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Mensagem de Natal da Rainha Elizabeth II

Iniciado por fillipe em 25/12/2007 · 36 mensagens

fillipe#1
Mensagem de natal da Rainha Elizabeth II
Pelo YouTube, Rainha ressalta a importância da Família, da irmandade em Cristo e fala de exclusão social.


De forma pioneira, a Rainha mandou a mensagem de Natal de 2007 via youtube para seus súditos. A inovação é um paralelo ao que ocorrera há 50 anos, em 1957, quando de forma inédita a Rainha dirigiu-se ao povo utilizando-se da mais importante inovação tecnológica daquela década -- a TV.

A mensagem de 2007 começa com um trecho da mensagem cinquentenária, mostrando uma Rainha de apenas 5 anos de trono ponderando "como aproveitar as vantagens dos novos tempos sem perdermos o que havia de melhor passado". Depois a rainha ressalta a importância da família observando que "para lembrarmos o que aconteceu há 50 anos, precisamos olhar para as mudanças nesse período" e que "isso nos dá conhecimento daquilo que permaneceu constante", e completa dizendo que "o valor positivo de uma família feliz é um dos fatos da existência humana que não se alteraram", afirmando que a família "está no coração de uma comunidade tranquila".

Sobre o Natal, relembra que "o dia de hoje marca o nascimento de Jesus Cristo" e que "entre outras coisas, nos conta a história de uma Família".

Ao falar dos excluidos, a Monarca aponta para "os que estão à beira da sociedade", "aqueles que, de um modo ou de outro, não podem aproveitar os benefícios de uma vida civilizada em comunidade". Fala de caridade e invoca o espírito voluntário de dedicação ao próximo ao lembrar da responsabilidade dos cristãos para com os "excluidos".

Elizabeth II ainda recorda "aqueles que deram suas vidas" servindo no Iraque e no Afeganistão, mostrando imagens das tropas britânicas em ocasiões solenes, e diz que "para algumas familias [de militares] o Natal pode trazer lembranças dolorosas" e que por isso "está rezando para que encontrem força e consolo com os amigos e com a família"
fillipe#2
A Rainha Elizabeth II finaliza desejando um "Natal Abençoado" e pedido para "que em Seu nome, lembremos os pobres, fracos, oprimidos, doentes, famintos, carentes e necessitados".

http://www.youtube.com/watch?v=02ejDBYdyRY
fillipe#3
Comentários?
inocncio#4
A mensagem da rainha Elizabeth não é muito diferente da linha emprega por esses "teólogos da libertação" ao usar o "sofrimento dos excluídos" (Lula a aprovaria) como um fenômeno indicativo do "sinal dos tempos". Não é muito diferente do melodrama pseudo-científico financiado pela família real britânica com essa histeria ambientalista.
O diabo, de fato, mora nos detalhes.
Ainda assim, a mensagem da rainha está a léguas de qualquer coisa escrita ou dita em terras republicanas. Falar em família, pátria e caridade no Brasil? O que é isso? Um ET? Impossível. Nós aqui somos um "povão democrático".
Em terras tupiniquins a mensagem natalina republicana é o "Crhistmas greeting" democrático de Reinaldo Azevedo com o "mago" Walt Whitman e o sua exaltação à constelação mais brilhante que a Cruz com um belo final à exaltação da "suprema humanidade".
Admito: quebrei a cara com Reinaldo Azevedo.

http://web.mac.com/toth_hermes/Toths_website/Blog/En…Whitman.html

A mensagem do Olavo ainda foi a melhor que li esse ano. De fato, anos-luz de qualquer coisa que eu já tenha lido antes.
renan_6#5
A mim este tipo de mensagem da Rainha Elizabeth, a mesma mensagem compartilhada por todo o clero comunista-socialista, só reforça o ideal capitalista extremista ao invés de renegá-lo.

A vocês não parece o mesmo? É algo semelhante ao que o prof. Olavo se referiu em um True Outspeak: o brasileiro idiota (o tomarei aqui como exemplo de esquerda mundial) é mais dinheirista do que qualquer modelo de personagem capitalista. Tudo é dinheiro, tudo é matéria. É o "monismo pecuniário" compactuado com o monismo materialista do Marxismo, por assim dizer.
renan_6#6
Ou um dualismo matéria-dinheiro, que seria mais apropriado ao caso.
priscila#7
"O meu reino não é deste mundo" é a frase chave para a compreensão das coisas.

