Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Casa Pontíficia prega o fim das divisões cristãs

Iniciado por pedro_17 em 21/03/2008 · 38 mensagens

pedro_17#1
Pois bem, Fr. Cantalamessa não tem poder de contradizer os ensinamentos da Igreja. João Paulo II foi um grande opositor do relativismo religioso, e formando com o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Card. Ratzinger, uma enfática cruzada em combate ao que depois Bento XVI chamou de "ditadura do relativismo". Provavelmente ele receberá um puxão de orelha, em privado, por causa desses comentários.
pedro_17#2
Isso que é exemplo de protestante!
marcos_12#3
Não sei qual seriam os efeitos da união entre as igrejas cristãs, mas seu eu preferisse morrer e assim o fizesse por me unir aos protestantes e/ou ortodoxos, Cristo perderia um fiel admirador Seu e eu ainda pagaria muito caro por isso!!
hamilton#4
É estranha a declaração desse Padre. Obviamente, isso é uma afronta as declarações não muito recentes do Papa Bento XVI.

O Olavo, pelo que escutei em alguns True Outspeaks, tambem defende a unidade cristã. Até concordo, que em questões como o aborto, ambos os lados podem se unir, como certa vez já aconteceu na Inglaterra.

Agora, do ponto vista teológico, creio ser impossível. Só protestantes liberais ou neo-ortodoxos defendem união com católicos. Pelo lado católico, acho que é a mesma coisa. O ponto principal de divergência, acredito ser a "Doutrina da Justificação":

Catecismo de Maior de Westminster

70. Que é justificação?

Justificação é um ato da livre graça de Deus para com os pecadores, no qual Ele os perdoa, aceita e considera justas as suas pessoas diante dEle, não por qualquer coisa neles operada, nem por eles feita mas unicamente pela perfeita obediência e plena satisfação de Cristo, a eles imputadas por Deus e recebidas só pela fé.

Rom. 3:22-25, e 4:5; 11 Cor. 5:19, 21; Ef. 1:6-7; Rom, 3:24, 25, 28, e 5:17-19, e 4:6-8, e 5:1; At. 10:43.

http://www.monergismo.com/textos/catecismos/catecism…tminster.htmCatecismo Católico

422. O que é a justificação?

1987-1995;
2017-2020

A justificação é a obra mais excelente do amor de Deus. É a acção misericordiosa e gratuita de Deus, que perdoa os nossos pecados e nos torna justos e santos em todo o nosso ser. Isto tem lugar por meio da graça do Espírito Santo, que nos foi merecida pela paixão de Cristo e nos foi dada no Baptismo. A justificação inicia a resposta livre do homem, ou seja, a fé em Cristo e a colaboração com a graça do Espírito Santo.

http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documen…-ccc_po.html


Isso já foi debatido milhares de vezes ao longo desses últimos séculos. Não houve acordo.
Se o Padre Cantalamessa, ou os liberais protestantes conseguirem resolver essa "pequena" divergência, talvez o diálogo possa evoluir.
hamilton#5
"O que o bom senso exige, a meu ver, é a defesa da doutrina, sem afetações galhofeiras. Sem piadinhas escrotas. Sem farpas disparadas injustamente.

E a união, meus amigos, torna-se ainda mais importante num momento em que uma campanha anticristã invade os meios culturais, em que os genocídios se multiplicam e a perseguiçãoa cristãos se espalha até nos EUA." [3]

E não podemos esquecer que o comunismo é a religião oficial do ateísmo militante.
fernanda_3#6
Padre Cantalamessa: "A túnica era sem costura"

Celebração da Paixão do Senhor na Basílica vaticana

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de março de 2008 (http://zenit.org/).- Esta Sexta-Feira Santa, Bento XVI presidiu, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a celebração da Paixão do Senhor.
Após a Liturgia da Palavra, durante a qual se narrou a Paixão segundo João, o pregador da Casa Pontifícia, padre Raniero Cantalamessa, O.F.M. Cap., proferiu esta homilia.

* * *

P. Raniero Cantalamessa, ofmcap.

Pregação de Sexta-Feira Santa 2008

na Basílica de São Pedro

"A túnica era sem costura"

"Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados" (Jo 19, 23-24).

