No domingo passado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi entrevistado no canal livre da Band. Numa certa altura, um dos jornalistas interpelou-o a respeito de uma resposta pessimista que ele, FHC, havia dado a um acadêmico americano a respeito de um projeto para o Brasil. FHC rebateu rapidamente dizendo que fora mal intepretado, explicando que o pessimismo era em relação a um projeto formulado por intelectuais. Segundo ele, isto não funcionaria, pois um projeto só prosperaria se fossem considerados itens como a família, a moral, a religião e a cultura, enfim, as instituições.
A mim pareceu que FHC fez uma auto-crítica – muito saudável por sinal. Parece até que ele anda lendo Olavo de Carvalho!
Ele deve ter falado que o projeto só prosperaria se fossem considerados itens como a família, a moral, a religião e a cultura, enfim, as instituições, querendo dizer o seguinte:
Que o projeto deveria ter previsto meios de remover os obstáculos propostos pela família, a moral, a religião, etc, de forma que sem essa medida preventiva, o projeto só poderia fracassar.