Espero que não seja coisa do tipo "estão vendo como somos democráticos".
Isso seria pequeno, ridículo demais: o Fantástico já exibiu mais de 3 documentários, 2 séries e dezenas de reportagens de todos os tipos na corrente "man-made global warming". Fora a cobertura do documentário do Al Gore e do Nobel, e eu nem tô contando o resto da emissora, do Globo Repórter pra baixo, até RJ TV. Levaria uns 2 ou 3 anos, pelo menos, não digo nem para conquistar, mas para aspirar, só no Fantástico, alguma democracia nessa seara.
Justamente nessa sexta-feira fiquei sabendo que um colega da minha faculdade gravou The Great Global Warming Swindle para passar num evento - não lembro de em alguma aula de alguma escola, ou conferência... sei lá - e contrapô-lo ao documentário do Al Gore.
Receio que eu tenha sido o culpado por isso. Na semana acadêmica da Geografia da PUCRS, em outubro passado, comentei em público sobre o documentário e despertei interesse do pessoal. Se não fui eu que comecei isso, pelo menos fiz minha parte.
Agora, de fato, vamos ver se esse pessoal da Globo não chineleia com o documentário. Afinal, desafiar o politicamente correto da Globo é dose!!!
Já começa com uma distorção a chamada, apelando para o "repúdio ao absurso".
Vejam: "Cientistas do mundo inteiro dizem que aquecimento global é uma farsa".
Quem viu o documentário sabe que em nenhum momento do filme o aquecimento global é contestado. Nem por sugestão, nem por um segundo. Muito ao contrário, o aquecimento global é reafirmado como fato incontestável, colocado como inegável por qualquer cientista intelectualmente honesto.
O que o filme nega é a origem, a causa do aquecimento. Nega, ora em parte, ora absolutamente, a participação humana no processo.
Há uma grande diferença entre essa realidade e a afirmação feita na chamada do Fantástico.
Eu assisti o vídeo e pelo que entendi nenhum cientista nega que a temperatura do planeta aumentou, mas negam que seja culpa humana.
Achei bastante convincente a explicação que associou as mudanças de temperatura com mudanças na atividade solar. Por que a temperatura mudava nos milênios e milhões de anos passados quando a humanidade nem existia? O principal ou pelo menos um dos principais fatores é o sol e existe correspondencia entre mudanças nas atividades solares e mudança na temperatura.
Outra coisa, por que a temperatura estava diminuindo nas décadas de 40, 50, 60 a ponto de muitos acharem que o mundo estava caminhando para uma nova era glacial? As emissões de CO2 estavam aumentando naquele períodoe o lógico era que a temperatura aumentasse também.
Não tenho tanto conhecimento para aprofundar a discussão mas para mim esses argumentos foram totalmente convincentes.
Tenho dúvida sobre a questão do efeito estufa, parece que o efeito estufa nem existe de acordo com o documentário Global Warming Swindle, não sei o que dizer sobre isso.
Também estou curioso pra saber o que o Fantástico vai falar.
Que o felipe tenha razão. Essa tática é muito usada, primeiro se divulga alguma coisa amplamente como fez a Globo sobre o aquecimento global e mais adiante se abre um espaço para opiniões contrárias para dar impressão de isenção e democracia de mídia, porém a polêmica ou a controversia já não existe mais e o que foi divulgado já se tornou senso comum. Não se preocupem porque depois dessa matéria virão outras com os mesmos argumentos eco-alarmistas.
Há ainda outro problema: a arbitrariedade das medições da temperatura no globo e as influências antropogênicas. As estações meteorológicas seguem um padrão - portanto, uma convenção técnica. Ademais, muitas mudam de lugar, além da alteração do seu entorno - crescimento das áreas urbanas em volta, por exemplo - o que provoca alteração microclimática da área em questão. Esses impactos são dificílimos de calcular com precisão, além do que cada caso é único. E sãp vários milhares pelo mundo!
Essas estações entram no cálculo do aquecimento global, distorcendo as conclusões de uma equação ultracomplexa e imperfeita. Talvez o aquecimento global nem exista.
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Uma pitada ao colega que falou do frio no RJ: o RS inteiro está 2° ou 3° abaixo da média no mês de novembro até agora, e Buenos Aires teve a menor temperatura para novembro em 90 anos!!!! Bateu 2,5°C na capital argentina 5ª-feira passada - isso que a cidade é muito mais urbanizada do que no início do século XX. Impressionante!
John Christy
Professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Alabama*
Enquanto o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) dá os últimos retoques em seu relatório final deste ano, um de seus mais importantes cientistas faz uma análise do painel e avalia quão bem ele funciona. Aqui está a visão de John Christy, Professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Alabama, tido como um dos principais pesquisadores sobre a questão da mudança na temperatura:
"O IPCC é uma estrutura em torno da qual centenas de cientistas e outros participantes estão organizados para fazer uma triagem da abundante literatura sobre a mudança climática e produzir uma síntese das descobertas mais importantes e relevantes.