Aqui sempre se questiona o que o evangelista João queria dizer com a importância que dá a esse detalhe da Paixão. Uma explicação, relativamente recente, é que a túnica recorda o paramento do sumo sacerdote, e que João, então, queria afirmar que Jesus morreu não apenas como rei, mas também como sacerdote.

Da túnica do sumo sacerdote não se diz, na Bíblia, que deveria ser sem costura (Cf. Ex 28, 4; Lev 16, 4). Por isso, importantes exegetas preferem se ater à explicação tradicional, segundo a qual a túnica intacta simboliza a unidade dos discípulos [1]. Esta é a interpretação que São Cipriano já dava: "O mistério da unidade da Igreja, escreve, é expresso no Evangelho quando se diz que a túnica de Cristo não foi dividida nem rasgada" [2].

cont.
fernanda_3#7
Qualquer que seja a explicação que se dá ao texto, uma coisa é certa: a unidade dos discípulos é, para João, o propósito pelo qual Cristo morre: "Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos" (Jo 11, 51-52). Na última ceia, ele próprio disse: "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17, 20-21).

A feliz notícia a proclamar na Sexta-Feira Santa é que a unidade, antes que um objetivo a atingir, é um dom recebido. Que a túnica fosse tecida "de alto a baixo", explica São Cipriano, significa que "a unidade trazida por Cristo provém do alto, do Pai celeste, e não pode, então, ser rasgada por quem a recebe, mas deve ser acolhida integralmente".

Os soldados fizeram em quatro parte "as vestes", ou "o manto" (ta imatia), isto é, a indumentária exterior de Jesus, não a túnica, o chiton, que era o indumento íntimo, usado em contato direto com o corpo. Um símbolo também isso. Nós, homens, podemos dividir a Igreja no seu elemento humano e visível, mas não a sua unidade profunda que se identifica com o Espírito Santo. A túnica de Cristo não foi e não poderá ser dividida. "Pode-se, acaso, dividir Cristo?", dizia Paulo (cf. 1 Cor 1, 13). É a fé que professamos no Credo: "Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica".
fernanda_3#8
Mas se a unidade deve servir de sinal "para que o mundo creia", essa deve ser uma unidade também visível, comunitária. É esta unidade que foi perdida e que devemos recuperar. Ela é bem mais que relações de boa vizinhança, é a própria unidade mística interior – "sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos" (Ef 4, 4-6) –, o quanto esta unidade objetiva é acolhida, visualizada e manifestada, de fato, pelos crentes.

"Senhor, é este o tempo em que ides instaurar o reino de Israel?", questionam os apóstolos a Jesus depois da Páscoa. Hoje voltamos a fazer esta pergunta a Jesus: É este o tempo em que se instaurará a unidade visível da tua Igreja? A resposta também é a mesma de então: "Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas" (At 1, 6-8).

Recordava-o o Santo Padre na homilia de 25 de janeiro passado, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: «A unidade com Deus e com os nossos irmãos e irmãs é um dom que provém do Alto, que brota da comunhão do amor entre Pai, Filho e Espírito Santo e que nela se aumenta e se aperfeiçoa. Não está em nosso poder decidir quando ou como esta unidade se realizará plenamente. Só Deus o poderá fazer! Como São Paulo, também nós colocamos a nossa esperança e confiança "na graça de Deus que está conosco"».
fernanda_3#9
Também hoje virá o Espírito Santo, se nos deixarmos guiar, para conduzir à unidade. Como fez o Espírito Santo para realizar a primeira fundamental unidade da Igreja: aquela entre judeus e pagãos? Vem sobre Cornélio e a sua casa do mesmo modo com que em Pentecostes veio aos apóstolos. Pedro tira a conclusão: "Pois, se Deus lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, com que direito me oporia eu a Deus?" (At 11, 17).

Ora, de um século para cá, nós observamos repetir-se sob nossos olhos este mesmo prodígio, em escala mundial. Deus infundiu seu Espírito Santo, de modo novo e raro, sobre milhões de fiéis, aparentemente em quase todas as denominações cristãs e, a fim de que não houvesse dúvidas sobre suas intenções, o infundiu com as mesmas idênticas manifestações. Não é este um sinal de que o Espírito que impele a reconhecer o episódio como discípulos de Cristo e a tendermos juntos para a unidade?

