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DEFESA,volta e meia em,NET 29 Novembro 2007
O Globo 29 Novembro 2007
A reboque
Merval Pereira
A Junta de Defesa do Continente, que o presidente Lula pretende propor na 3ª reunião de chefes de Estado da União Sul-Americana de Nações, em Cartagena, na Colômbia, nada mais é do que uma das principais linhas da política militar de Hugo Chávez. O governo brasileiro estaria assumindo essa iniciativa como sua para retirá-la do contexto da política antiamericana chavista, segundo versões oficiais, ou, de acordo com seus críticos, estaria simplesmente validando a escalada militar bolivariana na região.
O grupo seria formado pelos ministros da Defesa de todos os países, teria como principal missão proteger a Região Amazônica e as fronteiras marítimas, e substituiria, este é o temor, a Junta Inter-Americana de Defesa, da qual participa os Estados Unidos.
Segundo o cientista político Amaury de Souza, em artigo para a revista "Digesto Econômico" da Associação Comercial de São Paulo, "para contra-arrestar a ameaça militar norte-americana, três linhas de ação vêm sendo implementadas: 1) uma nova visão estratégica de defesa nacional no marco de uma guerra assimétrica; 2) a defesa integral da nação com base em uma aliança cívico-militar; 3) o fortalecimento e a preparação da Força Armada Nacional, com a modernização de seu equipamento e a criação de uma força conjunta para a defesa da América do Sul".
O deputado federal Raul Jungmann, do PPS, membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, não concorda com a postura do governo brasileiro na região. Segundo ele, o Brasil adota um "pragmatismo de shopping" diante das graves crises políticas que se desenrolam no continente, "assistindo a tudo e abrindo mão de sua liderança".
DEFESA,volta e meia em,NET 29 Novembro 2007
O Globo 29 Novembro 2007
A reboque
Merval Pereira
A Junta de Defesa do Continente, que o presidente Lula pretende propor na 3ª reunião de chefes de Estado da União Sul-Americana de Nações, em Cartagena, na Colômbia, nada mais é do que uma das principais linhas da política militar de Hugo Chávez. O governo brasileiro estaria assumindo essa iniciativa como sua para retirá-la do contexto da política antiamericana chavista, segundo versões oficiais, ou, de acordo com seus críticos, estaria simplesmente validando a escalada militar bolivariana na região.
O grupo seria formado pelos ministros da Defesa de todos os países, teria como principal missão proteger a Região Amazônica e as fronteiras marítimas, e substituiria, este é o temor, a Junta Inter-Americana de Defesa, da qual participa os Estados Unidos.
Segundo o cientista político Amaury de Souza, em artigo para a revista "Digesto Econômico" da Associação Comercial de São Paulo, "para contra-arrestar a ameaça militar norte-americana, três linhas de ação vêm sendo implementadas: 1) uma nova visão estratégica de defesa nacional no marco de uma guerra assimétrica; 2) a defesa integral da nação com base em uma aliança cívico-militar; 3) o fortalecimento e a preparação da Força Armada Nacional, com a modernização de seu equipamento e a criação de uma força conjunta para a defesa da América do Sul".
O deputado federal Raul Jungmann, do PPS, membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, não concorda com a postura do governo brasileiro na região. Segundo ele, o Brasil adota um "pragmatismo de shopping" diante das graves crises políticas que se desenrolam no continente, "assistindo a tudo e abrindo mão de sua liderança".