O resto é a "mentalidade revolucionária", o inimigo final, "o reino que é deste mundo".
priscila#8
Quanto ao tio Rei, sugiro "O Natal na ilha de Nanja".

É muito melhor do que o trecho do Walt Whitman, um homem crivado de dúvidas, que aliás deveria ser melhor compreendido (profundo esforço requerido) - e não miseravelmente manipulado, como em geral é.
marcos_12#9
Como não tenho inglês fluente, não captei todas as palavras da Rainha.

Também não sei falar sobre a família real britânica, mas essa mensagem não me pareceu tão deturpada quanto estão dizendo.

Jesus Cristo fala da caridade para com os pobres e da ajuda ao mais necessitados. A rainha disse a mesma coisa. O problema é como a mensagem é passada e com quais termos. De fato, o termo "excluído" - como tantos outros - está tão impregnado pela cultura esquerdista que ele próprio fica estranho de ser mencionado. Se a rainha se utilizou do vocabulário construído pelo esquerdismo, acaba passando a idéia errada do que realmente queisesse dizer.
inocncio#10
Quem julgou Walt Whitman por suas preferências políticas? O fato dele ser republicano ou não pouco importa quando ele faz pouco caso do natal e do cristianismo em sua poesia.
Aliás eu também teria todo o direito de não gostar da poesia dele se quisesse. Não é esse o caso.
priscila#11
Mas Walt Whitman ERA religioso, um teísta convicto:

"I hear and behold God in every object, yet understand God not in the least,
Nor do I understand who there can be more wonderful than myself.

Why should I wish to see God better than this day?
I see something of God each hour of the twenty-four, and each moment then,
In the faces of men and women I see God, and in my own face in the glass,
I find letters of God dropt in the street, and every one is sign´d by God´s name,
And I leave them where they are, for I know that wheresoe´er I go,
Others will punctually come for ever and ever."
priscila#12
A pobre da Rainha não disse absolutamente NADA que eu não diria...
Por que a implicância?

I mean, não pode ser por seu pequeno discurso, ou será que eu não li as entrelinhas direito? !
orkut_7#13
Quer que os indivíduos (seus súditos...) seja generoso para com os desafortunados está de acordo com o que nos ensinou Cristo. Se ela quer colocar o Estado Inglês como protetor e provedor dos desafortunados, está se colocando como um cristo de saias na Terra. Creio que a Rainha seja muito conservadora (e se assim for, graças a Deus...) para tomar uma atitude dessas. Maria tem razão.
edgard#14
ela não disse nada disso. se há alguma intenção por trás, de natureza política, não sei. não é anti cristão desejar que seu irmão participe da "civilização" e muito menos, contribuir individualmente para isso, ao seu modo. a caridade é isso, é sua vontade em fazer, sem nimguém saber e sem a necessidade do estado lhe obrigar a isso.
não ter compaixão por essas pessoas, é quase satânico. [2]
fillipe#15
Tendo a concordar com o pessoal que achou a mensagem tranquila e compatível com um Cristianismo conservador.

Fala do papel da família, de Cristo, pede bênção aos soldados britânicos e convoca os cirstãos à caridade voluntária ("doando um pouco de tempo, um pouco de talento, um pouco de dinheiro, um pouco de atenção").

Ela não diz que o Estado deva tomar conta das pessoas. Ela diz que o cristãos devem se preocupar com elas. Não faz uma intimação, mas uma sugestão sensível numa época de lembrança da mensagem de Cristo, lembrando, textualmente, nossa irmandade em Cristo.

Agora pro cara ser conservador tem que "se lixar" para os necessitados ou então inventar que isso é uma construção político-social.

