Não sei quanto aos colegas, mas eu (infelizmente talvez) ainda não perdi a sensibilidade para esse tipo de mediocridade. Por mais e mais "espécimes" que ve-se diariamente, ainda sempre me causa um mal estar
O problema nem são essas pessoas. Porque eles estão certos em criticar o conservadorismo que lhes foi mostrado. Acontece que o conservadorismo real é diferente. É questão de preconceito.
ps. É claro. Tem uns que o problema é a falta de QI mesmo.
É como o Olavo de Carvalho já falou em alguns programas. A população é, em sua grande maioria, conservadora. 99% é contra o aborto e eutanásia, 99% é contra a proibição do comércio de armas, etc. Mas se perguntarem "você é conservador?", dirão: "Eu não. Deus me livre."
Li atentamente os comentários dos links indicados neste tópico e posso dizer algo de forma serena: O problema fundamental, essencial, é que eles não têm a mais ínfima idéia a respeito do que estão falando. O conhecimento a respeito do que vem a ser conservadorismo é abaixo da nulidade. Me permitam cunhar um termo: é um caso de METAIGNORÂNCIA.
O grave no Brasil é que as pessoas adoram falar sobre assuntos que desconhecem. O brasileiro é o rei do achismo, do chute, da "opinião". O típico brasileiro adora meter o nariz em qualquer assunto, da melhor técnica para se jogar futebol de botão até a física quântica. Claro, você não precisa saber nada, o negócio é dar palpite mesmo.
Acabei de chegar ao meu lar doce lar neste exato momento. Estava numa mesa de bar me despedindo de uma amiga, que vai passar seis meses na Europa a trabalho. Eu não conhecia todos na mesa, havia amigos de amigos, parentes etc. e comecei a puxar conversa com os mais próximos. Como sou um ingênuo incurável, comecei a falar sobre livros (sim, no início este tipo de assunto ainda era viável), perguntei o que as pessoas andavam lendo. Pois digo a vocês, ninguém lera um único livro recentemente, sendo que alguns me disseram que a última vez que leram algo foi ou na escola ou na faculdade (eu estava conversando com pessoas entre 40 e 50 anos de idade). Era um grupo que reunia pessoas de classe média (euzinho) e classe alta.
Faça um teste em encontros sociais: pergunte o que as pessoas estão lendo. Vai dar Paulo Coelho na certa. As pessoas têm ojeriza à idéia de se informar, de estudar a fundo qualquer assunto (obviamente, estou me referindo à média das pessoas, não à totalidade), de tomar precauções elementares antes de emitirem uma opinião. O brasileiro médio é um falastrão arrogante e desinformado. Por isto tanta besteira a respeito do conservadorismo: o sujeito não tem a mínima idéia a respeito do que fala, mas logo consegue uma multidão de seguidores, todos dizendo: "puxa, eu também acho exatamente isso!".
Detalhe, o dono da comunidade que estampa uma foto do Delfim Neto como "odiado" diz em seu profile que sua orientação política é Libertário ao extremo.
É razo demais isso ái. Não dá nem pra começar. Concordo com o que o Renato Alexandre falou: essas pessoas não tem culpa, elas estão certas em rejeitar e atacar aquilo que lhes é apresentado como conservadorismo. Eu também o faria.
Mas isso só é válido para quem vive alheio aos estudos, à prática acadêmica, longe de temas históricos e políticos. O que não dá é gente que deveria saber muito bem o que é conservadorismo (mesmo que não seja conservador, tudo bem) e fica propagando uma caricatura grotesca dele para atacar facilmente.
Difícil é falar que Marx, em pessoa, era racista e que os regimes revolucionários de esquerda sempre perseguiram gays e os trancafiaram em manicômios e prisões.
A pessoa que diz que tem nojo e ódio de quem respeita a família, moral e tradição é certamente um degenerado!
Ou um adolescente perdido que tem ódio da própria família. Em geral, por não ganhar o playstation 3 com 2000 jogos como tanto esperneou. É rezar para que acorde logo.