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Evangélicos invadem Congresso contra PLC 122/06

Iniciado por klaicon em 25/06/2008 · 16 mensagens

klaicon#1
GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Um grupo de evangélicos tentou invadir o Congresso Nacional nesta quarta-feira em protesto contra a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia (discriminação contra homossexuais) no país. Cerca de mil evangélicos fizeram uma manifestação em frente à sede do Legislativo para evitar a votação do projeto. Os manifestantes querem ter o direito de criticar a homossexualidade, sem punições estabelecidas na legislação.

O projeto está em discussão na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado, sem previsão de entrar na pauta de votações do plenário. "Achamos que o problema da discriminação não atinge só os homossexuais, mas também os negros, as mulheres, até mesmo nós evangélicos. O projeto de lei dá poderes ditatoriais a uma minoria. Se um funcionário for dispensado de uma empresa, por exemplo, pode alegar homofobia e o dono da empresa vai ser preso por crime hediondo, inafiançável. Queremos trazer um projeto para proteger todas as minorias", disse o deputado Rodovalho (DEM-DF), da Igreja Sara Nossa Terra.

Parte dos manifestantes pressionou seguranças do Senado para ingressarem na Casa. Houve empurra-empurra e princípio de tumulto em frente à entrada principal do Legislativo. O grupo fez orações contra a aprovação do projeto, conduzidos pelo pastor Jabes de Alencar, da Assembléia de Deus.

"Senhor, sabemos que há uma maquinação para que esse país seja transformado numa Sodoma e Gomorra [cidades bíblicas que teriam sido destruídas pelos excessos cometidos por seus moradores]. Um projeto desses vai abrir as portas do inferno", disse o pastor.
klaicon#2
Magno Malta recebe evangélicos contrários à criminalização da homofobia

O 4º secretário do Senado, Magno Malta (PR-ES) recebeu, nesta quarta-feira (25), na sala da Presidência, representantes da Frente Nacional Evangélica que vieram ao Congresso protestar contra a aprovação do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a discriminação contra homossexuais.

Integrada por vários deputados federais, senadores e pastores de diversas igrejas evangélicas, a frente considera que, a pretexto de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do pensamento. Isso porque criminalizaria "toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferindo o direito constitucional que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social".

Na opinião do pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé, o projeto suprime o direito à opinião do indivíduo e confere mais direitos a uns cidadãos do que a outros.

- Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito- disse Fadi Faraj.

O PLC 122/06, já aprovado na Câmara dos Deputados, encontra-se em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Após o encontro com Magno Malta, os evangélicos se dirigiram ao Plenário e encaminharam à Mesa da Casa um manifesto contra a aprovação do PLC 122/06.

Fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?cod…Aplicativo=2
rafael_2#3
O Globo online já está mostrando serviço: a chamada da notícia é "católicos e evangélicos se unem contra os gays - Cerca de 300 protestam no senado contra projeto que pune preconceito".
http://oglobo.globo.com/

A chamada é formatada no sentido de levar o leitor incauto a acreditar que os católicos e os evangélicos querem que os gays sejam descriminados (afinal, são "contra a lei que pune preconceitos"). Jornalismo engajado é isso aí.
gustavo_15#4
Nooooossa, olha os iluminados fazendo baderna. Duvido que a protestantaiada tenha feito algum argumento com bases jurídicas, o que será aceito numa eventual discussão para pôr abaixo a tal lei. Se vierem com papo de "Deus não quer" e demais ladainhas que o suporte jurídico simplesmente rejeita, facilitará ainda mais a vitória do dispositivo coercitivo.

1- Eu tbm não achei no site da congregação do Malafaia algum texto com suporte jurídico. Contudo, o Evandro trouxe até a comunidade alguns bons argumentos contra essa lei imbecil, e eu acredito que seja verdade o que ele diz, pura e simplesmente pq não estamos lidando com fanáticos lobotomizados, mas, com pessoas políticamente muito bem organizadas e pela lógica é impossivel que não tenha pelo menos um advogado envolvido nisso.

2- O modus operandi protestante sempre foi assim: argumentos e porrada. As vezes mais porrada que argumentos. O Duque de Guise que o diga...

