Olá.
Eu estudo astrologia há algum tempo, e sou católico. Eu não me sinto inteiramente confortável nesta posição. Sei que não sou idólatra, não nego o livre-arbítrio, nem adoro o demônio, mas conheço o catecismo:
"Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõem “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo , sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus."
Não estou discutindo a validade do catecismo, o que seria absurdo. Eu sinceramente não acredito que eu esconda uma "vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e sobre os homens", mas concordo inteiramente que essa vontade é uma tentação temível e altamente provável, principalmente porque, ao contrário do exposto no trecho acima - discordo respeitosamente, mas discordo - astrologia funciona. É aí, que, para mim, a porca torce o rabo. Astrologia funciona, repetidamente, de forma comprovável.
Não estou tentando me "defender", até porque quem me julga sempre vê o que eu faço. Sei perfeitamente que, funcionando ou não, astrologia está proibida para os católicos.
Eu apenas gostaria de debater o assunto, não só com católicos.
Eu ouvi dizer - não estou certo - que os protestantes da época da reforma utilizavam a astrologia; se não me engano, os hindus a utilizam. Gostaria de saber, por exemplo, a posição judaica, a ortodoxa (alô moderador do gato róseo!), a dos evangélicos.
Luís, eu sei o que "o único homem em quem confio" (a expressão mais feliz que o Umberto Eco já escreveu na vida) dizia sobre o assunto.
Mas isso não muda o fato da astrologia estar formalmente condenada.
Tem como eu ler esta proibição e "escapar" dela. Em primeiro lugar, "adivinhação" é diferente de "predição"; depois, o texto do catecismo fala em "descobrir erroneamente" o futuro, e a astrologia tradicional não é uma bola de cristal, que mostra de forma completa um futuro inescapável - e de errônea ela não tem nada.
Mas isso é "sola scriptura" aplicada ao catecismo; a intenção da proibição é clara. Eu não espero resolver este problema - meu, interior - aqui, mas gostaria de debater o assunto.
PS.: Qual é a posição da Igreja Ortodoxa no assunto (perguntei ao Daher por scrap, também)?
PPS.: Sempre que eu quiser a sua participação, eu menciono a cor do gato?
Bom, agora que estou com mais tempo vou fazer alguns comentários, principalmente em cima das seguintes colocações suas:
Eu sinceramente não acredito que eu esconda uma "vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e sobre os homens", mas concordo inteiramente que essa vontade é uma tentação temível e altamente provável, principalmente porque, ao contrário do exposto no trecho acima - discordo respeitosamente, mas discordo - astrologia funciona.
Gostaria de pontuar duas coisas:
1 - Você mesmo reconheceu que a astrologia é uma situação próxima de pecado e deveria refletir muito sobre esse ponto. Afinal, "não tentarás o Senhor teu Deus". Você pode começar a fazer algo com a melhor das intenções, mas no meio do caminho se perde sem nem perceber. Além disso, o cristão deve se caracterizar por um abandonamento à providência divina e a astrologia bate de frente com isso.
2 - Não duvido que a astrologia funcione, pelo contrário. Mas é justamente isso que causa a "vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e sobre os homens". E nesse caso, voltamos ao pontos 1.
Ainda hoje, quando falamos em astrólogos, muita gente pensa em homens sinistros de chapéus pontudos, a contemplar o céu de suas altas torres e a interpretá-lo segundo seus delírios. E, no entanto, eles já estão penetrando nos gabinetes e laboratórios da ciência, misturando-se entre químicos, biólogos, meteorologistas, médicos e financistas. . .
No século passado, Carl Gustav Jung anunciou a volta da astrologia às cátedras universitárias. Na época, isso era verdade apenas em algumas raras escolas de psicologia na Suíça, onde pioneiros corajosos, como o próprio Jung, incentivavam ou promoviam cursos semi-oficiais de astrologia, à noite, para os futuros clínicos, sob os olhos complacentes dos velhos reitores.
Hoje, a Universidade de Stanford, a Escola Técnica Superior de Zurique e mais sete universidades em todo o mundo promovem estudos regulares sobre a astrologia. Na Universidade de Paris (e a França é o pais mais conservador face a astrologia), o professor Robert Jaulin, no curso de etnologia, concede "créditos" suplementares aos alunos que frequentam aulas de astrologia, e outro etnólogo, Jacques Halbronn, fundos o Movimento Astrológico Universitario, que reúne centenas de estudantes e professores da mesma universidade, e promoveu o último Congresso de Astrologia, em Paris. Desse congresso participaram figuras do porte de um Eric Weil, professor de filosofia em Louvain e pensador de renome universal.
Que é que houve? Mudou a astrologia ou a opinião maciça dos intelectuais está realizando um 'mea culpa' coletivo perante a arte de Ptolomeu e Kepler, que ainda há algumas décadas era considerada apenas uma diversão de excêntricos amalucados ou prática excusa para iludir a boa fé popular? De onde proveio essa revolução, transformando o que ontem era engodo e ilusão no que hoje é pesquisa profunda e reflexão grave?
Também sou de Libra, Maria....hehe
Engraçado é que sofro de indecisão crônica às vezes e tenho um apego à beleza absurdo...
Enfim...
Apesar da Igreja condenar e tal, não é das escrituras que os reis Magos que vieram a conhecer e reconhecer o menino Jesus o chegaram a ele através de uma estrela?
