Em um podcast recente, o Olavo recomendou a leitura do Salisbury Review, uma revista trimestral de conservadores britânicos.
Há vários artigos interessantes no exemplar que me mandaram (infelizmente não é o mesmo que publicou o artigo recomendado pelo Olavo sobre a Rússia).
Abaixo alguns trechos:
"Os Islamistas (...) oferecem todas as atrações do Marxismo: re-escrever a história e o futuro, internacionalismo, anti-capitalismo e anti-Ocidentalismo, com o igualmente vago Novo Califado substituindo a ditadura do proletariado e com um Paraíso cheio de donzelas oferecendo mais atrativos do que o Paraíso dos Trabalhadores.
Sob sua ideologia está a claridade do Luteranismo: o retorno à Palavra, a rejeição da idolatria e a derrubada de autoridades religiosas e políticas corruptas. Tudo isso é atado por um furor visceral de nacionalismo: a umma, a comunidade de todos os muçulmanos sendo a nação.
Cada uma dessas crenças tem alimentado o fogo de muitos anos de ódio e assassinatos mas o Islamismo pode ser a primeira a combinar todas elas: aqueles que hesitam em buscar uma Reforma no Islã podem bem ter seu desejo atendido - uma centena de anos de lutas incessantes."
- de Mark Baillie, sobre o livro de Ed Husain: "The Islamist, Why I joined Radical Islam, what I saw inside and why I left",
Outra resenha, de Harold Lubell, conta sobre o projeto soviético de jogar uma bomba nuclear em Israel que foi frustrado pelos israelenses na Guerra dos 6 Dias.
Os Egípcios, instigado deliberadamente pelos comunistas russos, fizeram o que podiam para provocar um ataque de Israel, que seria usado como pretexto para um ataque da URSS.
Já em 1964 os soviéticos já estavam movendo navios e submarinos nucleares para o Mediterrâneo oriental. O objetivo era bombardear e mandar fuzileiros em Haifa que se encontrariam com os sírios para atacarem do norte e impedir Israel de fabricar uma bomba nuclear com sua usina de Dimona.
O evento é contado em "Foxbats over Dimona: The Soviets' Nuclear Gamble in the Six-Day War", de Isabella Ginor e Gideon Remez
A resenha de Penelope Tremayne sobre o livro Twice a Stranger conta sobre o terrível exílio de 1 milhão e meio de cristãos Ortodoxos que viviam em partes da Turquia e meio milhão de turcos que viviam na Grécia. Esse evento, de 1923-4, foi resultado do Tratado de Lausanne, negociado pela Liga das Nações.
A resenha de Robin Brodhurst sobre uma biografia de Robert Peel, comenta como o Tamworth Manifesto é considerado por muitos como a certidão de nascimento do Partido Conservador britânico e que resultou no melhor governo do século 19, o governo que criou as bases para o sistema econômico de livre comércio e impostos baixos em vigor até 1914.
O artigo de Hal G P Colebatch sobre os valores da Anglosfera (a cultura dos países de língua inglêsa), detona o multiculturalismo:
"Pode-se imaginar o horror ao Anglocentrismo e insensibilidade cultural de Sir Charles Napier, um militar administrador da Índia. Ao ser informado pelos Hindus que a queima de viúvas inconvenientes era um 'costume tradicional', Napier respondeu: 'Nós também temos um costume: quando homens queimam mulheres vivas, nós os enforcamos.' "
O artigo de J F Bosher não poderia ser mais politicamente incorreto. Ele questiona se alguns dos piores lugares do mundo não estariam melhor hoje se o imperialismo britânico tivesse continuado.
Os historiadores, quando falam do desmantelamento do império britânico e da colonização européia, dão crédito demais aos liberais como Gladstone e Bright, nacionalistas locais, inimigos intelectuais de Cecil Rhodes (J A Hobson) e socialistas anti-imperialistas como Marx e Engels, e quase não se lê nada de bom acerca daquele sistema que garantiu o progresso e a paz durante tanto tempo.
"Rod Liddle, editor da BBC, visitou Uganda há 5 anos atrás e chegou à conclusão de que 'Se a África está sem esperança, é porque foi governada nos últimos 40 anos por uma coleção fantástica de ditadores conspicuamente vis: gangsters, incompetentes, megalomaníacos corruptos, ideólogos Marxistas cretinos, idiotas, imbecis, senhores da guerra tribais genocidas e criminosos loucos. Alguns deles ainda estão lá fazendo suas insanidades, em Harare, Mogadishu, etc.' "
Seu artigo enumera e comenta alguns benefícios do imperialismo britânico:
- as missões Cristãs
- o bônus da língua inglesa (essencial no desenvolvimento atual da Índia)
- a destruição do sistema de castas
- sistemas de irrigação
- o combate à pirataria
- o fim da escravidão e seu comércio
- a pacificação gradual dos conflitos étnicos (hindus, muçulmanos, sikhs, burmeses,etc)
- políticas humanitárias como o fim do costume de suttee (queima de viúvas) e do apedrejamento das vítimas de estupro (ainda praticada pelos muçulmanos)
Outro artigo, do padre Anglicano, Patrick Sookhdeo, fala da perseguição que os Cristãos vêm sofrendo em inúmeros países por parte dos muçulmanos, que perseguem e ao mesmo tempo se fazem de vítimas.
Pois é, ontem assisti um documentário na TV Futura, intitulado "Charges Sangrentas", sobre a polêmica das charges do profeta Maomé num jornal dinamarquês.
Mostrava as violentas manifestações nos países de maioria muçulmana, com a destruição de várias embaixadas da Dinamarca. E aqui no ocidente os muçulmanos usando o sistema legal de países como a França, Alemanha e a própria Dinamarca para proibirem a publicação das mesmas em vários jornais da Europa. A democracia ocidental não pode e não deve se dobrar a este tipo de ameaça.
"Ao ser informado pelos Hindus que a queima de viúvas inconvenientes era um 'costume tradicional', Napier respondeu: 'Nós também temos um costume: quando homens queimam mulheres vivas, nós os enforcamos.' "
genial