3- Até onde tudo indica, o jogo "democrático" esta sendo respeitado. Porém, é dificil afirmar quando é que isso vai deixar de ser verdade, quando exatamente a moral cristã vai ser jogada privada abaixo e vai ser necessário que se parta para o combate aberto antes que se torne crime não concordar com o movimento gay. Se vc pensar bem, a agressividade do Malafaia talvez seja o que vai salvar o país no futuro e não o contrário. Bom, isso só Deus sabe.
klaicon#5
Os vídeos da manifestação religiosa no Congresso já estão no YouTube.

1 Parte: http://br.youtube.com/watch?v=6PtAGTIOTh4

2 Parte: http://br.youtube.com/watch?v=ugGmugQwJr8
klaicon#6
O Reinaldo acredita que a homossexualidade seja inata. Tirando essa besteira, que não é nem comprovada cientificamente, o texto dele é bom.
rafael_2#7
O maior problema é que o termo "homofobia" aplica-se de forma ampla, genérica, ao gosto do acusador. Na prática, qualquer atitude que desagrade o movimento gay é rotulada de "homofóbica". O programa Superpop, apresentado por Luciana Gimenez foi acusado de homofobia durante um programa em fevereiro, pela ABGLT, que enviou ofício à Procuradoria da República exigindo providências.

Eis o caso:

O programa abordava a polêmica da transexual Roberta Góes Luiz de São José do Rio Preto para retomar a guarda de uma criança, retirada pelo promotor Cláudio Santos de Moraes, da Vara de Família.

“Ao nosso ver, o programa foi tendencioso porque o Promotor que impediu a adoção foi quem mais falou (em torno de 80% da duração do programa), sendo que a apresentadora do programa (Luciana Gimenez, foto) tendia a concordar com as opiniões pronunciadas pelo mesmo[/b/, havendo um espaço menor para a fala dos demais participantes com opiniões diferentes. Mas o que principalmente nos indignou foi a forma como a transexual Roberta foi por várias vezes insultada e humilhada”, diz a nota da ABGLT
.

Portanto, se o promotor falou por mais tempo (o que era óbvio, já que tinha a necessidade de dar explicações sobre sua conduta, o que toma tempo), houve homofobia. Homofóbica é também Luciana Gimenez, porque cometeu o crime hediondo de concordar com aquele. Logo, a simples discordância diante de alguma idéia do movimento gay já está na prática tipificada como crime.

http://www.universomix.info/wp/?p=587
lusguilherme#8
A União Civil é light perto do PLC 122/06. O PLC 122/06 torna IMPOSSÍVEL você ser contra a união civil. Prenderão todos os deputados que votarem contra a união civil por homofobia.

Aliás, sou contra, mas acho um absurdo menor dois veados assinarem um contrato dizendo que dividem seus bens assim ou assado. O problema é se resolverem pegar carne pra criar, quer dizer, adotar crianças.
rafael_2#9
Não percam este programa hoje, meia-noite e quarenta (TVE, programa Espaço Público). Desculpem se aviso em cima da hora, mas só agora vi a programação.

Religiosos criticam lei contra homofobia
# Cláudio Nascimento, coordenador político Grupo Arco-Íris
# Edino Fonseca, deputado estadual PR-RJ e pastor evangélico da Igreja Assembléia de Deus
http://www.tvebrasil.com.br/espacopublico/
rafael_2#10
Até agora não vi o debate. Deixei o videocassete programado, mas a disputa pela televisão aqui em casa não é fácil.
rafael_2#11
Só agora pude ver o debate. A apresentadora Lúcia Leme apresentou que o projeto de lei em questão pune a homofobia, ou seja, "o preconceito contra os homossexuais"(!).
Quem acompanha o trabalho do Olavo sabe bem que a palavra "homofobia" vem sendo usada inteiramente fora do contexto. Homofobia, a rigor, designa uma situação extrema de repulsa irracional contra os homossexuais.

Mas como a percepção do público já foi moldada pela imprensa, o termo passa a ter aplicação irrestrita, valendo para toda e qualquer situação que de alguma forma desagrade o movimento gay. A simples exteriorização de uma condenação moral à conduta homossexual - mesmo que desprovida de qualquer hostilidade - passa a ser rotulada de "homofóbica".

