Segundo o Olavo, o Corão nega que Jesus seja o "Filho de Deus"; mas o Corão faz isso - ainda segundo o Olavo - pq entende a expressão "Filho" de modo literal, e não como uma figura de linguagem, como fazem os cristãos. No mais, parece que o Corão não nega que Jesus seja o Verbo de Deus.
A cada dia que passa mais eu me convenço de que o cristianismo é uma perda de tempo. Atualmente, claro. Já não há mais unidade cristã, não há prática constante do cristianismo, os cristãos desconhecem sua própria doutrina, a Igreja emprega nos seus discursos uma linguagem "moderninha" pra se fazer ouvida, enfim. Não sei do cristianismo ortodoxo, mas o latino já morreu pra mim.
Alcorão é uma meia revelação, o que é muito pior: mistura grandes verdades sagradas com coisas profanas de forma a dar uma impressão de legitimidade ou de "santidade" com fins claramente diabólicos.
Por exemplo: falam da infância de Jesus e há um livro inteiro sobre Maria (que não há na Bíblia). Provavelmente as informações ali contidas são mesmo verdadeiras. Eu não duvido e há fortes indícios apontando nesse sentido.
O islã ao meu ver já começa muito mal alegando ser uma revelação de um "anjo". Oras, quem pode afiançar que tal "anjo" era um anjo do Senhor mesmo e não um anjo caído ministrando meias verdades aos homens de forma a dividir os homens para conquistar?
Fale por você. Quanto aos ortodoxos, há bons e péssimos ortodoxos que mal podem ser considerados cristãos como há ótimos cristãos católicos e fora da igreja católica. A essência do cristianismo é a mensagem de amor, sacrifício, humildade e sinceridade. Não tem nada a ver com conhecimento, por mais que isso desagrade a certos pseudo-cristãos. O islã está mais para uma prática mística do que para qualquer outra coisa.
Segundo o Ali Kamel (Sobre o Islã), o Alcorão é organizado de forma que não responde à cronologia em que foi escrito e que suas passagens foram reunidas para não serem perdidas, e nem que haja uma unidade suras e mensagens entrelaçadas entre si. Há uma série de afirmações que contradizem as seguintes, e talvez aí resida o mistério da revelação islâmica. Mas isso é só um ponto de vista.
Me nego a falar do Alcorão de forma mais sucinta sem tê-lo lido antes, quanto mais sentar-lhe o sarrafo como é comum por aqui.
Com certeza o Alcorão é um livro cheio de contradições, um livro complicado. A ordem das suras não ajuda em nada a melhorar o problema. Mas, lembrem-se, a Bíblia também é contraditória.
E penso que o Corão deve ser lido.
E também concordo que ver a unidade por trás da diversidade é bom e desejável.
Mas confesso que tenho extrema dificuldade em fazer isso, embora tente ao máximo.
Já foi mais fácil.
Respeitar o Islã não é impossível, claro, desde que eu não me veja obrigada a assistir passivamente à destruição do Cristianismo (que é sobretudo feita por cristãos nominais) ser ajudada ou incentivada pelo Islã. Porque trate-se de cristãos hipócritas, de ateistas intolerantes ou de muçulmanos que lutem contra o Cristianismo, todos serão vistos como inimigos, igualmente, por mim. Aí eu boto tudo no mesmo saco e saio pra brigar.
Sinto muito, mas a verdade é essa. Eu quero fazer o melhor possível, me esforço pra fazer o melhor possível, mas o melhor possível não pode me obrigar a renunciar à defesa da minha fé, com certeza.
É a tal desculpa da "experiência profunda". Se você não gosta da psicanálise (mesmo que tenha lido sobre a mesma) você é um preconceituoso que nunca teve uma "experiência profunda sobre o assunto". Se você não acha interessante o homosexualismo, a mesma coisa. Somente uma iniciação, uma "experiência profunda" pode te dar uma idéia honesta sobre o assunto. Vai ver deve ser assim com o islã também. Pouco importa o quanto você tenha lido sobre o assunto. Enquanto você não for um muçulmano de verdade e não tiver visitado a Meca como todo bom muçulmano, nunca saberá o que é. Logo, será sempre um "ignorante" falando bobagens sobre o islã. Mas depois que você já é um muçulmano, um abraço.
Não faço qualquer referência à uma "experiência profunda". Isso não faz o menor sentido. Concordo plenamente com a mensagem que deixas subjacente: se tivéssemos que praticar o fenômeno para conhecê-lo, estaríamos ferrados!!
Com relação ao Islam, prefiro conhecer o Alcorão de fato para depois falar melhor sobre ele e o que ele prega. Ou seja: lê-lo, estudá-lo e compreedê-lo dentro do possível. Aí, sim, posso emitir algo útil.