Apenas esta unidade espiritual e carismática, é verdade, não basta. Observamos já ao início da Igreja. A unidade entre judeus e gentios é nova e já ameaçada pelo cisma. Ali houve uma "longa discussão", no chamado concílio de Jerusalém, e, ao final, houve um acordo, anunciando para a Igreja com uma fórmula: "pareceu bem ao Espírito Santo e a nós" (At 15, 28). O Espírito Santo opera, então, também através de uma via diferente, que é o confronto paciente, o diálogo e o compromisso entre as partes, quando não está em jogo o essencial da fé. Opera através das "estruturas" humanas e dos "ministérios" estabelecidos por Jesus, sobretudo o ministério apostólico e petrino. É o que chamamos hoje de ecumenismo doutrinal e institucional.
fernanda_3#10
A experiência nos está convencendo porém que também este ecumenismo doutrinal, ou de vértice, não é suficiente e não avança, se não for acompanhado por um ecumenismo espiritual, de base. Isto é repetido sempre com maior insistência justamente pelos máximos promotores do ecumenismo institucional. Aos pés da cruz, queremos meditar sobre este ecumenismo espiritual: em que consiste e como podemos avançar nisto.

O ecumenismo espiritual nasce do arrependimento e do perdão e se alimenta com a oração. Em 1977, participei de um congresso ecumênico carismático em Kansas City, Missouri. Estavam lá quarenta mil presentes, metade católicos (entre os quais o cardeal Suenens) e metade de outras denominações cristãs. Uma tarde, ao microfone, um dos animadores começou a falar de um modo, para mim, naquela época, estranho: «Vós, sacerdotes e pastores, chorai e lamentai, porque o corpo de meu Filho está em pedaços… Vós, leigos, homens e mulheres, chorai e lamentai porque o corpo de meu Filho está em pedaços».

Comecei a ver as pessoas caírem uma após outra de joelhos em torno a mim e muitos desses soluçavam de arrependimento pelas divisões no corpo de Cristo. E tudo isso enquanto uma frase estava escrita de um lado a outro do estádio: «Jesus is Lord, Jesus é o Senhor». Eu era como um observador ainda assaz crítico e destacado, mas lembro que pensei comigo: Se um dia todos os crentes estivessem reunidos a formar uma só Igreja, seria assim: enquanto estivermos todos de joelhos, com o coração contrito e humilhado, sob o grande senhorio de Cristo.
fernanda_3#11
Se a unidade dos discípulos deve ser reflexo da unidade entre o Pai e o Filho, essa deve ser, antes de tudo, uma unidade de amor, porque tal é a unidade que reina na Trindade. A Escritura nos exorta a «fazer a verdade na caridade» (veritatem facientes in caritate) (Ef 4, 15). E Santo Agostinho afirma que «não se entra na verdade senão através da caridade»: non intratur in veritatem nisi per caritatem [3].

A coisa extraordinária a respeito desse caminho à unidade baseado no amor é que esse já está agora escancarado diante de nós. Não podemos «queimar etapas» em relação à doutrina, porque as diferenças existem e serão resolvidas com paciência nas sedes apropriadas. Podemos, ao contrário, quiemar etapas na caridade, e estar unidos, a partir de agora. A verdade, seguro sinal da vinda do Espírito, não é, escreve Santo Agostinho, o falar em línguas, mas é o amor pela unidade: «Sabeis que tendes o Espírito Santo quando permitis que vosso coração adira à unidade através de uma sincera caridade» 4].

Repensemos no hino da caridade de São Paulo. Cada frase sua adquire um significado atual e novo, se aplicada ao amor entre membros das diversas Igrejas cristãs, nas relações ecumênicas:

«A caridade é paciente…

A caridade não é invejosa…

Não busca só seu interesse…

Não leva em conta o mal recebido (no caso do mal feito aos outros!)

