http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080610/not_imp186749,0.php
Política de cotas abre ''corrida pelo último lugar'' entre grupos
Henry Chu, Los Angeles Times
Ficar sentado na estrada sob o sol escaldante não é o que Mansingh Burja chamaria de divertido. Mas é o melhor jeito, diz, de ele e centenas de outros manifestantes darem vazão à revolta por terem sido classificados pelo governo como uma classe "atrasada", próxima da mais baixa do sistema de castas da Índia. Eles querem uma classificação inferior. Membros do grupo étnico gujjar, eles bloqueiam há duas semanas o trânsito na estrada que leva ao Taj Mahal. Dezenas de manifestantes foram mortos em confrontos com a polícia, mas eles prometem permanecer ali até que sejam reclassificados para o nível mais baixo da hierarquia social oficial. Isso lhes aproximaria do grupo dos párias, mas também lhes daria direito a cotas mais favoráveis na educação e empregos do setor público. A Índia tem o maior programa de ação afirmativa do mundo e os gujjares querem participar dele.
"Nossa comunidade é tão atrasada quanto os antigos ?intocáveis? (párias)", declarou Burja, de 32 anos. "Precisamos dos mesmos benefícios."
Política de cotas abre ''corrida pelo último lugar'' entre grupos
Henry Chu, Los Angeles Times
Ficar sentado na estrada sob o sol escaldante não é o que Mansingh Burja chamaria de divertido. Mas é o melhor jeito, diz, de ele e centenas de outros manifestantes darem vazão à revolta por terem sido classificados pelo governo como uma classe "atrasada", próxima da mais baixa do sistema de castas da Índia. Eles querem uma classificação inferior. Membros do grupo étnico gujjar, eles bloqueiam há duas semanas o trânsito na estrada que leva ao Taj Mahal. Dezenas de manifestantes foram mortos em confrontos com a polícia, mas eles prometem permanecer ali até que sejam reclassificados para o nível mais baixo da hierarquia social oficial. Isso lhes aproximaria do grupo dos párias, mas também lhes daria direito a cotas mais favoráveis na educação e empregos do setor público. A Índia tem o maior programa de ação afirmativa do mundo e os gujjares querem participar dele.
"Nossa comunidade é tão atrasada quanto os antigos ?intocáveis? (párias)", declarou Burja, de 32 anos. "Precisamos dos mesmos benefícios."