Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Foro de São Paulo quase vencendo no Paraguai

Iniciado por hiranclair em 20/04/2008 · 25 mensagens

hiranclair#1
Boca-de-urna indica vitória do opositor Lugo no Paraguai
20 de Abril de 2008

ASSUNÇÃO (Reuters) - Três pesquisas de boca-de-urna dão vitória ao candidato opositor Fernando Lugo nas eleições presidenciais do Paraguai, neste domingo, o que colocaria fim a uma hegemonia de mais de seis décadas no poder do centro-direitista Partido Colorado.

A boca-de-urna da consultoria First Análisis y Estudios colocou o ex-bispo católico Lugo, líder de uma aliança de centro-esquerda, com 43 por cento dos votos, seguido pela candidata governista Blanca Ovelar, com 37 por cento.

Uma segunda enquete, da ICA, também pôs Lugo à frente, com 41,4 por cento, enquanto Ovelar teria 37,9 por cento. A pesquisa de boca-de-urna do GEO deu a Lugo 41,8 por cento e a Ovelar, 36,4 por cento.

http://veja.abril.com.br/reuters/noticias/noticia.sh…8-04-20-3559

Comentário:
Lugo é o candidato do Foro de São Paulo no Paraguai, deverá fazer uma revisão do acordo de Itaipu para cobrar mais caro pela energia que vende ao Brasil. Dizem também que irá querer vender energia para a Argentina no lugar de vender ao Brasil, assim como Evo já fez. Lugo não só é apoiado pelo PT como é apoiado pelo governador do Paraná também.
Lugo "esquece" que o Brasil construiu sozinho a Itaipu, o acordo é do jeito que é por causa disso.
Brasiguaios, ou seja, brasileiros que tem fazendas no Paraguai também já foram ameaçados de desapropriação por Lugo. Em Foz do Iguaçu e na fronteira o povo torceu muito pelo Oviedo.
Lugo é o Evo Morales do Paraguai e assim como Lula foi condescendente com o companheiro Evo deverá ser condescendente com o companheiro Lugo.
O principal jornal do Paraguai, ABC Color, na edição de hoje disse que o Brasil explora o Paraguai através de Itaipu e rever isso deverá ser a principal tarefa do novo presidente.
Lá vem mais um prejuízo para o Brasil, visando o objetivo da integração socialista do Foro de São Paulo...
filipe_7#2
Eu já esperava isso. É o que acontece quando o pensamento esquerdista domina tudo e não deixa espaço para divergências. Vou arrumar um jeito de dar no pé, nem que seja como refugiado político. Eu que não pago pra ver até onde tudo isso vai.
gustavo_6#3
Fico imaginando o que vai ser o mundo daqui a 10 ou 20 anos.
leandro_13#4
Xiiiii...
mais um agora!

Sabe quantos países latinos da América do Sul não são governador por socialistas?
Só resta a Colômbia...
eduardopaiva#5
E com direito a "reza" de Frei Beto e tudo......

O capeta deve estar comemorando.....
zehrique#6
Já somos América Latrina faz tempo...

E mais um vermelho eleito. Putz.
gustavo_6#7
No que isso vai dar? Numa URSLA?

Acho que vou começar a fazer uma jangada...
hiranclair#8
Quando o Evo Morales ganhou na Bolivia muita gente também duvidava que ele ia cumprir as ameaças e que o Lula ia deixar o Brasil tomar prejuízo. Mas a história a gente já sabe.

Lula fala agora que não vai rever o tratado, mas quero ver depois se vai manter o que diz e enfrentar o Lugo pra valer...
hiranclair#9
Lula já começa a piscar para o esquerdoso presidente eleito do Paraguai

Leiam atentamente o que vai abaixo. Volto depois:

Da Agência Brasil, com Folha Online

Ao contrário do que disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) afirmou que o Brasil pode reajustar o valor pago ao Paraguai pela energia excedente da hidrelétrica de Itaipu. A afirmação foi dada pelo ministro nesta segunda-feira em Acra, capital de Gana (África), onde participa de atividades da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento).
Amorim disse que a medida já foi tomada no passado, apesar de o documento prever que o excedente de um dos sócios seja vendido ao outro pelo preço de custo.
"Vamos continuar discutindo com o Paraguai normalmente como ele pode obter uma remuneração adequada para sua energia. Isso é justo", disse o ministro.
Amorim afirmou que o mais importante é que exista harmonia entre os países da região. "Mas também não creio que vá haver [chantagem por parte do Paraguai]. Vai haver uma atitude normal de conversa, de encontrar soluções para um país com o qual temos uma relação muito próxima".
O ministro defendeu ajuda brasileira ao país vizinho. Uma das formas é a construção de uma linha de transmissão de Itaipu a Assunção, que aumentaria o acesso dos paraguaios à energia de Itaipu.
hiranclair#10
"E um absurdo que a energia em Assunção seja ruim, mesmo o Paraguai sendo sócio da maior hidrelétrica do mundo", afirmou Amorim. "Vamos ajudá-lo a fazer linhas de transmissão importantes. É nossa responsabilidade ajudar os países mais pobres da região".

O presidente do Paraguai eleito ontem, o ex-bispo Fernando Lugo, declarou que pretende "discutir Itaipu ao máximo". Durante a campanha, ele já havia dito que os US$ 300 milhões pagos pelo Brasil ao país anualmente são "irrisórios" e defendeu um "preço de mercado", entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não vai alterar o tratado de Itaipu. "Nós temos um tratado, e o tratado vai se manter", disse também em Acra. Ele afirmou que os dois países mantêm constantes reuniões para tratar de outros temas também polêmicos. "Não é apenas a questão de Itaipu, é a questão da nossa fronteira, que é muito grande, envolve vários Estados, é a questão da Ciudad del Leste".
hiranclair#11
Comento
Não há contradição nenhuma entre a fala de Lula e a de Celso Amorim. O que há é combinação. A questão é muito simples: em relação a Paraguai e Bolívia, o Brasil se torna refém do seu próprio discurso.

Se o Brasil está em Gana fazendo proselitismo conta os ricos, cabe a pergunta: quem é o “rico” do ponto de vista daqueles dois países? Ora, somos nós. Se o Brasil cobra dos “ricos” do mundo concessões aos pobres de uma maneira um tanto espalhafatosa, os mais pobres do que nós farão o mesmo conosco. E pronto! A Bolívia nos toma a Petrobrás, e o Paraguai vai querer rever o contrato de Itaipu.

Em muitos sentidos, Fernando Lugo é o Lula do Paraguai — o Lula possível por lá. É um aliado ideológico da turma do Foro de São Paulo. A exemplo de Evo Morales, será paparicado pelo Babalorixá de Banânia. Podem escrever: o Brasil vai ceder à pressão paraguaia e rever o contrato.

Faz parte da ambição petista dominar uma espécie de sub-império sul-americano de esquerda. Como sempre, nós vamos pagar a conta do delírio deles.

Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
gustavo_6#12
Lutar? Acho que aqui é uma guerra perdida. Como diz o Olavo, nos EUA ainda há chance de lutar. Até lá está complicando a situação aos poucos.

A esquerda já dominou tudo, e para reverter esse processo, demoraria no mínimo uma geração, na perspectiva mais otimista.
alvaro#13
A demanda do Lugo só seria justa se partirmos do pressuposto que o atual acordo é injusto, o que não é verdade. O Brasil construiu a usina para o Paraguai, que não teve que desembolsar um mísero centavo, e paga a sua parte com a energia que a própria usina gera, dai a razão de o acordo valer até 2023, porque é a amortização da parte paraguaia do investimento.

O "malvado, explorador e imperialista" Brasil construiu para o Paraguai, em condições de pai para filho, um usina que gera o equivalente a 20% ( VINTE POR CENTO!!!!!) do seu PIB.

O que o governo brasileiro precisa entender, e só poderá fazer isso se tirar do rosto o véu ideológico, que governos como os de Chavez, Morales e agora do Lugo não são "irmãos socialistas comprometidos com a causa dos explorados", porque essa falácia não cabe mais no Brasil. Eles são o típico demagogo populista latino americano de sempre, apenas com um discurso que utiliza o jargão socialista. Como todo populista eles querem poder, e acham que podem consegui-lo dando umas porradas no "gigante opressor". E como o "gigante" não reage, a coisa não parará por aí. O nosso governo que acorde e perceba que se der a mão, breve estará dando o braço.
alvaro#14
O que me faz ter alguma esperança de que não seremos tungados nessa situação é que mesmo que ainda acreditem que o Lugo é um "irnmão socialista" o Lula sabe que uma coisa é uma empresa lucrativa como a Petrobras absorver a espoliação de uma refinaria, outra é os cidadãos/eleitores/consumidores da região mais rica e populosa do país absorverem o aumento de tarifas que a renegociação desse acordo traria como consequência.
bia_orkut#15
Postei lá no blog do Reinaldo e vou postar aqui também:

O problema da Itaipu é o preço do CUSTO, ou seja a corrupção eleva demais o custo da Itaipu. O Lugo erra ao focar na tarifa, se ele for realmente bem intencionado, ele se une ao senador Alvaro Dias e ao deputado Hauly, que também querem a revisão do tratado (estava previsto que quando finalizada a construção da usina o tratado seria revisado para a fase de manutenção - o que não ocorreu). As contas de Itaipu são uma caixa preta que tem que ser aberta!!!!!

O roubo da diretoria petista é fato notório e eleva em muito o custo da Itaipu, se eliminado os desvios este custo se reduziria enormemente. A Itaipu é a financiadora das campanhas petistas no Paraná, mas alegando imunidade do tratado o vigarista do Samek ( diretor petista) não permite a fiscalização das contas e milhões são desviados... os paraguios sabem tão bem quanto nós paranaenses o que ocorre por lá...

PS: Grande parte da dívida de Itaipu está nas mãos do Duda Mendonça. Nunca se viu em Curitiba uma campanha tão milionária como a que eles fizeram em 2004 para o Vanhoni, e para a Gleisi Hoffman (sra. Paulo Bernardo) ao senado em 2006. Isso sem contar as outras cidades do Paraná. E, todo mundo sabe que foi a Itaipu quem bancou isso!

12:34 AM
bia_orkut#16
Alvaro:

O Brasil NÃO construiu a usina para o Paraguai (...) foi feito um empréstimo externo para viabilizar a construção - é aí que está a dívida que se fala...

Tenho uma cópia do tratado aqui, já posto o nome dos consórcios financiadores. sei que um é italiano e o outro americano.
orkut_7#17
É obra dos milicos, da direita. Frei Betto defende a revisão de contrato, vai ser um milagre se Lula não ceder. A preocupação maior para os brasileiro nessa questão é que o preço da energia produzida pela Itaipu pode aumentar em 10%. Essa questão não é meramente de legalidade contratual, é de interesse nacional. Na AL o Brasil tem fama de ser imperialista na região, logo a esquerdalha nacional não tem o que se queixar. Se aumentar o custo da produção de energia o governo vai ter que subsidiar, com dinheiro de impostos, esse aumento para não pressionar a inflação. Quem paga o pato somos nós de qualquer maneira.
orkut_7#18
O Brasil NÃO construiu a usina para o Paraguai (...) foi feito um empréstimo externo para viabilizar a construção - é aí que está a dívida que se fala...

O importante nesse caso é saber quem pagou (ou está pagando a dívida). Não tenho essa informação, mas acredito que o Brasil assumiu o pagamento desde o princípio. O Lugo de certa forma age de de ocordo com a cartilha, vai precisar de mais dinheiro para implantar o socialismo no Paraguai. De onde vem esse dinheiro não importa e se for adquirdo de forma legal ou ilegal, tanto faz.
alvaro#19
O Paraguai entrou com algum centavo na construção? Não.
Entrou com tecnologia para transmissão e distribuição de energia? Não.
Entrou com tecnologia ou recursos para levantar a barragem? Não.

O que o Paraguai entrou foi com "metade do rio", na falta de uma definição melhor. E só.

Todos os recursos foram providenciados pelo Brasil, que assumiu a totalidade da dívida, é paga com a energia que a própria usina gera.

Imagine que você pretende construir um imóvel para locação, mas não tem um centavo para investir. Mas arruma um sócio que banca a parte dele e a sua, e que permite que você o ressarça com o dinheiro do próprio aluguel que o imóvel gera, mas ele nem mesmo direciona 100% desse aluguel a esse ressarcimento. Uma boa parte dele você recebe totalmente limpo, e isso equivale à coisa mais valiosa que você tem.

VocÊ diria que esse sócio te explora?

