Em audiência pública realizada hoje na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o ministro da Justiça, Tarso Genro, rechaçou qualquer subjugação do governo aos interesses dos movimentos de trabalhadores sem-terra ou à pressão de proprietários rurais para defendê-los contra as invasões. Ele afirmou que a pasta não vai ser instrumento da sociedade, sob pena de perder a capacidade de fazer operar a lei.
Tarso Genro participou do debate mediante convocação. Na reunião, deputados relataram o recrudescimento da violência no sul do Pará. Parte dos deputados atribuiu a crise à defesa dos sem-terra pelas autoridades do estado paraense. Os demais avaliaram que a violência é causada pelo proprietários, que se armam contra os trabalhadores e inviabilizam uma redistribuição de terras no estado.
Sendero e Farc
Segundo o ministro, a Polícia Federal - vinculada à sua pasta - não está omissa, mas sim isenta. Autor do requerimento de convocação, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) acusou Tarso Genro de "faltar com a verdade". "Existe um descompasso enorme entre o que está ocorrendo no campo e o discurso de Vossa Excelência", disse. O deputado afirmou também que os movimentos de trabalhadores rurais que promovem invasões estão sendo treinados por organizações criminosas internacionais como o Sendero Luminoso e as Farc, sem que o governo tome providência.
Segundo Caiado, as invasões ocorridas nos últimos 12 meses em seis fazendas no sul do Pará geraram prejuízos superiores a R$ 100 milhões aos proprietários. O deputado advertiu ainda que há 100 mil cabeças de gado soltas em poder de sem-terras que precisam ser vacinadas imediatamente contra a febre aftosa até a próxima semana. Caiado exibiu ainda uma portaria baixada pela polícia estadual proibindo o cumprimento de ordens de reintegração de posse sem o aval do comando da corporação.
Tarso Genro participou do debate mediante convocação. Na reunião, deputados relataram o recrudescimento da violência no sul do Pará. Parte dos deputados atribuiu a crise à defesa dos sem-terra pelas autoridades do estado paraense. Os demais avaliaram que a violência é causada pelo proprietários, que se armam contra os trabalhadores e inviabilizam uma redistribuição de terras no estado.
Sendero e Farc
Segundo o ministro, a Polícia Federal - vinculada à sua pasta - não está omissa, mas sim isenta. Autor do requerimento de convocação, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) acusou Tarso Genro de "faltar com a verdade". "Existe um descompasso enorme entre o que está ocorrendo no campo e o discurso de Vossa Excelência", disse. O deputado afirmou também que os movimentos de trabalhadores rurais que promovem invasões estão sendo treinados por organizações criminosas internacionais como o Sendero Luminoso e as Farc, sem que o governo tome providência.
Segundo Caiado, as invasões ocorridas nos últimos 12 meses em seis fazendas no sul do Pará geraram prejuízos superiores a R$ 100 milhões aos proprietários. O deputado advertiu ainda que há 100 mil cabeças de gado soltas em poder de sem-terras que precisam ser vacinadas imediatamente contra a febre aftosa até a próxima semana. Caiado exibiu ainda uma portaria baixada pela polícia estadual proibindo o cumprimento de ordens de reintegração de posse sem o aval do comando da corporação.