Rei da Espanha abandona plenário da Cúpula no Chile ofendido por Hugo Chávez
Santiago do Chile, 10 nov (EFE).- O Rei Juan Carlos da Espanha, em um gesto sem precedentes, saiu hoje do Plenário da 17ª Cúpula Ibero-americana, em protesto contra as críticas ao ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar feitas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disseram à Efe fontes oficiais.
O rei tomou a decisão para mostrar o "mal-estar da delegação espanhola", de acordo com o premier atual, José Luis Rodríguez Zapatero, que ficou na sessão para o caso de ser necessário responder a novas acusações.
Após permanecer durante alguns minutos em uma sala adjacente ao plenário, o monarca preferiu retornar para assistir à cerimônia de encerramento da Cúpula a pedido da anfitriã, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, que foi pessoalmente buscá-lo.
As críticas mais pesadas contra Aznar foram feitas por Chávez e pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. Mas foi o último discurso do venezuelano que provocou a reação do rei.
Zapatero tinha se queixado com Chávez por seus ataques a Aznar. O presidente venezuelano respondeu evocando seu direito a se expressar.
Nesse momento, o rei Juan Carlos I apontou o dedo para Chávez e disse: "Por que você não cala a boca?".
Minutos depois, quando Ortega criticava o comportamento da empresa espanhola Unión Fenosa, o monarca deixou a sala e não ficou presente durante a execução do hino chileno, que encerrou os debates.
Antes desse último episódio, Hugo Chávez tinha criticado Aznar, chamando-o mais uma vez de "fascista" e acusando-o de ter apoiado o golpe em seu país de abril de 2002.
Chávez, que já chamara Aznar de "fascista" nas sessões da cúpula ontem, insistiu hoje nas críticas. Ele contou que, em uma conversa privada, Aznar teria dito "esses se f." em referência aos países mais pobres do mundo.
Santiago do Chile, 10 nov (EFE).- O Rei Juan Carlos da Espanha, em um gesto sem precedentes, saiu hoje do Plenário da 17ª Cúpula Ibero-americana, em protesto contra as críticas ao ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar feitas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disseram à Efe fontes oficiais.
O rei tomou a decisão para mostrar o "mal-estar da delegação espanhola", de acordo com o premier atual, José Luis Rodríguez Zapatero, que ficou na sessão para o caso de ser necessário responder a novas acusações.
Após permanecer durante alguns minutos em uma sala adjacente ao plenário, o monarca preferiu retornar para assistir à cerimônia de encerramento da Cúpula a pedido da anfitriã, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, que foi pessoalmente buscá-lo.
As críticas mais pesadas contra Aznar foram feitas por Chávez e pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. Mas foi o último discurso do venezuelano que provocou a reação do rei.
Zapatero tinha se queixado com Chávez por seus ataques a Aznar. O presidente venezuelano respondeu evocando seu direito a se expressar.
Nesse momento, o rei Juan Carlos I apontou o dedo para Chávez e disse: "Por que você não cala a boca?".
Minutos depois, quando Ortega criticava o comportamento da empresa espanhola Unión Fenosa, o monarca deixou a sala e não ficou presente durante a execução do hino chileno, que encerrou os debates.
Antes desse último episódio, Hugo Chávez tinha criticado Aznar, chamando-o mais uma vez de "fascista" e acusando-o de ter apoiado o golpe em seu país de abril de 2002.
Chávez, que já chamara Aznar de "fascista" nas sessões da cúpula ontem, insistiu hoje nas críticas. Ele contou que, em uma conversa privada, Aznar teria dito "esses se f." em referência aos países mais pobres do mundo.