.