Alguém aqui conhece e já estudou a obra de Stanislav Groff? Já leu ou ouviu Olavo de Carvalho comentar algo a respeito? Estou interessado em conhecer os estudos. Trata-se de uma psiquiatra, se não me engano tcheco, que há muitas décadas vem estudando com seriedade a possibilidade de se obter experiências místicas através de estados alterados da consciência. A princípio o fez com a ajuda de alucinógenos - não o confundam com Thimoty Leary - e posteriormente por meio da respiração holotrópica, seja lá que raios é isto. Olavo de Carvalho num texto sobre o Santo Daime discarta a possibilidade de acesso a experiência místicas induzido por drogas, mas creio que ele não tenha conhecido os estudos de Groff, pelo menos nunca o vi comentar.
STANISLAV GROFF ALGUÉM TEM INFORMAÇÕES...
Na verdade, parece-me que Olavo de Carvalho não é tão cético quanto a possibilidade de abertura para o conhecimento místico ajudada pelas drogas. O que ele diz é que o efeito da droga em si não é uma experiência mística:
"Mas que nada tenha tido de espiritual não quer dizer que seja nula do ponto de vista dos efeitos espirituais que dela podem resultar para o sujeito do experimento, que neste caso se diria mais propriamente sua vítima. Pois uma das marcas características da pseudo-espiritualidade é precisamente o contraste patético entre a intensidade psíquica hipertrófica das vivências subjetivas e o seu resultado cognitivo dúbio ou irrelevante."
"Que para pessoas muito presas às limitações da percepção pragmática vulgar uma experiência desse tipo possa ter às vezes um impacto desestruturante, eventualmente benéfico pelo fato de abrir seu pensamento à concepção de possibilidades mais amplas de conhecimento, é coisa que não se pode negar. Mas, de um lado, esse efeito consiste apenas numa oportunidade de mudar de opinião, o que está longe de ter qualquer alcance espiritual por mínimo que seja, e, de outro lado, o mesmo resultado pode advir de qualquer experiência inusitada, como uma doença grave, um perigo de morte ou uma paixão amorosa intensa."
Era exatamente a idéia de Aldous Huxley. Impressionado com visionários como William Blake e Swedenborg (não sei se é a grafia correta), além de outros místicos religiosos buscou superar as "limitações da percepção pragmática" através do consumo de alucinógenos, e o resultado que obteve, se me recordo bem da leitura de "As Portas da Percepção" e "Céu e Inferno" foi positivo, ao contrário do que muitos pensam. O consumo de alucinógenos não foi decepcionante para ele. Basta lembrar que, no fim da vida, fulminado por um câncer, pediu que a esposa ministrasse algumas doses de um alucinógeno enquanto ele recitava para ele uma espécie de um mantra indiano. Ao menos aquilo o ajudou a suportar a dor e ter um pouco de alívio nos seus momentos finais.
"Mas que nada tenha tido de espiritual não quer dizer que seja nula do ponto de vista dos efeitos espirituais que dela podem resultar para o sujeito do experimento, que neste caso se diria mais propriamente sua vítima. Pois uma das marcas características da pseudo-espiritualidade é precisamente o contraste patético entre a intensidade psíquica hipertrófica das vivências subjetivas e o seu resultado cognitivo dúbio ou irrelevante."
"Que para pessoas muito presas às limitações da percepção pragmática vulgar uma experiência desse tipo possa ter às vezes um impacto desestruturante, eventualmente benéfico pelo fato de abrir seu pensamento à concepção de possibilidades mais amplas de conhecimento, é coisa que não se pode negar. Mas, de um lado, esse efeito consiste apenas numa oportunidade de mudar de opinião, o que está longe de ter qualquer alcance espiritual por mínimo que seja, e, de outro lado, o mesmo resultado pode advir de qualquer experiência inusitada, como uma doença grave, um perigo de morte ou uma paixão amorosa intensa."
Era exatamente a idéia de Aldous Huxley. Impressionado com visionários como William Blake e Swedenborg (não sei se é a grafia correta), além de outros místicos religiosos buscou superar as "limitações da percepção pragmática" através do consumo de alucinógenos, e o resultado que obteve, se me recordo bem da leitura de "As Portas da Percepção" e "Céu e Inferno" foi positivo, ao contrário do que muitos pensam. O consumo de alucinógenos não foi decepcionante para ele. Basta lembrar que, no fim da vida, fulminado por um câncer, pediu que a esposa ministrasse algumas doses de um alucinógeno enquanto ele recitava para ele uma espécie de um mantra indiano. Ao menos aquilo o ajudou a suportar a dor e ter um pouco de alívio nos seus momentos finais.
Para mim "abertura para o conhecimento místico" é o mesmo que alucinação.