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MST - Qual a solução?

Iniciado por gerson em 06/04/2006 · 18 mensagens

gerson#1
Qual é a saída para que não ocorram mais a formação de grupos que agem invadindo fazendas?

Lembren-se da importância do estado democrático de direito.
marcos_12#2
Além do que foi colocado acima, bem lembrando, Gerson!! Estamos no Estado de Direito.
Como o MST age intencionalmente, objetivamente e explicitamente invadindo propriedades privadas, destruindo as mesmas, ameaçando a vida de proprietários, desafiando a ordem civil e a polícia, além de pregar a vioência abertamente através da revolução armada, nada mais justo do que enquadrar o MST nos códigos dos crimes acima proscritos.
Para isso, inclui-se uma série de ações: penetração da inteligência governamental dentro do movimento, delatando seus líderes e dissolvendo o grupo, prisão dos responsáveis, suporte àqueles que resistem às invasões (polícia, financiamento, etc) e, se necessário em alguns casos, prisões em massa.

Por fim, precisa-se de uma guerra cultural. Escancarar a ideologia do MST, sua índole criminosa e conseguir apoio da mídia e das elites do país para o mesmo (políticos, empresários, intelectuais, etc). Esse objeito final é, DE LONGE, o mais difícil de se conseguir.
gerson#3
Cortar o financiamento público e fazer cumprir a lei. Mas será que isso é o suficiente? Isso garantiria que não se formariam novas mobilizações?
gerson#4
A cadeia por sí só não conseguiu acabar com o Comando Vermelho, pq acha que iria acabar com o MST?
gerson#5
Bom, certamente uma reforma agrária eficiente (algo bem diferente do que é feito atualmente) juntamente com o corte de verbas públicas e o cumprimento da lei, seria uma boa solução para desmoralizar os movimentos de invasão e depredação de propriedades. Mas sei que isso contraria a ideologia liberal, por isso gostaria de saber qual seria a solução para o problema dentro do paradigma liberal de do estado democrático de direito.
gerson#6
Onde está: (...)paradigma liberal de do estado democrático de direito.

Leia-se: paradigma liberal e do estado democrático de direito.
gerson#7
E como se faria para aglutinar isso, pressuponto que a maioria dos chamados agricultores sem-terra é composta por miseráveis que não poderiam dar nada como garantia pelo negócio?
gerson#8
E quem financiaria a infra-estrutura necessária para iniciar a produção? Supondo que sejam instituições financeiras, quem deveria ser o avalista?
gerson#9
Na teoria é tudo muito bonito... assim como o comunismo... mas só na teoria. Vc por acaso saberia quantificar o índice de risco de tal negócio para o investidor. Pode-se dizer que este é um negócio risco médio à alto, e isso e isso se traduz em juros altos, que se traduz em amortização lenta. Vc não se pergunta qual é a viabilidade de um negócio desses? O investido brasileiro tem receio até em investir em empresas sólidas, quem dirá investir num negócio desses. Seria um péssimo negócio. Estou eu aqui tentando trazer o "idealista" Glenwood de volta à realidade.
gerson#10
Voltando à questão anterior... supondo que o governo não dispusesse de terras para a reforma agrária e esta tivesse de ser feita à base de desapropriações de latifúndios, ainda assim não estaria contrariando os preceitos liberais?
gerson#11
Mas a resposta socialista, quase sempre baseada na violência, com certeza não é a melhor resposta para os problemas brasileiros, principalmente em se tratando de um país como o nosso, que parece que já começou errado.

Concordo com vc, há muita ilusão dentro da ideologia socialista.

Falando do MST, eu diria que é preciso separar o joio do trigo, ou seja, quem de fato é agricultor, que já tenha o know how da lida na terra de quem é um mero miserável iludido pelo movimento (os quais devem ser a maioria).

Comentando o que vc sugeriu: pelo que se sabe do MST, este movimento jamais adimitiria uma iniciativa por parte dos fazendeiros e recusaria categoricamente qualquer oferta de cooperação e/ou sugestões para mudança de planos, a não ser que houvesse uma efetiva ação estatal sobre a situação, mesmo assim ainda não há nenhuma certeza de que isso, de fato, desmembre o MST e acabe com as invasões.

Por outro lado, tbm há de se convir que os produtores tbm poderão se mostrar muito resistentes à idéia de cooperar com tal iniciativa. Convivo no meio empresarial e sei que a mesquinharia ainda é maior que o pensamento prático corporativo.
rhyan#12
Se a cadeia não fucnionar, a pena de morte funcionará.
priscila#13
É, peguei esse bonde andando, mas de qualquer jeito meu post já foi postado pelo Luís, me poupando o trabalho... inclusive no mesmo tom que eu teria dado.
marcelo_11#14
Aplicação da lei.

Além desta, supressão da lei totalitária do "fim social" da propriedade privada e estímulo à reação do proprietário que tem sua terra/casa invadida.
gerson#15
Chama isso de solução? Acha mesmo que isso acabará com as invasões de terra?
rhyan#16
Mas, Gérson, não foi usada a toda força polícial possível pra impedir a organização criminosa MST em todas as suas aventuras vandalas.

Só isso e o corte de assistencialismo já ajudará bastante.
gerson#17
A primeira provocação ele agüentou calado. na verdade, gritou e esperneou. Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em maternidade, ajudados por especialistas. E não como ele, numa toca, aparado só pelo chão.

A segunda provocação foi a alimentação que lhe deram, depois do leite da mãe. Uma porcaria. Não reclamou porque não era disso.

Outra provocação foi perder a metade dos seus dez irmãos, por doença e falta de atendimento. não gostou nada daquilo. Mas ficou firme.
Era de boa paz.

Foram lhe provocando por toda a vida.

Não pode ir a escola porque tinha que ajudar na roça. Tudo bem, gostava da roça. Mas aí lhe tiraram a roça.
Na cidade, para aonde teve que ir com a família, era provocação de tudo que era lado. Resistiu a todas. Morar em barraco. Depois perder o barraco, que estava onde não podia estar. Ir para um barraco pior. Ficou firme.

Queria um emprego, só conseguiu um subemprego. Queria casar, conseguiu um subcasamento. Tiveram subfilhos. Subnutridos. Para conseguir "ajuda", só entrando em fila.
Estavam lhe provocando.

Gostava da roça. Queria voltar pra roça. Ouvira falar de uma tal reforma agrária. Não sabia bem o que era. Parece que a idéia era lhe dar uma terrinha. Se não era outra provocação, era uma boa. Terra era o que não faltava.

Passou anos ouvindo falar em reforma agrária. Em voltar à terra. Em ter a terra que nunca tivera. Amanhã. No próximo ano. No próximo governo. Concluiu que era provocação. Mais uma.

Finalmente ouviu dizer que desta vez a reforma agrária vinha mesmo. Para valer. Garantida.
Se animou. Se mobilizou. Pegou a enxada e foi brigar pelo que pudesse conseguir. Estava disposto a aceitar qualquer coisa. Só não estava mais disposto a aceitar provocação.

Aí ouviu que a reforma agrária não era bem assim. Talvez amanhã. Talvez no próximo ano... Então protestou. Na décima milésima provocação, reagiu.
E ouviu espantado, as pessoas dizerem, horrorizadas com ele:

VIOLÊNCIA NÃO!
gerson#18
É claro que a visão de LFV é meio romantizada, naquele esquema de "estética da fome". Mas o que se pode tirar do texto é o já sabido, que o movimento é formado por gente iludida e que não tem nada a perder.

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