Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

A Bíblia é referência para civilização

Iniciado por klaicon em 26/06/2008 · 9 mensagens

klaicon#1
A Bíblia «é um dos pontos de referência capitais não só para a fé, mas também para a nossa própria civilização», afirma Dom Gianfranco Ravasi.

O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura esteve em Portugal na sexta-feira passada, onde proferiu, na Universidade Católica Portuguesa, uma conferência intitulada «A Bíblia, ‘Grande Código’ da cultura ocidental».

De acordo com o arcebispo italiano, a Bíblia está presente na cultura ocidental, «como componente estrutural do domínio artístico, ético e social».

«‘As Sagradas Escrituras são o universo sobre o qual a literatura e a arte ocidentais operaram até ao século XVIII e, em grande medida, ainda operam’», cita o arcebispo, utilizando palavras do crítico literário Northrop Frye.

Dom Ravasi enfatiza que, durante séculos, «a Bíblia tem sido uma imensa gramática ou um repertório iconográfico, ideológico e literário ao qual ela se atém constantemente, quer a nível da alta cultura, quer a nível daquela popular».

O arcebispo aponta três modelos que representam «este imenso influxo». Um primeiro seria o «reinterpretativo ou atualizador: assume-se o texto ou o símbolo bíblico que é relido no interior de coordenadas histórico-culturais novas e diversas».

Nesse ponto, Dom Ravasi apresenta o exemplo da figura de Jó, que, «depois de se ter tornado para a Arte Sacra uma imagem do Cristo paciente, transforma-se no paradigma da condição humana em Kierkegaard».

Um outro modelo seria «o que elabora os dados bíblicos de maneira desconcertante e que podemos definir como degenerativa. Na própria história da teologia e da exegese verificaram-se frequentemente desvios e deformações hermenêuticas».

Aí, o texto bíblico corre «o risco de redução a um fundo tênue sobre o qual se tecem novas tramas e novos significados, fenômeno que ocorre com muitas outras figuras bíblicas», afirma.
klaicon#2
Um terceiro modelo, «o transfigurativo», aparece quando «a arte consegue frequentemente tornar visíveis ressonâncias secretas do texto sagrado, transcrevendo-o em toda a sua pureza, fazendo germinar potencialidades que a exegese científica só com muita fadiga conquista ou, então, ignora de todo».

Nesta linha, de acordo com o arcebispo, emerge «a grande música que, no período histórico que vai de ‘600 aos inícios de ‘800, superou muitas vezes as artes figurativas como intérprete da Bíblia (Carissimi, Monteverdi, Schütz, Pachelbel, Bach, Vivaldi, Buxtehude, Telemann, Couperin, Charpentier, Haendel, Haydn, Mozart, Bruckner etc.)».

«Imagine-se só o que pode significar uma oratória como Jefté de Carissimi ou Vésperas da Bem-Aventurada Virgem de Monteverdi ou uma Paixão segundo Mateus de Bach ou ainda, olhando para os nossos dias, a Paixão segundo São Lucas de Penderecki ou os Chichester Psalms de Bernstein», considera.

Segundo Dom Ravasi, para estudar um caso, «específico e existencial», «bastaria seguir a suprema releitura que Mozart faz de um salmo literariamente modesto, o brevíssimo 117 (116), caro contudo a Israel porque proclama as duas virtudes fundamentais da aliança que liga Deus ao seu povo, isto é veritas et misericordia, como diz a versão latina da Vulgata utilizada pelo músico, ou o «amor e a fidelidade», numa tradução mais próxima do original hebraico».

«E claro, o Laudate Dominum em Fá menor das Vésperas solenes de um Confessor (K 339) de Mozart consegue recriar toda a carga teológica e espiritual, hebraica e cristã do salmo, como não o saberia fazer nenhuma exegese textual direta», destaca.

Ao recordar que a Bíblia é um dos pontos de referência para a fé e para a própria civilização, Dom Ravasi cita palavras de Goethe, que «dizia que o cristianismo é ‘a língua materna da Europa’».

Fonte: ZENIT
lusguilherme#3
Lembrando que durante 75% da história da Igreja (e, conseqüentemente -- que coincidência inexplicável, não? -- da civilização ocidental), só tinha "contato direto" com a Bíblia quem sabia Latim ou grego. As pessoas tomavam contato com a Sagrada Escritura através da Igreja, e estavam livres da livre interpretação. (Percebam que a decadência ocidental começa junto com a livre interpretação da Sagrada Escritura)
lusguilherme#4
Por causa desse tipo de gente, parei de me chamar de "direitista" ou "conservador". Sou católico romano, com todas as decorrências.
felipe_5#5
é msm! a bíblia sempre está certa! em qualquer cincustâncias ! E lendo a bíblia percebesse que dá referência ao capitalismo! Mais essa bíblia conservadora tem que ser avaliada, o ideal e ler as bíblias dos antigos presidentes norte-americanos, que tem as bíblias antigas! Ou msm perdi ao papa ver as bíblias mais antigas, do vaticano
marcos_12#6
Por definição a Bíblia É conservadora. Conservador aí é só uma reação ao liberalismo penetrante na própria Bíblia.

Ademais, a Bíblia é a base que permite a emergência da Civilização (sim, com C maiúsculo). Não se pode criar uma civilização com uma cosmovisão torta e, consequentemente, uma desorientação para com a realidade. A Bíblia dá acesso à essa cosmovisão. Ela é o conhecimento base da existência humana. TODOS os demais livros são secundários.
joo_orkut_3#7
Concordo com o que falaram em relação à Bíblia.

Agora o que me chateia nessa comunidade (já estou pensando em deixar de participar) são esses ataques de católicos à protestantes, gratuítos, e que são ignorados pela moderação.

Praticamente em todo tópico que fala de cristianismo, vem um idiota atacar os protestantes!
felipe_5#8
Realmente atacam muito os protestantes msm,mais eu como protestante reconheço que tem muitos protestantes que atacam os católicos! Isso me deixa triste pq os cristãos devem junta força para derrota o secularismo!
edson_3#9
Joao
A reciproca e verdadeira.

‹ Voltar para a lista de tópicos