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Islamistas (tirado do Salisbury Review)

Iniciado por hunter em 03/05/2008 · 7 mensagens

hunter#1
Em um podcast recente, o Olavo recomendou a leitura do Salisbury Review, uma revista trimestral de conservadores britânicos.

Há vários artigos interessantes no exemplar que me mandaram (infelizmente não é o mesmo que publicou o artigo recomendado pelo Olavo sobre a Rússia).

Abaixo alguns trechos:

"Os Islamistas (...) oferecem todas as atrações do Marxismo: re-escrever a história e o futuro, internacionalismo, anti-capitalismo e anti-Ocidentalismo, com o igualmente vago Novo Califado substituindo a ditadura do proletariado e com um Paraíso cheio de donzelas oferecendo mais atrativos do que o Paraíso dos Trabalhadores.
Sob sua ideologia está a claridade do Luteranismo: o retorno à Palavra, a rejeição da idolatria e a derrubada de autoridades religiosas e políticas corruptas. Tudo isso é atado por um furor visceral de nacionalismo: a umma, a comunidade de todos os muçulmanos sendo a nação.
Cada uma dessas crenças tem alimentado o fogo de muitos anos de ódio e assassinatos mas o Islamismo pode ser a primeira a combinar todas elas: aqueles que hesitam em buscar uma Reforma no Islã podem bem ter seu desejo atendido - uma centena de anos de lutas incessantes."
- de Mark Baillie, sobre o livro de Ed Husain: "The Islamist, Why I joined Radical Islam, what I saw inside and why I left",
hunter#2
Outra resenha, de Harold Lubell, conta sobre o projeto soviético de jogar uma bomba nuclear em Israel que foi frustrado pelos israelenses na Guerra dos 6 Dias.

Os Egípcios, instigado deliberadamente pelos comunistas russos, fizeram o que podiam para provocar um ataque de Israel, que seria usado como pretexto para um ataque da URSS.

Já em 1964 os soviéticos já estavam movendo navios e submarinos nucleares para o Mediterrâneo oriental. O objetivo era bombardear e mandar fuzileiros em Haifa que se encontrariam com os sírios para atacarem do norte e impedir Israel de fabricar uma bomba nuclear com sua usina de Dimona.

O evento é contado em "Foxbats over Dimona: The Soviets' Nuclear Gamble in the Six-Day War", de Isabella Ginor e Gideon Remez
hunter#3
A resenha de Penelope Tremayne sobre o livro Twice a Stranger conta sobre o terrível exílio de 1 milhão e meio de cristãos Ortodoxos que viviam em partes da Turquia e meio milhão de turcos que viviam na Grécia. Esse evento, de 1923-4, foi resultado do Tratado de Lausanne, negociado pela Liga das Nações.

A resenha de Robin Brodhurst sobre uma biografia de Robert Peel, comenta como o Tamworth Manifesto é considerado por muitos como a certidão de nascimento do Partido Conservador britânico e que resultou no melhor governo do século 19, o governo que criou as bases para o sistema econômico de livre comércio e impostos baixos em vigor até 1914.

O artigo de Hal G P Colebatch sobre os valores da Anglosfera (a cultura dos países de língua inglêsa), detona o multiculturalismo:

"Pode-se imaginar o horror ao Anglocentrismo e insensibilidade cultural de Sir Charles Napier, um militar administrador da Índia. Ao ser informado pelos Hindus que a queima de viúvas inconvenientes era um 'costume tradicional', Napier respondeu: 'Nós também temos um costume: quando homens queimam mulheres vivas, nós os enforcamos.' "
hunter#4
O artigo de J F Bosher não poderia ser mais politicamente incorreto. Ele questiona se alguns dos piores lugares do mundo não estariam melhor hoje se o imperialismo britânico tivesse continuado.

Os historiadores, quando falam do desmantelamento do império britânico e da colonização européia, dão crédito demais aos liberais como Gladstone e Bright, nacionalistas locais, inimigos intelectuais de Cecil Rhodes (J A Hobson) e socialistas anti-imperialistas como Marx e Engels, e quase não se lê nada de bom acerca daquele sistema que garantiu o progresso e a paz durante tanto tempo.

"Rod Liddle, editor da BBC, visitou Uganda há 5 anos atrás e chegou à conclusão de que 'Se a África está sem esperança, é porque foi governada nos últimos 40 anos por uma coleção fantástica de ditadores conspicuamente vis: gangsters, incompetentes, megalomaníacos corruptos, ideólogos Marxistas cretinos, idiotas, imbecis, senhores da guerra tribais genocidas e criminosos loucos. Alguns deles ainda estão lá fazendo suas insanidades, em Harare, Mogadishu, etc.' "

Seu artigo enumera e comenta alguns benefícios do imperialismo britânico:
- as missões Cristãs
- o bônus da língua inglesa (essencial no desenvolvimento atual da Índia)
- a destruição do sistema de castas
- sistemas de irrigação
- o combate à pirataria
- o fim da escravidão e seu comércio
- a pacificação gradual dos conflitos étnicos (hindus, muçulmanos, sikhs, burmeses,etc)
- políticas humanitárias como o fim do costume de suttee (queima de viúvas) e do apedrejamento das vítimas de estupro (ainda praticada pelos muçulmanos)
hunter#5
Outro artigo, do padre Anglicano, Patrick Sookhdeo, fala da perseguição que os Cristãos vêm sofrendo em inúmeros países por parte dos muçulmanos, que perseguem e ao mesmo tempo se fazem de vítimas.
jota#6
Pois é, ontem assisti um documentário na TV Futura, intitulado "Charges Sangrentas", sobre a polêmica das charges do profeta Maomé num jornal dinamarquês.
Mostrava as violentas manifestações nos países de maioria muçulmana, com a destruição de várias embaixadas da Dinamarca. E aqui no ocidente os muçulmanos usando o sistema legal de países como a França, Alemanha e a própria Dinamarca para proibirem a publicação das mesmas em vários jornais da Europa. A democracia ocidental não pode e não deve se dobrar a este tipo de ameaça.
vicente_3#7
"Ao ser informado pelos Hindus que a queima de viúvas inconvenientes era um 'costume tradicional', Napier respondeu: 'Nós também temos um costume: quando homens queimam mulheres vivas, nós os enforcamos.' "

genial

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