Não se alegra com a injustiça, mas se compraz da verdade (não se alegra das dificuldades das outras Igrejas, mas se compraz de seus sucessos)

Tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 4 ss.).
fernanda_3#12
Esta semana acompanhamos à sua morada eterna uma mulher – Chiara Lubich – fundadora do Movimento dos Focolares – que foi uma pioneira e um modelo deste ecumenismo espiritual de amor. Ela demonstrou que a busca da unidade entre os cristãos não leva ao fechamento para o resto do mundo; é, ao contrário, o primeiro passo e a condição para um diálogo mais vasto com os crentes de outras religiões e com todos os homens que têm no coração os destinos da humanidade e da paz

* * *

«Amar-se, já foi dito, não significa olhar um para o outro, mas olharem juntos na mesma direção». Também entre cristãos, amar-se significa olharem juntos na mesma direção que é Cristo. «Ele é nossa paz» (Ef 2, 14). Na medida na qual andemos juntos para Cristo, nos aproximaremos também entre nós, até ser verdadeiramente, como ele pediu, «uma só coisa com Ele e com o Pai». Acontece como para os raios de uma roda. Vejamos o que acontece aos raios quando do centro vão para o exterior: a medida que se distanciam do centro se distanciam também entre si, até terminar em pontos distantes da circunferência. Vejamos, ao contrário, o que acontece quando da circunferência movem-se até o centro: pouco a pouco aproximam-se do centro, se aproximam entre si, até formar um ponto só.

O que poderá reunir os cristãos divididos será só a difusão entre eles de uma onda nova de amor por Cristo. É isto que está acontecendo por obra do Espírito Santo e que nos enche de estupor e de esperança. «O amor de Cristo nos constrange, ao pensamento que um morreu por todos» (2 Cor 5, 14). O irmão de outra Igreja – também cada ser humano – é «alguém pelo qual Cristo morreu» (Rom 14, 16), como morreu por mim.

* * *
fernanda_3#13
Um motivo deve, sobretudo, impulsionar-nos adiante neste caminho. O que estava em jogo no início do terceiro milênio não é o mesmo que estava no início do segundo milênio, quando se produziu a separação entre oriente e ocidente, e nem mesmo é a mesma coisa que na metade do mesmo milênio, quando se produz a separação entre católicos e protestantes. Podemos dizer que a maneira exata de proceder do Espírito Santo do Pai e o problema da relação entre fé e obras são os problemas que apaixonam os homens de hoje e com o qual permanece ou cai a fé cristã?

O mundo caminhou adiante e nós estamos permanecemos presos a problemas e fórmulas que o mundo não conhece mais nem o significado. Discutamos ainda sobre como ocorre a justificação do pecador, em uma forma que perdeu o próprio sentido do pecado e o vê, cito, como «uma nefasta invenção judaica que o cristianismo propagou ao povo».

Nas batalhas medievais havia um momento no qual, superadas as infantarias, os arqueiros, a cavalaria e todo o resto, a multidão se concentrava em torno do rei. Ali se decidia o êxito final da batalha. Também para nós a batalha hoje está em torno do rei. Existem edifícios ou estruturas metálicas assim feitas que se se toca um certo ponto nevrálgico, ou se se tira uma certa pedra, tudo desaba. No edifício da fé cristã esta pedra angular é a divindade de Cristo. Removida esta, tudo se evapora e, antes de qualquer coisa, a fé da Trindade.
fernanda_3#14
Daí se vê como existem hoje dois ecumenismos possíveis: um ecumenismo da fé e um ecumenismo da incredulidade; um que reúne todos aqueles que crêem que Jesus é o Filho de Deus, que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, e que Cristo morreu para salvar a todos os homens, e um que reúne todos aqueles que, em descaso ao símbolo de Nicéia, continuam a proclamar esta fórmula, mas esvaziando-a de seu verdadeiro conteúdo. Um ecumenismo no qual, no limite, todos crêem nas mesmas coisas, porque ninguém crê mais em nada, no sentido que a palavra «crer» tem no Novo Testamento. Foi esta versão «liberal» que tornou no passado e continua a tornar a própria palavra «ecumenismo» suspeita por vários setores do cristianismo.

«Quem é que vence o mundo, escreve João na Primeira Carta, se não quem crê que Jesus é o Filho de Deus?» (1 Jo 5, 5). Permanecendo neste critério, a fundamental distinção entre os cristãos não é entre católicos, ortodoxos e protestantes, mas entre aqueles que crêem que Cristo é o Filho de Deus e aqueles que não crêem.

* * *

«No segundo ano do rei Dario, no primeiro dia do sexto mês, esta palavra do Senhor foi revelada por meio do profeta Ageu a Zorobabel, filho de Salatiel, governador da Judéia, e a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote…: Parece-vos este o tempo de habitar tranqüilos em vossas casas bem cobertas, enquanto minha casa é ainda uma tenda?» (Ag 1, 1-4).

