O History Channel passou um documentário anteontem dizendo que Stalin executou 40 milhões de pessoas durante seu governo. Também já vi essas fontes e acredito nesse número. Acho que aí já estão descontadas as mortes de soldados de guerras em que a União Soviética se envolveu.
O que eu quero saber é se na história alguma peste ou algum ditador já matou tanta gente.
O total de vítimas da Segunda Guerra, tanto os mortos pelos aliados quanto os mortos pelo eixo, somam aproximadamente 50 milhões de pessoas. Muitas vezes o número total de mortos é atribuído aos nazistas, posto que são considerados os maiores responsáveis pelo conflito. Na realidade, Hitler foi responsável diretamente por assassinar aproximadamente 25 milhões de pessoas.
Já Mão Tse-Tung é o campeão absoluto da matança, com aproximadamente 65 milhões de mortos.
Nem epidemias mataram tanta gente. Estima-se que doenças como a Peste Negra (no século XIV) e a AIDS sejam responsáveis por cerca de 25 milhões de mortes, cada uma.
Como se podo ver, em termos de genocídio, só mesmo um comunista (Mao) para superar outro comunista (Stalin).
Ao que eu saiba, sob Mao Tsé-Tung houveram 60 milhões de mortes (já vi números oscilando entre 40 e 70 milhões).
O que surpreende nos números da China é a catástrofe que ocorreu com o Grande Salto Para Frente (ou Para Trás, como queiram), no qual morreram 40 milhões de pessoas, a grande maioria de fome, o que constitui, de longe, a maior fome da História da Humanidade. Há ainda os que morreram com a repressão do processo. Os outros 20 milhões foram durante a grande Revolução Cultural (1966-1976) onde o que mais se eliminou, depois do próprio povo (perseguições em massa a intelectuais, conflito entre o exército e estudantes) foi a cultura chinesa. Que ironia!!
Só a título de curiosidade: o grupo Sendero Luminoso, do Peru, é guiado pela ideologia maoísta. Segundo o programa do grupo, ao tomar o poder, o Sendero tem um programa - explícito, diga-se de passagem - de ELIMINAR 1 milhão de pessoas do país, que seriam aquelas pessoas consideradas - sabe-se lá por qual critério - da classe dominante.
O maoísmo foi gestor de atrocidades maiores do que seu colega, o stalinismo, e seu irmão próximo, o nazismo. Também apoiou o massacre de 2 milhões de pessoas no Camboja.
Com relação ao Bush pai e filho e ao Rumsfeld, com certeza o Felipe está fazendo uma alusão ao Iraque.
Mas, pergunto: até que ponto deve-se ser conivente com uma tirania que eliminou 1,5 milhão de pessoas? E uma questão moral: DEVE-SE derrubar tal regime, mas o conflito armado é a melhor ou a única saída?
Nào vamos cair no sistema de dois pesos, duas medidas, qualquer assassinato é abominável, o que agrava é o fato de ter sido cometido pelo Estado, independente da ideologia.
Acho que todos, pelo menos os que têm bom senso, concordamos com isso, não é?
Pois é, o OdeC não concorda, pra ele abominável mesmo são apenas assassinatos cometidos por militantes de esquerda, aqueles cometidos por militantes de direita devem ser apenas incidentes que são superlativados pela "imprensa esquerdista brasileira". http://www.olavodecarvalho.org/textos/desinformacao.htm
E não discordo que regimes socialistas mataram mais, mataram mesmo. O que quero dizer é que não devemos seguir a postura de dois pesos, duas medidas, e isso ficou evidente no texto de OdeC, que aliás, referia-se ao regime militar brasileiro, fazendo alguma menção à Operação Condor, que foi de nível continental.
Acho que em toda a minha vida nunca tive um professor de Ciências Sociais que não fosse comunista ou que não fosse idiota (geralmente eram as duas coisas). Mas é quase inacreditável que depois de toda a carga de ensinamento esquerdista que tive, consegui me libertar do vírus da estupidez vermelha. Mas nunca, em minha vida de estudante, li em um livro sequer que Stálin fosse um genocida. Geralmente ele era descrito a mim como o "herói que libertou a Europa do nazismo".
