RORAIMA - As intimidações foram relatadas ao MP pelas famílias das vítimas, que aguardam para a semana que vem a visita de uma comissão de senadores
Uma operação da Polícia Federal que apontou a existência de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Boa Vista motivou a criação, por cerca de 100 mães da capital de Roraima, de um movimento contra a pedofilia. Intitulada "Mães contra a Pedofilia", a iniciativa já recebeu o apoio da Igreja Católica. A operação Arcanjo, da PF, prendeu 8 pessoas na capital de Roraima, suspeitas de participação na rede. Entre 10 pessoas acusadas, estão os irmãos empresários José Queiroz da Silva e Valdivino Queiroz da Silva, além do ex-procurador-geral Luciano Queiroz. As investigações da Operação Arcanjo incluíram diálogos telefônicos interceptados mediante autorização judicial e registro de fotos e vídeos do comércio sexual de crianças e adolescentes.
Segundo a promotoria, os diálogos revelam a "dissimulação utilizada pelos aliciadores e clientes para retirar crianças e adolescentes da casa de seus pais com o fim de submetê-las a abusos sexuais". A denúncia da promotoria cita relatos de encontros de Luciano Queiroz em motéis da cidade com crianças e adolescentes de 6 a 14 anos.
AMEAÇA
O ex-procurador-geral, que foi exonerado pelo governador José de Anchieta Jr, do PSDB, negou as acusações ao ser preso. Sobre a condição de não serem identificadas, três mães integrantes do movimento conversaram com a reportagem. Uma delas, que tem uma filha de 5 anos, disse que uma amiga que também aderiu a iniciativa sofreu ameaças para que se calasse. Em uma das intimidações, afirmou, um homem em uma moto parou ao lado do carro dirigido pela colega, mostrou uma arma e sinalizou para que ficasse de boca fechada.
As ameaças foram relatadas ao MP. Em abaixo-assinado a ser entregue aos senadores, as mães contra a pedofilia vão pedir a apuração das denúncias e a condenação dos envolvidos.
Folhapress, São Paulo
Fonte: Jornal A tarde 29/06/2008
por José Eduardo
Uma operação da Polícia Federal que apontou a existência de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Boa Vista motivou a criação, por cerca de 100 mães da capital de Roraima, de um movimento contra a pedofilia. Intitulada "Mães contra a Pedofilia", a iniciativa já recebeu o apoio da Igreja Católica. A operação Arcanjo, da PF, prendeu 8 pessoas na capital de Roraima, suspeitas de participação na rede. Entre 10 pessoas acusadas, estão os irmãos empresários José Queiroz da Silva e Valdivino Queiroz da Silva, além do ex-procurador-geral Luciano Queiroz. As investigações da Operação Arcanjo incluíram diálogos telefônicos interceptados mediante autorização judicial e registro de fotos e vídeos do comércio sexual de crianças e adolescentes.
Segundo a promotoria, os diálogos revelam a "dissimulação utilizada pelos aliciadores e clientes para retirar crianças e adolescentes da casa de seus pais com o fim de submetê-las a abusos sexuais". A denúncia da promotoria cita relatos de encontros de Luciano Queiroz em motéis da cidade com crianças e adolescentes de 6 a 14 anos.
AMEAÇA
O ex-procurador-geral, que foi exonerado pelo governador José de Anchieta Jr, do PSDB, negou as acusações ao ser preso. Sobre a condição de não serem identificadas, três mães integrantes do movimento conversaram com a reportagem. Uma delas, que tem uma filha de 5 anos, disse que uma amiga que também aderiu a iniciativa sofreu ameaças para que se calasse. Em uma das intimidações, afirmou, um homem em uma moto parou ao lado do carro dirigido pela colega, mostrou uma arma e sinalizou para que ficasse de boca fechada.
As ameaças foram relatadas ao MP. Em abaixo-assinado a ser entregue aos senadores, as mães contra a pedofilia vão pedir a apuração das denúncias e a condenação dos envolvidos.
Folhapress, São Paulo
Fonte: Jornal A tarde 29/06/2008
por José Eduardo