O lado B da diplomacia O Brasil fez tudo certo na crise atual(?), mas participa de
foro que inclui as Farc e segue orientações do grupo
No auge da crise Colômbia-Equador, enquanto o governo brasileiro se empenhava na tentativa de baixar a temperatura, o assessor da Presidência da República Marco Aurélio Garcia se esforçava para elevá-la. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o encarregado de Lula para assuntos internacionais elogiou o envio de tropas pela Venezuela e pelo Equador à fronteira com a Colômbia, fez cafuné nas Farc ao dizer que o Brasil não classifica a organização como terrorista, mas tem uma posição "neutra" em relação a ela, e cobrou (mais) desculpas de Bogotá pela invasão do território equatoriano. Ao deixar Marco Aurélio morder em público, enquanto assopra nos bastidores, Lula exercita seu conhecido estilo ambíguo: age pragmaticamente com correção, mas não deixa de fazer umas embaixadinhas para a platéia. Nesse caso, uma platéia nacionalista, castrista, chavista e simpática à narcoguerrilha, que tanto o presidente quanto Marco Aurélio conhecem muito bem.
Em 1990, inspirados por Fidel Castro, Lula, então presidente do PT, e seu hoje assessor especial fundaram o Foro de São Paulo, grupo que reúne partidos e organizações latino-americanos de esquerda em torno de três ideologias: o antiamericanismo, o nacionalismo de cunho autoritário e a solidariedade à Cuba castrista. Criado para ser uma base de influência do PT na América Latina e demonstrar apoio a Fidel, o Foro incluía – e ainda inclui – entre seus participantes representantes das Farc e do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), do Chile. É exagero dizer que o Foro de São Paulo pauta a política latino-americana na última década. Mas é fato que muitas das posições defendidas pelo Foro são adotadas em parte ou no todo por governos de esquerda no continente. O próprio governo Lula tem atitudes que sugerem a influência, em graus variados, dos radicais do Foro – esse "filho nosso", como Lula chamou a entidade no discurso que fez em 2005, em São Paulo, em comemoração a seus quinze anos de existência.
Para o sociólogo Demetrio Magnoli, o Foro de São Paulo não tem caráter operacional, está longe de definir as diretrizes da política externa brasileira, ou latino-americana, e perdeu seu sentido original, que era ostentar apoio ao regime cubano num momento em que o Muro de Berlim ruía e a União Soviética estava com os dias contados. Ainda assim, permanece como um palco conveniente para que Lula exercite sua retórica esquerdista e se fortaleça perante sua base política mais radical. A relação de Lula com o Foro, diz o sociólogo, é mais uma mostra da duplicidade de orientação que caracteriza a política externa brasileira, que tem como corolário uma série de "omissões vergonhosas" da parte do governo petista. Exemplifica Magnoli: "Por causa dessa política ambígua de Lula, o Brasil condena os seqüestros e assassinatos cometidos pelas Farc, mas não diz que a organização é ilegítima. Posa de mediador nas crises, mas não critica o fato de Chávez interferir na política interna da Colômbia nem repreende o uso de territórios da Venezuela e do Equador pelos guerrilheiros". Até agora, sempre que defronta com uma situação-limite na América Latina, como a crise da semana passada, Lula tem feito a coisa certa e falado (além de deixar falar) tolices inspiradas pelos documentos do tal Foro de São Paulo. Ainda bem que a ação é mais forte que a palavra. Ao agir com sabedoria e comedimento, Lula contribui, talvez até sem querer, para distanciar ainda mais sua imagem da de Hugo Chávez, o fanfarrão venezuelano.
Na reportagem tem ainda um quadro chamado "Apenas Coincidência?": Mostra 4 pontos da geopolítica latina, as posições do Foro e as posições do Brasil. Em dois a adesão é total, em uma, média e outra (tropas no Haiti), é zero.
Apesar disso, Magnoli acha que o foro não tem operacionalidade....
Apesar disso, Magnoli acha que o foro não tem operacionalidade....
Sabe pq ?
Provavelmente Magnoli vive em seu mundo particular , pratica comum
na atualidade...
como nao tem opercionalidade?
Entra em uma sala de aula do estado , ensino fundamental
e pergunte as crianças do segundo ano ,pelos seus pais ?
ai vc vai descobrir a operacionalidade das farcs : pai morto
por bandido , pai morto pelo consumo de droga...
Quando o Olavo fala de números em seu programa na segunda
feira de mortos , parece so um numero ,também pensava nisso ,
pq no meu mundo nao tenho contato com outras realidades
bastou ir trabalhar em uma escola do estado e ter em meus olhos
os filhos da operacionalidade das farcs ...
Nem vou comentar do caos do sistema educacional , das aulas absurdas que
sao oferecidas ....da politicagem de baixa qualidade que escolhe diretores
e e outros cargos...
Outra local para vc ver a operacionalidade das Farcs , e ver os números
que o Olavo fala ser transformados em nomes , liga a Cançao Nova...
aqui em Floripa canal 23, faz um mes que esta no ar...
e a cada dia vc ouve historias reais de familias atingidas por seqüestros
por filhos na drogas , por morte em acidentes ....pelo desemprego...
e a rede da operacionalidade vai crescendo...
Talvez precisamos que Jesus venha e toque nossos olhos para que
possamos VER , saber ja sabemos , o olavo ja falou e explicou tanto
pq tanta CEGUEIRA ?
