Genivaldo da Silva era um dos "cabeças" do MST, segundo a matéria da "Revista O Globo" desse domingo. A entrevista é feita por Mauro Ventura (filho do Zuenir), pouco antes de sair o novo filme de Eduardo Escorel, que tem o entrevistado como tema. A entrevista é a certeza de que nada vai acontecer, mesmo com a admissão de seus membros.
Trechos:
- Revista O Globo: Por que você foi expulso do MST?
Genivaldo da Silva (Geno): Numa ocupação de terra na Paraíba, os pistoleiros atiraram na gente durante uma hora. Não sei como escapamos. Na fuga, tinha deixado minha arma. Voltei, queria lutar e morrer, mas um companheiro começou a chorar e fomos embora. Jaime Amorim, da direção nacional, disse: "Você me decepcionou. Eu esperava você morto." Pensei: "Estou numa organização que quer me matar? Quer dizer que minha vida não vale nada?" Então, ou ele ficava, ou a gente saía. Fomos 150 militantes expulsos. Eu tinha participado da Escola de Formação de Lideranças do MST e fiz treinamento com o Sendero Luminoso na fronteira com a Argentina. Os guerrilheiros nos ensinaram táticas de guerrilha, sobrevivência na selva, montar e desmontar arma.
- Revista: Como eram as táticas de ocupação:
Genivaldo: Tinha tática por batalhões. As crianças ficavam na frente. Os soldados vinham, elas pediam balinha, se ajoelhavam, pegavam no revólver. A idéia era amolecer o coração dele. Se entrassem, encontravam as mulheres, que choravam, desmaiavam, faziam cena. Depois, vinham as moças, os velhos e, no fim, nós, mais novos, com paus enrolados com pano e latas de gasolina.
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Em conversa com o entrevistador, ainda disse, palavras dele: "Se o país fosse um dia governado pelo MST, acho que era pior que o Stalinismo".
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Evo admite tudo, Lula cita o Foro abertamente, e agora essa. Isso no auge das invasões propositais contra a Vale.
É a certeza da impunidade e de que vão receber apoio. Triste.
Trechos:
- Revista O Globo: Por que você foi expulso do MST?
Genivaldo da Silva (Geno): Numa ocupação de terra na Paraíba, os pistoleiros atiraram na gente durante uma hora. Não sei como escapamos. Na fuga, tinha deixado minha arma. Voltei, queria lutar e morrer, mas um companheiro começou a chorar e fomos embora. Jaime Amorim, da direção nacional, disse: "Você me decepcionou. Eu esperava você morto." Pensei: "Estou numa organização que quer me matar? Quer dizer que minha vida não vale nada?" Então, ou ele ficava, ou a gente saía. Fomos 150 militantes expulsos. Eu tinha participado da Escola de Formação de Lideranças do MST e fiz treinamento com o Sendero Luminoso na fronteira com a Argentina. Os guerrilheiros nos ensinaram táticas de guerrilha, sobrevivência na selva, montar e desmontar arma.
- Revista: Como eram as táticas de ocupação:
Genivaldo: Tinha tática por batalhões. As crianças ficavam na frente. Os soldados vinham, elas pediam balinha, se ajoelhavam, pegavam no revólver. A idéia era amolecer o coração dele. Se entrassem, encontravam as mulheres, que choravam, desmaiavam, faziam cena. Depois, vinham as moças, os velhos e, no fim, nós, mais novos, com paus enrolados com pano e latas de gasolina.
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Em conversa com o entrevistador, ainda disse, palavras dele: "Se o país fosse um dia governado pelo MST, acho que era pior que o Stalinismo".
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Evo admite tudo, Lula cita o Foro abertamente, e agora essa. Isso no auge das invasões propositais contra a Vale.
É a certeza da impunidade e de que vão receber apoio. Triste.