Esta palavra do profeta Ageu é voltada hoje a nós. É este o tempo de continuar a preocupar-nos só do que diz respeito a nossa ordem religiosa, nosso movimento, ou nossa Igreja? Não será justamente esta a razão pela qual também nós «semeamos muito, mas colhemos pouco» (Ag 1, 6)? Pregamos e agimos de todos os modos, mas convertemos poucas pessoas e o mundo se distancia, ao invés de aproximar-se de Cristo.
fernanda_3#15
O povo de Israel escutou o apelo do profeta; cessou de ornamentar cada um a própria casa para reconstruírem juntos o templo de Deus. Deus então enviou de novo seu profeta com uma mensagem de consolação e de encorajamento: «Agora, coragem, Zorobabel – oráculo do Senhor – coragem, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote; coragem, povo todo do país, diz o Senhor, e ao trabalho, porque eu estou convosco» (Ag 2, 4). Coragem, vós todos que tendes no coração a causa da unidade dos cristãos, e ao trabalho, porque eu estou convosco, diz o Senhor!

[1] Cf. R. E. Brown, The Death of the Messiah, vol. 2, Doubleday, New York 1994, pp. 955-958.

[2] S. Cipriano, De unitate Ecclesiae, 7 (CSEL 3, p. 215).

[3] S. Agostino, Contra Faustum, 32,18 (CCL 321, p. 779).

[4] S. Agostino, Discorsi 269,3-4 (PL38, 1236 s.).
denise#16
O que me impressiona , e como a arrogância de muitos aqui
os faz , falar de outra pessoa , fazendo julgamentos
dizendo mentiras , assim como se fosse uma piada inteligente,.,,,
Maledicências...

Estamos diante de tempos de trevas , tempos que
nosso Inimigo é um so , aquele que zomba da
divindade de jesus , persegue seus seguidores...

Rezo diariamente que TODOS OS CRISTÃOS estejam unidos
e o momento é de unidade sim ,

Acompanhei esta pregação , como também a via sacra em roma
a pregação foi seria e profunda ....uma reflexão que nos
tira do fechamento....
pedro_17#17
quem está por detrás do projeto ecumênico são justamente esses que vocês estão pensando que irão combater com essa união esdrúxula.

Exatamente Adriano! Eu acho muita, muita graça mesmo, quando vejo neguinho bradando uma união entre os cristãos, lançando para segundo plano as divergências, como irrelevantes. Para piorar, muitos dos religiosos que defendem esse ecumenismo relativista são os mesmos que defendem o comunismo. Não é o caso de Fr. Cantalamessa, mas os marxistas na Igreja só são marxistas porque antes foram relativistas.

Se eu colocasse aqui os comentários de Boff sobre o documento Dominus Iesus, do pontificado de João Paulo II, que defende a Unicidade da Igreja e condena a divisão, com certeza iria aparecer gente concordando!
rafael_33#18
"que todos sejam um " disse Jesus em João; a divisão da cristandade se deveu a arrogancia dos protestantes que não quiseram se submeter ao juízo autorizado da Igreja trocando o santo magistério Papal ordenado por Deus para a guia da sua Igreja na terra por opiniões de alguns teólogos como Lutero , Calvino e outros ; esse ecumenismo deve visar a unidade na verdade católica ; há elementos dessa verdade no protestantismo também , embora misturada com muitos erros doutrinários
marcelo_18#19
Recentemente Bento XVI fez questão de relembrar que a Igreja Católica é a igreja fundada por Cristo e por isso jamais pode ser considerada no mesmo nível que estão as milhares de seitas protestantes. Então esse ecumenismo não é verdade.
pedro_17#20
Esse tópico não é de debate doutrinal! E outra, quem não estiver disposto em continuar com uma discussão sobre doutrinas, é melhor nem começar. Já cansei de me meter nos debates que os outros armaram e depois saíram pela tangente.
denise#21
Recentemente Bento XVI fez questão de relembrar que a Igreja Católica é a igreja fundada por Cristo e por isso jamais pode ser considerada no mesmo nível que estão as milhares de seitas protestantes...

Pq existem tantas Igrejas ? Se uma só é a que Cristo fundou ?

