EUA
Desespero em primeiras imagens de Guantánamo
Vídeo mostra interrogatório feito na prisão com adolescente de 16 anos
O mundo pôde assistir ontem às primeiras imagens divulgadas de interrogatórios feitos na base de Guantánamo, na ilha de Cuba, onde centenas de suspeitos de terrorismo foram presos pelos EUA sem acusação formal.
A s imagens chocam: o prisioneiro é um adolescente de 16 anos, que se desespera quando percebe que seus interlocutores não estão lá para ajudá-lo. Quem aparece no vídeo, gravado em 2003, é o canadense Omar Khadr, o mais jovem do centro de detenção. Ele é acusado de participar de um ataque a tiros contra as tropas americanas em julho de 2002 no Afeganistão e de matar um soldado com uma granada. As imagens foram feitas por agentes dos Estados Unidos, mas o interrogatório foi conduzido por especialistas do serviço secreto canadense - uma exceção, pois o Pentágono reserva essa tarefa apenas aos americanos.
Os DVDs caíram nas mãos dos advogados de Khadr, que pediram a divulgação das imagens para provar que o jovem, hoje com 21 anos, confessou os delitos sob pressão. Segundo o prisioneiro, ele foi forçado a admitir os crimes mediante torturas. No confronto, o próprio Khadr foi baleado e esteve à beira da morte.
Foram divulgados apenas 10 minutos das sete horas de interrogatório. Ainda assim, é possível ouvir quando o jovem começa a soluçar ao ser questionado sobre o que sabe sobre a rede terrorista Al-Qaeda. Em outro momento, Khadr tira a característica camisa laranja do uniforme da prisão e mostra a seus interlocutores as cicatrizes dos disparos no peito.
- A meu ver, elas estão cicatrizando bem - aponta um agente.
- A dor continua a mesma - replica o jovem.
Em outro trecho, Khadr diz que não consegue mexer os braços e que não recebe tratamento médico adequado na base. O jovem está há cinco anos em Guantánamo, onde permanecem hoje cerca de 270 suspeitos de terrorismo. O canadense será julgado em outubro, quando pode ser condenado à prisão perpétua.
Desespero em primeiras imagens de Guantánamo
Vídeo mostra interrogatório feito na prisão com adolescente de 16 anos
O mundo pôde assistir ontem às primeiras imagens divulgadas de interrogatórios feitos na base de Guantánamo, na ilha de Cuba, onde centenas de suspeitos de terrorismo foram presos pelos EUA sem acusação formal.
A s imagens chocam: o prisioneiro é um adolescente de 16 anos, que se desespera quando percebe que seus interlocutores não estão lá para ajudá-lo. Quem aparece no vídeo, gravado em 2003, é o canadense Omar Khadr, o mais jovem do centro de detenção. Ele é acusado de participar de um ataque a tiros contra as tropas americanas em julho de 2002 no Afeganistão e de matar um soldado com uma granada. As imagens foram feitas por agentes dos Estados Unidos, mas o interrogatório foi conduzido por especialistas do serviço secreto canadense - uma exceção, pois o Pentágono reserva essa tarefa apenas aos americanos.
Os DVDs caíram nas mãos dos advogados de Khadr, que pediram a divulgação das imagens para provar que o jovem, hoje com 21 anos, confessou os delitos sob pressão. Segundo o prisioneiro, ele foi forçado a admitir os crimes mediante torturas. No confronto, o próprio Khadr foi baleado e esteve à beira da morte.
Foram divulgados apenas 10 minutos das sete horas de interrogatório. Ainda assim, é possível ouvir quando o jovem começa a soluçar ao ser questionado sobre o que sabe sobre a rede terrorista Al-Qaeda. Em outro momento, Khadr tira a característica camisa laranja do uniforme da prisão e mostra a seus interlocutores as cicatrizes dos disparos no peito.
- A meu ver, elas estão cicatrizando bem - aponta um agente.
- A dor continua a mesma - replica o jovem.
Em outro trecho, Khadr diz que não consegue mexer os braços e que não recebe tratamento médico adequado na base. O jovem está há cinco anos em Guantánamo, onde permanecem hoje cerca de 270 suspeitos de terrorismo. O canadense será julgado em outubro, quando pode ser condenado à prisão perpétua.