Será que é falta de humanidade em nós? afinal na nossa "vidinha " esta
tudo bem ....nao e mesmo ?
pra que "VER" o a dor do outro ?
É exagero dizer que o Foro de São Paulo pauta a política latino-americana na última década. Mas é fato que muitas das posições defendidas pelo Foro são adotadas em parte ou no todo por governos de esquerda no continente.
Veja continua apanhando porque, vejam só, é a única revista nacional que trata do Foro de São Paulo e coloca os líderes esquerdistas da AL em sua capa em forma de cães raivosos.
Sobra até para o Magnoli, que acerta ao dizer que o FSP não tem operacionalidade. O FSP tem uma exército? O que não quer dizer que seus integrantes não se sirvam das instituições de seus países para dar concretude às suas sandices.
Algo muito errado acontece com os conservadores. Via de regra, escolhem muito mal os seus alvos.
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Aliás, o próprio Olavão perdeu espaço na mídia - e, pois, influência - ao tratar com tamanha obsessão assuntos que, por aqui, se tem como essenciais. De certa forma, pecou o mesmo pecado de Mainardi, ainda que estivesse com toda a razão. Mas há uma diferença: este reconhece o erro - leiam o livro Lula é minha Anta.
Mainardi escreve sobre arte. Esse o seu mote. Com Lula, passou a tratar de política, mas da política nos bastidores do jornalismo e de corrupção. Por que eleger o traseiro do articulista anti-lulista como alvo? Há traseiros mais importantes - e perigosos - para chutar. Ou também detonar esquerdistas de miolo mole tornou-se algo chato para os conservadores?
Em 1990, inspirados por Fidel Castro, Lula, então presidente do PT, e seu hoje assessor especial fundaram o Foro de São Paulo, grupo que reúne partidos e organizações latino-americanos de esquerda em torno de três ideologias: o antiamericanismo, o nacionalismo de cunho autoritário e a solidariedade à Cuba castrista.
Por 18 anos de silêncio cúmplice. Agora estão tentando desqualificar a influência do FSP nas políticas dos governo de esquerda na AL. Isso é um caradurismo sem procedente, não, é um caradurismo permanente, estabelecido.
Acho que temos todo o direito de criticar sim a Veja, o resto da mídia, o Demétrio Magnoli. Primeiramente, a Veja demorou demais a tratar do assunto Foro de São Paulo, precisou chegar num ponto em que a verdade já estava se tornando impossível de esconder, o fato de ela ser a única revista semanal a tratar do assunto apenas torna ela menos pior que as outras. E Demétrio me decepcionou, ele está servindo como um bombeiro nessa situação, pondo panos quentes, minimizando a gravidade do Foro.
Claro que a Veja tem méritos por muitas matérias fortes de críticas contra o Lula e o PT, mas ela falhou muito por não ter falado do Foro antes. E a mensagem que a mídia tenta passar agora é o seguinte: ok, o Foro de São Paulo existe, mas ele não é tão importante assim, ele não tem operacionalidade, ou então Lula está distante do Foro, apenas usa o Foro para agradar os radicais do partido, um artigo da Eliane Cantenhede disse que Lula abandonou o Foro para seguir o neoliberalismo do FHC e por aí vai.
Agora que começaram a falar sobre o Foro não reconhecem o mérito de Olavo ser o primeiro a denunciá-lo e estão fazendo um grande esforço para minimizar o papel do Foro, essa é a verdade. A luta daqui para a frente será mostrar que eles estão errados de negar a importância e gravidade do Foro e falharam muito por só estar falando do Foro agora.
A gravidade do Foro de São Paulo deveria ser suficiente para derrubar um governo, mas para isso seria importante que a maioria da população entendesse a gravidade do Foro, que os partidos de oposição denunciassem, abrissem uma CPI sobre o Foro etc.
Infelizmente isso não vai acontecer, a maior publicidade do Foro não vai derrubar o Lula, mas pelo menos acredito que uma parcela maior das pessoas cultas desse país vai perceber que o PT é pior do que eles pensavam, que além da corrupção ainda se associa com grupos radicais e terroristas estrangeiros.
A minha pergunta é se o Foro ainda é necessário (agir nas sombras) quando a maior parte de seus líderes é presidente em seus países.
A emergência do FSP na imprensa é inversamente proporcional à sua importância estratégica no momento atual.
É claro, é importante para entender a AL e até sacar os próximos movimentos (pelo que já foi debatido nos encontros do grupo). As linhas gerais estão lá, mas cada um faz a sua tática para chegar ao fim.
Exatamente como aconteceu com o mundo comunista após o congresso de 1956 (detalhado por Golitsyn), no qual as divergências internas (rescaldo da era Stálin) foram mantidas de modo cosmético para enganar aos incautos.
O que temos que mostrar é a ligação do FSP como eixão do mal maior: Russia, Iran, China.
Estava pensando aqui, o Demétrio Magonoli afirmou que o Foro de São Paulo não tem operacionalidade.
Com tudo o que vem acontecendo na América latina queria saber então como o Demétrio imagina que seria se o Foro de São Paulo tivesse operacionalidade...
Pelo que vejo, a merda da revistinha esperou eu cancelar a minha assinatura para finalmente começar a falar do Foro depois de vinte anos de mudez total.