A Bíblia «é um dos pontos de referência capitais não só para a fé, mas também para a nossa própria civilização», afirma Dom Gianfranco Ravasi.
O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura esteve em Portugal na sexta-feira passada, onde proferiu, na Universidade Católica Portuguesa, uma conferência intitulada «A Bíblia, ‘Grande Código’ da cultura ocidental».
De acordo com o arcebispo italiano, a Bíblia está presente na cultura ocidental, «como componente estrutural do domínio artístico, ético e social».
«‘As Sagradas Escrituras são o universo sobre o qual a literatura e a arte ocidentais operaram até ao século XVIII e, em grande medida, ainda operam’», cita o arcebispo, utilizando palavras do crítico literário Northrop Frye.
Dom Ravasi enfatiza que, durante séculos, «a Bíblia tem sido uma imensa gramática ou um repertório iconográfico, ideológico e literário ao qual ela se atém constantemente, quer a nível da alta cultura, quer a nível daquela popular».
O arcebispo aponta três modelos que representam «este imenso influxo». Um primeiro seria o «reinterpretativo ou atualizador: assume-se o texto ou o símbolo bíblico que é relido no interior de coordenadas histórico-culturais novas e diversas».
Nesse ponto, Dom Ravasi apresenta o exemplo da figura de Jó, que, «depois de se ter tornado para a Arte Sacra uma imagem do Cristo paciente, transforma-se no paradigma da condição humana em Kierkegaard».
Um outro modelo seria «o que elabora os dados bíblicos de maneira desconcertante e que podemos definir como degenerativa. Na própria história da teologia e da exegese verificaram-se frequentemente desvios e deformações hermenêuticas».
Aí, o texto bíblico corre «o risco de redução a um fundo tênue sobre o qual se tecem novas tramas e novos significados, fenômeno que ocorre com muitas outras figuras bíblicas», afirma.
O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura esteve em Portugal na sexta-feira passada, onde proferiu, na Universidade Católica Portuguesa, uma conferência intitulada «A Bíblia, ‘Grande Código’ da cultura ocidental».
De acordo com o arcebispo italiano, a Bíblia está presente na cultura ocidental, «como componente estrutural do domínio artístico, ético e social».
«‘As Sagradas Escrituras são o universo sobre o qual a literatura e a arte ocidentais operaram até ao século XVIII e, em grande medida, ainda operam’», cita o arcebispo, utilizando palavras do crítico literário Northrop Frye.
Dom Ravasi enfatiza que, durante séculos, «a Bíblia tem sido uma imensa gramática ou um repertório iconográfico, ideológico e literário ao qual ela se atém constantemente, quer a nível da alta cultura, quer a nível daquela popular».
O arcebispo aponta três modelos que representam «este imenso influxo». Um primeiro seria o «reinterpretativo ou atualizador: assume-se o texto ou o símbolo bíblico que é relido no interior de coordenadas histórico-culturais novas e diversas».
Nesse ponto, Dom Ravasi apresenta o exemplo da figura de Jó, que, «depois de se ter tornado para a Arte Sacra uma imagem do Cristo paciente, transforma-se no paradigma da condição humana em Kierkegaard».
Um outro modelo seria «o que elabora os dados bíblicos de maneira desconcertante e que podemos definir como degenerativa. Na própria história da teologia e da exegese verificaram-se frequentemente desvios e deformações hermenêuticas».
Aí, o texto bíblico corre «o risco de redução a um fundo tênue sobre o qual se tecem novas tramas e novos significados, fenômeno que ocorre com muitas outras figuras bíblicas», afirma.