Nos Estados Unidos a maioria esmagadora das pessoas faz trabalho voluntário. E isso não é de hoje.
priscila#16
Mas é lógico!
A caridade é uma VIRTUDE!
inocncio#17
Não estava analisando o "teor" poético da poesia de Whitman, mesmo porque não sou poeta e não entendo muito de poesia. Essa parte eu deixo para quem entende de poesia.
Fiz uma análise sobre os desejos de sucesso da república que Whitman faz com a realidade que a monarquia já era a sua época. Ou algum republicano na época não sabia da extrema liberalidade do Imperador D Pedro II? Nem mesmo Whitman poderia alegar tal ignorância sobre o fato, uma vez que D Pedro por lá esteve bem antes dele escrever esse poema.
Com relação ao Reinaldo Azevedo, é aquilo que já haviam me alertado nessa comunidade. Era bom demais para ser verdade mesmo.
inocncio#18
Pode ser um deista convicto e um anti-Cristão. Muitos judeus e muçulmanos o são. Precisamos saber que "deus" é esse da poesia do homem.
priscila#19
Toth, deixa eu te explicar uma coisa: se amanhã, por um desafortunado incidente histórico, ficasse provado acima de qualquer dúvida que quem pintou - por exemplo - "As Meninas" não foi Diego Velasquez, e sim um canalha sórdido e assassino miserável chamado José de las Cueves, ainda assim eu continuaria achando o quadro a mesma exata extraordinária maravilha.

E Walt Whitman é um poeta extraordinário, independente de qualquer outra coisa. Qualquer mesmo.

Ou seja: na minha opinião mais sincera, a obra transcende o seu autor.
Eu posso não gostar nem da obra e nem do autor, ou gostar de um e não gostar do outro - mas NUNCA uma coisa interfere com a outra.
fillipe#20
Otto Maria Carpeaux era um apologista da Revolução Cubana.

Mesmo assim é um dos meus autores prediletos, um grande inspirador. E ele nem era poeta, artista, alguém cuja obra pudesse, de algum modo, estar distante da agitação política do momento.

Em seus textos diversas vezes utiliza o termo "conservador"e "reacionário" com tom claramente pejorativo. Nem por isso deixa de ser um dos maiores intelectuais, não apenas que o Brasil viu, mas que o século XX testemunhou.
inocncio#21
Gosto é gosto e você tem direito à sua opinião sobre Walt Whitman como eu tenho direito de analisar apenas uma poesia do mesmo, como o fiz.
Reinaldo Azevedo resolveu falar de "democracia republicana" em plena véspera de Natal. É triste né? E ainda mais usando um texto ofensivo à própria cristandade.
Veja: Walt Whitman pode ter uma plêiade de poesias maravilhosas, mas essa aí em particular é triste e usada com muita infelicidade pelo Reinaldo Azevedo, este sim, deixa a desejar.
priscila#22
Sim, eu não escolheria aquela específica poesia de W.W. para homenagear o Natal.
Pelo óbvio motivo de que aquela específica poesia NÃO É uma homenagem ao Natal.
As simple as that.

Isso não tem absolutamente NADA a ver com o valor da poesia de W. W.
Tem a ver com a questão simplicíssima de ser adequada ou não a escolha feita.

Ou seja: o tio Rei errou na escolha, mas - por favor - isso não compromete Walt Whitman. Compromete Reinaldo Azevedo, que fez papel de bobo sei lá eu por que.
Ou porque quis, ou porque é bobo. Não dá pra saber, mas talvez a primeira escolha seja mais provável.
priscila#23
Oh, Maria, Walt Whitman foi manipuladíssimo, sempre!
Eu rezo mais pelos que foram manipulados do que por quaisquer outros.
O homoerotismo de Walt Whitman pretendido por muitos não foi jamais provado.

Eu simplesmente não sei e me recuso a aceitar a análise de qualquer um, contra ou a favor da hipótese. Não sei e nem me interessa: mas não se pode de jeito nenhum dizer que Walt estava fazendo a apologia do homossexualismo. Fizeram a mesma coisa com os gregos antigos, e praticamente todo mundo entrou nessa.
Não, eu não endosso teorias desse gênero de forma alguma.
renan_6#24
Apologia de Platão ao homossexualismo? Puxa, essa é realmente nova pra mim.

Vou reler O Banquete nos próximos dias pq agora fiquei muito curioso hehehe.
priscila#25
Bom, mas enfim, Walt escreveu poesia, e o uso dado sua poesia, o sentido dado a sua poesia, o significado dado a sua poesia - é isto da conta de nós, seus admiradores?!
Então se algum orango pegá-la como ícone, e dela espremer um sentido espúrio e ilegítimo - será isto culpa de Walt, o homem que viu Deus numa folha de grama?

Oh, não, amigos - eu não concordo, e portanto eu não condeno!
Walt Whitman foi um imenso poeta, e eu morro dizendo isto.
inocncio#26
Whitman era um naturalista! Por isto viu Deus numa folha de grama, assim como Nietschze viu Deus num figo.

