26/7/2008 12:25:00
Padre é acusado de enforcar travesti no altar, em São Gonçalo
Mayara diz ter tido o pescoço apertado pelo pároco da Igreja Matriz e faz queixa na DP
Pedro Moraes
Foto André Luiz Mello/ Agência O Dia
Rio - A missa das 19h do último domingo na Igreja Matriz de São Gonçalo virou um tremendo furdunço. O travesti Fabiano Fontes Figueira, a Mayara, de 29 anos, que teria se irritado com sermão feito pelo padre Ademar Pimenta contra os gays, subiu ao altar para reclamar e diz que o religioso apertou seu pescoço com as duas mãos e ainda teria lhe dado chutes. Ela registrou queixa na 72ª DP (Mutuá) e já fez exame de corpo de delito. A Arquidiocese informou estar apurando o caso, mas garantiu já ter depoimentos de fiéis a favor do pároco.
“Eu me surpreendi com a atitude dele. Freqüento a igreja há muitos anos. Fui batizada e vou à missa todo domingo. Nunca um padre havia feito isso comigo”, desabafou Mayara, que assumiu aparência feminina aos 17 anos e trabalha como esteticista.
Segundo Mayara, tudo começou porque um evento de um movimento gay estava sendo realizado na rua em frente à igreja. O padre teria passado então a agredir verbalmente os homossexuais e usado a história da esteticista como exemplo durante o sermão. “Ele dizia: ‘Cada um come o que quer, mas não na minha igreja’. Foi aí que eu me irritei e disse que estava na casa de Deus e não do padre, e ele perdeu a cabeça. Os ministros da Eucaristia ainda me jogaram para fora”.
Manchas roxas
Mayara conta que, após ser expulsa da igreja, o padre continou a missa e ela ainda ouviu os fiéis baterem palmas no fim da celebração. “Ele me agrediu e foi ovacionado. Fiquei com manchas roxas nas pernas de tanto chute que tomei. Me admira um padre negro, que conhece os problemas das minorias, ser tão preconceituoso”, detonou Mayara.
Padre é acusado de enforcar travesti no altar, em São Gonçalo
Mayara diz ter tido o pescoço apertado pelo pároco da Igreja Matriz e faz queixa na DP
Pedro Moraes
Foto André Luiz Mello/ Agência O Dia
Rio - A missa das 19h do último domingo na Igreja Matriz de São Gonçalo virou um tremendo furdunço. O travesti Fabiano Fontes Figueira, a Mayara, de 29 anos, que teria se irritado com sermão feito pelo padre Ademar Pimenta contra os gays, subiu ao altar para reclamar e diz que o religioso apertou seu pescoço com as duas mãos e ainda teria lhe dado chutes. Ela registrou queixa na 72ª DP (Mutuá) e já fez exame de corpo de delito. A Arquidiocese informou estar apurando o caso, mas garantiu já ter depoimentos de fiéis a favor do pároco.
“Eu me surpreendi com a atitude dele. Freqüento a igreja há muitos anos. Fui batizada e vou à missa todo domingo. Nunca um padre havia feito isso comigo”, desabafou Mayara, que assumiu aparência feminina aos 17 anos e trabalha como esteticista.
Segundo Mayara, tudo começou porque um evento de um movimento gay estava sendo realizado na rua em frente à igreja. O padre teria passado então a agredir verbalmente os homossexuais e usado a história da esteticista como exemplo durante o sermão. “Ele dizia: ‘Cada um come o que quer, mas não na minha igreja’. Foi aí que eu me irritei e disse que estava na casa de Deus e não do padre, e ele perdeu a cabeça. Os ministros da Eucaristia ainda me jogaram para fora”.
Manchas roxas
Mayara conta que, após ser expulsa da igreja, o padre continou a missa e ela ainda ouviu os fiéis baterem palmas no fim da celebração. “Ele me agrediu e foi ovacionado. Fiquei com manchas roxas nas pernas de tanto chute que tomei. Me admira um padre negro, que conhece os problemas das minorias, ser tão preconceituoso”, detonou Mayara.