Se a respota for sim, eu diria que você é uma ingrata.
orkut_7#20
Itaipu
A revisão do tratado que criou a usina de Itaipu foi a base das promessas de campanha de Fernando Lugo. O acordo foi firmado por Brasil e Paraguai em 1973, com possibilidade de revisão em 2023.

Brasil e Paraguai têm, cada um, 50% de Itaipu. Porém, o Brasil garantiu o financiamento de quase toda a obra. A contrapartida garantida no tratado foi o Paraguai vender o excedente de sua energia ao Brasil até 2023 por um preço quase de custo, incluindo aí recursos necessários para a operação da empresa e para garantir a amortização da dívida relativa à construção (hoje o saldo da dívida é de US$ 19 bilhões). O Paraguai consome apenas 5% da energia total. O Brasil compra o excedente, pelo valor aproximado de US$ 48 o MW/h, pagando hoje US$ 1,5 bilhão anuais ao Paraguai. Desse montante, US$ 1,1 bilhão é usado pelo Paraguai para pagar dívidas a bancos referentes ao financiamento para a construção da hidrelétrica. Sobram aos paraguaios, portanto, US$ 400 milhões. Em 2023, saldada a dívida, termina o acordo.

Brasiguaios
Entre os temas mais debatidos pelos "brasiguaios" se destaca a prometida reforma agrária de Fernando Lugo. Hoje, vivem no Paraguai 300 mil brasileiros, o que torna o país vizinho o segundo que mais tem brasileiros em seu território (atrás apenas dos EUA). Embora não pudessem votar nas eleições, a maioria apoiou o Partido Colorado, porque foi o ex-ditador Alfredo Stroessner, líder histórico da sigla, quem facilitou e até financiou a ida dos colonizadores. Eles temem que Lugo exproprie suas terras.

Lugo prometeu aos eleitores que, se fosse eleito presidente do Paraguai, iria "resolver a disputa silenciosa que está sendo travada na fronteira com o Brasil, na região de Mato Grosso do Sul". Têm-se agravado nos últimos tempos os conflitos entre os sem-terra paraguaios, os plantadores de maconha e os brasiguaios. Nos últimos dias da campanha eleitoral, algumas propriedades de brasiguaios foram queimadas por paraguaios na região de Capitán Bado.
orkut_7#21
Narcotráfico
O Paraguai é considerado um país de trânsito livre para o tráfico de cocaína. Um relatório recente das Nações Unidas estimou que, a cada ano, entre 40 e 60 toneladas da droga passam contrabandeadas pelo país. O município de Capitán Bado, vizinho a Coronel Sapucaia (MS), é uma espécie de entreposto da droga na região, no meio do caminho da rota do tráfico na fronteira, com Guaira (Salto del Guairá, no Paraguai) e Foz do Iguaçu (Ciudad del Este, no Paraguai), ao Sul, e Pedro Juan Caballero (Ponta Porã, no lado brasileiro), ao Norte.

Segundo a Polícia Federal (PF), o Paraguai é uma das duas principais portas de entrada de cocaína e maconha no Brasil (a outra é a Bolívia). O Paraguai também é porta de entrada da cocaína colombiana no Brasil, de acordo com a PF. Pelo menos 14 quadrilhas de traficantes brasileiros atuam no Paraguai. Elas se dividem em três cartéis de distribuição de droga - o principal deles é o de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar (acima), que, apesar de preso, continua comandando seus negócio.

Roubo de carros
O Paraguai é receptador de carros roubados do Brasil, devido à fragilidade institucional do país em combater o crime organizado. Pelo menos 200 mil veículos circulam ilegalmente no Paraguai, segundo a ONG Socorro, formada por vítimas de furtos de automóveis. Mesmo na condição de clandestina, 30% dessa frota acaba recebendo registro do governo paraguaio.

Depois que cruzam a Ponte da Amizade ou o Lago de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, os carros roubados são vendidos em um mercado paralelo no qual os preços são sempre baixos. Um veículo Gol ano 98, por exemplo, após receber placas paraguaias, é vendido por R$ 3 mil nas ruas de Ciudad del Este e nas cidades vizinhas.