Depende da teologia e da experiência. Eu não pretendo matar pessoas para saber como é, nem jogar bombas em mulheres e crianças, muito menos xingar a Virgem Maria para saber como é isso. Alguns preferem ter essas experiências e outras de cunho anal, que eu dispenso para saber como é.
"Chega num ponto que qualquer religião, analisada friamente por aqueles que não vivem a fé, vai parecer um conjunto de contradições absurdas."
Rafael, aqui você tem toda a razão.
"Você imagina que as religiões devem se adequar ao direito penal ocidental e favorecer a criação de sociedades avançadas e com alto índice de desenvolvimento. Preocupações mundanas...."
Mas essa parte ficou um pouco estranha. Favorecer realmente não é a palavra. Mas se não deve necessariamente facilitar, também não deveria dificultar, não é? Até porque é difícil praticar a fé sem um mínimo de estabilidade e independência.
E aqui falamos de sociedades baseadas nessas religiões, ok? E não nos que seguem a mesma.
... e a magia, a Yôga e a macumba.
Afinal de contas é muito preconceito e muita pretensão nossa querer julgar assim de fora, sem ter uma "experiência mais profunda" sobre a grande metafísica dessas ah, como poderei dizer, crenças, "métodos de enxergar a estrutura da realidade" e, claro, deve existir alguma metafísica ali sem dúvida alguma.
Sim, sem dúvida. Você pode analisar a civilização através da religião, mas não o contrário. Se alguém se propuser a analisar o Cristianismo pelo ocidente, ca-cil-da... !
Mas pode-se analisar o ocidente e até traçar um gráfico para mostrar quanto sua decadência ou seu esplendor estão relacionados com o maior afastamento ou a maior aproximação com o Cristianismo.
Pedro, mas não há exatamente contradição entre as duas coisas: na América, land of freedom, escolhas foram feitas, e estão lá representadas... Há os que de fato possuem um alto padrão religioso e moral, e o expressam muito bem, e há tudo isso aí que você falou de ruim, de miséria moral. Eu diria que isto seria esperado, de uma certa maneira. Não estamos aqui no Paraíso, estamos no mundo - onde as escolhas pelo Bem e por Deus, fonte deste Bem, devem ser feitas, ou não. Não houve na América nada diferente disso, dessa representação de escolhas feitas. Eu penso que definí-la como um lugar de iniqüidade, apenas, seria uma monumental injustiça, já que o grande irmão do Norte mostra muito bem que o Bem floresce com força onde não existe imposição brutal de modelo algum...
E, com a graça de Deus, não será vencido pelo Mal.
Eu rezo sempre pelos Estados Unidos da América do Norte, e peço que Deus o proteja from sea to shining sea, acredite. E não creio que reze à toa, pois tenho muita esperança nesses de boa moral, que lá estão. A Europa, francamente, já me parece, senão totalmente submersa, definitivamente em processo de naufrágio...
Sim, quanto ao Islam eu concordo que uma religião não pode ser compreendida e muito menos julgada por efeitos sociológicos, políticos ou o que for, até porque elementos desta natureza não são confiáveis, e podem incluir manipulações.
O Caio Rossi já mencionou em outro lugar as fatwas anti-terrorismo das quais não tomamos conhecimento, mas que existem, e muitas. De qualquer forma, a posição do cristão será sempre defender o Cristianismo, da melhor maneira que puder. O que não exclui um entendimento esforçado da religião dos outros, dentro de sua mais profunda proposta e verdadeira natureza, e não por ações externas associadas, muitas vezes ilegitimamente, a elas.
Sendo um pouco vago, mas o que seria a "teologia oficial"? Pelo o que entendi da colocação acima, se os maiores místicos do Islam são heréticos segundo essa teologia, há de se perguntar se a "teologia oficial" não estaria deturpada.
Se é ela - por ser oficial - a referência ao mundo islâmico, então isso poderia ajudar a explicar a podridão atual da ummah.
As três grandes religiões monoteistas têm em seus ensinamentos a punição com a morte dos "idólatras, pagãos ou infiéis", porém há uma diferença abissal e inegável entre cada uma delas; o Judaísmo cessou o cumprimento destes mandamentos, ou seja, não executa ninguém por motivos religiosos a quase 2.000 anos. O Cristianismo cessou estas práticas a mais de 200 anos. E o Islamismo faz isso até hoje, diante das câmeras de tevê.
De acordo Marcos. Estou respondendo ao colega que diz que todas pregam estas acoes. Claro que ha variacoes, o que digo e que judeus e cristaos ja nao executam por motivos religiosos. Ja os islamicos, ou pelo menos alguns grupos e paises islamicos, notoriamente o fazem.