Esse pessoal quer dizer então que a natureza nos enganou em prol de nosso êxito evolutivo, mas ao mesmo tempo nos presenteou com a capacidade de descobrir tudo..
Eu prefiro, como Chesterton, acreditar mais nos contos de fadas.
Do mesmo G1, o cientista iluminado, Alysson Muotri, lutando contra o preconceito religioso...
"Como a ciência não reconheceu até hoje nenhum “fato” divino, ela enxerga “Deus” da mesma forma que “unicórnios” ou “gnomos”. Porém, pessoas que acreditam em Deus não sofrem as mesmas pressões sociais que pessoas que acreditam em gnomos. Imagina você falar em uma entrevista de emprego que você acredita em duendes ou que acha que Elvis está vivo! Você certamente perderá o emprego para alguém mais “razoável”. O mesmo não acontece quando você fala que acredita em Deus.
Quando li este tópico lembrei-me de que o Olavo havia dito algo a respeito da limitação da ciência. Pois bem: foi no programa do dia 12/03/2007, a partir de 24:40 min. Transcrevo uma parte.
O método científico para funcionar tem que recortar um pedacinho da realidade, fazer abstração de milhões de coisas, praticamente criar um modelo hipotético e raciocinar só dentro dos dados que caibam nesse modelo hipotético. Isto quer dizer que a ciência não estuda a realidade concreta. A realidade concreta é o acontecimento acompanhado de todos os seus componentes acidentais sem os quais ele não poderia acontecer. O que é que a ciência faz? Ela recorta esses acidentes e fica só com aquilo que corresponde mais ou menos à definição da esfera científica considerada. Então, de cara a ciência não dá conhecimento da realidade; a ciência dá conhecimento de aspectos hipotéticos e convencionalmente recortados da realidade.
Mas uma vez que você concebeu esse método, no instante seguinte ele se torna um princípio e proíbe a investigação do que quer que não caiba dentro do método. É uma forma de império da burrice... (e continua)
Só pessoas com inteligência degenerada pode dar credito a essas bobagens que esses indivíduos dizem. A coisa é tão explicitamente incoerente que o simples fato de não serem imediatamente impugnados pelo primeiro que tivesse contato com suas teorias me faz sentir uma profunda tristeza.
Segundo eles, a crença religiosa, ainda que falsa, seria uma qualidade adquirida pelo ser humano no processo evolutivo, que igualmente a outras qualidades físicas e mentais foram adquiridas por meio da seleção natural, que em tese seriam indispensáveis para a sobrevivência da espécie, pois, do contrário, não seriam selecionadas.
Aí me aparece esses ursos polares impúberes dizendo que a desgraça do mundo são justamente os malditos pelos que os mais idiotas insistem em conservar. A tese é tão imbecil que seria inofensiva se não guardasse em si a conseqüência logicamente obrigatória que é a dos novos ursos pelados terem que usar um substituto aos pelos para protegê-los do frio. Algo como um belo casaco, construído com base nas mais novas tecnologias, fornecido obviamente... pelos primeiros!
É mais que evidente que o que querem é substituir o Deus dos homens pelo deus ciência, deus história ou qualquer outra invenção do gênero, incluindo toda a doutrina anexa a essa gororoba. A arrogância desses indivíduos é descomunal! São criaturas degeneradas pela presunção! Coitados dos que os seguem!
A ciência virou uma coisa tão desvinculada dos seus propósitos, passou tanto a ser domínio de imbecis, que está cada vez mais difícil defendê-la e explicar que ela não é nada daquilo. Na minha opinião, religião E ciência são constantemente atacadas de todos os lados, e também de dentro para fora.
Os orangos degenerados não só desconhecem e renegam sua condição de filhos de Deus como também se apossaram do domínio da razão, e começaram a impingir uma tremenda quantidade de bobagens em nome da "ciência"!
Julgo a ciência uma área humana digna de todo o respeito, sujeita a erros e a correções, mas sempre legitimada por uma severa metodologia e um esforço verdadeiro de compreensão. Essa parlapatice estúpida com ares de religião mal-ajambrada misturada com "cientificidades" de quinta é o fim-da-picada!