Assim, o debate já começou com a distorção do significado do termo. Se todos aceitarem que o significado de uma palavra pode ser tão elástico quanto um grupo quiser, as palavras não terão significado algum.

Alguém aceitaria que a palavra "homicídio" fosse utilizada para se referir a qualquer outra coisa diferente de matar alguém? Se a sociedade aceitar que uma palavra que designa uma situação extrema possa designar igualmente qualquer outra situação que nem de longe se assemelha àquela, então terá abolido de uma vez por todas o senso de proporções, base de toda a justiça.

Afirmar que uma condenação moral à conduta homossexual é "homofobia" é tão insano quanto afirmar que convidar alguém para dar um passeio é "seqüestro".
gbschmitt#12
Parabéns pela mobilização!

Como podemos contribuir?

abraços.
cristiano_9#13
Eu acho deplorável que os católicos se omitem. Se estivessemos há 50 anos atrás, antes do anti-católico concílio Vaticano II, os católicos invadiriam e tacariam fogo no congresso. Mas hoje, com esse eCÚmenismo exarcebado, tudo é relativo...
hiranclair#14
Achei muito interessante você ter lembrado a omissão dos católicos. Os protestantes que são minoria no país estão fazendo alguma coisa contra o projeto. Mas e os católicos? O que estão fazendo? Se não estão fazendo nada ou fazendo pouco, de fato é pertinente questionar o porque disso.
laurongelo#15
Que os católicos se omitam não é de se espantar.
É tão normal como qualquer brasileiro (católico ou não) não fazer idéia da repercussão futura de uma lei. As pessoas não ligam para leis (elas teriam o mesmo caráter deplorável que a política).

Num país cuja mentalidade dominante é essa libertária que é ensinada nas escolas, é inteiramente normal.

Esse fenômeno evangélico é interessante. Pela história do Brasil, a probabilidade de um evangéligo ter sido católico é grande. Se mudaram de religião, é porque tinham um caráter ativo (ou insatisfeito). Dessa forma acho mais natural que eles sejam mais ativos na manutenção da moral religiosa na sociedade.

Quando o pau for chutado (a ética for declarada imoral, como a Bíblia sempre faz menção das trocas de valores), os católicos acordarão também (embora estejam anestesiados) e católicos e evangélicos verão que suas dissidências são pequenas comparadas com o mal completamente explícito (sem vergonha, destemido, moderno, versátil...) que cada vez mais virá conforme estarmos mais preparados para provações cada vez poires.

Deus dá a cruz que se pode carregar. O sofrimento é o refino da alma. Citando o mesmo texto do Caio: "Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus . porque muitos falsos profetas se levantarão no mundo" I João cap4, vers1. Negarão Deus e sua reencarnação por Cristo sempre e cada vez mais.

Também como disse II Pedro cap2 vers2e3 sobre os falso doutores:" Muitos os seguirão nas suas desordens e serão a causa de o caminho da verdade ser caluniado.Movidos por cobiça, eles vos hão de explorar por palavras cheias de astúcia."

Finalmente em I Pedro, cap4 vers12e13: "Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo..."
laurongelo#16
Como um adendo, acho duro a repressão á prostentaiada em trazer argumentos bíblicos. Há exagero em ambas as partes.

A Bíblia é explícita e a sua interpretação é difícil. Só aí já há um perigo. Claro que dizer o que Deus quer, por si só, já é uma heresia, isso para não falar do que o Lucas se referiu sobre o caráter sóbrio e claro da discussão. Toda discussão é sempre pautada pela verdade, que sempre suplanta a falsidade. Nisso não há o que discoradar. As discussões séria nada mais buscam do que a verdade, que em última (ou primeira) instãncia é Deus.

Mas há que se tomar cuidado em reprimir que se tragam argumentos religiosos (por que seriam de um fanatismo ignorante religioso). Isso também é uma repressão, que, além do mais, se torna anti-democrática.

Há que se tormar cuidado com qualquer extremismo, pois se não pode-se acbar fazendo injustiças, como muitas vezes acontece à "prostentaiada". Não sei se entendi certo, qualquer coisa, já me desculpo.

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