No meu parco conhecimento, suspeito que a Igreja deva condenar mais a "magia" e a superstição tipo João Bidu da Astrologia, do que a ciência em si....
Eu acredito que a Astrologia interfere nos caminhos do homem, mas não por alguma ordem cósmica que determina qualquer coisa.
Acho que funciona de trás para a frente.
As pessoas tem uma auto-imagem muito débil. Isto, aliado à sugestão, poderiam fazer com que estas, cientes de seus mapas astrais, reproduzissem, até mesmo inconscientemente, padrões de conduta. Ou pelo menos se enxergar como se estivesse.
Isto explicaria, dentre outras coisas, o porquê de as astrologias em povos diferentes serem totalmente distintas, mas mesmo assim, tem crédito junto às populações locais.
Poderia explicar, também, porque apenas os astros conhecidos influenciam no mapa astral. No caso de Plutão, por exemplo: como fica agora, que ele não é mais planeta? Perde a influência na vida das pessoas? Ou se acrescentam todos os outros corpos celestes de mesma grandeza como influentes também?
Quanto ao 12 associado ao Zodíaco, vale lembrar que, por questões de precessão, hoje em dia existem 13 "signos", sendo que este 13º é Ofiúco.
Gostaria de fazer uma humilde sugestão. Este tópico foi elaborado para discutir astrologia e religiões. Mas acredito que muita gente não tem uma idéia clara a respeito do que seja a astrologia (e estou me incluindo neste universo). Por isto, acredito que seria importante que aqueles que tiverem conhecimentos mais sólidos sobre o tema da astrologia ajudem aqueles que são leigos no assunto.
Tenho amigos católicos que não querem nem ouvir a palavra astrologia, mas, com todo o respeito a eles, não considero a melhor atitude. Lembro a eles que da mesma forma inúmeras pessoas rejeitam a priori as idéias da Igreja, atitude que eles igualmente condenam.
Me parece que é um assunto que merece, sim, discussão desapaixonada. Para adotar ou rejeitar uma idéia primeiro temos que conhecê-la. É uma atitude de honestidade intelectual. Ao longo de minha vida, rejeitei idéias que sequer conhecia e percebi que eu poderia estar perdendo coisas de grande valor. No caso da astrologia, não existe quem nunca tenha ouvido falar nela, mas a verdade é que praticamente ninguém sabe exatamente do que se trata. Assim, pedindo licença ao autor do tópico, gostaria de propor o desenvolvimento dos seguintes pontos:
- O que é a astrologia e o que ela se propõe a responder.
- Como ela trabalha.
Tens certeza...num sei não...A astronomia não surgiu bem após a Astrologia? não sei de outros da Igreja, mas o padre Antonio Vieira que era muito conhecedor e interprete das escrituras chamava-os aos Astrólogos.
O negócio da astrologia com os metais é que, aparentemente, eles se cristalizam de forma diferente de acordo com a posição dos planetas.
O experimento de Lilly Kolisko (seguidora do teósofo Rudolf Steiner nos anos 20) era de dissolver sais metálicos e deixar a solução cristalizar em papel de filtro.
Disse ela que executou os testes centenas de vezes sob diferentes configurações planetárias e que os resultados foram diferentes, sendo a diferença mais dramática quando o experimento fora realizado durante uma conjunção de Saturno com o Sol e depois com a Lua (ocultação de Saturno). A taxa de cristalização foi significativamente retardada ou completamente impedida nesse dois casos.
Ela também fez experimentos de plantar de acordo com as fases da lua e alegou ter descoberto que as sementes plantadas antes da lua cheia crescem melhor e mais rapidamente do que quando plantadas antes da lua nova.
Eric Voegelin localiza referências astrológicas na Bíblia (o livro em que publicou isto é Order and History vol. I) e as identifica como influência da religião babilônica, tudo isso ligado a uma forma de entender o mundo essencialmente cosmológica, algo que o movimento da revelação de Israel procurou afastar de si (daí as proibições expressas da prática da astrologia - era considerada má pois era ligada à religião dos caldeus e a uma visão diferente da realidade mesmo, visão essa identificada com a mentira).
Isto para mim é razão suficiente para rejeitar a astrologia como um retorno ao paganismo. É questão de ver para que lado está se movimentando o processo de diferenciação dos símbolos com os quais interpretamos e compreendemos a (e participamos da) realidade. No mais, sou protestante evangélico, para o evangélico médio astrologia está quase no mesmo patamar de beber e fumar, assusta assusta os irmãos, de modo que embora respeite não praticaria.
O que é interessante lembrar é que no seu "Breve Tratado de Astrocaracteriologia" Olavo de Carvalho (o homem-título desta comunidade) coloca justamente o contrário, que a astrologia séria deve ser praticada por alguém que participe de uma das grandes tradições religiosas como o Islã ou a Igreja Católica. Achei esta idéia uma das coisas mais bacanas que já se disse sobre a astrologia. Nesse livro ele faz questão de diferenciar o verdadeiro astrólogo do João Bidu da vida, e creio que a defesa que faz da astrologia é bastante convincente, desde que se entenda astrologia como Olavo a descreve.