Limites humanos ....tentação ...fraqueza

Nao sou eu vou condena-los...
Deus também nao os condena ...
Deus nao me condena nos meus erros ...espera a minha conversão
com a Igreja católica espera a conversão de seus filhos , enquanto isso
que sejamos irmãos em Cristo , so isso ...
enquanto brigamos entre nós o Inimigo Ganha terreno ....
o paganismo e satanismo cresce...

A Cruz de Cristo nos une ....e esperamos que CRISTO REINE
e que todos os cristão DEFENDA COM SUA VIDA se preciso for
a Igreja , Bento , e todos os cristãos.
pedro_17#22
Vocês não entendem que esse relativismo religioso aqui defendido foi justamente criado por aqueles que querem combater. A forma de resgatar o Ocidente não é através de uma falsa união entre os cristãos, mas justamente o contrário, uma vivência integral das respectivas religiões. Vejam, eu me dou muito bem com o Rafael, que é ortodoxo, e com o Adriano, que é protestante. O fato de nos considerarmos hereges não impede que haja um empenho em defender a vida, a moral, a ética, etc.

A prática me mostrou que os melhores frutos da defesa da beleza cristã da vida vem quando me uno a verdadeiros protestantes, verdadeiros ortodoxos, etc. Aqueles que se sustentam num discurso relativista sentimental não conseguem compreender a profundidade da crise religiosa.
pedro_17#23
Não Caio, isso não é ecumenismo, nem pior. O falso ecumenismo é mais destruidor porque ataca justamente os pontos doutrinais, aqueles que sustentam a fé. Você poderia fazer essa comparação se cristãos defendessem a crença islâmica ou como genuína ou como detentora de uma revelação parcial, como aqueles que dizem que Maomé foi realmente um profeta, por exemplo.
orkut_7#24
Antes separados pela Verdade que unidos pela mentira.

Com esse comentário do Adriano, poderia-se colocar uma pá de cal nesse tópico. Não querendo desmerecer a discussão em torno do assunto, a cisão do cristianismo sempre me causou profunda tristeza. Eu prefiro discutir religião com judeu do que com cristão.
pedro_17#25
Falando em "tristeza", a visão sobre unidade anda tão pervertida que as pessoas perderam o completo bom sendo religioso. Um católico, um protestante, um ortodoxo, fica triste por considerar que os outros estão vivenciando um cristianismo incompleto, não por acreditar que tais cisões enfraqueceram a integralidade da fé, da doutrina, ou das bênçãos de Cristo a Igreja, que para cada um continua Una.
orkut_7#26
...Igreja, que para cada um continua Una.

E continua, nós queiramos ou não. O tão falado e mal compreendido ecumenismo deveria ser varrido da face da Terra. Essa corrente, creio, carrega nas suas entranhas o anti cristianismo. O homem em vez de limpar a merda que fez propõe uma cagada maior.
orkut_7#27
O movimento ecumênico percorre a trilha do engano e da sedução, pois o alvo de Satanás é confundir o maior número possível de crentes. Ele sabe o que a história eclesiástica comprova: a sedução é um meio mais eficaz de diluir e enfraquecer as convicções espirituais do que a perseguição. Em outras palavras: o cristianismo não precisa ser eliminado ou erradicado. Basta neutralizá-lo.

Com a nova idéia globalizada de Deus, o cristianismo não desaparecerá, mas será esvaziado – ficando sem Jesus como o Caminho, a Verdade e a Vida. A reivindicação de Jesus de ser o Salvador de todos os homens é a base do Evangelho e ao mesmo tempo o que mais incomoda o Movimento Ecumênico. (Michel Urban)
orkut_7#28
Ainda segundo Urban, o ecumenismo quer unir o que Deus separou, citando a Segunda Epístola de João:

“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2 Jo 1.9-11). Como podemos unir em oração o que Deus claramente separou?