Por isso, mesmo tendo colocado a comunidade dos amantes do Stálin, não condeno os participantes da mesma. É muito difícil se libertar dessa influência. Poucos escapam, mesmo tendo contra si os fatos (apesar de que a esmagadora maioria sequer já ouviu falar no genocídio stalinista).
Mesmo morando em uma cidade pequena, no interior de Goiás, estudei em escolas tidas como a "fina flor do ensino" democrático. E só fui ouvir falar em Pol Pot depois que já havia terminado a faculdade (Comunicação Social, pasmem!). Dentre todos os ambientes em que vivi, gente como Che Guevara, Stalin, Mao e até mesmo Milosevic (carniceiro dos Balcâs) são considerados heróis, exemplos de revolucionários contra o "Imperialismo Americano".
A verdade é triste, mas se eu quiser ser como os da minha geração, é melhor comprar logo minha camiseta do Che Guevara, um broche do PT, um boné do MST, começar a apoiar bandido (não entendo o fascínio que a marginalidade desperta nos vermelhos) e frequentar o Fórum Social Mundial (afinal, temos que derrubar logo o Bush!).
Só comecei esse tópico para confirmar aquilo que eu já desconfiava: a esquerda mata prá caralho. Mas parece que nos dias de hoje, isso não importa muito.
Há quem diga que Stalin matou 20 milhões(irmãos Mendvedev), há quem diga que foi 65 milhões(aquele escritor russo dissidente que ganhou o prêmio nobel de literatura). Mas também existe um grupo de historiadores não-socialistas que afirmam que esse número nem chegou a milhões. E a escritora Iung Chang, em sua biografia recente(ainda não publicada no Brasil) sobre Mao, afirma que o ditador chinês matou mais de 70 milhões de pessoas. Eu não sei qual é a estimativa do historiador Jonathan Spence, mas deve ser menor. Eu só acho estranho que quase nunca se fale no rei Leopoldo II da Bélgica, que segundo vários historiadores foi o responsável pela morte de cerca de 20 milhões de africanos congoleses e muito provavelmente o pior genocida do século XIX, como diz Paulo Francis em seu "Dicionário da Corte"...
geografia que conheci no Colégio Santo Inácio falavam mal de Stalin. Meu professor de Geografia da oitava série, malgrado ser do PT, descrevia Mao e Stalin como dois dos piores criminosos da História humana. Bem, eu pelo menos não precisei ler textos conservadores para encontrar críticas ao totalitarismo de esquerda...
Oi, Tizzo.
É importante sabermos não apenas números (sobre os quais realmente há estatísticas muito diferenciadas), mas também os aspectos desses genocídios. Creio não serem tão obscuros assim.
Desse modo, Stalin não executou 40 milhões de pessoas.
O número de mortos no sistema de internamento político (o Gulag), durante a época de Stalin (1924-1953) é calculado entre 2,5 e 4 milhões, menos, portanto, que o regime nazista.
Acontece, porém, que a conta de vítimas do nazismo sempre inclui as perseguições raciais (como os judeus e outras minorias).
Se fizermos novamente uma comparação direta entre Hitler e Stalin apenas no quesito de opositores políticos, o segundo também supera largamente o primeiro, mesmo considerando que a ditadura stalinista durou mais tempo.
No entanto, o regime stalinista tem em sua conta os resultados trágicos da política de coletivização agrárias nos anos 20 e 30.
No caso, são cerca de 20 milhões de mortos apenas na Ucrânia (o que já supera o holocausto judeu), que sofreu também por ser um processo aliada à politica de supressão daquela identidade nacional.
Logo, os ucranianos foram vítimas tanto de uma política étnica quanto de uma política agrária desastrosa.
Ressalto que as contagens de vítimas do regime soviético não incluem os mortos na II Guerra Mundial (que, a rigor, Stalin não foi o causador), mas geralmente incluem os mortos da guerra civil (1919-1921, que Stalin também não causou, mas entra na "conta" de Lenin e Trotski) e os massacres de prisioneiros alemães (civis ou militares) após o fim da segunda guerra mundial (cujo número até ohoje é desconhecido).
