© Rui Barbosa
O Brasil não "isso". É "isto".
O Brasil, senhores, sois vós.
O Brasil é esta Assembléia.
O Brasil é êste comício imenso, de almas livres.
Não são os comensais do erário.
Não são as ratazanas do Tesouro.
Não são os mercadores do parlamento.
Não são as sanguessugas da riqueza pública.
Não são os falsificadores de eleições.
Não são os compradores de jornais.
Não são os corruptores do sistema republicano.
Não são os oligarcas estaduais.
Não são os ministros de tarracha.
Não são os presidentes de palha.
Não são os publicitas de aluguer.
Não são os diplomatas de marca estrangeira.
São as células ativas da vida nacional.
É a multidão que não se adula, não teme,
não corre, não recua,
não deserta, não se vende.
Não é a massa inconsciente,
que oscila da servidão à desordem,
mas a coesão orgânica
das unidades pensantes,
o oceano das consciências,
a mole das vagas humanas,
onde a Providência
acumula reservas inesgotáveis de calor,
de força e de luz
para a renovação das nossas energias.
É o povo,
num dêsses movimentos seus,
em que se descobre toda a sua majestade.
O Brasil não "isso". É "isto".
O Brasil, senhores, sois vós.
O Brasil é esta Assembléia.
O Brasil é êste comício imenso, de almas livres.
Não são os comensais do erário.
Não são as ratazanas do Tesouro.
Não são os mercadores do parlamento.
Não são as sanguessugas da riqueza pública.
Não são os falsificadores de eleições.
Não são os compradores de jornais.
Não são os corruptores do sistema republicano.
Não são os oligarcas estaduais.
Não são os ministros de tarracha.
Não são os presidentes de palha.
Não são os publicitas de aluguer.
Não são os diplomatas de marca estrangeira.
São as células ativas da vida nacional.
É a multidão que não se adula, não teme,
não corre, não recua,
não deserta, não se vende.
Não é a massa inconsciente,
que oscila da servidão à desordem,
mas a coesão orgânica
das unidades pensantes,
o oceano das consciências,
a mole das vagas humanas,
onde a Providência
acumula reservas inesgotáveis de calor,
de força e de luz
para a renovação das nossas energias.
É o povo,
num dêsses movimentos seus,
em que se descobre toda a sua majestade.