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Crise econômica americana pode não ser tão grave

Iniciado por fernando_10 em 25/12/2007 · 3 mensagens

fernando_10#1
Alguns fatos:
1) Sobre a crise imobiliária: o mercado imobiliário é apenas 5 % da economia.

2) Sobre o desemprego: o nível do desemprego real (2% de todos os arrimos de família, 4.7% de toda a população) quase não aumentou desde a crise imobiliária. com o aumento das exportações devido à queda do dólar, é possível que aumente bem pouco.

3) Sobre a crise de crédito: as perdas atingiram $80 bilhões (antes da liquidação, que reduziria as perdas) e pode haver mais $200 bilhões em perdas. Numa economia de $9 trilhões em crédito (não leva em conta a emissão de títulos e investimento estrangeiro), esses números não são grandes o bastante.

4) Sobre o preço do petróleo: o custo do petróleo afeta menos de 3% do orçamento familiar. Além disso, grande parte da riqueza dos sheiks é reinvestida nos EUA.

5) Sobre a queda do dólar: fora o custo do petróleo, a família típica americana compra relativamente pouca coisa do exterior. A maior parte dos gastos é em serviços governamentais, médicos, energia, entretenimento e comida - a maioria produzida e fornecida no próprio país.

6) Sobre o mercado de ações: cerca de 40% dos lucros das grandes empresas americanas vêm de operações no exterior e vêm em euros, libras, yen e devem aumentar com a queda do dólar.

7) Sobre crises: o colapso da bolha "dot com" em 2000-2002 reduziu a riqueza nacional em 1/6. A crise imobiliária não chega à 0.1%.

O verdadeiro problema da economia americana deverá ser a aposentadoria em massa da geração "baby boomer" e o sistema previdenciário do governo.

http://finance.yahoo.com/expert/article/yourlife/58763
fernando_10#2
A China possui apenas $260 bilhões em títulos americanos (menos de 3% da dívida externa americana).

Muito se fala da dependência americana em produtos chineses, mas a realidade é que os EUA estão aproveitando o que podem das mercadorias baratas e salários baixos dos chineses, que geram economia para o consumidor americano.

http://dickmcdonald.blogspot.com/2007_12_01_archive.…957226969399
marcelo_12#3
A crise parece mais grave do que Ben Stein quer fazer parecer. Dois exemplos (de também fatos):

1. O "default" corresponde a 3% do PIB americano (até agora), e não o mercado imobiliário. Não só as hipotecas estão sob risco. Proprietários tomadores e instituições financeiras também (vide os "rombos" do Citi e do M-Linch). Daí o estrago que pode advir.

By Patrick Rucker and John Poirier
WASHINGTON (Reuters) -
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Officials have said 500,000 Americans are at risk of losing their homes as $367 billion worth of mortgages reset to higher interest rates over the next two years. Expensive subprime loans traditionally are aimed at borrowers with weak credit, but increasing numbers of buyers took the loans as an easy way to hop into the market during the housing boom.
The Mortgage Bankers Association said on Thursday that a record percentage of mortgages outstanding were in the process of being foreclosed in the third quarter, while late payments hit their highest level since 1986.


2. A desvalorização dos imóveis é grande (e não parou). O Governo Bush está tomando medidas para atenuá-la. Vai ser feita às custas do Tesouro (de todos). Espero que surta efeito.

US home prices fall for 10th straight month
By Vikas Bajaj (International Herald Tribune)
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By Shiller's calculation, the decline in home prices is greater than at any time since 1941 when the housing market was faltering at the start of World War II. Since their peak in July 2006, home prices in the 20 regions have dropped 6.6 percent. Many economists are predicting that home prices will fall 10 percent to 15 percent from their peak to their trough, though some pessimists believe the drop could be as large as 30 percent.
Prices are dropping fastest in the Midwest, which has been hit hard by job losses in manufacturing, and in California, Florida and the Southwest, where the housing boom was at its frothiest. Prices have fallen the most in Miami (12.4 percent from a year ago), Tampa (11.8 percent) and Detroit (11.2 percent).

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