As idéias do Dr. Wilhelm Reich sobre os facismos de esquerda e de
direita como tendo origem na patologia psico-sexual de uma estrutura
autoritária - como foi detalhado em seu livro "The Mass Psychology of
Fascism" (1970) - também já foram confirmadas.
Reich percebia as patologias sexuais e a crueldade contra crianças
como as fontes primárias da estrutura do caráter facista e do aparato
do Estado totalitário, bem como os elementos sadísticos presentes
nesse tipo de regime. Tais elementos só poderiam ser criados, Reich
dizia, através de maneiras específicas de maus tratos às crianças e
repressão sexual.
G. Frankl escreveu o livro "The Failure of Sexual Revolution" (1974)
confirmando essa tese. Também, o psiquiatra e imigrante Russo, M.
Stern ("Sex in the USSR", 1979), explicou a respeito das condições
sócio-sexuais antes e depois da revolução Russa.
Como foi dito por Stern:
"... há uma relação real entre as epidemias sangrentas de terror que
periodicamente mancharam as páginas da história Soviética e as
profundas anormalidades da vida sexual Soviética."
"A ideologia Estalinista oficialmente baniu o sexo do território
Soviético. O 'Homem Soviético' era tido como um tipo de super-humano
de moral irrepreensível cujas atividades amorosas, reduzidas à
castidade total, tinham como objetivo apenas reforçar a 'família
Soviética' e a economia socialista."
"Quando uma mulher aparecia na iconografia oficial, ela estava sempre
portando um rifle ou uma foice, e se ela estivesse ousada o bastante
para mostrar um seio, certamente que isso somente seria para servir o
bem maior de amamentar um futuro Jovem Pioneiro da terra mãe
socialista."
O puritanismo e o alcoolismo era grandemente difundido na União
Soviética até os anos 80, com a autoridade moral do Estado da "nação
patriarca" tomando o lugar de Deus. Como documentado por Frankl e
Stern, os jovens apaixonados e amantes poderiam ter suas fotos, nomes
e endereços colocados em quadros de avisos públicos que proclamariam
sua "imoralidade", ou serem denunciados como 'ofensores morais' na
imprensa. O cidadão Soviético médio normalmente enviava cartas à
polícia denunciando as mulheres que recebessem visitas masculinas em
suas casas.
Stern notou que a União Soviética era:
"... um país onde pessoas apaixonadas eram perseguidas como criminosos
comuns, onde o indivíduo não tinha controle sobre sua vida privada.
... o fervor moralista da massa, já entranhado como instinto, ainda
persegue a imoralidade por trás das portas dos aposentos mais
particulares."
Quanto às mulheres, de acordo com Stern, C. Hansson & K. Liden
("Moscow Women: Thirteen Interviews", Pantheon, 1983), A. Hochschild
("Is The Left Sick of Feminism?", Mother Jones, junho/1983) e K.
Pollit ("Muscovites and Owenites", Mother Jones, agosto/1983), a
"revolução" comunista praticamente não melhorou a situação delas em
nada. Vejamos:
"Na União Soviética, a repressão sexual das mulheres é tão extrema que
uma mulher pode desmaiar diante da visão de um corpo nu. A frustração
sexual, migalhas de idéias feministas do Ocidente e inibições sexuais
profundas - tal é o curioso amálgama que formou a pseudo-liberação da
mulher Soviética."
"Estou convencido de que esse fenômeno de espancamento de mulheres
existe em uma escala que simplesmente não pode ser comparada com
qualquer coisa experimentada em países como a França e os EUA..."
Stern notou que, ao mesmo tempo em que os problemas sexuais afetavam
de 60% a 90% da população (uma estimativa quase similar a dos EUA e da
Europa Ocidental), "nenhuma disciplina científica de sexologia e nem a
prática clínica de terapia sexual existia ..."
Mais ainda, algo de grande interesse para esse estudo, Stern cita
evidência da maior severidade das características repressivas na
região do sul da Rússia, mais próxima à faixa desértica da Saarásia.
Lá ainda continua a existir a morte ritual das mulheres para preservar
a "honra da família", muito similar à prática dos Árabes, Turcos, e
Persas.
Até os anos 60, as bebezinhas eram consideradas uma desgraça e as
jovens eram vendidas pelos pais em casamentos polígamos, enfrentando a
morte se fugissem. Nessas regiões da União Soviética, as mulheres
adúlteras eram, por "costume", enterradas vivas pelos seus maridos até
a metade da década de 50.
P. Stafford ("Sexual Behavior in the Communist World", Julian Press,
1967) fez observações similares nos países comunistas satélites da
União Soviética, e na China comunista também.
"O totalitarismo dá uma oportunidade imprecedente para os desvios
sexuais, especialmente para o sadismo ... eles [os sádicos] têm
florescido e ainda estão aumentando de número em todos os países
comunistas."
As observações de Stafford espelham as de Wilhelm Reich, que
argumentava que o caráter da praga emocional (pessoas sádicas,
anti-infância, anti-feminino e anti-sexuais) ganharam poder político e
se tornaram institucionalizadas nas nações de extrema direita e
extrema esquerda, uma característica jamais vista em outras culturas
menos totalitárias.
O caráter verídico dessas observações, infelizmente, é confirmado
pelos eventos históricos mais recentes que se seguiram à queda da
ex-União Soviética e da Iugoslávia. Nessas regiões que estão nos
limites ou dentro da Saarásia, guerras civis com a intenção deliberada
de assassinar civis têm se desenvolvido.
O termo "limpeza étnica" se imiscuiu em nossa linguagem, bem como
imagens freqüentes de artilharia bombardeando populações civis, com as
mortes e mutilações de mulheres e crianças. Nada parecido com isso
aconteceu na região Asiático-Européia desde a era Nazista - e ainda,
do ponto de vista sexual e econômico, esse tipo de reação explosiva ao
fim da autoridade externa era fácil de se prever.
M. Schatzman ("Soul Murder: Persecution in the Family", Random House,
1973) também nos trouxe novas evidências do tratamento incrivelmente
cruel e esmagador dado às crianças, os quais eram propostos pelos pais
Alemães da era pré-Nazista, e pelos pais Soviéticos em anos mais
recentes.
Ele observou que "sociedades totalitárias desde a Esparta até a Rússia
Soviética têm praticado esses princípios de adestramento infantil ...
especialmente com ênfase na obediência e disciplina."
Em linhas similares, deMause ("History of Childhood") citou estudos
com pais Alemães dos anos 60, em que 80% deles admitiram espancar seus
filhos, 35% usando bastões; ele também discutiu o tipo predominante
do professor de escola, um déspota com um chicote que espancava e
esbofeteava crianças pequenas pelas desobediências mais ínfimas.
E. Fromm ("Escape from Freedom" e "The Sane Society", 1963) também
escreveu sobre a questão da liberdade humana, ecoando algumas das
idéias de Reich sobre o relacionamento entre a estrutura política e a
estrutura familiar.
- Extraído do livro Saharasia, do Dr. James DeMeo, 1998.
E não se esqueçam: desmoralização sexual é apenas para o país inimigo a ser tomado pelo comunismo. Uma vez que a junta soviética se instala no poder, começa a normalização: o homossexualismo, a pornografia, a prostituição, sex-lib, kid-lib, etc serão devidamente criminalizados, os líderes dos movimentos serão presos ou eliminados e a população passará para um regime militarista espartano.