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Marx e "as profetadas"

Iniciado por wellington_4 em 05/01/2008 · 12 mensagens

wellington_4#1
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Marx, no Manifesto Comunista, afirma que "de todas as classes que ora enfrentam a burguesia, só o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária". A realidade, essa reacionária, tratou, pois, de refutar as "profetadas" de Marx sobre o proletáriado.

Consciente de que tudo o que dizia não passava de um "teatrinho mental" (na filosofia Olaviana diríamos "paralaxe cognitiva"), Marx enviou uma carta selada como "confidencial" para um sujeito chamando Dr. Kugelmann em 28 de Março de 1870.

Nessa carta ele afirmava que os ingleses possuiam os requisitos materiais para a revolução social MAS não tinham o "espírito revolucionário". Propôs, então, que o "Conselho Geral" suprisse esta deficiência para "acelerar o verdadeiro movimento revolucionário".

Assim, o "Conselho Geral" iniciaria algumas medidas que depois aos olhos do público pareceriam movimentos "espontâneos" dos proletários inglêses.

(Conferir página 59 do livro Karl Marx and The Critical Examination of His Works - disponível aqui: http://www.4shared.com/file/33414647/398b4fef/Karl_M…ied=32d37c55 )

Eis aquele que é considerado um "gênio" pelos catedráticos brasileiros.
wellington_4#2
É mole?
leandro_13#3
Em 1968, os estudantes e radicais-filhinhos-de-papai da França apoiaram uma greve operária nas redondezas.

Dessa forma, conseguiram ocupar a fábrica.

Só que em seguida, os jovens queriam destruir as máquinas.
Então os operários se fecharam dentro da fábrica e não deixaram os estudantes entrar. Disseram que após conquistarem suas reivindicações, queriam voltar a trabalhar normalmente, com salários em dia.

Desde então, vem se repetindo que a classe operária é, na verdade, reacionária.
inocncio#4
Esse artigo do Olavo já dizia tudo:

(...) Mas um cérebro marxista nunca é normal. O filósofo húngaro Gyorgy Lukacs, por exemplo, achava a coisa mais natural do mundo repartir sua mulher com algum interessado. Pensando com essa cabeça, chegou à conclusão de que quem estava errado não era a teoria: eram os proletários. Esses idiotas não sabiam enxergar seus “interesses reais” e serviam alegremente a seus inimigos. Estavam doidos. Normal era Gyorgy Lukács. Cabia a este, portanto, a alta missão de descobrir quem havia produzido a insanidade proletária. Hábil detetive, logo descobriu o culpado: era a cultura ocidental. A mistura de profetismo judaico-cristão, direito romano e filosofia grega era uma poção infernal fabricada pelos burgueses para iludir os proletários. Levado ao desespero por tão angustiante descoberta, o filósofo exclamou: “Quem nos salvará da cultura ocidental?”
inocncio#5
inocncio#6
Acho que foi Lênin quem disse que ou as classes proletárias servem à revolução ou a revolução deve descarta-las.
De fato: nada é mais terrível para os proletários do que a revolução. Que o digam os chineses, trabalhando em fábricas na China em condições piores que as da revolução industrial (Marx teria amplo material a analisar na China), sem direito a formar sindicatos, sem direito à greve, leis trabalhistas que exijam um mínimo de humanidade, etc.
inocncio#7
Vejam como maçons e liberais se deliciam com o "exemplo" chinês. Coincidência? Alckmin, o "grande mestre" conforme citação do texto, esclarece:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2132887-EI6578,00.html (...) Reconhece que o Brasil vive um bom momento. Para ele, graças à expansão da economia mundial. Alckmin critica a carga tributária e elogia a China. Muitas vezes. E muitas vezes compara o Brasil com o país asiático:

- Com essa carga tributária brasileira, é como você correr com uma mochila de 40 kg e seu concorrente estar com 20 kg na mochila dele. Por que os asiáticos crescem? Moeda desvalorizada. É país exportador.


Alckmin obviamente não aborda o fato central: a China é um imenso campo de concentração onde o proletário bem remunerado ganha mais de US$ 70 por mês.

Parece inclusive indiferente ao depoimento de um maçon chinês que conhece bem a realidade do "exemplo" citado por Alckmin:

(...)O próximo a ter a palavra é um médico nascido em Taiwan. Filho de chineses que fugiram do regime local, diz que passou fome, trabalhou como camelô em São Paulo e, mesmo estudando em uma escola pública, conseguiu entrar na faculdade de medicina da USP. Aproveita para parabenizar a gestão do ex-governador, "época em que ganhou mais". Pergunta:

- Hoje, a China é a fábrica do mundo. O Brasil é a fazenda. Como transformar essa situação?

China, país de economia planificada, governo sabidamente autoritário, liberdade de imprensa restrita - as mesmas críticas que a direita atribui à Venezuela de Hugo Chávez, mas que não servem à China de Hu Jintao. Fábrica do mundo, afinal.
inocncio#8
Mas, pera aí, o Alkmin não passava como católico praticante e até suspeito de pertencer à Opus Dei?

Pois é, Maria.
O problema é que quando os nossos "supostos" aliados cometem deslizes, muitas vezes prefere-se fazer vista grossa do que denunciar a má conduta adotada.
No caso do Reinaldo Azevedo, quando eu denunciei aquela porcaria de "poema natalino" no meu blog, muita gente preferiu olhar de lado. É um direito que todos tem. Eu ainda prefiro a sinceridade.
No caso do Alckmin, uma figura política de relevo que inclusive já concorreu à presidência do país dizendo-se "católico praticante", por alguns acusado até de pertencer à Opus Dei, os fatos relatados nessa entrevista deixam claro que alguma coisa errada há.
Não sei, não sou católico e talvez não seja a pessoa mais adequada a me pronunciar sobre o assunto. Mas parece-me, salvo engano em contrário, que um católico praticante que pisa em um templo maçônico, é identificado pelos mestres maçons como "grande mestre" e conclama a maçonaria a ter uma presença maior no mundo, incorre em ex-comunhão automática. Mas quem sou eu para dizer o que um católico deve ou não fazer.
Os católicos da comunidade podem esclarecer essa minha dúvida.
edgard#9
o "grande mestre", neste caso, corresponde mais a um elogio que a um título. Não sei se Alkmin é maçom, mas sei que Grande Mestre (que é um título dentro da hierarquia maçônica) ele não é.
inocncio#10
Você pode assegurar que Alckmin não é maçon?
edgard#11
Não.

Só posso assegurar que ele não é Grande Mestre. Este é um título hierárquico, daqueles que presidem as Potências Maçônicas.
edgard#12
Só a propósito, a Maçonaria é banida da China continental desde 1949.....

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