Há também civis alemães, poloneses e ucranianos massacrados em tempo de guerra.
É fácil concluir que a maioria das vítimas do regime comunista sofreu com as políticas agrárias, e não da repressão direta.
O mesmo padrão segue o que aconteceu na China, Coréia do Norte e Etiópia, com poucas variações. Apenas o Camboja foge do padrão, por ter sido uma transformação extremamente radical.
Se o Gerson acha que faltou critério ao OdeC ao referir-se aos números do artigo citado, então estamos diante do problema de interpretação de texto, mas não há a menor comparação de estatísticas, e muito menos a defesa dos "assassinatos de direita".
O que OdeC denuncia é que a mídia esquerdista, na mesma medida que deixou de lado os números relacionados às ditadutra comunistas, enfocou somente os das ditaduras militares na América Latina (como se essas fossem as barbaridades), inclusive criando falsos sensos comuns da história, como por exemplo, que a ditadura brasileira matou milhares...
Sobre a operação Condor, OdeC não a nega, mas faz lembrar da infiltração cubana continental que a precedeu, e que a mídia esquerdista faz de conta que nunca existiu.
Concordo plenamente que a imprensa brasileira em geral enfoca os crimes praticados pela ditadura militar, assim como o ensino brasileiro(números que nem de longe chegam perto dos números comunistas), esquecendo por completo que regimes ditatoriais de esquerda como o de Stalin, Pot, Mao, Fidel e outros mais cometeram(sendo que o último citado ainda comete) muito mais crimes, superando a barreira dos muito milhões. Mesmo contados todos os crimes cometidos pelas ditaduras militares da América latina não se chega perto do número de assassinatos cometidos pelos regimes sanguinários comunistas.
Por curiosidade eu li alguns trechos dos posts da comunidade Josef Stalin e me deparei com um que me chamou a atencão. Um cidadão defensor de Stalin diz que não acredita no número de assassinatos (40 milhões) cometidos sob o regime stalinista, mas diz que se for verdade, isto se justificou na tentativa de manutencão do regime stalinista. É um pensamento assustador e preocupante. Ter Stalin herói é caso para ser resolvido no divã.
Também fica a pergunta: o que seria do Brasil se um regime de esquerda ditatorial tivesse se instalado em 64? Teríamos mais um nome de ditador de esquerda para ser colocado na lista de maiores assassinos?
Não há nenhum problema d einterpretação de texto, pelo menos não da minha parte. Eu não falei nada sobre estatísticas, eu falei sobre o modo diferenciado como ele trata os assassinatos realizado pelas milícias de esquerda no Brasil, que aliás ninguém sabe quantas foram, vc por acaso sabe?
Ele inclusive diz para o leitor comparar as mortes noticiadas com "dados exatos", ora, que bola fora do Olavão! Falou mas não citou nenhuma fonte de dados exatos, porque estes simplismente não existem, nem de um lado nem de outro.
Ademais, como eu disse, assassinatos cometidos pelo Estado são sempre muito mais abomináveis, e ao que parece, OdeC só cita isso quando se trata de Estado sob regimes comunistas.
Como um homem que prega a liberdade pode defender um regime militar que executou sumariamente muitas pessoas? Será que se pode chamar isso de Estado de Direito?
Ao denunciar os crimes dos regimes comunistas, Olavo também faz denúncias da dupla moralidade dos marxistas.
Ele refere-se à relativização dos crimes em massa da URSS e da China, especialmente quando confrontados com as ditaduras militares da América Latina. No caso do Brasil, o Olavo afirma que houveram aproximadamente 500 vítimas, sendo meio a meio de cada lado da briga política. E já o vi condenar o regime pela repressão, a tortura e a arbitrariedade.
Portanto, Caio, o Olavo não faz defesa passional do regime militar brasileiro. Ele apenas o considera como o regime político que conseguiu evitar um golpe de Estado comunista que, como todos sabem, seria muito pior do que foi nosso regime militar (na verdade, um regime civil-militar!!).