Disfarçada de matéria elogiosa ao cristianismo e a fé, a reportagem de andré petry (só podia ser ele) é na verdade bem desonesta e nociva.
A idéia central (pelo que pude captar) é que a existência de religiões num mundo tão avançado e cheio 'racionalismo científico' é praticamente um mistério. Para solucioná-lo, essas seriam as possibilidades:
a) religião é uma muleta mágica para os fracos diante da finitude;
b) a religião foi criada para adaptar o homem ao meio ambiente, que lhe parecia misterioso;
c) Estamos biologicamente programados para acreditar em coisas que não podemos provar;
d) Teleologia: Por sempre buscarmos encontrar as finalidades das coisas, estaríamos pré-dispostos à religião.
Reitera eternos chavões ao afirmar que ciência e fé foram sempre inimigas. E entrevista ainda o fílosofo ateu militante, Sam Harris, que diz que o mundo seria melhor se não houvesse mentiras (no caso, 'sem religiões').
Nem precisaria comentar que ele considera o dawrvinismo a verdade acabada (ignorando as criticas muito bem fundamentadas - uma boa síntese em 'Não tenho fé suficiente para ser ateu').
Para A. Petry, a religião preenche as lacunas do nosso conhecimento, e é só uma questão de tempo até podermos enterrá-la por definitivo.
Que 'Veja' de péssimo gosto para finalizar o ano.
A idéia central (pelo que pude captar) é que a existência de religiões num mundo tão avançado e cheio 'racionalismo científico' é praticamente um mistério. Para solucioná-lo, essas seriam as possibilidades:
a) religião é uma muleta mágica para os fracos diante da finitude;
b) a religião foi criada para adaptar o homem ao meio ambiente, que lhe parecia misterioso;
c) Estamos biologicamente programados para acreditar em coisas que não podemos provar;
d) Teleologia: Por sempre buscarmos encontrar as finalidades das coisas, estaríamos pré-dispostos à religião.
Reitera eternos chavões ao afirmar que ciência e fé foram sempre inimigas. E entrevista ainda o fílosofo ateu militante, Sam Harris, que diz que o mundo seria melhor se não houvesse mentiras (no caso, 'sem religiões').
Nem precisaria comentar que ele considera o dawrvinismo a verdade acabada (ignorando as criticas muito bem fundamentadas - uma boa síntese em 'Não tenho fé suficiente para ser ateu').
Para A. Petry, a religião preenche as lacunas do nosso conhecimento, e é só uma questão de tempo até podermos enterrá-la por definitivo.
Que 'Veja' de péssimo gosto para finalizar o ano.