Estas descobertas são publicadas periodicamente para informar os formuladores de políticas ambientais sobre onde os membros do IPCC acreditam que o clima da Terra esteve, para onde está indo e o que poderia ser feito para adaptar ou mesmo ajustar as conseqüências previstas.
Embora a maioria dos participantes sejam cientistas e confiram uma aura de objetividade ao trabalho, dois pontos devem ser notados:
Isto é, de certa forma, um processo político (toda vez que os governos são envolvidos acaba sendo assim).
Cientistas são meros mortais observando um sistema tão complexo que nós não podemos prever com precisão seu futuro, nem mesmo cinco dias à frente.
O processo político começa com a seleção dos autores principais, já que são indicados por seus próprios governos.
Portanto, já de antemão, a máquina política das nações membros tem um papel na pré-seleção dos participantes principais.
O maior problema é que o debate está visivelmente "poluído" pela agenda política de grupos interessados em culpar o modelo econômico vigente pelo "aquecimento global". Segundo estes grupos, o "aquecimento global" não é um problema exclusivamente ecológico, mas principalmente econômico. E aí vem a crítica (não de todo improcedente) ao capitalismo.
Não é preciso ser muito bom observador para ver que o suposto aquecimento global é um problema essencialmente político. Podemos até ter certa paciência com quem se preocupa com a natureza de modo sincero. Mas o uso político de um modelo ecônomico capitalista para culpar a poluição da atmosfera não isenta modelos econômicos socialistas tremendamente poluidores, sem falar que são também bem mais desumanos e injustos.
Então eu pergunto, porque a poluição de uns(China) é melhor que de outros(EUA)?...
Isso não é só uso político de uma causa duvidosa em si mesma, tanto é que não existe consenso nem mesmos entre os cientistas. É pura malícia e falta de responsabilidade com a verdade.
Natanael,
os planetas rochosos do sistema solar (sobretudo Marte) estão aquecendo também. O curioso é que levando em conta a massa dos planetas, a composição e a densidade das atmosferas, a distância para o Sol e outras características físicas naturais dos plantas, é possível encontrar constantes de proporcionalidade entre o aquecimento superficial de todos.
(Não vi isso na rede, portanto não tenho a fonte disso em link, mas vou procurar, se alguém tiver)
Uriel,
é bem verdade o que disseste.
Em primeiro lugar, se o aquecimento causasse perda de massa cangelada de água, também causaria uma perda de massa líquida (evaporação), o que equilibraria o sistema, alterando muito pouco o nível dos mares.
Mas isso não está acontecendo como você disse. Apesar de o planeta estar aquecendo, e as calotas do ártico estarem diminuindo -- e estão mesmo --, no pólo sul foram caramente observados aumentos de massa nas calotas, praticamente à mesma taxa do declínio das calotas nórdicas.
O mais incrível, o absurdo pleno dessa baboseira comunistóide do aquecimento global ( aquecimento mental?) é o nível ao qual a empulhação chega.
Numa escala de relevância o Sol é o principal "vilão" do aquecimento global. Não, mas ai os caras viram e atestam: não, o Sol não, o Sol nem esquenta direito para falar a verdade. Olhe para outro lado.
Ok. Ai temos os chamados "gases do efeito estufa" dos quais o vapor d'água é responsável por nada menos que 98% do problema. Ai os caras viram e dizem: "não, 98% não é nada. O que importa são os outros 2%".
Ok. Os outros 2% estão diluidos em vários gases dos quais o CO2 é apenas um desses. Ai os caras viram e dizem: "é, é esse ai. Só pode ser o CO2".
Ok. Vamos ver o CO2.
São diversas as fontes de CO2 no planeta, das quais as indústrias e a atividade humana é somente uma delas. "Ah, não, o homem é que é o vírus".
Ah sim, tinha me esquecido disso.
O maior emissor de CO2 é a China. Ai os caras viram e dizem "não, a China não. Olha para o outro". Ah sim, temos os EUA. "É esse, é esse ! Malditos EUA, porcos imperialistas, malvados, estão acabando com o planeta"
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5953&language=pt(...) O presidente do Painel Intergovernamental de Mudança de Clima das Nações Unidas, o órgão principal que investiga o efeito estufa, então os censurou pela imprensa, e afirmava, "acho o movimento desta dupla cientificamente ingênuo e irresponsável”. Outros os acusaram de denunciar a teoria de estufa, algo que eles não tinham feito. Svensmark e seu colega tinham chegado à hipótese depois de examinar dados indicativos de correlação surpreendentemente forte entre raios cósmicos - partículas atômicas de alta velocidade que têm origem em explosões estelares na Via Láctea - e formação de nuvens de baixa altitude. A cobertura de nuvens da Terra encolhe quando a intensidade de raios cósmicos cresce e diminui quando a intensidade recuaOs cientistas dinamarqueses reuniram vários fenômenos científicos bem conhecidos para chegar a sua nova teoria em 1996. O campo magnético do sol desvia alguns dos raios cósmicos que penetram a atmosfera da Terra, e com isto limita os imensos fluxos de íones e elétrons livres que advêm de raios cósmicos. Mas algo tinha mudado no século 20: O campo magnético do sol mais do que dobrou em intensidade, o que desviou um número extraordinário de raios cósmicos. Teria a diminuição de raios cósmicos deste século limitado à formação de nuvens, o que tornaria a Terra mais quente?