Como o Paraguai não tem montadoras, a população depende da importação de carros. Cerca de 60% são veículos novos e 40% usados. Em paralelo, foi estabelecido o mercado negro de automóveis, movimentado por quadrilhas.
orkut_7#22
Contrabando
O governo brasileiro resolveu enfrentar o contrabando de muamba a partir de 2004. Naquele ano, foi criado o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, com participação de organismos públicos e da iniciativa privada. O conselho nasceu com a missão de "apagar incêndios". Um deles era a investigação iniciada quatro anos antes por entidades americanas que apontavam o Brasil como um dos paraísos para a pirataria de softwares, CDs e filmes. A principal ameaça era excluir o Brasil de um programa de incentivo às exportações para os EUA, o chamado Sistema Geral de Preferências (SGP).

Entre as iniciativas que ajudaram o Brasil a se manter no SGP e garantir um mercado de US$ 3 bilhões anuais foi o aperto na fiscalização em Foz do Iguaçu, uma das principais portas de entrada de contrabando no Brasil. Além de recolher as mercadorias dos sacoleiros, os fiscais da Receita Federal passaram a apreender os ônibus que levavam os muambeiros.

Tráfico de armas
Quadrilhas de traficantes brasileiros compram armas no Paraguai e vão até a Colômbia trocá-las por cocaína com a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). É uma rota notória de entrada de contrabando destinado a facções criminosas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No mês passado, a prisão por policiais do Paraguai de um importante chefão brasileiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de Salto del Guairá apontou para a presença da facção na região. Walter Tomas Ignacio, o Pagodeiro, é considerado o chefe atual do PCC no Paraná.

O jornal paraguaio ABC publicou que já existem 60 "soldados" do PCC instalados na fronteira. Seu objetivo é expandir as operações de tráfico de armas, fugindo da fiscalização no Brasil. Esse exército do crime está instalado em cidades como Foz do Iguaçu, Pedro Juan Caballero, Ponta Porã e Capitán Bado.
orkut_7#23
hiranclair#24
Estatais brasileiras agora financiam esquerdistas na América do Sul

Essa gente é tão previsível, que chega a dar preguiça, não é mesmo? O governo brasileiro vai ceder — ou melhor: já cedeu. Vai ver tememos a retaliação paraguaia... Bem, Evo Morales, na Bolívia, agiu rigorosamente como Lugo, no Paraguai. E foi muitíssimo bem-sucedido. Qualquer demagogo dos países vizinhos que julgue ter uma pendência com o Brasil pode botar o bloco da rua que acabará contemplado em seus anseios.

Vamos entender os passos dados: Lula disse que nada mudaria na relação com o Paraguai; Amorim já havia acenado com conversas. É claro que se tratava de um movimento combinado. O Brasil cederá — certamente não nas alturas reivindicadas pelo país vizinho —, e a isso se chamará “cumprimento do contrato”. É a novilíngua petista.

É claro que há aí um cálculo político. Pensem, por exemplo, na situação difícil em que fica o atual presidente do Paraguai, que honrou o que está escrito. Ora, se o Brasil tivesse deixado muito claro que o contrato seria mantido, sem chance de renegociação, o governo daquele país e sua candidata, que foi derrotada, poderiam ter acusado a demagogia de Lugo e denunciado uma campanha centrada numa certa hostilidade ao parceiro e país vizinho. Mesmo agora, com a vitória do candidato de esquerda, se o Brasil não cede, ficaria evidente que o outro prometeu o impossível.

Mas o Brasil vai ceder — e vai ceder porque Lugo é mais um do, como eles chamam, “campo ideológico” do petismo. Perceberam? Lula se torna, assim, um dos principais organizadores de uma força política no Paraguai. Ou vocês acreditam que o governo do Brasil ofereceria alguma facilidade se o eleito fosse, sei lá, alguém com o perfil ideológico do colombiano Álvaro Uribe?

O PT está usando o dinheiro das estatais para fortalecer partidos de esquerda na América do Sul. Na prática, a Petrobras financiou Evo Morales na Bolívia, e Itaipu acabará financiado Fernando Lugo no Paraguai.

blog do Reinaldo Azevedo
alvaro#25
Esse é o temor de todos.

A diferença é que a Petrobrás é uma empresa de petróleo que dá muito dinheiro, de modo que a tungada do Evo Morales não chegou aos nossos bolsos, pelo menos por enquanto.

Já a energia de Itaipu é coisa completamente diferente, já que qualquer mudança seria sentida no bolso da região mais rica e populosa do Brasil. Lula pode até sentir simpatia por Lugo, mas duvido que queira praticar suicídio político.

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