Amigos, confiram este texto:
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_c…8&Itemid=201O bispo de Barra quer morrer
Dom Luís vai morrer. Na primeira greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco ele ainda falava em negociação. Agora não propõe negociar nada. Exige que o Exército abandone o canteiro de obras e o projeto seja arquivado. Diz que se não for assim vai até o fim na sua greve de fome, que já dura 13 dias. O fim é a morte por inanição. É obvio que o que ele quer mesmo é morrer.
Um bispo não é um religioso qualquer, um ingênuo tomado pela crendice. É um quadro dirigente. Superou etapas formativas e seletivas, chegando ao topo da hierarquia católica. Estudou os clássicos. Sabe latim, grego e talvez até hebraico. Leu São Tomas de Aquino. Conhece filosofia; teoria política. É um general da Igreja . Seu gesto é o equivalente clerical do “pronunciamento” militar.
Dom Luiz deve saber que nenhum governo pode abandonar seu principal projeto de desenvolvimento regional. Deve saber também o que é um Estado laico. E o que é democracia. Que um governo democrático não pode ceder à chantagem, nem querendo. Se Dom Luís sabe de tudo isso, o que busca ele com o auto-sacrifício?
Esse é o grande enigma. Um denso mistério que provavelmente irá para debaixo da terra junto com seu corpo.
Podemos apenas especular.
Será que através do martírio extremo ele busca a glória pessoal? Talvez até a beatificação? Nesse fim de semana eram esperadas mais de dez mil pessoas em romaria ao bispo. Imaginem depois de morto? Certamente vai ser erguido ali um santuário. E ele vai virar um santo. Santo Cáppio. Um novo Padim Cícero do Sertão. Mas não pode ser isso. Um bispo tem estrutura mental e auto-disciplina para não se deixar levar pela soberba.
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_c…8&Itemid=201O bispo de Barra quer morrer
Dom Luís vai morrer. Na primeira greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco ele ainda falava em negociação. Agora não propõe negociar nada. Exige que o Exército abandone o canteiro de obras e o projeto seja arquivado. Diz que se não for assim vai até o fim na sua greve de fome, que já dura 13 dias. O fim é a morte por inanição. É obvio que o que ele quer mesmo é morrer.
Um bispo não é um religioso qualquer, um ingênuo tomado pela crendice. É um quadro dirigente. Superou etapas formativas e seletivas, chegando ao topo da hierarquia católica. Estudou os clássicos. Sabe latim, grego e talvez até hebraico. Leu São Tomas de Aquino. Conhece filosofia; teoria política. É um general da Igreja . Seu gesto é o equivalente clerical do “pronunciamento” militar.
Dom Luiz deve saber que nenhum governo pode abandonar seu principal projeto de desenvolvimento regional. Deve saber também o que é um Estado laico. E o que é democracia. Que um governo democrático não pode ceder à chantagem, nem querendo. Se Dom Luís sabe de tudo isso, o que busca ele com o auto-sacrifício?
Esse é o grande enigma. Um denso mistério que provavelmente irá para debaixo da terra junto com seu corpo.
Podemos apenas especular.
Será que através do martírio extremo ele busca a glória pessoal? Talvez até a beatificação? Nesse fim de semana eram esperadas mais de dez mil pessoas em romaria ao bispo. Imaginem depois de morto? Certamente vai ser erguido ali um santuário. E ele vai virar um santo. Santo Cáppio. Um novo Padim Cícero do Sertão. Mas não pode ser isso. Um bispo tem estrutura mental e auto-disciplina para não se deixar levar pela soberba.