Ou seja, inventaram aí um besteirol para ser colocado, no estilo "dois-em-um", feito "shampoo-com-condicionador", no lugar da religião E no lugar da ciência...
O homem se torna uma trágica caricatura de si mesmo, a passos largos.
Sim, sim. Existe ciência e "ciência". Alías, o problema da ciência moderna é o mesmo do sapateiro, ou seja, querer ir além das sandálias. E é como o Olavo disse: ciência não trabalha com a realidade concreta, trabalha com abstrações. Aristóteles também dizia que a ciência (dialética) é o campo das probabilidades razoáveis; certeza mesmo só com os princípios da Filosofia Primeira (metafísica). Logo, a ciência está muito abaixo da religião ou da filosofia (metafísica).
Os ateus em geral gostam muito de sitar sobre aqueles que foram queimados na fogueira na inquisição por acreditar que a terra era redonda por exemplo.
Abraão já sabia tudo sobre a rotação da terra e os outros planetas, mas recebeu isso por revelação, pois na época não havia experimentos científicos o suficiente para provar alguma coisa. No entanto por causa das apostasias subseqüentes a verdade das coisas foram sendo perdidas e até mesmo lideres da igreja fizeram coisas equivocadas em determinados momentos.
Agora não se pode colocar a crença em Deus em cheque porque um imbecil resolveu queimar alguém na foqueira por ser contrariado.
Posso afirmar que a ciência é a arte de descobrir aquilo que já foi feito por Deus, muitos descobrem sob o efeito da inspiração e outros pela pesquisa, portanto tudo já foi feito antes, tudo foi criado antes, para o deleite do homem.
O que intriga aos que tem visão cientificista é o que O.C chama de causalidade existencial. Inegavel que a humanidade atinge um nivel de progresso material inimaginavel para um homem que viveu há 2.000 anos. Entretanto, nós sabemos tanto quanto ele sabia a respeito dos mistérios que cercam o nascimento e a morte.
Os existencialistas não conseguem explicar essa questão que toca a todos, e se desesperam. Os cientificistas/positivistas depositam toda a sua esperança na ciencia, mas dela não conseguem extrair nada além do que está circunscrito no limitado espectro material.
Use as aspas, Fábio, use as aspas, amigo... !
A ciência verdadeira não merece a injustiça e não se afasta do seu âmbito, que reconhece restrito e humano, portanto falibilíssimo.
Essa "ciência" aí é uma empulhação, metida a "religião". Com aspas, também.
Vou começar a aspear um pouco mais a palavra também (só acho que não vou poder fazer isto na minha tese..).
Parece que é sempre a mesma turma.. Nesta o Dennett levanta o dedo.
Não deixem de ler o livro de Viktor Frankl, A Presença Ignorada de Deus, onde o autor mostrou de forma contundente como a existência de uma consciência prova o transcendente. Frankl desenvolve a idéia, já apoiada anteriormente por filósofos, de que a consciência tem origem transcendente ao homem e não é nada menos que um diálogo do eu com Deus.
Os homens que constróem casas têm muito mais chances de sobreviver e se reproduzir do que os que não constróem.
Certamente há áreas do cérebro que são utilizadas para se arquitetar uma casa, para coletar os materiais e para construi-la.
Portanto, postulo que existe um instinto de construção de casas, e que a causa dele está nessas áreas do cérebro ligadas à construção de casas. Ao longo de muitas gerações, os cérebros com essa área mais desenvolvida tiveram, obviamente, vantagens reprodutivas sobre aqueles cujo cérebro não era assim. Portanto, os genes relacionados a esse cérebro com características "construtoras de casas" foram selecionados e hoje são universais.
Qualquer comportamento humano racional pode ser "explicado", atribuído, a uma região do cérebro, e sua prevalência entre os homens à evolução por seleção natural... ou seja, não se explica nada, e aceita-se uma tese histórica maluca e obviamente falsa para dar conta de comportamentos.
Assim fica fácil desqualificar a religião sem considerar seus méritos. "Você só acredita nisso porque seus genes determinaram essa crença. Ela não é nada racional, é apenas algo útil para a sobrevivência dos homens da caverna que perdurou até os dias de hoje."