Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Década de 90 no Brasil...

Iniciado por ed_orkut em 16/11/2007 · 14 mensagens

ed_orkut#1
Amigos, fiquei emocionado com essa entrevista do Mestre. Talvez eu esteja dizendo besteira, mas é a primeira vez que vejo Olavo falar mais detalhadamente sobre vida após a morte.
Seria muito bom se ele pudesse escrever um livro sobre tal tema.
Como acompanho seus textos há algum tempo, tenho algumas noções dele a respeito , mas sinto falta de maiores detalhes.
Que tal discurtimos este assunto aqui? Mas sem superficialidades comuns que sempre surgem qual tal assunto vem à tona.
joshenrique#2
É impressionante a admiração que o Olavo nutre pelo Mário Ferreira dos Santos,é o pensador mais citado da entrevista.
Era o maior filosófo do século XX quando dava aulas do retórica para o Maluf falar besteira,segundo o Olavo.
marcos_8#3
1) Pré-esporro, hahaha. Quando eu digo que é Marte retrogradando em Câncer...

2) Que entrevista?
inocncio#4
Onde está essa entrevista?
joshenrique#5
No site do Olavo.
rafael_2#6
Seria interessante se o Olavo pudesse falar mais profundamente sobre o tema. Especialmente no que diz respeito ao ponto em que afirma que a vida após a morte é um fato, algo com existência real e independente da fé.

Posso estar equivocado, mas vejo o fenômeno da morte como o problema central da existência humana. Como fenômeno universal e inevitável e como acontecimento que iguala todos os homens. Se todos os indivíduos são radicalmente solitários no seu modo de ser, cada pessoa sendo absolutamente irrepetível e única, a morte, por sua vez, "iguala" a todos. Somos todos iguais "na morte".

Nosso viver é diferenciado, é único, mas o nosso morrer é idêntico. Quero dizer: a morte é idêntica para todos na sua atuação sobre a totalidade existencial do indivíduo. Todos morremos igualmente. O modo de morrer pode ser diferente (velhice, doenças, violência, acidentes), mas o "estar morto", o "se encontrar na morte" é absolutamente idêntico.
rafael_2#7
Sobre a frase explicativa, tenho uma pergunta: A "atuação" da morte (seu agir específico) é em todos idêntica, tu dizes. Mas a "atuação" da vida também não o é, admitindo 'vida' como sendo o poder de trazer à existência?

Aruan, concordo plenamente que encontrar-se na vida, na existência, é uma situação idêntica para todos. A vida "atua" igualmente sobre todos no sentido de uma existência animada. Mas o que eu quis dizer é que o modo de viver é diferenciado. Todos nos encontramos "em a vida", como dizia o filósofo espanhol Manuel Garcia Morente, mas não vivemos do mesmo modo. Em outras palavras, estamos todos vivos, é evidente, mas cada um está vivo de uma forma diferente. Isto porque para o homem a vida não é um ente exclusivamente biológico, natural, mas engloba a ação humana. Cada existência é semelhante às outras como fenômeno (neste sentido, repito que concordo com você quando afirma que a atuação da vida como aquilo que nos traz à existência ocorre de forma idêntica), mas totalmente diferente como atuação e como sentir.

Mas se na vida podemos ser uma infinidade de coisas diferentes, tendo sempre o potencial de mudança até o momento da morte, quando esta ocorre dá-se o fenômeno da igualdade absoluta. Se por um lado vivemos de forma totalmente diferenciada uns dos outros, na morte nos encontramos numa situação de igualdade absoluta e radical. Neste passo, o que antes era diversidade total se torna identidade plena. Na vida somos fundamentalmente diferentes, porque atuamos e sentimos de forma única, porque para o homem "ser" não consiste apenas em existir, mas existir fazendo escolhas e agindo. A identidade ocorre somente no fenômeno, jamais no viver. Na morte, não apenas o fenômeno é idêntico, mas idêntica é ainda a supressão integral das possibilidades de ação. Por isso afirmei que todos "estaremos na morte" de forma absolutamente igual, não apenas do ponto de vista fenomênico, mas também como impossibilidade de ser de outra forma.
rafael_2#8
Meus queridos companheiros de comunidade, vou pro berço que já são vinte vinte para as três e estou morrendo de sono. Boa noite a todos, amanhã continuo nossa conversa.
marcos_8#9
"Eu vou morrer assim, pedindo: Ó Deus, inventa alguma coisa em meu favor, o Senhor deve saber, eu não sei, o Senhor é capaz de inventar alguma coisa, algum pretexto pra perdoar os meus pecados e me botar no paraíso . "[2]
denise#10
Qual entrevista?
por favor coloquem aqui .....
denise#11
obrigada!
uriel#12
.

Eis o link:

http://www.olavodecarvalho.org/textos/poesiaeafins01.html

Década de 90 no Brasil: a revolução cultural gramsciana e a filosofia edificante de Olavo de Carvalho

Raimundo Bernardes
Poesia e Afins , 08 de novembro de 2007
marcos_8#13
Bom, sendo o chato do advogado do diabo, experimentar não é agir, é sofrer, e portanto não é ação, mas paixão.

Mas eu entendi, só estou sendo chato, mesmo
priscila#14
Essa entrevista é ótima.
Gostei da citação de Bernanos, "o perigo que nós corremos não é só o de morrer, mas de morrer como idiotas".
Pois é isso, é claro. Lembrei até do Galaxy Song, do Monty Python, do impagável "The Meaning of Life", que passou ontem na televisão.
E que satiriza o mesmo assunto, o de que para cada vez mais gente a vida é uma sucessão de besteiras de dar dó, como diz o Olavo: "a futilidade das preocupações das pessoas é algo que me impressiona cada vez mais, a futilidade das minhas próprias preocupações passadas me impressiona."

Acreditar em Deus e saber que Ele acredita na gente é o único verdadeiro alívio.

"So remember when you're feeling very small and insecure, how amazingly unlikely is your birth -
And pray that there's intelligent life somewhere up in space, 'cause there's bugger all down here on Earth!"

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