O problema com muita gente que procura a astrologia é o mesmo de pessoas envolvidas com o ocultismo, bem como de alguns devotos católicos e evangélicos de diversas denominações: buscar soluções ou conhecimentos, ou benesses muitas vezes materiais e imediatas por meio da prática em que incorrem, seja ela qual for.
Se você coloca a "graça", "bênção", "favor", "pedido", a "previsão", antes da busca de salvação para a alma, santificação ou do conhecimento aprofundado de sua personalidade, acaba virando presa fácil dos charlatães de plantão, seja na igreja, seja na astrologia.
E a questão da precessão dos equinócios? Muitos astrólogos trabalham com um céu de 4.000 anos atrás. Não raro é observar (empiricamente) um planeta numa constelação e a "teoria" dos atrólogos (não falo de todos) apontar o planeta em outra. Já vi, pessoalmente, várias vezes isso. Basta ter uma boa carta celeste à mão.
Que eu saiba eles foram apenas resultados de um experimento e não servem para nada a menos que exista algum processo industrial que se beneficie da cristalização dessas soluções metálicas.
A crítica mais comum que se faz à astrologia é que esta não teria valor por não ser "científica". Há muitos anos li um livro sobre metodologia científica onde a astrologia é, de antemão, classificada como "pseudociência". Assim, para os cientistas, não há meio-termo: ou é ciência ou nada vale. Embora eu nada entenda de astrologia, penso que o problema dos cientistas é que estes quase sempre têm um desvio de perspectiva. Um conhecimento pode perfeitamente ser válido e verdadeiro sem ser "científico". Da mesma forma, uma resposta obtida através de rigorosíssima metodologia científica pode ser absolutamente falsa.
De outro lado, os cientistas não podem se colocar como sacerdotes supremos da humanidade. Há formas de conhecimento humano que não podem ser endossados pela ciência e isto não lhes retira o valor instrínseco. Aliás, a ciência nem ao menos pode conhecer todos os aspectos da realidade. O problema maior surge quando a sociedade enxerga no trabalho científico a "autorização final" para que algo seja feito ou não. Por exemplo no de uso de células-tronco embrionárias na busca da cura de doenças; ou, em nome da prática do aborto, a ciência quer definir quando a vida começa. Só se escuta os cientistas, não a sociedade como um todo. A Igreja, ao condenar tais práticas é atacada pelo ciência como "obscurantista e retrógrada".
A discussão ética e moral é abolida em nome "das luzes científicas". Chegamos ao ponto em que os cientistas são chamados a falar sobre assuntos que desconhecem em caráter absoluto, como é o caso de Richard Dawkins, o homem que proferiu a seguinte sentença: "Deus não existe porque não pode ser cientificamente comprovado". É o cúmulo da estupidez - beira mesmo a patologia mental - fazer com que a existência de um ser dependa de se encaixar num certo método.
Não nego que a ciência tenha valor. Não sei se o que a astrologia diz é verdadeiro ou não, não estudei este assunto. O que sei é que a ciência nunca vai ter a palavra final sobre certos temas.
Bom, já que fui eu que criei a encrenca, vou tentar resolvê-la .
Em primeiro lugar, obrigado a todos - ia citar vocês nominalmente, mas fiquei com medo de esquecer alguém.
Em segundo lugar, aguardo permissão dos moderadores para dividir este tópico, porque tem pelo menos três assuntos diferentes, aqui, mas por enquanto vamos.
1) A posição da Igreja Ortodoxa (gracias, turk cismático) é parecida com a opinião antiga da Igreja Católica, ou seja, a Astrologia preditiva COM RELAÇÂO AO FUTURO DO HOMEM é condenada. A astrologia descritiva (e, imagino, a preditiva quanto ao clima, por exemplo), não é.
2) Marcelo, eu tenho plena consciência do risco da astrologia. Só que eu acho que ele é maior para um não católico (é sério, eu já pensei em escrever ao Papa, mesmo, sobre isso); eu imagino que uma astrologia regulada pela Igreja Católica diminua o risco às almas, que para mim são justamente a tentação de dominar o futuro e a negação do livre arbítrio (este último, me perdoem pelo proselitismo, mas só Deus te dá a perspectiva necessária para evitá-lo). Um católico sabe - ou deveria saber - que Deus nos deu o livre arbítrio, não a onipotência; há coisas sobre as quais nada podemos fazer, há coisas que podemos modificar e coisas que podemos influenciar. A sã doutrina católica, pelo menos para mim, é justamente o que me impede de cometer abusos (até de linguagem; é normal astrólogos dizerem coisas como "com esse céu, tal coisa é impossível", o que é claramente astrolatria).
3) Davi, o experimento da Kolisko foi o seguinte. Ela estudava o comportamento de duplas de sais de metais (por exemplo, nitrato de prata e sei lá, um sal qualquer de ouro) quando em solução. Ela observava os padrões visuais que eles faziam e fotografava. Sempre que havia uma conjunção ou um aspecto entre os planetas que correspondiam ao metais em questão (neste exemplo, a Lua e o Sol), o padrão mudava completamente.
Astrologia funciona, sim. O experimento de Gauquelin também é impressionante.
(continua)
... ele descobriu que há uma relação entre os planetas que estão em certas posições no céu no momento do nascimento de uma pessoa e a profissão dela.
