Polícia
Sábado, 26 de julho de 2008, 13h54 Atualizada às 14h08
Rio: padre é acusado de agredir travesti no altar
O padre Ademar Pimenta foi acusado de tentar agredir o travesti Fabiano Fontes Figueira, conhecido como Mayara, 29 anos, durante a missa do último domingo na Igreja Matriz de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Dia.
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Figueira teria se irritado com um sermão feito pelo religioso, no qual ele falou contra os gays. Ele então subiu ao altar, quando supostamente foi atacado pelo padre, que teria tentado enforcá-lo e chutá-lo.
Fabiano Figueira registrou queixa na 72ª Delegacia de Polícia (Mutuá) e já fez exame de corpo de delito. A Arquidiocese informou estar apurando o caso, mas garantiu já ter depoimentos de fiéis a favor do pároco.
"Eu me surpreendi com a atitude dele. Freqüento a igreja há muitos anos. Fui batizada e vou à missa todo domingo. Nunca um padre havia feito isso comigo", disse ao jornal o travesti, que assumiu aparência feminina aos 17 anos e trabalha como esteticista.
Segundo Figueira, tudo começou porque um evento de um movimento gay estava sendo realizado na rua em frente à igreja. O padre teria passado então a agredir verbalmente os homossexuais e usado a história da esteticista como exemplo durante o sermão. "Ele dizia: 'cada um come o que quer, mas não na minha igreja'. Foi aí que eu me irritei e disse que estava na casa de Deus e não na do padre, e ele perdeu a cabeça. Os ministros da Eucaristia ainda me jogaram para fora".
Figueira conta que, após ser expulso da igreja, o padre continuou a missa e ele ainda ouviu os fiéis baterem palmas no fim da celebração. "Ele me agrediu e foi ovacionado. Fiquei com manchas roxas nas pernas de tanto chute que tomei. Me admira um padre negro, que conhece os problemas das minorias, ser tão preconceituoso", afirmou.
Sábado, 26 de julho de 2008, 13h54 Atualizada às 14h08
Rio: padre é acusado de agredir travesti no altar
O padre Ademar Pimenta foi acusado de tentar agredir o travesti Fabiano Fontes Figueira, conhecido como Mayara, 29 anos, durante a missa do último domingo na Igreja Matriz de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Dia.
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Figueira teria se irritado com um sermão feito pelo religioso, no qual ele falou contra os gays. Ele então subiu ao altar, quando supostamente foi atacado pelo padre, que teria tentado enforcá-lo e chutá-lo.
Fabiano Figueira registrou queixa na 72ª Delegacia de Polícia (Mutuá) e já fez exame de corpo de delito. A Arquidiocese informou estar apurando o caso, mas garantiu já ter depoimentos de fiéis a favor do pároco.
"Eu me surpreendi com a atitude dele. Freqüento a igreja há muitos anos. Fui batizada e vou à missa todo domingo. Nunca um padre havia feito isso comigo", disse ao jornal o travesti, que assumiu aparência feminina aos 17 anos e trabalha como esteticista.
Segundo Figueira, tudo começou porque um evento de um movimento gay estava sendo realizado na rua em frente à igreja. O padre teria passado então a agredir verbalmente os homossexuais e usado a história da esteticista como exemplo durante o sermão. "Ele dizia: 'cada um come o que quer, mas não na minha igreja'. Foi aí que eu me irritei e disse que estava na casa de Deus e não na do padre, e ele perdeu a cabeça. Os ministros da Eucaristia ainda me jogaram para fora".
Figueira conta que, após ser expulso da igreja, o padre continuou a missa e ele ainda ouviu os fiéis baterem palmas no fim da celebração. "Ele me agrediu e foi ovacionado. Fiquei com manchas roxas nas pernas de tanto chute que tomei. Me admira um padre negro, que conhece os problemas das minorias, ser tão preconceituoso", afirmou.