Não seria isso uma espécie de neo-paganismo Maria?
priscila#27
Você, minha querida?! Mas se o orango é quem desconhece a diferença entre o Bem e o Mal!!!!! ! Você é a "anti-oranga" por excelência, uma das grandes representantes da gloriosa estirpe dos filhos de Deus, os que não negaram a Aliança, e a defendem!!!!!

Não faça mais isso comigo, que eu tenho um treco!

Bem, eu não sei se Whitman era homossexual. Também não faria diferença, no que diz respeito a sua poesia. Acho tão possível que tenha sido como acho possível que não tenha sido. Admiro muito sua poesia, em qualquer das duas hipóteses.
E sim, Deus também se manifesta na folha de grama, como se manifesta em tudo, não?
priscila#28
NINGUÉM nesta querida comunidade desconhece a diferença entre o Bem e o Mal. Ninguém aqui escolheu a inconsciência.
Aqui não é o território do orango predador, o que desafia Deus e o nega, o que pretende dominar o mundo, o da "mentalidade revolucionária", o Adão que recusou a redenção oferecida, e vaga pela terra como um órfão por escolha.

E mesmo a esses Deus estende, a qualquer instante e em todos os instantes, a Sua mão de Pai.

É questão deles quererem.

Enquanto não quiserem, eu os chamo de "orangos", porque é isso que são, até que escolham deixar de ser.
priscila#29
Oh, eu gostei da chama desta lenha, Pedro.
Tennyson também é um favorito.
E, sim, the thunder is yet His voice, por tudo quanto eu creio.
priscila#30
Havia um video no YouTube sobre isto, muito bom... Mas perdi o link. Vou ver se acho.
Talvez alguém tenha guardado. Era bonito.
priscila#31
"Rápido como quem rouba", como dizia um velho amigo:

http://www.youtube.com/watch?v=aHk9JoXoBMY
priscila#32
- Lá está o significado de "euryproctos", Pedro - como "broad ass"...
fillipe#33
Pedro, o fato de serem "sacaneados" nas comédias, não indica, necessariamente, que eram odiados. "Odiar" não seria, no mínimo, um termo muito forte?

Nesse ponto estou com a leitura da Maria.
priscila#34
Com certeza era reprovável. Punível. Severamente, aliás.
priscila#35
No filme do YouTube cujo link eu postei lá em cima, é dito que existe uma intenção premeditada de fazer crer à sociedade que o homossexualismo era muito bem visto e que grandes homens eram homossexuais - numa espécie de tentativa de associar o homossexualismo a artistas, filósofos, gente inteligente e culta, etc.

Michel Foucault, Walter Pater, John Boswell, John Winkler e David Halperin são citados comoalguns dos mentores dessa espécie de campanha de associação do homossexualismo com o que há de intelectualmente importante, sempre que possível.
fillipe#36
Isso eu creio mesmo Priscila. E essa intenção premeditada de querer associar o homossexualismo a grandes personalidades é uma atitude altamente preconceitusa inclusive.

Parte do princípio apriorístico de que a condição homossexual é favorável a um bom desenvolvimentos em áreas que nada tem a ver com sexualidade. Daí depois dizer que alguém não possa dizer o contrário é no mínimo contraditório. Eu mesmo acho que essas reflexões sobre conduta sexual e capacidade, congnição, etc., são equivocadas. Uma grande bobagem. O fato de uma pessoa ser homossexual não interfere, a princípio, para bem ou mal, em capacidades cognitivas e artísticas de qualquer natureza.

Um dom é dado por Deus e consolidado na inspiração confiante daquele que se dedica e se esforça para desenvolvê-lo. Temos todos diversos dons dados por Deus. Cabe à liberdade e ao livre arbítrio de cada um decidir, escolher ou mesmo intuir espiritualmente quais serão levados a diante. Nada a ver com sexualidade comportamental.

Sócrates, Leonardo Da Vinci, Platão, Alexandre Magno, Newton, Debussy, etc. Mesmo que todos eles correspondam aos rumores de terem esta ou aquela conduta sexual, são ainda grandes homens, não apenas por suas obras, mas por nunca terem levantado uma bandeira dizendo que se orgulhavam de algo que, a meu ver, não se deve ter orgulho -- a conduta sexual, seja hetero ou homo.

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