Além disso, eu comecei a estudar astrologia pelo simbolismo (nem chamo de simbolismo astrológico; é simbolismo natural); e como o Pedro na época lidava com astrologia horária, comecei a estudar isso, também. Astrologia horária é muito precisa; funciona, consistentemente, repetidamente.
Procure na internet, tem uma meia dúzia de sujeitos que prevêem o clima. Um astrólogo em Porto Rico (não, não tenho a fonte, perdão) prevê com bastante sucesso - mais do que metereologistas - furacões.
E por último, a tese de que astrologia só funciona por causa da influência da psique do cliente só parece ter alguma validade quando se fala em astrologia moderna. Astrologia tradicional não diz "ah, mas você é muito honesto, e está passando por problemas amorosos" , mas coisas do tipo "você teve problemas de estômago uns três anos atrás; seus pais são separados; você não tem irmãos", por exemplo, em se falando de astrologia natal.
4) Maria, eu também sou de Libra. É sempre bom lembrar que signos são signos, pessoas são pessoas, mas o Sol em Libra normalmente aparece em pessoas - como direi - indecisas.
5) Não sei quem disse que os signos são 13, agora. Não, não são. São doze desde a criação, e serão 12 até o Juizo Final. Signos são divisões do céu visível, a partir dos pontos em que a eclíptica (o percurso aparente do Sol) cruza com o equador celeste (que é a projeção do equador terrestre). Estes pontos são o início do signo de Áries e o de Libra. As constelações têm nomes parecidos com os signos porque já coincidiram, em algumas épocas, com os signos, mas são coisas diferentes. Essa confusão é comum, em pessoas que não conhecem astrologia, como Richard Dawkins.
6) Sugestão de divisão de tópicos: 1- Astrology for dummies.
2 - Este aqui, sobre Astrologia e Religiões
Entendo pouquíssimo de astrologia. Se eu tivesse mais tempo, estudaria com todo o afinco que penso que o assunto merece.
A leoa do meu avatar é uma homenagem ao meu signo solar e a meu ascendente, ambos sob a guarda da bela e nobre constelação de Leo. Me foi dito por quem entendia do assunto que o momento do meu nascimento estaria ligado a uma estrela "fixa" e que isso era importante, e que esta estrela era o ponto sob um sinal de interrogação invertido, que representa a cabeça do Leão. Esta estrela, a Alfa da constelação - Alfa Leonis - se chamou na antiguidade Malikiyy ou Qalb Al Asad, nome que se traduz por Cor Leonis, o coração do Leão, ou Regulus, o Pequeno Rei.
Interessante saber que este é também o nome do Curso de Astrologia oferecido pela É Realizações, mas que, sendo em São Paulo, eu nunca pude frequentar. Também descobri que o período medieval que sempre foi do meu mais profundo interesse é conhecido como "A Idade de Leão", como este agora é "A Idade de Aquário".
A constelação de Leo é a mais linda do zodíaco, e tem a forma do leão no ar, no início de seu salto, projetando o peito. E eu sou uma leonina completamente típica, como se vê... ! Perdão pela digressão, mas o assunto é muito interessante, sempre achei. Pena que eu seja tabula rasa nele, ou quase.
Marquinhos! Mas que coisa interessantíssima que você acaba de dizer! Então, pelo que entendi, existe uma ligação fixa entre o signo e a determinada constelação que deu a ele o nome e o caracteriza, mesmo que esta constelação não esteja actually mais lá - é isso?
Maria,
Se eu fosse "novaerista", diria que D. Estêvão é "um iluminado". É uma pessoa de bondade e sabedoria imensas; eu já o importunei algumas vezes por e-mail sobre assuntos religiosos, e descobri que a sua paciência é ainda maior do que a minha burrice.
No entanto, ele raciocina a partir de algumas incorreções, principalmente por causa da astrologia moderna e de alguns preconceitos sobre a astrologia.
Inicialmente, a astrologia não nega o livre arbítrio mais do que a medicina, a metereologia, ou "analistas econômicos". O homem sempre é livre para decidir, mas ele nunca é livre para fazer o que bem entender do universo. Eu não posso decidir que voarei e chegarei até a sua casa em quinze minutos para discutirmos isto ao vivo. Se eu disser para você que amanhã vai chover em Belém por volta das seis horas da tarde, eu estarei negando o livre arbítrio? Faz alguma diferença para você (do ponto de vista MORAL; não estou discutindo se você acredita que astrologia funcione ou não) se um médico ou um astrólogo te disserem que você vai ter um problema nos rins num futuro próximo (Deus impeça, foi só um exemplo)?
Além disso, para a astrologia tradicional, pouco importa o status planetário da Lua ou do Marte. Importa sua aparência no céu, o seu movimento.
Pri, é isso sim.
Pois é, Regulus, atualmente, se encontra em 29 graus e 55 minutos do signo de Leão, ou seja, quase em Virgem.
Como é o "coração do Leão", é óbvio que se os signos e as constelações fossem a mesma coisa, alguém papou mosca. O coração do Leão não fica no pé, mas no peito.
O fenômeno do deslocamento das estrelas "fixas" é a famosa "precessão dos equinócios", que R. Dawkins alardeia como "prova" de que astrologia não funciona.
