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Inveja mapeada no cérebro (não é piada)

Iniciado por marcelohermes em 24/11/2007 · 11 mensagens

marcelohermes#1
isso é um artigo da Science de ONTEM

coloquei comentários em meu blog, assim como o resumo (em ingles) do estudo

http://cienciabrasil.blogspot.com/2007/11/injeva-map…-crebro.html
denise#2
Fiz um curso certa em que o medico citava
estas experiências .Mas nao me aprofundei
no assunto ...

A única coisa que lembro , e que as fotos
mostravam que de todas as atividades
do cérebro registrada no tal aparelho
a que mais ativava varias áeras do cérebro
era a oração ....

???
priscila#3
Sim, as respostas dos homens são iguais às de qualquer outro animal dotado de algum grau de razão, como comprova a mensuração NESTE nível. Digo isso sempre que posso.
Primatas são dotados de alguma razão, embora em grau pequeno em comparação ao nosso. E essas reações dependem disso. Aparecerá apenas uma diferença quantitativa, mas a "coisa"vai estar lá, a partir de um grau "x"de razão.

Enfim, muitas dessas relações também aparecem nos chimpanzés, ou nos gorilas, ou nos orangotangos - e neles igualmente poderá ser medida.

O que faz a diferença no homem, no entanto, não é mensurável.
Não é mensurável nem localizável - mas existe! Existe tanto que, se for retirado do conceito de "humano", o conceito de humano vira exatamente o conceito de "orango".
marcelohermes#4
interessante seu comentário
denise#5
A inveja nasce de uma insatisfação consigo mesmo
de um orgulho em achar que merecia e deveria ter uma
vida mais fácil e melhor do que a do outro
mas isto tem a raiz no orgulho , em querer discutir com
Deus criador como fazer ...

ja tive minha fase de dizer brincando :

-quando chegar no ceu , ( pretensão hei)vou ter uma conversa
com deus e dizer que ele errou ,nisso , naquilo
era uma brincadeira quando falamos dos
homens , hehehehehehe brincadeira
das atitudes das pessoas

HOje nao faço isso nem por brincadeira
pq abre espaço para vc começar achar que
é Deus , e faria melhor que ele

criatura querendo dar palpite ao criador
inocncio#6
Faz parte de uma antiga crença de que o "eu" do indivíduo está na cérebro físico, como se o cérebro fosse o hardware rodando algum tipo de software desconhecido.
marcos_8#7
Eu estava pensando sobre umas coisa parecidas ontem.

Notem: correlação não implica causalidade. Essa distinção, tão clara, escapa na maioria dos estudos em neurobiologia.
Eu vivi isso, na minha graduação. Meu bacharelado foi em ecologia, mas na mesma época eu estagiava em um laboratório de neurobiologia.
Em ecologia, umas das coisas que a gente primeiro aprende é que se dois eventos são correlacionados, eles podem um ser a causa do outro, podem ser ambos influenciados por outra causa, podem ser influenciados por causas distintas mas correlacionadas, e por aí vai.
Só que em neurobiologia, dificilmente se atenta para este fato. Ou seja, alguém mapeia o cérebro de uma pessoa, e descobre que certas áreas são ativadas sempre que a pessoa pensa em Deus (isso já foi feito, mas não tenho a fonte). Resultado: os seres humanos pensam em Deus PORQUE aquela área foi ativada!

Gente, uma determinada área do cérebro ser ativada quando alguém está com inveja NÂO SIGNIFICA que a inveja seja gerada nesta área.
Reduzir funções cognitivas a descargas neuronais mapeáveis não só é materialismo bobo, mas não tem nenhuma base científica.
marcos_8#8
Toth, só li seu post agora.

É isso mesmo. É difundido, dá prestígio e dinheiro, aparece em revistas "científicas de nível", mas é apenas uma crença.
marcelohermes#9
otimos comentários !!

eu ja estou mundando de ideia se é mesmo inveja que os cientistas mediram...

quem quer ler o paper na íntegra? mando o PDF
marcos_8#10
Marcelo, quero sim.
Neuro ainda me interessa muito . mvmonteiro,volta e meia em,yahoo.com

Obrigado e abraços.
marcelo_12#11
As observações em exames funcionais e estruturais - nos mapeamentos ou cintilografias, nas tomografias ou nas ressonâncias magnéticas - são alterações comprováveis. Ocorre que nem sempre é possível estabelecer se a alteração observada em exames é CAUSA ou EFEITO da alteração (no caso em questão, a compensação). Daí o fato de muitas vezes termos a chance de constatar determinada alteração estrutural ou funcional sem a possibilidade de explicar como ocorre o fenômeno.
Alterações funcionais em determinados sítios cerebrais já foram observadas em doenças afetivas, como a esquizofrenia. Nas doenças do humor - como as depressões - também é conhecida a diminuição de neurostransmissores na base do cérebro.
A ciência é assim: vai devagar. Não se consegue explicar todo o fenômeno da noite para o dia. De fato o resultado é interessante, mas precisa sempre ser visto levando em conta as limitações do método empregado.

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