A discussão tomou esse viéz por ser Raniero Cantalamessa um ecumenista apaixonado pelo que se vê. Concordo com M Urban, a palavra de Deus e de seu Filho tem por finalidade separar e não unir.
orkut_7#29
Diz crer que ninguém vai ir para o inferno por divergências doutrinais. Também acho razoável pensar assim, de modo que cada um na sua. Quere unir os cristãos em uma única doutrina é querer condená-los em vida, além de ser mais um projeto globalista da ONU.
orkut_7#30
A unidade dos Cristãos é uma exortação do próprio Cristo

Certo, mas isso deve ser tão natural e suave como o orvalho se forma. O problema é que está se querendo criar fórmulas para essa unificação. A finalidade pode ser bem outra.
joozinho#31
(...)
Vocês, católicos, sempre quiseram que nos prostássemos de novo aos seus pés. Se vocês querem gente prostrada, vocês terão. Os pseudo-protestantes, intoxicados de ecumenismo, farão isso e irão juntos, de mãos dadas com vocês, para o inferno eterno. Nós, os verdadeiros PROTESTANTES, não iremos JAMAIS nos unir àqueles que agridem há séculos, e acintosamente, ao Evangelho de Cristo. Preferimos o martírio à negação do nome de Nosso Senhor e Salvador.

Semper Reformanda !"


1-prostássemos "de novo"?
de novo????

2-pseudo-protestante?
existe pseudo-do-pseudo?

3-...para o inferno eterno??
jogando "praga"?
soberba?

4-....agridem a séculos.....?
quem esquartejou a Bíblia e rompeu a Igreja?

5-Semper Reformanda?
não seria o "D" no lugar do...?
marcelo_18#32
É sério que tu é suficientemente desinformado ao ponto de acreditar que a Igreja Católica adora Maria e os santos?

Cada dia percebo que a maioria das discussões do mundo se dão simplesmente porque as partes não discutem sobre a mesma coisa. Tua acusação é absolutamente falsa. Uma pesquisa simples já te evidenciaria isso.
marcelo_18#33
Se tens boa vontade, posso te passar alguns links pra estudo.
marcelo_18#34
Sobre a diferença de culto (latria, dulia e hiperdulia), a mediação dos santos, entre outros assuntos relevantes, nesse link está bem explicado: http://www.lepanto.com.br/ApSantos.html
pedro_17#35
Não desvirtuem esse tópico!
denise#36
......Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

Então , se tu crê em Jesus

tu crê:(São Mateus 16,18)
E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

e ainda cre:
(São João 20,23)
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

o problema e que cada um quer crer naquilo que convem as suas ideias
peça ao Espírito Santo , o dom de discernir o que e pensamento humano
e o que e a Verdade !
Feliz Páscoa!!
a todos !!!

Eu ressucitei!!!!!
espero que todos vcs também!!!!!!!!!
marcelo_18#37
"Não me pareceu muito convincente."

Se te convenceu ou não, isso depende só de ti.

A questão é que tu afirmou que a Igreja adora Maria e os santos e eu te mostei que esta afirmação é falsa, pois a Igreja determina "matematicamente" as diferenças entre as três classes de culto, ainda que - e isso é de uma simplicidade infantiil - o ato exterior que expressa essas classes possa ser o mesmo, como prostrar-se de joelhos, por exemplo.

É isso o que é, e é isso o que a Igreja ensina. O resto é teimosia protestante. Mas dá pra entender, já que vocês têm que ter alguma coisa para protestar, mesmo que seja falsa.

Além do mais, ao perguntar para o Cristiano o que ele interpretava de "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem", me parece ficar evidente de que não lestes com atenção o link que eu mandei. Feliz Páscoa!
henrique_3#38
A Igreja nunca esteve e nem está dividida. A união do corpo de Cristo sobre a Terra é uma união mística, de modo que as divisões institucionais são meramente circunstanciais, sendo uma espécie de "efeito colateral" dos tempos. Na eternidade ("posse plena e simultânea de todos os momentos", segundo Boécio), esse "efeito colateral" vai passar. Mas não se enganem: os tempos acabarão e não haverá união institucional alguma. Acreditar que haverá um tempo em que a Igreja fundada por Cristo estará unida do ponto de vista institucional é uma idéia típica da mentalidade revolucionária. É querer trazer para o plano temporal algo que só irá se aperfeiçoar na eternidade. O famigerado ecumenismo, se empregado com esta concepção, deve ser totalmente rechaçado.

Agradeço ao Fernando por ter criado este tópico, não tinha visto a notícia que o iniciou até então. Haverá sempre meia dúzia que pensam assim, como este clérigo, como o Olavo, como eu. A maioria das pessoas estará dogmaticamente atrelada à doutrina que se coloca sobre a revelação do Cristo, que é o Senhor desta Igreja una.

CRISTÃOS, é o que somos.

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