ALguém aqui estuda numa universidade pública? E, mais ainda, faz algum curso de Humanas?
Bem. Eu sou um deles, e não sou de esquerda, não sou militante pró-gay e, definitivamente, não apóio "Movimentos". Cursei Letras, fiz mestrado em Literatura e vou começar o Doutorado em Literatura agora.
GOstaria de saber se atem alguém mais por aqui com esse perfil.
Motivo: há vezes em que as generalizações insultam.
Direito na UFSM (graças ao bom Deus, já concluí o curso). Mas não se salva mesmo quase ninguém. Quem não é comunista acha que o comunismo é um "paradigma superado" &c. e vem com aquela linguagem pseudo-intelectual enfiar mais controle estatal goela abaixo da gente.
Psicologia na Ufba. Segundo o Olavo o tipo mais idiota que tem é o estudante de psicologia. Sendo então na Bahia ( QI baixo e macumbeiro), to mal na fita! hueahuaehaeuhae
Eu, uma pré-histórica, estava passando os olhos no tópico e resolvi vir mandar um alô e meus votos de boa-sorte pro ator e diretor teatral de direita, que realmente achei uma extraordinária raridade! Vocês também são, mas ele deve estar na mais completa situação de "um estranho no ninho"... Vai fundo, amigo. Não deve ser fácil, mas vai fundo, e boa-sorte!
Só dando um pequeno pitaco: justamente quem estuda em universidade pública sabe que é verdade o que se diz do povo que lá estuda.
Eu não estudei Humanas, fiz Engenharia Química na Unicamp, há 20 anos atrás. E já naquela época era assim.
Não é que todo mundo que faz algum curso de Humanas em universidade pública tem o perfil esquerdista, claro! Tem alguns heróis, que conseguem manter a sanidade mental. Eu admiro profundamente estes jovens. Acredito (podem chamar de sonhadora, que não ligo) que hoje se tem uma chance muitíssimo grande.
Na época em que estudei, nem computador existia direito nas universidades. Nós tínhamos uma sala de micros que era compartilhada com hora marcada. Existiam, talvez, uns 50 a 100 micros para todo mundo compartilhar, todos os cursos.
Não tinha internet, não dava para dar search no google e buscar referências. Artigos sérios eram na biblioteca. Vc ia lá, pegava o índice da revista do ano (em papel, rs) e olhava os resumos para ver se achava algum artigo que interessava. Hoje, você vai até a biblioteca, senta no micro e faz uma busca em revistas acadêmicas que estão todas online. Compare o tempo gasto em uma atividade e em outra.
Às vezes, um professor indicava um artigo para um estudante de mestrado sobre um determinado assunto. Lembro de uma amiga que foi até a biblioteca da sua faculdade e este artigo não existia lá. Então, ela falava com a bibliotecária que tinha uma espécie de lista de quais faculdades ou universidades tinham aquela revista. Vc pedia então o artigo e pagava para receber. Eles mandavam a grana do artigo e da postagem. Com sorte, levava uns quinze dias para receber.
Havia naquela época muita confiança no que o seu professor falava. Oras, imagine um estudante de graduação buscando informação deste jeito. Só alguns muito, muito especiais faziam isso. Ou então aqueles que tinham em sua família alguém que era da mesma área e que rebatia o que se estivesse falando. Ou mesmo que fosse mais bem informado. A grande maioria confiava no professor e seguia o que ele indicava.
Hoje, o grande desafio é lidar não com a falta, mas com o excesso de informação, separar o que é sério do que é bobagem com "linguagem" de coisa séria.
É justamente o que o Olavo faz. Fornece a quem estuda com ele, ferramental lógico e o que eu chamo de "identificador de bobagem".
Eu mencionei isso ao Olavo em email dias atrás. Fui em um café e vi um artigo em uma revista de uma fulana da USP (sorry não sei o nome). O artigo tem uma linguagem acadêmica e dá até as pintas de que a pessoa fala coisa com coisa. Só que lá pelo meio você vai vendo o monte de armadilhas. Talvez, se eu não tivesse frequentado as aulas do Olavo e lido artigos e artigos dele, eu poderia até achar que essa mulher tinha um ponto interessante.
Eu sou formado em História pela UFPR, e na comunidade "História UFPR", da qual sou proprietário, a O de C está entre as relacionadas. Bem como a TERNUMA e a Liberalismo nas Universidades, criada por um ex-colega de curso.
Formei em história, UFU, mas não fiz licenciatura, só bacharel, mas nunca exercí profissão. Lá só tinha, em sua maioria, propaganda comunista. Eu também tinha feito antes 1 ano e meio de geografia, mas abandonei, lá a propaganda comunista existia, mas era menor, até pelas matérias, que são diferentes.
Em muitos cursos existem professores livres de qualquer doutrinação e simploriedade esquerdista. Não obstante, os marxistas são muito mais eficientes na captação dos alunos, seja porque são organizados, são mais passionais etc. O caso é que os professores não-marxistas e, principalmente, os anti-marxistas, permitem, ou pelo menos erram, quando não se engajam na estruturação de suas idéias nas Universidades.
Acho que só aguento ser ator nesse meio teatral pq me isolo dele o máximo que posso. Meu lugar é o palco, os ensaios, as pesquisas... Não gosto do mundinho "beuatiful-people" e nem ele gosta de mim... Toda esquerdopatia que passa por perto de mim sofre com o meu deboche e sarcasmo...
Em mais de 8 anos de "olavete", não perdoei jamais a análise simplória das coisas em volta. Sempre provoquei com opiniões reacionárias, quase sempre rechaçadas, mas muitas vezes escutei de algumas pessoas: "Pior que você estava certo..."
Já propus pro Conde, que também é aqui de Belém, e proponho a quem se interessar: "Morro de vontade de montar uma peça baseada na "Revolução dos Bichos" de Orwell"
Me formei em administração na FAAP, a faculdade dazelite de sp.
Antes dela ja tinha feito uma outra particular.
Em geral, em 99% dos casos que presenciei, em ambas as faculdades, não existe debate político. Não há interesse por política, só por finanças, economia e mercado financiero.
Em geral as pessoas odeiam socialistas, comunistas e o PT.
Nos debates de chapas para os diretórios acadêmicos, os temas debatidos são apenas sobre festas, viagens, eventos para os alunos, infra estrutura da faculdade, terceiro setor (aí o bicho pega), etc