Maria, diversas pesquisas fizeram este teste "diagnóstico astrológico" X "verdade". Mesmo as mais bem-intencionadas, para mim, não signficam muita coisa (mesmo as que deram algum resultado favorável à astrologia), primeiro porque eu não tenho a astrologia moderna em grande conta, segundo porque o teste prova, no máximo, que os astrólogos envolvidos eram bons ou patetas, e isso só pode ser investigado cientificamente depois que a relação "configuração astrológica" - "fato terrestre" for ponto pacífico.
PS.: Desculpe a resposta truncada, mas eu estou lendo o capítulo da "Evangelium Vitae", que o David mencionou em outro tópico, e não deveria estar nem na internet....
As constelações não têm uma ligação fixa com os signos; é claro que há um significado para as constelações (tem uma astróloga que utiliza uma técnica chamada astrologia visual, na qual ela considera as constelações, inclusive as de fora do zodíaco, mas isso é outra história), mas em astrologia tradicional cada estrela tem uma natureza diferente.
E até onde eu sei, foi o contrário: as constelações ganharam o nome que têm por causa dos signos, e não o contrário. Por exemplo, Ptolomeu descreve os doze signos, e quando vai falar das estrelas, ele fala em 11 constelações (não havia a constelação de Libra).
Murilo, eu não sei se esta influência causal, eficiente, existe; não tem nenhuma teoria razoável que a implique, nem nenhuma evidência a seu favor (sempre lembrando que correlações astrológicas não implicam causalidade).
O que não dá para acreditar, por ser contrário à razão, à fé cristã e às evidências, é que o simbolismo astrológico seja apenas uma invenção humana.
Ou seja, eu como católico, deveria acreditar que o Deus que fez o universo inteiro, que tem contados até os fios de cabelo na minha cabeça deixou a cor do astro mais importante no céu (o único do qual sentimos a temperatura, o que define os dias e as noites, o que faz as plantas crescerem) da cor do mel e do leão à toa?
Veja só. Marte não significa guerra, divórcio, tudo o que é repentino, por causa dos mitos relacionados ao deus romano. Ele significa isso porque é vermelho, agressivo, no céu. Identifique Marte no céu e compare com Vênus, com seu brilho, seu movimento. Qual dos dois significaria o prazer, para você?
Sto. Tomás de Aquino acreditava na influência direta dos astros: muita incidência do Sol faz as plantas crescerem, nos torna indolentes (será?), etc.
Em todo caso, até é compreensível que se acreditasse em astrologia quando acreditava-se que os astros fossem substancialmente diferente do mundo sub-lunar. Se depois da lua há esferas de éter (matéria quase espiritual) que giram como se fossem grandes engrenagens, uma dentro da outra, talvez possamos falar em influência dos astros.
Mas hoje sabemos que o mundo supra-lunar é como o sub-lunar. Os planetas são grandes rochedos, ou bolas de gás; as estrelas gigantes massas incandescentes. Por que a posição de uma bola gigante de gás a anos-luz de distância no momento do nascimento de alguém determinaria a personalidade dessa pessoa?
Joel, o simbolismo dos planetas - derivado da suas características aparentes - não tem absolutamente nada a ver com o fato de eles serem feitos da mesma matéria do que o mundo sublunar.
Por que a posição de uma bola gigante de gás a anos-luz de distância no momento do nascimento de alguém determinaria a personalidade dessa pessoa?
Joel, talvez eu não seja a pessoa mais indicada para responder questões astrológicas, mas pelo que li por aqui e nos links indicados, não se trata de uma questão de causa e efeito, mas sim de correlação, de analogia entre enventos terrestres e celestes.
Bem, pela visão da física quântica, não existe nada que possa ser sequer analisado isoladamente de um sistema sem provocar interferência no sistema inteiro. Qualquer coisa que pertença ao sistema "universo"não estaria separada de nenhuma outra, e a mera percepção de qualquer uma altera tudo. A noção de espaço, e de tempo - que nada mais é do que uma dimensão perfeitamente IGUAL a qualquer outra dimensão dita "espacial" - não altera essa ligação, mesmo que o universo tenha um número "n"de dimensões, indeterminado, sendo "n" maior do que 5, as cinco dimensões utilizadas nos cálculos atuais.
PS: A quinta dimensão é expressa pelo que chamamos a curvatura do tempo, uma vez que uma determinada dimensão só pode se curvar numa outra dimensão que esteja fora dela - a curvatura do ponto determina a linha, a curvatura da linha determina o plano, a curvatura do plano determina o espaço, a curvatura do espaço determina o tempo, e a curvatura do tempo determina esta quinta dimensão cujo nome acho que ainda não escolheram, diz-se "curvatura do tempo", mesmo... Enfim, assim sucessivamente, respeitando-se o fato de que esse número "n"deve ser tal que possa "caber" numa série de equações matemáticas. Os números 2, 5 e 10, por exemplo, são adequados. Mas há outros que também são.
Desculpem pela chateação. O que eu quis dizer é que, como explicava o Zé Fernandes ao Jacinto na "Cidade a as Serras", "quando eu bato no peitoril desta janela, Saturno treme..."
É bem possível.
Sim, a relação não seria exatamente de causa/efeito.