Isso era uma teoria plausível. Mas exatamente como raios cósmicos poderiam criar nuvens era um mistério - uma hipótese não comprovada, muitos disseram. Alguns até alegavam que era inconcebível que raios cósmicos influenciassem a cobertura de nuvens.
A fim de descobrir o mecanismo, uma equipe do Centro Espacial Nacional dinamarquês reunido por Dr. Svensmark empreendeu uma experiência de laboratório em uma câmara de reação do tamanho de um quarto pequeno. A equipe reproduziu a química na mais baixa atmosfera com injeção de gases lá achados nas mesmas proporções, e os irradiou com raios ultravioletas para simular as ações do sol.O que eles acharam os deixou boquiabertos: um vasto número gotas microscópicas flutuantes logo encheu a câmara de reação. Estes eram aglomerados extremamente pequenos de moléculas de água e ácido sulfúrico – a estrutura de núcleos de condensação de nuvens – os quais tinham sido catalisados pelos elétrons libertados por raios cósmicos.
“Estávamos pasmos pela velocidade e eficiência com que os elétrons fazem seu trabalho”, Dr. Svensmark observou. Pela primeira vez, os pesquisadores identificaram um mecanismo causal pelo qual os raios cósmicos facilitam a geração de nuvens na atmosfera da Terra. "Este é um fato completamente novo para a ciência de clima”.
Dr. Svensmark nunca contestou a existência de gases de estufa e o efeito estufa. Ao contrário, ele acredita que é necessária compreensão do papel do sol para conhecer o enredo todo e assim determinar o papel humano. Não há nenhum modelo de clima que hoje leve em conta o efeito de raios cósmicos, e até nuvens são pouco entendidas para serem incorporadas em qualquer modelo de clima sério.Em seguimento ao trabalho de Dr. Svensmark, outras entidades estão agora a construir sobre os resultados dos dinamarqueses. CERN, a Organização para Pesquisa Nuclear européia em Genebra, começou há pouco um programa de múltiplas fases que começa com uma reprise da experiência dinamarquesa, mas CERN usará um acelerador em lugar de raios cósmicos naturais. Este projeto multinacional proverá os cientistas com uma facilidade permanente para estudar os efeitos de raios cósmicos e partículas ionizadas na atmosfera da Terra.
As características magnéticas mais óbvias do sol são manchas solares, formadas como campos magnéticos que se destacam na superfície do sol. Um sol magneticamente ativo aumenta o número de manchas solares, e indica que quantidades vastas de energia estão sendo libertadas de seu interior.
Tipicamente, manchas solares surgem e se fixam em ciclos de cerca de 11 anos. Nos últimos 50 anos, não temos vivido em tempos típicos: "Se você examinar o passado do sol, constatará que vivemos num período de atividade solar anormalmente alta", diz Dr. Weiss.
Estes períodos hiper-ativos não duram, "talvez 50 a 100 anos, então seguidos por queda brusca", diz Dr. Weiss. 'É um sistema de crescimento e retração, e eu esperaria uma retração logo mais.”“.
Além do ciclo de onze anos, as manchas solares entram em colapso quase completo, ou desaparecem, a cada 200 anos quando a atividade solar diminui. Quando a queda acontecer, a Terra pode esfriar dramaticamente. Dr. Weiss sabe disto porque este fenômeno, conhecido como "Mínimo Principal", ocorreu periodicamente nos últimos 10000 anos, se não por mais tempo.
Vocês viram a reportagem?
Quem deu a palavra final foi um cientista do IPCC,que contestou a teoria das manchas solares e disse não haver a menor duvida de que o aquecimento global é causado pela emissão de CO2 por parte dos seres humanos.
Não gostei do final da reportagem,o pessoal do IPCC ficou com a última palavra.
Quero ver um debate sobre o aquecimento global,um cético versus alguem do IPCC.
Mesmo pirralho e esquerdinha, já não tinha paciência pro programa, com seu formato entediante e repetitivo.
Assim como o Globo Repórter e suas eternas reportagens sobre os botos da Amazônia, sobre o problema da obesidade no Mundo, sobre a velhice, sobre o Pantanal, over and again, etc.
Acabei de dar uma olhada no site da Globo para ver o que já se noticiou sobre o aquecimento global. São tantas matérias sobre o assunto e pelos títulos, naturalmente, alarmistas e parciais sobre a questão que chega a ser tediante contar, são centenas, talvez milhares de vídeos. Essa última matéria não encontrei, talvez não esteja disponível.
Um exemplo:
"Em visita ao Rio para lançar o Live Earth, programa mundial contra o caos no clima, Al Gore fala com exclusividade ao Fantástico. Segundo ele, a poluição causada pelo homem deixa a Terra com febre".
A terra pode estar com febre, mas quem delira é ele.