Financiamento ou investimento estatal em cultura, lazer, pesquisa científica e educação, subsídios à moradia, estatização da infra-estrutura de transportes, renda mínima garantida, assistência social, aprimoramento da moldura legal para melhorar a eficiência do mercado, taxação progressiva (ricos pagarem proporcionalmente mais impostos que os pobres), desconsideração do critério de “tamanho do Estado” ou tamanho da carga tributária para medir eficiência do Estado, aumento dos impostos sobre bebidas, controle da taxa de juros e exportação de trigo, ética coletivista, reinvidicação por justiça social e distributiva e a consideração que em determinado contexto histórico o comunismo poderia pensado como uma alternativa ao capitalismo. Coisa de esquerdista estatólatra? E se eu disser que essas são algumas das proposições de alguns principais gurus do Liberalismo Clássico, como Adam Smith, Friedrich Hayek e John-Stuart Mill? Pois bem, estes senhores foram teóricos do Estado Mínimo e até hoje são ídolos entre muitos articulistas do Mídia Sem Máscara. Rodrigo Constantino, por exemplo, é fã dos três e os considera como liberais legítimos (os três são resenhados no seu último livro). Vocês acreditam que todos os articulistas de direita do “Mídia Sem Máscara” acham que essas idéias são compatíveis com as suas? Vejam:
Rodrigo Constantino:
“Spencer lembra que os verdadeiros liberais, em termos de políticas práticas, deveriam usar o método de rejeição [...] O aumento da liberdade formalmente legalizada seria seguido por uma queda na liberdade de fato. O excesso de leis e regulamentações por parte do governo coloca em risco a liberdade do indivíduo [...] Deveriam, em vez de sonhar com isso, buscar a compreensão de que somente a cooperação voluntária é justa. Deveriam ler mais os defensores do liberalismo antigo. No final das contas, entenderiam que o mundo está dividido entre os defensores do individualismo e do coletivismo, ou seja, da cooperação voluntária ou compulsória. De um lado, a liberdade individual.
Rodrigo Constantino:
“Spencer lembra que os verdadeiros liberais, em termos de políticas práticas, deveriam usar o método de rejeição [...] O aumento da liberdade formalmente legalizada seria seguido por uma queda na liberdade de fato. O excesso de leis e regulamentações por parte do governo coloca em risco a liberdade do indivíduo [...] Deveriam, em vez de sonhar com isso, buscar a compreensão de que somente a cooperação voluntária é justa. Deveriam ler mais os defensores do liberalismo antigo. No final das contas, entenderiam que o mundo está dividido entre os defensores do individualismo e do coletivismo, ou seja, da cooperação voluntária ou compulsória. De um lado, a liberdade individual.