Como tal aspecto existe e você está inserido neste mesmo sistema que inclui este aspecto, você "tem a cara" desse específico aspecto. Se "parece"com ele. Em cada dado "pedaço" do sistema, representado por D elevado a n (sendo d dimensão e n o número de dimensões) do sistema, todo o sistema tem um determinado aspecto. E não existe, matematicamente, a possibilidade de superposição de qualquer "pedaço", ou seja: o "pedaço"de sistema que inclui eu aqui batucando neste teclado inclui igualmente um conjunto único e irreprodutível que não poderia deixar de ser exatamente como é, porque senão não seria o pedaço de sistema que inclui o fato de eu estar batucando aqui no teclado, etc. E que é, obviamente, único. A encrenca surge porque, pelo mesmo princípio quântico, se eu resolver analisar o "pedaço", eu altero o "pedaço", já que eu estou incluída nele!
Isto não é nem um pouco presunçoso, nem tem a ver com "mágica" nenhuma, como pensam muitos idiotas. Mas tem a ver com a história do profeta Jonas, por exemplo. Que, não por acaso, é a minha favorita, no Antigo Testamento inteiro.
Não sou especialista e nao acredito em horóscopo.
A descrição da Maria se parece comigo , e sou de Aires
hehehe
acho que isto tem haver com mae ou quem cuidou da criança,
a mãe que
domina , que manda , que decide pelo filho o faz um inseguro .
E é uma luta grande , para livrar-se desta marca...
estava pensando nos Reis Magos, dizem que eram
Astrólogo , e Deus contou-lhes pelas estrelas e professias
que Jesus nasceria e o fez
seguirem uma estrela...
Há Mistérios , que ainda nao deciframos ....entre o céu e a terra.
Deus sabe tudo nele existe o presente. Ele sabe que em dado
momento por exemplo , vc vai cair em alguma armadilha , vai fazer uma escolha
errada , que ponderá faze-lo perder a vida eterna, sua providencia
vai tecendo uma teia amorosa a sua volta , vai tentando avisa-lo
pessoas lhe dão recados , acontecimentos lhe marcam o coração
e claro vc toma a decisão errada( ele nao interfere)
mas de alguma forma o AMOR
NãO O ABANDONOU E TRAZ DE VOLTA PQ NESTA trajetória
ELE MISTERIOSAMENTE DISPÔS ASTROS , ESTRELAS, VENTO
PESSOAS PARA VC ERGUE-SE E RETOMAR O CAMINHO OU
TERMINAR SUA MISSÃO....enfim ser FELIZ.
Não tem muito haver com o assunto mas hoje pensei nisso
enquanto ouvia uma musica....
Maria, o texto de D. Estêvão tem tudo a ver com o que estamos discutindo!
E, como eu disse, eu o respeito e admiro profundamente. Só apontei algumas coisas nas quais acho que ele se equivoca.
A astrologia moderna tem muitos problemas, e não dá para falar de todos, aqui.
Vamos ver apenas alguns, sem ordem cronológica ou de importância.
1 - Ela se supõe "científica", no sentido moderno, fazendo uma analogia forçada e baseada apenas em palavras. Ela passou a se pintar de verniz científico, e aproveita qualquer bobagem pseudo-científica, ou qualquer descoberta científica real, para se "legitimizar". Qualquer pedaço de terra descoberto por um astrônomo é incorporado à astrologia, com mitologias e significados, mesmo que não seja visível.
2 - Ela foi contaminada com toda sorte de crenças e abusos religiosos e pseudo-religiosos. Há diversas "seitas" astrológicas, todas "espiritualizadas". Havia astrólogos feiticeiros, antigamente, mas eles sabiam que se tratava de coisas diferentes.
3- O simbolismo natural rigoroso foi parcialmente abandonado e misturado a significações bastante espúrias.
4 - Ela é "psicológica", ou seja, todos as leituras astrológicas modernas tem a ver com "o que você sente", com a sua "vivência espiritual", com "como você vive os astros". Não digo que não haja uma astrologia psicológica, mas a astrologia não é psicologia astral.
5 - Toda a tradição preditiva foi enfraquecida. Podemos discutir se prever o casamento de alguém é pecado ou não; mas prever chuvas ou terremotos com certeza não é, e isso quase se perdeu.
O Pedro Sette Câmara uma vez disse que a proibição da Igreja contra a astrologia tem que ser contra a astrologia tradicional, porque proibir a astrologia moderna é como proibir alguém de tomar detergente
Repito: há inúmeros problemas técnicos. A precessão dos equinócios é um problema.
Uma pessoa que nasce num dia tem o sol num lugar -- a dizer pela Astrologia -- ou o Sol em outro lugar -- a dizer pela astrometria astronômica.
A astrologia, boa parte dela, não leva em consideração o movimento de revolução do eixo terrestre (período de 26 mil anos), o que gera a defasagem entre teoria e empiria na astrologia. Diz-se uma coisa, observa-se outra.
Priscila, não entendo de Astrologia, estudei superficialmente o assunto, mas astronomia entendo bem.
Estrela "fixa", em termos, é uma redundância. Explico: as estrelas são todas fixas. Elas não apresentam movimento relativo entre si.
Os planteas -- e a palavra grega planetés (errante) indica isso (corrijam-me por favor os conhecedores de grego se eu estiver errado) -- ao contrário das estrelas, movimentam-se em relação às estrelas fixas, no plano da eclítica, a faixa zodiacal.
