Este tópico foi postado originalmente na comunidade de Filosofia em Olavo de Carvalho, para qual voltei minha atenção após ser expulso. Mas como a moderação teve a amabilidade de me readmitir de volta, então coloco-o aqui.
Quem quer que esteja familiarizado com a filosofia de Olavo de Carvalho sabe da importância central da lógica nas cogitações do mestre. Diz ele em apostila do seminário de Filosofia:
"A coesão de raciocínio lógico ou é a suprema expressão da continuidade de consciência de uma personalidade bem integrada ou é um formalismo aprendido, oco e sem vida. Dessa diferença depende a eficácia ou ineficácia do discurso lógico em "apreender a realidade". Mas, para complicar as coisas, essa não é uma diferença que ressalte das simples qualidades formais do discurso, as quais podem ser as mesmas num caso e no outro. Para apreendê-la, é necessário uma recapitulação não só dos atos intuitivos pelos quais a mente apreendeu os objetos dos conceitos correspondentes, mas também daqueles pelos quais a unidade dos nexos lógicos entre esses conceitos se tornou visível como unidade entre os objetos e suas propriedades reveladas à intuição; e é necessário que esta dupla recapitulação mesma não se esgote na pura análise, mas reconquiste a unidade do ato intuitivo único correspondente à apreensão da tripla unidade do discurso, do objeto e da estrutura discursiva imanente ao objeto."
Sobressai desde já neste parágrafo a ênfase na dependência mútua entre o formalismo discursivo que reflete no microcosmo da Linguagem as estruturas mesmas da realidade objetiva e os atos intuitivos que apreendem os princípios lógicos como sendo ao mesmo tempo princípios ontológicos. Esta concepção do alcance ontológico da lógica, inspirada em Platão e Aristóteles, continua ao longo dos tempos através da filosofia escolástica como uma corrente bem definida até encontrar em Frege e Gödel - não obstante as profundas diferenças entre estes eles e seus antecessores - as expressões mais ilustres em nossos dias.
Quem quer que esteja familiarizado com a filosofia de Olavo de Carvalho sabe da importância central da lógica nas cogitações do mestre. Diz ele em apostila do seminário de Filosofia:
"A coesão de raciocínio lógico ou é a suprema expressão da continuidade de consciência de uma personalidade bem integrada ou é um formalismo aprendido, oco e sem vida. Dessa diferença depende a eficácia ou ineficácia do discurso lógico em "apreender a realidade". Mas, para complicar as coisas, essa não é uma diferença que ressalte das simples qualidades formais do discurso, as quais podem ser as mesmas num caso e no outro. Para apreendê-la, é necessário uma recapitulação não só dos atos intuitivos pelos quais a mente apreendeu os objetos dos conceitos correspondentes, mas também daqueles pelos quais a unidade dos nexos lógicos entre esses conceitos se tornou visível como unidade entre os objetos e suas propriedades reveladas à intuição; e é necessário que esta dupla recapitulação mesma não se esgote na pura análise, mas reconquiste a unidade do ato intuitivo único correspondente à apreensão da tripla unidade do discurso, do objeto e da estrutura discursiva imanente ao objeto."
Sobressai desde já neste parágrafo a ênfase na dependência mútua entre o formalismo discursivo que reflete no microcosmo da Linguagem as estruturas mesmas da realidade objetiva e os atos intuitivos que apreendem os princípios lógicos como sendo ao mesmo tempo princípios ontológicos. Esta concepção do alcance ontológico da lógica, inspirada em Platão e Aristóteles, continua ao longo dos tempos através da filosofia escolástica como uma corrente bem definida até encontrar em Frege e Gödel - não obstante as profundas diferenças entre estes eles e seus antecessores - as expressões mais ilustres em nossos dias.