Tudo o que vemos é fruto de uma perspectiva única da Terra. Por exemplo, se saturno está em Leão, isto quer dizer que, olhando da Terra, num determinado momento, saturno está na direção do Leão, o que se nos afigura como superposição (um está na frente do outro)
Ademais, o conceito de constelação também pressupõe a idéia de perspectiva direcional: as estrelas de determinada constelação não se encontram próximas umas das outras, intrinsecamente. O céu tem profundidade (cada estrela encontra-se a uma distância definida) mesmo para uma única constelação. Não há uma esfera de raio constante onde estariam todas as estrelas.
No caso do Leão, por exemplo, suas três estrelas mais brilhantes: Régulos está a 69 anos-luz, Denébola a 42 anos-luz e Algeiba a 130 anos-luz.
Filipe, em astronomia se chamam estrelas "fixas" as estrelas. É porque o Sol, a Lua, Marte, Mercúrio, Saturno, Vênus e Júpiter são chamados ora de planetas ora de estrelas, também (os dois primeiros podem ser chamados de luminares).
É simplesmente porque elas - ressalvada a precessão - acompanham o movimento do céu, enquanto os planetas giram ao contrário.
A precessão dos equinócios é conhecida pela astrologia. Um signo não é uma constelação. Enquanto a constelação de Leão é um conjunto das estrelas, o signo de Leão é o quinto recorte de 30 graus do céu visível a partir do ponto em que a eclíptica corta o equador (o início de Áries).
O Sol entra no signo de Áries sempre que ele corta o equador em direção ao norte. Hoje, há quarenta mil anos atrás, e provavelmente até o juízo final.
É claro que a astrologia considera apenas a perspectiva da Terra. Em primeiro lugar, porque vivemos - todos - nela; em segundo lugar, porque ela se utiliza do simbolismo natural, e é este céu que vemos, e não outro. obtido pelo que você vê; em terceiro lugar, porque o céu se move REALMENTE ao redor da Terra em um sentido e os sete astros errantes (o Sol inclusive) se movem REALMENTE ao redor da Terra, no sentido contrário.
Se a última afirmação pareceu estranha e ultrapassada, lembrem-se que o movimento depende do sistema de coordenadas. Lembram do segundo grau? Eu me lembro bem do exemplo de Einstein do trem em movimento. Para um observador no solo, o trem se move. Para um passageiro do trem, é o mundo que se move. Como o movimento só tem sentido quando referido a um sistema de coordenadas estático com relação ao observador, ambas as afirmações são igualmente válidas.
Portanto, para um observador aqui, neste planeta (e eu ainda não conheço observadores que possuam um outro posto), é o Sol que gira em torno da Terra.
Lembrei que há mais ou menos três semanas ouvi um podcast que falava sobre a necessidade do astrólogo ter uma religião. Nesta entrevista a astróloga cita Olavo de Carvalho (pelo contexto - astrologia e filosofia - me parece que é o "nosso" Olavo, não um homônimo - a partir de 6:40 min).
A entrevista toca em vários pontos que estão sendo discutidos neste tópico, como a condenação da astrologia pela Igreja. A busca da salvação da alma é lembrada pela entrevistada. Vale a pena ouvir.
"Joel, talvez eu não seja a pessoa mais indicada para responder questões astrológicas, mas pelo que li por aqui e nos links indicados, não se trata de uma questão de causa e efeito, mas sim de correlação, de analogia entre enventos terrestres e celestes."
Interessante, mas veja só: se não há nenhuma relação causal ligando dois fenômenos correlacionados, essa correlação é totalmente acidental e casual, e não há motivo nenhum para esperar que ela continue a vigorar no futuro.
Suponha que, num ano, tenha chovido mais do que a média e as pessoas tenham tomado mais sorvete de baunilha do que tomavam antes.
Há aí uma correlação entre chuva e tomar sorvete de baunilha. Se houver uma explicação causal para isso (um causa o outro, ou ambos têm uma causa em comum), então é essa correlação pode servir de base para previsões. Mas se não houver relação causal entre chuva e sorvete de baunilha, então essa correlação não quer dizer absolutamente nada.
Sendo esse o caso, se dali a dez anos de novo chover mais do que a média histórica, não haverá base nenhuma para inferir que as pessoas tenham, ao longo desse décimo ano, tomado mais sorvete de baunilha.
se não há nenhuma relação causal ligando dois fenômenos correlacionados, essa correlação é totalmente acidental e casual, e não há motivo nenhum para esperar que ela continue a vigorar no futuro.
Como você pode concluir que se não há nenhuma relação causal entre dois fenômenos correlacionados, tal correlação é obrigatoriamente totalmente acidental e casual?
A ausência de relação causal ligando dois fenômenos correlacionados não implica ipso facto a impossibilidade de um fator de natureza constante atuando sobre os dois.
Ando em Busca do AMOR , como cantava Sao francisco
"o amor nao e amado "
mas a cada dia Ele o AMOR , e que nao se cansa
de procurar-me...
Houve um tempo , em que coloquei alguns ídolos
no lugar dEle , e agora preciso tira-los!!!
Sempre digo que a volta do Filho Pródigo , nao termina no
abraço do Pai , nem depois da festa , há um longo período
para voltar a sentir-se em casa de novo ....
É simplesmente porque elas - ressalvada a precessão - acompanham o movimento do céu, enquanto os planetas giram ao contrário.
Não sei se compreedi bem o que você disse, mas pelo que entendi o que você disse está errado.
Os planetas não "giram" ao contrário do movimento diurno (movimento do céu, movimento aparente do céu, se considerarmos a rotação como sendo da Terra). Os planetas arrastam-se contra o fundo de estrelas em ambos os sentidos, por isso possuem o movimento chamado "retrogradação". De um dia para outro, é quase impossível ver diferença. Para planetas como saturno, o mais lento dos planetas visíveis a olho nú, mesmo de ano para outro o movimento é muito pequeno.
Marte encontra-se hoje na constelação de gêmeos -- acabei de ver aqui em casa, olhando para o céu -- e ontem se encontrava praticamente na mesma posição. Sem instrumentos é impossível ver a diferença.
A precessão dos equinócios é conhecida pela astrologia. Um signo não é uma constelação. Enquanto a constelação de Leão é um conjunto das estrelas, o signo de Leão é o quinto recorte de 30 graus do céu visível a partir do ponto em que a eclíptica corta o equador (o início de Áries).
É conhecida mas muitas vezes não é levada em conta. É justamente a junção do equador celeste com a eclíptica que precede a cada 26 mil anos 360 graus de esfera celeste. Sendo assim, em 4 mil anos de astrologia, a distância do ponto vernal à constelação do Leão alterou-se substancialmente. A definição do que seja o signo de Leão, não pode deixar de levar em conta onde está e onde esteve, de fato, o Leão.
Eu me lembro bem do exemplo de Einstein do trem em movimento. Para um observador no solo, o trem se move. Para um passageiro do trem, é o mundo que se move.
O exemplo do Trem de Einstein é um pouquinho mais complexo do que isso. Na verdade não é exatamente isso. Não obstante, o que você afirmou está plenamente correto. Jamais assumi qualquer movimento absoluto em minha abordagem, não sou louco nem um anacrônico newtoniano.
Complementando, a precessão dos equinócios não altera em nada a posição dos planetas no céu e sim a relação entra a posição dos mesmos (incluindo o Sol e a Lua) e o caledário.
Em menos de 2 mil anos a diferença é nula praticamente. Em 3 ou 4 mil anos nem tanto. Por isso os antigos não tinham idéia deste lento movimento.
Filipe, você não entendeu o que eu disse. Para a astrologia, são as estrelas que se movem com relação ao "céu invisível", o céu dos signos (que, mais uma vez, não são as constelações). O sol sempre cruza o equador na mesma época; se não fosse assim, a primavera de hoje em dia estaria deslocada no tempo com relação a 10 mil anos atrás. As estrelas do céu é que se movem, 360o a cada 26.000 anos.
Realmente, eu mencionei apenas o movimento direto, para simplificar. É porque o Sol e a Lua não retrogradam, e o movimento principal dos outros é o direto (Vênus e Mercúrio, por exemplo, se comportam como os "cães de estimação" do Sol; andam um pouco a frente, voltam um pouco, mas andam sempre junto dele).
"Todos os debates que houveram serviram para mostrar que a astrologia é um assunto infinitamente mais completo do que seus opositores jamais imaginaram."
O texto do Olavo e muito bom .
Quanto a Igreja, creio que seja apenas para evitar
que as pessoas delegue poder as estrelas sobre suas
vidas e suas decisões., ou aos Magos ....
Quando caminho na Praia , sentindo o vento , ou quando
contemplo a Lua refletindo na Lagoa Conceição ,
mesmo sem palavras,pela Admiraçao e contemplação
recordo o Criador.
Tudo e obra de Deus , com certeza estudar a astrologia so pode nos
levar a encontrar a digital de deus , suas leis e funcionamento ...
Quanto a saber sobre quem sou , e sobre meu futuro , creio que
Já temos dentro de nos o Espírito Santo , com dons de sabedoria
ciência , discernimento dos espíritos ...
Na conversa do Olavo com Yure Vieira , ele diz sobre receber as respostas
quando perguntando a Deus...
Eu não consigo perceber por que qualquer manifestação de uma mesma essência não possa ser considerada, ou estudada.
Acho que a descoberta ou não de uma relação causal é inclusive irrelevante, porque nem toda a relação é, obrigatoriamente, de causa e efeito - há outras igualmente legítimas.
O fato de perceber as coisas numa determinada "ordenação no tempo" é só isso, mesmo: uma percepção. Dentro de outra percepção, as coisas seriam todas simultâneas, e o que chamamos de causa-efeito simplesmente não existiria.
Nesse caso, não é a causa tal que provoca o efeito qual, mas sim que ambas as coisas são parte de um mesmo "cenário", facetas de uma mesma conjuntura. E por que não se pode estudar isso, ou seja - onde está o impedimento? E em que tal estudo atrapalha, ou "desconfigura" a idéia do Deus Transcendente?
Eu penso que todas as coisas estudadas, sejam as que podemos conhecer pela razão, sejam as que podemos conhecer pela consciência - são igualmente "aproximadoras"...
Enfim, não é conhecer, amar e servir? Sempre soube que é! E conhecemos Deus por todas as suas manifestações, por todas as suas expressões - é o pedacinho da Verdade que nos cabe conhecer, então vamos a ele, ora!
Não vejo como estudar isso possa ser considerado errado.